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terça-feira, 16 de julho de 2019

Resultado do Passatempo 9 anos / Clube do Autor


O vencedor deste livro é
Paulo Mendes
de
Faro

Resultado do Passatempo 9 anos / Alfaguara


O vencedor deste livro é
Hélder Santos
de
Setúbal

Resultado do Passatempo 9 anos / Matéria-Prima


O vencedor deste livro é
Isabel Cunha
de
Souto

Resultado do Passatempo 9 anos / Gradiva


O vencedor deste livro é
Rui Alves
de
Água Longa


O vencedor deste livro é
Vera Vieira
de
Lisboa

Resultado do Passatempo 9 anos / Porto Editora


O vencedor deste livro é
Ana Sofia Queirós
de
Valongo


O vencedor deste livro é
Elisa Esteves
de
Olhalvo

Resultado do Passatempo 9 anos / Pergaminho


O vencedor deste livro é
Palmira Estalagem 
de
Póvoa de Sta. Iria

Resultado do Passatempo 9 anos / Saída de Emergência


O vencedor deste livro é
Ana Paula Magalhães
de
Lisboa

Resultado do Passatempo 9 anos / Editorial Presença


O vencedor deste livro é
Carlota Moutinho
de
S. João do Estoril

segunda-feira, 15 de julho de 2019

"A Costureira de Dachau" de Mary Chamberlain

Este livro fez-me sentir numa montanha russa... de emoções contraditórias! A protagonista, também! Sobretudo esta última. 

Estamos em Londres, em 1939. A guerra surge nos pensamentos e conversas das pessoas! Está quase a estalar mas Ada, 18 anos, não presta atenção. No fundo não quer saber, não acredita que o seu mundo possa ser atingido por coisas que a impeçam de sonhar. E sonha! Quer ser uma modista de renome. Ada tem talento, sabe-o bem. Trabalha para isso.

Esta personagem irritou-me de sobremaneira mas, ao mesmo tempo, fez-me gostar dela, apeteceu-me abaná-la e abanar quem a tratou mal. Irritou-me porque foi ingénua demais, mesmo depois de ter sofrido horrores com um namorado oportunista e com o que a II Guerra lhe trouxe de "presente"! A sua ingenuidade é tanta que o leitor sente vontade de a abanar, de lhe dizer: "acorda!". Por outro lado, a descrição dos acontecimentos, quando é apanhada pela guerra, é verdadeiramente impressionante. Ada não é judia mas acaba em Dachau, não no campo em si mas fazendo trabalho escravo na casa dos comandantes do campo.

Metade do livro conta-nos os tormentos por que Ada passou durante a guerra. A outra metade retrata a sua vida no pós guerra. Esta é uma história de ficção mas a autora baseou-se em factos verídicos para criar um ambiente que retratasse a época e que fosse plausível. A autora refere que os perconceitos de classe, género e raça que existiam em Londres, antes da guerra, estavam lá todos quando as pessoas regressaram. Os tribunais e os julgamentos que se fizeram foram prova disso.

O final deste livro é brutal. Um murro no estômago. 

Terminado a 12 de Julho de 2019

Estrelas: 5*

Sinopse
Londres, 1939. Ada Vaughan é uma jovem encantadora que vive num bairro pobre da cidade. Quando começa a trabalhar como aprendiz de costureira, depressa se torna a melhor empregada do estabelecimento. Mas com a experiência, cresce também a ambição de Ada, que sonha levar o talento das suas criações ao glamoroso mundo da alta-costura.

Assim que conhece o enigmático Stanislaus von Lieben, Ada apaixona-se e toma a decisão de finalmente abandonar uma vida monótona e modesta para realizar o seu sonho, em Paris.

O sonho, porém, é substituído pelo desespero quando as tropas nazis invadem a Cidade Luz e, para sua surpresa, percebe que Stanislaus a abandonou deixando-a só e à mercê da guerra, numa cidade desconhecida. Ada acaba por ser levada pelos alemães e mantida em cativeiro perto do campo de concentração de Dachau. Ali, perante todas as adversidades, tentará sobreviver da única forma que sabe ? como costureira.

Uma narrativa poderosa inspirada num dos episódios mais desumanos da história.


