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sexta-feira, 14 de maio de 2021

Resultado do Passatempo "Toca a comentar!" - Mês de Abril

Anunciamos o vencedor deste passatempo referente ao mês de Abril.

Este é o link para o post onde se encontra anunciado o passatempo.

Assim, através do Random.Org, de todos os comentários efectuados nesse mês, foi seleccionada uma vencedora! Foi ela:

Parabéns! Terás que comentar este post e enviar um email para otempoentreosmeuslivros@gmail.com até ao próximo dia 20, com os teus dados e escolher um de entre estes dois livros:

 

Cris

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Para os Mais Pequeninos: "A Estrelinha Que Muda de Cor"


Este livro é especial. Foi escrito a duas mãos por duas psicólogas e o que o torna diferente é a intenção com que foi feito e a forma como a história se proporciona para falar com as crianças de uma coisa que muitas não sabem como lidar: as emoções. 

No final da história existem dicas parentais muito boas que ajudarão os pais em várias situações futuras, como devem agir e reagir, para explicar às crianças emoções que, muitas vezes, elas não sabem explicar. A vergonha, a fúria, a raiva, o medo, o nojo, mas também, a calma, a felicidade e a alegria. Saber que é normal sentirmo-nos assim, às vezes num tumulto, outras numa onda de calma, pode trazer confiança a este ser pequenino que não sabe o que está a sentir nem porque muda tanto de sentimentos ao longo do dia...

Uma história para ser vivida. Vejam as imagens:




Cris

terça-feira, 11 de maio de 2021

A Convidada Escolhe... "Quem é amado nunca morre"

Um livro que me revelou uma parte da História da Grécia moderna e as suas guerras internas no período
posterior à ocupação nazi.

As lutas entre as fações politicas, direita e esquerda, levam à guerra civil fruto das divisões na sociedade e no seio das próprias familias, como no caso da família da protagonista, que assiste ao deteriorar das relações dos que mais ama. 

As diferenças politicas insanáveis, a miséria que se instala no país, a morte da sua melhor amiga, levam a jovem à revolta e a juntar-se ao exército comunista. Será  confrontada com actos de violência extrema e ódio em que tem que participar, mas também com a solidariedade e amizade e com o amor que são postos à prova no meio do caos. 

Gostei bastante!

Marília Gonçalves

segunda-feira, 10 de maio de 2021

"O Segredo dos Prisioneiros" de Maggie Brookes

Começo já por dizer que este livro tem um grande defeito! Faltam-lhe páginas! Um dos meus "eus" diz: "Gostava tanto que ele tivesse mais meia dúzia ou uma dúzia de páginas onde pudesse descansar a minha curiosidade e saber o que terá acontecido a algumas personagens que foram tão importantes neste enredo e que ficaram pelo caminho!" Mas, por outro lado, gosto de colocar a imaginação a funcionar e percebo perfeitamente a razão pela qual a autora optou por acabar assim. E o meu "eu" que gosta de imaginar finais, prefere que a continuação desta história seja escolhida por mim e digo-vos que fiquei um bom bocado a pensar nisso.

Mas, comecemos! Ao ler a Nota Histórica e ao ver uma referência a uma Nota da Autora feita no final do livro, saltei imediatamente para lá. Fiz bem. Aconcelho-vos a fazerem o mesmo. Creio que só vos vai enriquecer a leitura.

Estamos em 1944 na antiga Checoslováquia, ocupada por Hitler, num local chamado Vražné. A populacão é maioritariamente camponesa e fala alemão corretamente. Muitos campos são cultivados apenas pelas mulheres e crianças porque os homens estavam a combater (a favor ou contra os nazis). Os prisioneiros são muitas vezes utilizados para realizarem esse trabalho sob o olhar de guardas nazis. Para além de estarem ao ar livre, a própria comida podia ser melhor pelo que muitos preferiam ir trabalhar no campo do que ficar presos num campo de trabalho. Estamos aqui a falar num campo de prisioneiros de militares ingleses, abrigados pela Convenção de Genebra.

Izzy, camponesa checa, e Bill, militar inglês, conhecem-se nessas condições. E no meio da loucura que é viver num mundo horrível, amam-se, casam e fogem. E são apanhados! 

