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segunda-feira, 21 de junho de 2021

"A Bibliotecária de Saint-Malo" de Mário Escobar


Foi com muita pena que fechei esta leitura com a sensação de que faltou qualquer coisa para
que este livro fosse para o meu top de leituras sobre este tema que tanto gosto de ler, o Holocausto. Senti que a história foi contada de uma forma jornalística, talvez, e que com isso a empatia para com a personagem principal não se deu!

Tirando esse aspecto, que é deveras importante sem dúvida alguma, esta leitura fez-se rápida e focando temas, por vezes, não tratados com frequência. É através de uma bibliotecária na pequena povoação portuária de Saint-Malo, que adora os seus livros e adora ler, que nos vamos apercebendo de como uma população ocupada e subjugada pode agir de formas tão diferentes, ora resistindo, ora acatando as ordens sub-humanas que recebe. 

Para além disso, este livro mostrou-nos que, em ambos os lados, existiam pessoas de bem e de... mal. E pessoas que estão em lados opostos, por vezes, conseguiram encontrar um ponto comum: o amor. 

Poderia ter sido um 5* não fora o "se" falado anteriormente. Porque em tempo algum quis desistir desta leitura. 

Terminado a 14 de Junho de 2021

Estrelas: 4*

Sinopse

Jocelyn é a guardiã da Biblioteca de Saint-Malo, uma mulher órfã que se agarra à literatura e ao seu marido, Antoine. Mas ambos correm perigo:

A chegada das tropas alemãs à cidade, em especial a do comandante Adolf Bauman que, empenhado em roubar alguns dos incunábulos que a bibliotecária guarda tão zelosamente, quer acabar com a sua felicidade.

Destinados a ser inimigos e obrigados a viver num mundo em que a loucura prevalece, os protagonistas inesquecíveis deste lindo romance transformar-se-ão em heróis cujo amor será capaz de vencer a guerra.

Mario Escobar é um dos autores de romances históricos mais vendido em Espanha e publicou com grande sucesso na HarperCollins: A canção de embalar de Auschwitz e Os meninos da estrela amarela.

Cris

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

"Recorda-me" de Mario Escobar

Às tantas, nesta leitura, precisei de afirmar para mim mesma que se tratava de um livro apenas, precisava de esquecer que, embora ficção, este livro traz-nos uma das realidades mais duras que Espanha vivenciou: a Guerra Civil e, o quão mal ela trouxe aos homens e sobretudo às crianças.

Não li muitos livros sobre essa época e nem conhecia a existência das "Crianças de Morelia", um grupo de quase 500 meninos e meninas que foram levados para o México em plena Guerra Civil, de modo a que pudessem  sobreviver a essa barbárie. Afastados dos pais, muitas das vezes sozinhos, sem irmãos e com idades compreendidas entre os 5 e 12 anos, aproximadamente, viram-se num país estranho que acabou por os receber pessimamente.

Marco, Isabel e Ana são irmãos. Não existiram de facto mas são representativos de algumas dessas crianças e do que elas passaram nesses anos de luta entre irmãos do mesmo país. Seguiu-se a II Guerra e os três irmãos continuaram a sonhar com a família unida que possuíam antes destas guerras de ódio!

A junção perfeita entre realidade e ficção fizeram desta leitura uma aprendizagem contínua e fascinante  sobre uma época quase desconhecida para mim. Prova disso são as considerações históricas nas páginas finais deste livro efetuadas pelo autor e as fotografias elucidativas de alguns desses momentos.
Foi com um misto de prazer e dor que li esta obra. Recomendo vivamente a sua leitura!

Terminado em 7 de Dezembro de 2019

Estrelas: 6*

Sinopse
Um livro tremendamente humano e real que descreve as peripécias de um grupo de crianças num barco até à sua chegada ao México, acolhidas pelo governo de Cárdenas. As «Crianças de Morelia» eram um grupo de 456 menores de idade enviado de Espanha para o México em plena Guerra Civil.