Cris


sábado, 13 de julho de 2019

Na minha caixa de correio

  

  

  

 
Ofertados pelas editoras parceiras:
As Mulheres do Coro de Chilbury- Editorial Presença
Nunca me Deixes - Gradiva
Outubro Negro - Coolboolks
Preciosa - Planeta
Diz-me Que És Minha - Porto Editora
A Rapariga Sem Nome - Alma dos Livros
Jack Dash e a Pena Mágica - Planeta

Ofertado pela autora
Um Fio de Sangue

Comprado num alfarrabista
- Samitério dos Animais
- O Intruso
- A Costureira de Dachau

quarta-feira, 10 de julho de 2019

"O Sapinho Green" de Joana Gonzalez e Lisa Toth

Tenho alguns livros infantis com a temática do ioga. Adoro. Pratico uma vez por semana e, para mim, o ioga é algo que estou a aprender a gostar. Não foi paixão à primeira vista porque não sou de mudanças bruscas nem de tomadas de posição repentinas. Gosto de ir introduzindo, aos poucos, algumas alterações e que elas se mantenham na minha vida. E que me façam sentir bem.

E é tão giro reconhecer algumas posições nestas histórias para os mais pequeninos! Esta história em particular conta-nos como a vida do sapo Green pode ser divertida, como passa ele um dia cheio de brincadeiras com os amigos, introduzindo algumas posições de ioga e algumas explicações no final. 

As ilustrações são giríssimas, cheias de desenhos fofos, onde o verde é uma das cores predominantes.

Um livro para pais e filhos, divertido e que passa uma mensagem que faz todo o sentido hoje em dia: as situações menos agradáveis devem ser enfrentadas de uma forma directa mas respeitadora, sem violência física ou verbal.

Os meus parabéns às autoras (Joana, que boa notícia!) e ilustradora. Um trabalho em conjunto que resultou em pleno! 

Cris






terça-feira, 9 de julho de 2019

"A Holandesa" de Ellen Keith

Quando soube da existência deste livro, pensei que seria, provavelmente, uma leitura de que iria gostar. Mais uma sobre este tema pelo qual tenho particular interesse: o Holocausto. Assim parecia. Fiquei presa logo no primeiro parágrafo: Marijke e seu marido, Théo, vivem em Amesterdão, ano de 1943. São holandeses e não são judeus. Pertencem à Resistência. A história continua como seria de esperar. Apanhados, são detidos e levados para um campo de concentração. 

Alguns capítulos depois uma nova história surge. Desta feita passada em 1977 em Buenos Aires, Argentina. Periodo conturbado, ditadura militar instalada. "Nos anos do autodenominado "Processo de Reorganização Nacional" (1976-1983), a ditadura argentina formada pela junta militar impulsionou a persecução, o sequestro e o assassinato de maneira segreta de pessoas por motivos políticos e religiosos no quadro da que é conhecida como Guerra suja na Argentina. A razão de que um Estado totalitário recorra a este método é o efeito da supressão de todo direito: a não existência de corpo do delito garante a impunidade, o desconhecimento impede os familiares e a sociedade realizar ações legais, infunde terror nas vítimas e na sociedade, e mantém divididos os cidadãos frente ao Estado. O "desaparecimento" de pessoas gera uma situação de agravamento da repressão e as feridas, devido às dificuldades para os familiares de "dar por mortos" os seus seres queridos, e eventualmente dar por finalizada a procura dos seus restos e a pesquisa do que realmente aconteceu.(...) Os "voos da morte" foram uma atroz prática da Guerra suja na Argentina, durante o chamado "Processo de Reorganização Nacional" (1976-1983). Mediante os "voos da morte" milhares de detidos-desaparecidos foram atirados ao mar vivos e drogados, de aviões militares. Estima-se que os voos vitimaram 4 mil pessoas." (Retirado de wikipédia)

Surpreendeu-me esta leitura. Diferente, muitas vezes demolidora, este livro constituiu para mim uma forte aprendizagem, possuindo factos sobre as duas épocas que desconhecia por completo: a existência de bordéis para alguns prisioneiros que se destacassem e fossem merecedores de alguma recompensa e a extrema dureza dos interrogatórios e torturas infligidas a pessoas na Argentina que discordassem politicamente do regime e ainda o seu desaparecimento. Pesquisar sobre esses assuntos foi uma consequência desta leitura! 

A riqueza dos personagens principais de ambas as histórias é fabulosa. Os seus sentimentos são aprofundados ao máximo. As suas dúvidas, os seus medos, são expostos de uma forma que toca quem lê. São personagens muito fortes porque imperfeitas, cheias de contradições, muitas delas criadas pela guerra em si. Que ligação possuem estas duas histórias separadas por trinta e tal anos? Deixem que vos diga que essa ligação é muito subtil, e as histórias correm em paralelo sem que haja elementos aparentes que as liguem. Este facto intriga o leitor e torna-se um elemento de suspense no livro.