Depois, é um avolumar de situações que nos agarram à cadeira ou ao sofá que não nos deixam largar este enredo. Esta história relatada foi baseada numa história contada por um ex-prisioneiro que vivia num lar onde a mãe da autora habitava também. A pesquisa posterior feita pela autora traduziu-se num texto muito realista, mostrando até (e isto são os próprios personagens que o sentem na pele quando se cruzam com "os prisioneiros de pijamas às riscas"), como estes prisioneiros militares possuíram condições muito melhores do que muitos outros. Recebiam, por vezes, pacotes da Cruz Vermelha. E, no entanto, a fome, o frio, os maus tratos eram mais que muitos.

Um romance que muito dificilmente vou esquecer. Pelo realismo da escrita que, sendo ficção, conseguiu que a minha atenção não se dispersasse  e se fixasse ainda mais com o decorrer das páginas. Fiquei literalmente presa e adorei isso. Recomendo muito!

Terminado em 8 de Maio de 2021

Estrelas: 6*

Sinopse

«Uma história de amor e sobrevivência baseada no relato de um prisioneiro de guerra britânico capturado pelos nazis.» — Publishers Weekly

Maggie Brookes sentiu-se inspirada a escrever o seu primeiro romance, O Segredo dos Prisioneiros, depois de um ex-prisioneiro de guerra lhe ter contado uma extraordinária história ocorrida durante a Segunda Guerra Mundial. 

«Nós temos de sobreviver. Para que o mundo saiba aquilo por que passámos. Para garantir que isto nunca mais volte a acontecer na História.»

1944, Checoslováquia. Na calada da noite, Izzy e Bill, uma camponesa checa e um prisioneiro de guerra britânico, casam-se em segredo e fogem através de aldeias devastadas pela guerra, com o sonho de construírem um futuro juntos, longe do jugo nazi. Para conseguirem escapar, Izzy veste-se de homem, corta o cabelo rente e faz-se passar por muda. Porém, a sua sorte não dura muito tempo, e eles acabam por ser capturados pelo exército alemão.

Apesar disso, o disfarce de Izzy funciona. Ambos são considerados soldados fugitivos e transportados para um campo nazi de prisioneiros de guerra, onde irão enfrentar condições extremas. O campo está sobrelotado, não existe comida suficiente e o trabalho é demasiado duro. Mas, no meio das circunstâncias mais desumanas, surge a esperança, pois o jovem casal trava amizade com um pequeno grupo de prisioneiros. Esses homens tornam-se a sua nova família, e estão dispostos a arriscar as suas vidas para proteger Izzy. O perigo que correm é avassalador, pois, se o segredo de Izzy for revelado, ela e Bill — e os homens que decidem ajudá-los — enfrentarão a morte.

«Uma das histórias de guerra mais audaciosas de sempre.» - Daily Express

Cris

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Para os Mais Pequeninos: "A Toupeirinha tem uma surpresa"


A Toupeirinha, a protagonista deste livro, já é nossa conhecida! Falámos dela aqui, com este livro.

Aqui, a Toupeirinha tem uma surpresa quando alguém lhe bate à porta e lhe deixa um embrulho que se mexe bastante. Mas essa não é a única surpresa que a Toupeirinha vai ter neste dia. Porque hoje é um dia especial mas ela esqueceu-se disso!

Com imagens alegres e sugestivas, este livrinho vai fazer as delícias dos vossos/nossos pequeninos. Ora espreitem lá...




Cris


quinta-feira, 6 de maio de 2021

A Convidada escolhe: "Quando Lisboa Tremeu"

1 De Novembro de 1755, Dia de Todos os Santos...

Domingos Amaral leva-nos a  uma cidade tão nossa conhecida mas tão profundamente diferente a Lisboa do século XVIII.

Numa época de perseguições religiosas infligidas pela Santa Inquisição: a caça as Bruxas, aos Judeus e a todos os que estivessem na mira do grande Marquê do Pombal...

Num tempo de grande pobreza, fome e doença para a maioria da população de Lisboa, um terramoto seguido de um tsunami vai aumentar de forma incrível o infortúnio e o desespero da população.

Este acontecimento brutal mudará para sempre o aspecto da cidade e a vida de todos os Lisboetas ricos ou pobres, e até o próprio rei e sua corte, movidos pelo medo de replicas do terrível fenómeno passaram a viver de forma totalmente diversa, numa tenda, a então chamada "Real Barraca".

