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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A dor que nunca desaparece...


Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 448
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-99952-8

Um bebé desaparecido à 15 anos. O desespero e depressão de uma mãe que a leva à loucura. Uma filha nascida à posteriori num casamento sem futuro, onde as lembranças do filho desaparecido impedem-na de ocupar o lugar merecido no coração da mãe. A dor de um pai e o seu direito de recomeçar uma vida nova.

Pronto! Está lançado o enredo para um livro onde o mistério nos prende logo nas primeiras 20 páginas... Bem escrito, não nos deixando adivinhar o que se vai suceder e mantendo-nos sempre agarrados à história.

Gostei bastante. Não é um caso verídico mas muitos dos sentimentos das diferentes personagens com que somos confrontados ao longo do livro parecem-me passíveis de serem reais. A dor e o sofrimento que levam à loucura; mas também, a dor e o sofrimento que podem ser superados, mas nunca esquecidos, que levam ao recomeço de uma vida nova...


Terminado em 31 de Agosto de 2010

Estrelas: 4*

Sinopse

Num dia de Outono perfeitamente normal, Miles Avery leva a sua mulher, Jacqueline, à estação de comboios. O tempo está chuvoso, o trânsito estranhamente complicado e o rádio debita as mais recentes notícias do mundo. Entre o casal não há diálogo e nenhum dos dois parece estar diferente do normal. Miles passa pela paragem de táxis, Jacqueline sai, transportando uma pequena mala feita apenas para uma noite, e dirige-se à estação.
Mas Jacqueline não volta a ser vista… Dá-se início a uma investigação que, rapidamente, volta todas as suspeitas para Miles.
E, à medida que os obscuros segredos do passado começam a fundir-se com os do presente, o grande amor que ele tanto lutou para proteger não só é revelado, mas também ameaçado...

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Soltas...

"A dor da perda, o sentimento de culpa e o desespero de nunca mais vir a saber o que acontecera a Sam devastaram a vida de Jacqueline e o tempo provara que jamais iria recuperar. Era como se tivesse surgido um buraco negro no mundo de ambos no dia em que Sam foi levado e tudo o que tinham sido até então e tudo o que pudessem vir a ser no futuro tivesse sido simplesmente sugado."

"Em toda a sua vida, jamais esqueceria os dias e as semanas que se seguiram àquele terrível dia; a busca , a esperança, a descrença, o medo indescritível enquanto aguardavam notícias, enquanto viviam num pavor de morte de que descobrissem um pequeno corpo ou até um pedaço ínfimo de roupa que reconhecessem."

"Porém, tinha-se entregado às sua profundezas, tinha ficado tão submersa na perda e em harmonia com a culpa que parara à muito de procurar uma saída. Ao invés, tentara arrastar com ela todas as pessoas à sua volta."