Esta obra não retrata duas histórias felizes. A História tem-nos mostrado que essas são as mais comuns. As histórias de muitos desconhecidos que sofreram às mãos de homens sem escrúpulos, ligados a ideologias de esquerda ou de direita que manobraram a vida e a morte de milhares de pessoas como se fossem deuses (ou diabos).

Adorei e recomendo. Qualquer das duas histórias é baseada em factos verídicos, constituindo um murro para estômagos delicados. Preparem-se! O sub-título é bem verdade: "Em tempo de guerra somos capazes de tudo". 

Terminado em 7 de julho de 2019

Estrelas: 6*

Sinopse
Amesterdão, maio de 1943. Ao mesmo tempo que as túlipas florescem, os nazis intensificam a opressão à cidade ocupada e os últimos sinais da resistência holandesa vão sendo eliminados. Marijke de Graaf e o marido são detidos e deportados separadamente para campos de concentração na Alemanha. Em Buchenwald, Marijke é confrontada com uma escolha impiedosa: sujeitar-se aos cruéis trabalhos forçados impostos aos prisioneiros ou, numa tentativa de sobrevivência, tornar-se prostituta no bordel do campo.

Do outro lado do arame farpado, Karl Müller, oficial das SS, espera alcançar a glória militar que o seu pai acalenta. Porém, o encontro com Marijke muda radicalmente o seu destino.

Buenos Aires, 1977. Está-se em plena Guerra Suja, num cenário de repressão implacável sobre os dissidentes do regime que vigora então na Argentina. Luciano Wagner está detido numa cela, sem esperança de algum dia escapar ao cativeiro político.

Da Holanda à Alemanha, até à Argentina, a Holandesa é um romance soberbo que narra a história de três pessoas que partilham um segredo sombrio e que faz um relato impressionante de dois dos regimes mais violentos e repressivos da história moderna.

Um livro que fala de amor, da ténue linha entre o bem e o mal, e da resiliência de pessoas comuns para perseverarem e fazerem o impensável em circunstâncias insólitas.

Cris

segunda-feira, 8 de julho de 2019

A Escolha do Jorge: “Vida à Venda”


“Não existe nada que nos dê mais segurança do que não saber para onde nos levam os nossos pés.” (p. 188)

“Vida à Venda” é uma das últimas obras de Yukio Mishima (1925-1970), um dos nomes maiores da literatura japonesa do século XX, apontado várias vezes para o Nobel da Literatura. Publicada em 1968, na revista Playboy, “Vida à Venda” explora os meandros da mente atormentada de Hanio Yamada, um jovem de vinte e sete anos, residente em Tóquio, com uma vida sem problemas de maior, com emprego estável, salário bem remunerado, mas sem razões aparentes para sentir a alegria de viver.
Após uma tentativa de suicídio falhada, Hanio tem a ideia alucinante de colocar a sua vida à venda, sendo esse o mote desta obra singular.
"Vendo a minha vida. Pode utilizá-la conforme as suas conveniências. Sou homem e tenho vinte e sete anos. Máxima discrição garantida. Não causarei qualquer transtorno." (p. 12)
Hanio estava decidido em alcançar o seu objectivo, o de pôr termo à sua vida, sabendo de antemão dos riscos que correria com o anúncio num jornal.
Se morrer era o objectivo de Hanio, o anti-herói desta narrativa não esperava que a sua vida nos tempos a seguir iria dar uma volta inimaginável. Se antes de colocar a sua vida à venda, Hanio não encontrava razões para viver, qual não é o seu espanto quando descobre que deixará de ter razões para morrer, percebendo a alegria do que é sentir estar vivo. “Todas as manhãs, ao acordar maravilha-se por pertencer ao mundo dos vivos.” (p. 195)
Hanio Yamada embarca numa viagem sem precedentes numa Tóquio que lhe era desconhecida, começando a interagir com personagens inimagináveis, desde uma mulher viciada em sexo, espiões associados aos Serviços Secretos Asiáticos (SSA), uma mulher vampira, outra viciada em LSD, entre outros, na sequência da publicação do anúncio. Mas a procura dos serviços de Hanio terá sido com objectivos específicos e particulares ou Hanio, sem que o esperasse, terá sido alvo de uma emboscada ao ponto de o ter levado a sentir a adrenalina face ao desejo imperioso de viver que inesperadamente começa a sentir.
À medida que a narrativa avança, é pertinente questionarmos sobre a dimensão ética no que respeita ao valor da vida, sobre se é ou não correcto colocar a vida à venda, aplicando-se as mesmas questões face aos potenciais compradores da vida de outrem. “Mas uma coisa imoral não quer dizer que seja ilegal. Criminosos são os que compram a vida de outra pessoa e a usam para fins desonestos. Eles, sim, são os verdadeiros párias da sociedade. Quem a vende não pode ser considerado criminoso.” (p. 214)
Em todo o caso, a questão central mantém-se: o querer morrer e a frustração em não conseguir concretizar o acto. E também as dissertações que opõem o suicídio ao assassinato que enriquecem a narrativa no que respeita ao sentido da vida.
"A minha vida não tem qualquer valor, trata-se apenas de um produto que está à venda como qualquer outro. Pensando isso, é óbvio que tenho de aceitar o que possa acontecer nesse contexto, mas desagrada-me ser morto contra a minha vontade. Por isso, estou preparado para me suicidar.” (p. 207)
Numa narrativa dimâmica e apelativa, Yukio Mishima arrasta o leitor para o epicentro de uma história que mais parece um filme alucinante. Passado mais de meio século da sua edição, “Vida à Venda” apresenta-se com uma linguagem intemporal, havendo somente um ou dois aspectos que aludem à Tóquio dos anos sessenta. Ainda hoje, a presente narrativa daria um excelente filme de acção sem prejuízo do aspecto de carácter mais reflexivo no que respeita ao sentido da vida, assim como os sucessivos apelos da morte, não esquecendo que o Japão apresenta actualmente uma das taxas de suicídio mais elevadas do mundo.
Texto da autoria de Jorge Navarro