No decorrer desta leitura somos levados a conhecer várias personagens de diversas proveniências, cujas vidas se vão cruzar num emaranhado de peripécias lutando pela sobrevivência  que este que cataclismo avassalador lhes impôs. 

Gostei muito!

Marília Gonçalves

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Experiências na Cozinha: Cozinha Vegetariana para festejar


Desta vez trazemo-vos uma receita que não saiu como queríamos e que foi aproveitada (não se deita nada fora!) e saiu uma pequena maravilha, um empadão de millet e feijão.

Fizemos a receita dos burguers para aproveitar restos de feijão e depois congelar, mas ficaram muito húmidos e, desta feita, os burguers passaram a empadão... e muito bom, por sinal! 

Cozemos millet em vez da batata (um copo de millet para quase três de água) em água, cebola e sal. Depois de cozido tritura-se com um dente de alho, azeite e noz-moscada. Monta-se o empadão, colocando em cima natas de soja com um pouco de pimenta moída.

Ficam as fotos.




Palmira e Cris

terça-feira, 4 de maio de 2021

"10 Minutos e 38 Segundos Neste Mundo Estranho" de Elif Shafak

Só tenho pena de ter lido este livro tão espaçadamente. Li com o grupo de leituras a prestações e dividimos as páginas por semanas. Acabei por intercalar alguns livros e este não merecia isso. Mas vamos à história...

Partindo da premissa que o cérebro possui precisamente 10 minutos e 38 segundos para se desligar após a morte do corpo onde habita, Elif Shafak conta-nos uma história não tão estranha quanto esta premissa faz supor nem tampouco o título. Ou seja, esta é uma história muito original onde o leitor aprende a gostar de uma menina/mulher que custa a crer que está morta. Mas o que ela recorda nesses 10 m. é algo que, infelizmente, é muito real tanto na Turquia (Istambul) como em qualquer país do mundo!

Essa ligação entre o leitor e Leila Tequila, uma prostituta assassinada, e seus amigos e amores é feita de imediato. A escrita é maravilhosa, prende e conquista pela simplicidade mas, também, pela verosimilhança. O que aconteceu a Leila, acontece ainda hoje. 

Leila não tem família que lhe queira. Tem amigos. Poucos, cinco. Mas muito amigos. São diferentes. A sociedade não os aceita, não os quer. E Leila, vai recordando como entraram na sua vida e o leitor vai ficando cada vez mais conquistado por estas vidas marginais. 

Gostei muito e recomendo.

Terminado a 28 de Abril de 2021

Estrelas: 5*+

Sinopse

No primeiro minuto que se seguiu à sua morte, a consciência de Leila Tequila começou a abrandar, lenta e firmemente, como uma maré a recuar para a costa. As suas células cerebrais, tendo ficado sem sangue, estavam agora completamente privadas de oxigénio. Mas ainda não se tinham desligado. Não de imediato. Uma última reserva de energia ativara inúmeros neurónios, ligando-os como se fosse a primeira vez. Embora o coração tivesse parado de bater, o cérebro estava a resistir, um combatente até ao fim...

Para Leila, cada minuto após a sua morte traz consigo uma recordação sensual: o sabor do guisado da cabra sacrificada pelo pai, para celebrar o nascimento de um filho há muito esperado; a visão de panelões borbulhantes com uma mistura de limão e açúcar, que as mulheres usam para depilarem as pernas, enquanto os homens se encontram na mesquita; o aroma a café de cardamomo que Leila partilha com o estudante atraente, no bordel onde trabalha. Cada recordação também traz consigo os amigos que fez em cada momento importante da sua vida - amigos que agora estão desesperados para a tentar encontrar...

Cris

sexta-feira, 30 de abril de 2021

"O Milagre de S. Francisco" de John Steinbeck

A conselho de uma amiga livrólica peguei neste livro. Em tempos, há muitos anos, li algo de Steinbeck, mas nem me lembro de que livro foi... E que boa foi esta leitura! Tão diferente as personagens do habitual, tão atípicas!

Começo primeiro por destacar que este livro foi escrito em 1935. Há um bom par de anos, portanto! Mas tem o condão de nos fazer pensar, pese embora o ambiente certamente tão distinto daquele a que estamos habituados. A trama passa-se na Califórnia, numa pequena cidade, e os actores principais são verdadeiramente sui generis (sim, digo actores porque este pequeno livro é muito visual e descritivo no que concerne às personagens e é com facilidade que criamos imagens representativas das mesmas).

