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quarta-feira, 11 de maio de 2016

"Escondi a Minha Voz" de Parinoush Saniee

Fico maravilhada quando um livro me devora, quando acerta com os meus sentimentos, quando ler se torna um prazer sem fim e tão real que mais parece que os personagens vivem comigo, ao meu lado!

Esta história conquistou-me mesmo antes de pegar no livro. A sinopse e a capa pareciam indicar que era a escolha certa. Mas o conteúdo, esse sim, tomou posse de mim, agarrou-me pela simplicidade mas ao mesmo tempo pela profundidade com que a autora nos contou a história de um menino que não fala. Porque não pode, porque não quer?

Levado a inúmeros médicos para que possam acertar no diagnóstico e para que o "maluquinho", como era apelidado, deixe de ser objecto de risota e troça, Shahab, no alto dos seus cinco anos, mais se fecha e mais rancor guarda para si e em si.

Numa sociedade em que os códigos de conduta são impostos por regras que muitas vezes não compreendemos, Shahab luta pelo amor da mãe e experiência pelo pai um rancor cada vez mais profundo. Só a meio do livro é-nos dada a certeza do local onde se passa o enredo, Teerão. As limitações que esses codigos de conduta impostos trazem aos jovens, sujeitam-nos a tomadas de decisão que muitas vezes vão influenciar negativamente o seu futuro. Da mesma forma, as pressões dos pais perante aquilo que esperam dos filhos, levam a que estes encaminhem as suas vidas para sentidos diferentes daquilo que ambicionam verdadeiramente, tornando-os infelizes.

Um livro que marca e deixa o leitor a pensar. O que faz o amor e o desamor numa criança.
Recomendo vivamente!

Terminado a 7 de Maio de 2016

Estrelas: 6*

Sinopse

Shahab tem quatro anos, mas ainda não começou a falar. O médico da família não considera que a situação seja grave, mas o menino é tratado por todos como «maluquinho». Shahab começa por julgar que se trata de um termo carinhoso, até ao dia em que o primo o tenta obrigar a beber água de um esgoto para provar que ele é de facto atrasado. Shahab começa a ter desejos de vingança e gradualmente, à medida que cresce, vai sendo marginalizado por todos. A mãe é a sua única aliada no mundo, o seu escudo e a sua fonte de amor. Uma história comovente e apaixonante, vivida no riquíssimo e colorido contexto social e cultural do Irão dos nossos dias.

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