sábado, 6 de julho de 2019

quinta-feira, 4 de julho de 2019

"O Céu é Para Quem Não Desiste de Voar" de Miguel Ribeiro

Não é hábito meu ler livros de desenvolvimento pessoal. Não é que não goste mas simplesmente o tempo não chega para todas as leituras... Este livro morava já há algum tempo na minha mesa de cabeceira e, ia pegando nele no intervalo das outras leituras ou quando tinha um pouquinho de tempo para ler mais um parágrafo.

Creio que o melhor é lê-lo com tempo, com um lápis na mão para podermos sublinhar e refletir. Ler de seguida, como se de um romance se tratasse, poderá fazer-nos perder informação. E posto isso, e visto ser difícil resumir o que acabei de ler, posso dizer-vos que esta obra fala de tudo o que é de mais importante nesta vida: do amor e da perda, da dúvida e da certeza, da falta de tempo e do tempo desperdiçado, da descoberta de ti através dos que te rodeiam, da perseverança, do sonho, do medo do desconhecido, do perdão, da gratidão... E tantas, tantas coisas mais. Fala do Homem, dos seus sentimentos e dos seus valores.

E é através de um menino, das suas conversas com quem encontra nas suas pequenas viagens pela vida (a mãe, as lembranças do avô, o velho, o cão, a estrela do mar, o cavalo, a borboleta e mais alguns elementos da natureza) que o autor explora sentimentos e estados de alma que podem ser úteis ao leitor. São afirmações quase banais, que todos nós conhecemos se pensarmos nelas mais profundamente mas que, muitas vezes, estão esquecidas! 

E termino com uma frase do autor que pode traduzir muito bem a mensagem deste livro: "Mais importante que ter as asas é nunca se perder a vontade de voar". 

Terminado em 3 de Julho de 2019

Estrelas: 4*

Sinopse
«Vê além do que os teus olhos te mostram, escuta para lá do que consegues ouvir.»

Neste livro, Miguel Ribeiro conta-nos a história de um menino e do seu papagaio de papel, e através da simplicidade desta narrativa, baseada em elementos da natureza, faz-nos refletir acerca de valores e sentimentos, que tantas vezes esquecemos no nosso dia a dia.
Num texto inspirador e poderoso que vai tocar no coração dos seus leitores, o autor fala-nos do amor no seu estado mais puro, do altruísmo, da resiliência, da capacidade de sonhar, da perda, da vontade e da esperança. As palavras que realmente importam nas nossas vidas. As palavras que têm o poder de nos transformar, de nos dar asas e de nos fazer tocar o céu.

