Este livro esteve aí nos tops mas já li comentários menos favoráveis em que referiam que não valeria o hype todo. E eu? Para ser sincera, de todas as vezes que penso nele, acho que vou gostando cada vez mais da forma tão diferente, que a autora encontrou, de narrar esta história. Sabem aqueles puzzles de 1001 peças?
A narrativa é feita na primeira pessoa, sendo o narrador um homem. Quem é ele? Jovem? Adulto? Com quem vive, o que faz profissionalmente? O que aconteceu na sua vida para que odeie tanto a mãe? São aspectos que o leitor só se vai apercebendo muito lentamente com o decorrer da leitura e que vão fazer a diferença para se perceber a história no seu todo. A história é contada com frequentes analepses mas sem que com isso se perca o fio à meada. Pelo contrário, são pequenas peças do puzzle que vão sendo colocadas. Porém, só depois de lida a última página ficamos com a história no seu todo.
Preparem-se para o final. A última página contém um só parágrafo constituído por pequenas frases. Vão lê-las, aposto, mais do que uma vez. Que maravilha! Achei espectacular a forma como a autora conseguiu narrar as pontas que faltavam para acabar com as nossas dúvidas de leitor que quer ver tudo explicado!
Os capítulos são pequenos fazendo com que a leitura decorra num ápice.
Eu gostei muito e arriscaria a dar um 6*. Deixem-me absorver a totalidade do enredo e de como ele é contado. :)
Terminado em 15 de Julho de 2026
Estrelas: 5*/6*
Sinopse
Aleksy recorda o último verão que passou com a mãe, numa pequena vila costeira no Norte de França. Passaram-se muitos anos, mas o seu psiquiatra acredita que a única solução para curar o bloqueio criativo que enfrenta como pintor é reviver as emoções que o dominaram nesse tempo longínquo: ressentimento, tristeza, raiva, saudade, abandono.
Como superar o desaparecimento da pequena irmã Mika? Como perdoar a mãe, que sempre o afastou? Como encarar a doença que o consome? Esta é a história de um irrepetível verão, três meses em que mãe e filho, empurrados pela iminência da morte, finalmente depõem armas e procuram a paz, entre si e dentro de si.
Uma narrativa de uma intensidade inesquecível, tingida pela luz de um verão à beira-mar e pelas brumas da derradeira despedida. Nestas páginas, o sol aquece-nos a pele, respiramos o perfume das flores, mergulhamos no mar e emergimos reconfortados pelo amor que sempre existe entre mãe e filho.
Cris






















