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domingo, 5 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
Um segredo escondido

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 336
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722343091
Colecção: Grandes Narrativas
Gostei de ler este livro. Fiquei rendida por duas razões: a primeira prende-se com um mistério que se subentende em toda a história, algo passado na infância de Alice, a narradora de 80 anos; e a segunda, pelo que lhe vai sucedendo na vida, devido a esse mesmo mistério...
Muito embora seja um romance, muitos factos são verídicos - como verificamos na notas finais da autora - e durante todo o processo de leitura vamo-nos perguntando quais são os aspectos reais e os fictícios... o que me agradou particularmente!
Alice foi a musa inspiradora de "Alice no País das Maravilhas" e foi a seu pedido e insistência que L. Carroll escreveu essa história, a história de uma menina que caiu na toca de um coelho...
A amizade de Charles Dodgson (de pseudónimo Lewis Carroll), de 31 anos, com Alice Liddell, de 11 anos, foi abruptamente cortada. O que levou a esse corte de relações? De que forma esse acontecimento teve influência na sua vida, nos seus amores?
É esse mistério que nos envolve durante toda a leitura deste livro, mistério que imaginamos saber mas que a própria Alice não reconhece totalmente, já que a vida e o tempo apagam, muita vezes, memórias infantis...
Ficamos a conhecer, como diz a autora, "as aventuras de Alice depois de ter abandonado o País da Maravilhas". Valeu a pena. Gostei muito.
Ficamos a conhecer, como diz a autora, "as aventuras de Alice depois de ter abandonado o País da Maravilhas". Valeu a pena. Gostei muito.
Terminado em 2 de Dezembro de 2010
Estrelas: 4*
Sinopse:
Alice Eu Fui é uma biografia romanceada de Alice Liddell, a criança que inspirou o grande clássico da literatura infanto-juvenil Alice no País das Maravilhas. É a primeira vez que a história é contada do ponto de vista irreverente da própria Alice - agora uma octogenária que olha em retrospectiva para o seu passado e reflecte sobre a jornada extraordinária que foi a sua vida para além do País das Maravilhas. Com uma intriga bem construída, esta narrativa explora a natureza elusiva e indecifrável do amor e da sexualidade, presentes na psique humana desde a infância e ajuda-nos, através dos factos narrados, a compreender os assombros e os abismos, as passagens para o outro lado do espelho. História de amor e mistério literário, esta obra entretece com brilhantismo factos e ficção para captar o espírito apaixonado de uma mulher verdadeiramente inspiradora.
Um pouco de História:
Alice no País das Maravilhas (título original em inglês: Alice's Adventures in Wonderland, frequentemente abreviado para "Alice in Wonderland") é a obra mais conhecida do professor de matemática inglês Charles Lutwidge Dodgson, sob o pseudónimo de Lewis Carroll, que a publicou a 4 de julho de 1865, e uma das mais célebres do gênero literário nonsense ou do surrealismo, sendo considerada a obra clássica da literatura inglesa. O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai numa toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas, revelando uma lógica do absurdo característica dos sonhos. Este está repleto de alusões satíricas dirigidas tanto aos amigos como aos inimigos de Carrol, de paródias a poemas populares infantis ingleses ensinados no século XIX e também de referências linguísticas e matemáticas frequentemente através de enigmas que contribuíram para a sua popularidade. É assim uma obra de difícil interpretação pois contém dois livros num só texto: um para crianças e outro para adultos.(Retirado da wikipédia
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Soltas...
"Abro a gaveta da escrivaninha e retiro um maço de cartas atadas com uma fita de seda gasta, cartas que comecei mas que não acabei, por uma variedade de razões. Fui aprendendo, ao longo dos anos, que, muitas vezes, são as cartas que não enviamos as mais valiosas."
"Tudo isto me deixava muito confusa; as maneiras ridículas como os adultos se comportavam uns com os outros, sem nunca dizerem o que tinham a dizer, à espera que fossem os suspiros, os olhares e a distância a fazê-lo em seu lugar. O perigo que isso não era!"
"Ao sair, passei em bicos dos pés pela minha mãe, a manta oriental vermelha a ondular regularmente enquanto ela dormia. Parei, uma única vez, a fim de olhar para ela e tentar adivinhar os sonhos que as mães sonhavam...
A interrogar-me se felizes para sempre teria para elas o mesmo significados que para nós."
"Tudo isto me deixava muito confusa; as maneiras ridículas como os adultos se comportavam uns com os outros, sem nunca dizerem o que tinham a dizer, à espera que fossem os suspiros, os olhares e a distância a fazê-lo em seu lugar. O perigo que isso não era!"
"Ao sair, passei em bicos dos pés pela minha mãe, a manta oriental vermelha a ondular regularmente enquanto ela dormia. Parei, uma única vez, a fim de olhar para ela e tentar adivinhar os sonhos que as mães sonhavam...
A interrogar-me se felizes para sempre teria para elas o mesmo significados que para nós."
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