Cris

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Passatempo 9º Aniversário a decorrer até 15 de Julho


Vejam os passatempos de acordo com as editoras parceiras


Concorram e habilitem-se a ótimos livros





"Cai a Noite em Caracas" de Karina Sainz Borgo

O que dizer quando um livro nos apresenta uma realidade desconhecida, difícil de entender, tão real que nos sentimos num espaço diferente do nosso, projectados para um país que só ouvimos falar nos noticiários e pelas piores razões?  O que dizer quando a guerra nos entra pelo corpo, quando a guerra sem sentido feita "lá longe" nos é apresentada como estando ao nosso lado? O que dizer quando nos sentimos inseguros, com medo, aterrorizados com o que possa acontecer com o protagonista, que é "nosso" e que queremos proteger?

Este livro é brutal. Trata-se de ficção mas traduz uma infeliz realidade dos nossos dias. O leitor fica sem fôlego tal é a violência que vizualiza. Sim porque este livro não são só palavras, é a imagem que vomita delas para os nossos olhos e à qual não conseguimos ficar indiferentes. Como é possível? - pensamos.

É ficção sim, mas a autora refere que alguns personagens e factos foram baseados em pessoas e acontecimentos verdadeiros. E não é coisa difícil de se entender porque sentimos todas as palavras como verídicas. 

Não é um livro para todos os estômagos mas, é por  ter sentido um murro tão forte que adorei esta leitura. De que é que estou a falar? Leiam a sinopse. Ficarão a ter uma ténue ideia do que estive a comentar.

Leitura imprescindível.

Terminado em 2 de Julho de 2019

Estrelas: 6*

Sinopse
Caracas, Venezuela: Num país que antes da crise era a terra dos sonhos, da beleza e da prosperidade e que agora está esgaçado pela corrupção, pela criminalidade e pela repressão, Adelaida procura apenas sobreviver.
Cai a noite em Caracas é o retrato de uma mulher que, frente a uma situação extrema, terá de transformar-se, renegar o passado para se agarrar a uma nova vida.
É a história de muitas outras mulheres, muitos outros homens, crianças, velhos, encurralados num país em que a violência, a miséria e a traição marcam o ritmo diário da existência.
Um romance extraordinário, que anuncia uma grande promessa na literatura em espanhol.

Cris

terça-feira, 2 de julho de 2019

"Hotel Silêncio" de Audur Ava Ólafsdóttir

Quando uma amiga me perguntou o que estava a ler, falei-lhe neste livro e ao contar-lhe do que se tratava dei-me conta que, se resumisse o enredo, quase parecia um livro cómico. Um homem de 49 anos, recentemente divorciado mas sentindo-se já há muito um homem solitário e sozinho, descobre que a sua única filha não é filha biológica. Não é que isso faça muita diferença no que concerne aos seus sentimentos em relação a ela, mas começa a pensar que nada mais tem a fazer e pensa em suicidar-se. Já viu tudo, já viveu tudo. Isso seria até trágico se não fossem os seus planos darem sempre errados...

Mas não é de todo um livro de tal natureza. Fala-nos de como a vida pode ser entendida de várias formas e que, se olharmos em volta, há sempre alguém que,  em condições bem piores, a encara com mais força. 

Um país saído de uma guerra - um bom local para morrer? - é a escolha do nosso protagonista para concluir o que tinha planeado. 

Um livro que se lê com gosto muito embora os temas mexam com os sentimentos do leitor pois retratam algo que o título original ("Ör") traduz na perfeição: cicatrizes. Da guerra, do amor, da vida. Com um final abrupto, deixa-nos a imaginar...

Terminado em 29 de Junho de 2019

Estrelas: 5*

Sinopse
Jónas Ebeneser está no limiar dos quarenta e nove anos. É um homem divorciado, heterossexual, sem relevância social ou vida sexual. E tem a compulsão de consertar tudo o que lhe aparece à frente. Tomou recentemente conhecimento de que não é o pai biológico da sua filha. Isso despedaça-o e fá-lo mergulhar numa crise profunda.

Com grande mestria, num estilo poético e finamente irónico, Ólafsdóttir mostra neste romance a capacidade de autorregeneração de um homem que redescobre um sentido para a vida através da bondade, mesmo que o faça a partir das profundezas do desespero.

Ör («cicatriz», no original) foi galardoado em 2016 com o Prémio de Literatura Islandesa, o Prémio de Melhor Romance Islandês e o Prémio dos Livreiros Islandeses.

