Tenho alguns livros desta escritora e gosto dela. Da sua escrita, que nos prende, dos pormenores que olha com cuidado, das situações verosímeis que apresenta. Gosto muito.Este pequeno livro (será um conto?) é disto exemplo. Lê-se, pois, rápido. Demasiado rápido para o meu gosto. Queria-o maior. Mas esse é outro assunto relacionado com os contos e comigo...
É pequeno sim, mas consegue tocar nalguns pontos sobre a adolescência como se fosse uma pequena cirurgia que necessitasse de muita precisão. Vai ao âmago dos problemas que atingem a essa fase da vida e retrata-os com aquela explosão de sentimentos que é típico nela.
Conta-nos a história de uma adolescente de 14 anos, cujos pais enriqueceram de repente e vão dar o seu primeiro baile. Ela não é suposto aparecer no baile. A sua mãe não quer.
Antoinette é um rastilho pronto a explodir! Os seus 14 anos fazem-na vivenciar tudo de forma exagerada mas a forma como a mãe a trata também não ajuda.
Gostei muito e recomendo. Pena que seja tão pequeno!
Terminado em 20 de Abril de 2020
Estrelas: 5*
Sinopse
Antoinette tem catorze anos e deseja participar, mesmo que apenas por instantes, no baile que os seus pais, os Kampf, organizaram para ostentar a sua recém-adquirida riqueza. Mas a mãe decide não permitir a presença da filha, cujo corpo e maneiras a envergonham.
Desesperada, Antoinette vai vingar-se de um modo tão radical como inesperado.
O Baile, um romance de iniciação sobre a adolescência e os seus tormentos, foi um dos primeiros livros escritos por Irène Némirovsky, prematuramente morta em Auschwitz em 1942.
Surgida em 1930, a novela, inspirada nas difíceis relações entre a autora e a sua mãe, confirmou uma grande escritora, capaz de descrever a crueldade adolescente, ao mesmo tempo natural e premeditada, marcada pelo humor e ternura.
Cris