Danny e os seus amigos pertencem à escória da sociedade de então. Pode-se dizer que são viciados no vinho, na vagabundagem, no furto e na mentira. Não praticam grandes roubos porque limitam-se a roubar para comer e, principalmente, para beber. Garrafões e garrafões de vinho. Dormem onde calha, a maior parte das vezes ao relento. Parecem não ter grande ligação entre eles nem saberem o significado da palavra amizade.

E eis que Danny recebe por herança duas casas e os problemas surgem...

Divertido e, ao mesmo tempo, focando assuntos bem sérios este livro não parou de me surpreender.  Situações limite de pobreza e homens que aprendem o significado da amizade e da solidariedade. Muito bom!

Terminado em 22 de Abril de 2021

Estrelas: 5*+

Sinopse

Apropriando-se da estrutura e dos temas do ciclo arturiano, Steinbeck imaginou um novo «castelo de Camelot», situou-o numa das colinas pobres que cercam a cidade de Monterey, na Califórnia, e deu-lhe por habitantes um particularíssimo grupo de «cavaleiros». No centro desta história está Danny, cuja casa, tal como o castelo do rei Artur, se torna um local de encontro para todos aqueles que anseiam por aventura, camaradagem e sentido de pertença a um grupo. Homens de diversas origens cujos antepassados vieram estabelecer-se na Califórnia há centenas de anos, alheios às complicações do modo de vida americano, resistem com firmeza ao trabalho honesto e ao oceano de retidão cívica que os cerca por todos os lados. São malandros encantadores, mandriões dedicados a mexericos e bebedeiras, roubos e zaragatas, mas cuja moral grosseira se conjuga com aspirações elevadas e com uma inocência comovedora. Neles, o calculismo e a astúcia misturam-se com a dedicação ao próximo e o altruísmo.

O Milagre de São Francisco é um retrato irrepetível destes paisanos simples. Publicado em 1935, constituiu o primeiro grande êxito de John Steinbeck.

Cris

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Para os mais pequeninos: "Se o mundo inteiro fosse feito de memórias"


Mal vi a capa deste livro sabia que ele seria especial. Não me enganei. É tão bonita a forma como ele aborda um tema quase tabu para falar com as crianças! A morte daqueles que amamos e que fizeram parte da nossa vida com os seus risos, conselhos, amor. 

Saber falar dela, desse monstro tão grande (que muitos adultos não querem nem pensar) com alegria, com amor, com uma saudade que leva a recordar mas com o coração cheio. Recordar com alegria as vivências que se teve o privilégio de viver com essa pessoa querida mas celebrando a vida!

Uma neta e um avô. Uma relação de amor.

Pela primeira vez uma imagem fez-me recordar alguém e emocionei-me com um simples desenho de um sofá vazio. Mas trata-se de um livro muito colorido, que celebra a vida e os bons momentos. Explicar com doçura e alegria um tema pesado. Sim, é possível fazê-lo! 

Muito especial este livro! 




Cris

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Experiências na Cozinha: "Funny Cook"


Hoje trazemo-vos um livro para vocês e para os vossos pequeninos! Divertido, com receitas saudáveis e muito atrativo visualmente! Todas as receitas são compostas e decoradas para representarem desenhos giros, muitas vezes de animais, muito coloridas. 

Gostei muito da sua apresentação, tanto quanto as receitas apresentadas. Mais de 60 snacks, doces e salgados, para ensinar a cozinhar e introduzir e dar a conhecer alimentos saudáveis aos pequenotes.

Hoje trazemos os Dedos de Bruxa de Gengibre! Sei que não é Halloween mas o que me atraiu mais foram os ingredientes que, por acaso tinha em casa! E quem não gosta de uma bolachinha? Faço notar que a receita não tem açúcares refinados e que as tâmaras substituem (e bem!) o doce. O facto de possuir muita fibra equilibra o doce das tâmaras e faz muito melhor. Alterei a quantidade de um ingrediente: só coloquei 1 colh sopa de gengibre em vez de 2. Para a próxima coloco 2 de canela em vez de uma. Gosto muito do sabor da canela nas bolachas...

Aqui ficam algumas fotos. Reparem como os ingredientes são descritos o que pode constituir um divertimento acrescido para os miúdos.






Palmira e Cris