Cris

segunda-feira, 1 de julho de 2019

"Na Praia de Chesil" de Ian McEwan

Embora tenha alguns livros deste autor, como ainda não tinha lido nada dele, foi com agrado e surpresa que entrei na sua escrita. Tem um ritmo que caminha lentamente, onde as palavras tornam-se quase vagarosas. Parece até que a acção adormeceu e, no entanto, acho que o seu encanto está precisamente aí. Só quem domina por completo a linguagem, possuindo o dom da palavra, consegue tal proeza! O leitor não se sente enfadado e, também ele, busca segredos por desvendar nestas páginas onde o enredo centra-se num casal recém casado e na sua noite de núpcias.

De quando em vez, o autor faz uma incursão no passado de Florence e Edward, os protagonistas desta história, indispensável para termos ideia da época retratada e dos tabus a que estes jovens estavam ligados. A falta de comunicação, a partilha de sentimentos conduzem a uma situação definitiva, quase irremediável. A vida encarregar-se-á de... Os juntar? Os separar? Não avanço mais para que este livro vos traga a surpresa que me fez dar 6 estrelas. Nem quero que me acusem de comentar algum livro usando spoilers.

Nas últimas páginas o ritmo da acção muda, o tempo passa a correr, os anos que se sucedem à sua primeira noite são descritos de uma forma rápida, como se quase não tivessem importância. 

Diferente, ousado, o autor surpreende o leitor ao conseguir transmitir-lhe como as diferenças entre aquilo que os dois protagonistas sentem e aquilo que dizem um ao outro, podem fazer divergir o caminho dos acontecimentos.

Um livro que se aprecia melhor no final. Como um todo. Nitidamente creio que não será livro para todos mas para mim encheu-me as medidas!

Terminado em 23 de Junho de 2019

Estrelas: 6*

Sinopse
Estamos em Julho de 1962. Edward e Florence, jovens inocentes casados naquela manhã, chegam a um hotel na costa de Dorset. Ao jantar, na suíte reservada a casais em lua-de-mel, esforçam-se por dominar os medos íntimos da noite de núpcias que se avizinha... Com Na Praia de Chesil Ian McEwan dá-nos mais uma obra-prima - uma história de vidas transformadas por um gesto não feito ou uma palavra não dita.


Cris

domingo, 30 de junho de 2019

Passatempo 9 anos / Saída de Emergência



Com a simpática colaboração da Saída de Emergência, "O tempo entre os meus livros" festeja o seu 9º aniversário oferecendo o livro "Seca" de Neal Shusterman e Jarrod Shusterman.


Este passatempo decorre até dia 15 de Julho.

Para concorrer, as regras são muito simples:
1. Ser seguidor do blogue e da Editora SE.
2. Enviar email para otempoentreosmeuslivros@gmail.com indicando no assunto o título do livro a que concorre e no corpo do email o nome e morada.
3. Pode concorrer a todos os livros que entender enviando um email por cada livro.

Passatempo 9 anos / Editorial Presença



Com a simpática colaboração da Editorial Presença, "O tempo entre os meus livros" festeja o seu 9º aniversário oferecendo o livro "Há algo estranho na água" de Catherine Steadman.

Este passatempo decorre até dia 15 de Julho.

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Passatempo 9 anos / Porto Editora



Com a simpática colaboração da Porto Editora, "O tempo entre os meus livros" festeja o seu 9º aniversário oferecendo os livros "As mais belas coisas do mundo" de Valter Hugo Mãe e "Dupla mais que perfeita" de Louise Pentland.

 


Este passatempo decorre até dia 15 de Julho.

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Passatempo 9 anos / Pergaminho



Com a simpática colaboração da Pergaminho, "O tempo entre os meus livros" festeja o seu 9º aniversário oferecendo o livro "Gestão da Mente" de Andy Gibson.


Este passatempo decorre até dia 15 de Julho.

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Passatempo 9 anos / Matéria-Prima



Com a simpática colaboração da Matéria-Prima, "O tempo entre os meus livros" festeja o seu 9º aniversário oferecendo o livro "Estava Tudo Ótimo" de Teresa Rebelo.

Este passatempo decorre até dia 15 de Julho.

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Passatempo 9 anos / Gradiva


Com a simpática colaboração da Gradiva, "O tempo entre os meus livros" festeja o seu 9º aniversário oferecendo os livros "Um Elevador Chamado Desejo" de Jasmine Guillory e "Uma Mulher de Cinquenta Anos" de Maria Monforte.

 

Este passatempo decorre até dia 15 de Julho.

Para concorrer, as regras são muito simples:
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2. Enviar email para otempoentreosmeuslivros@gmail.com indicando no assunto o título do livro a que concorre e no corpo do email o nome e morada.
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