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terça-feira, 25 de abril de 2023

"Fome" de Knut Hamsun (GN de Martin Ernstsen)


Já li há muito tempo esta obra deste escritor norueguês, Nobel em 1920, mas para além de saber que tinha gostado muito, recordo-me muito vagamente do enredo cujo título, forte e nú, revela um pouco do conteúdo. Foi, por essa razão, com muita expectativa e gosto que peguei nesta novela gráfica!

Fiquei maravilhada pela história que relembrei mas sobretudo, e porque estou a comentar uma GN, pelas imagens e pela cor utilizada. Há um perfeito entendimento do texto e transposição do mesmo para as ilustrações. Fiquei encantada! 

Creio que os aspectos da história estão cá todos e visivelmente bem representados!

Muito bom! Ficam aqui algumas imagens...






Terminado em 31 de Março de 2023

Estrelas: 6*

Sinopse

Obra inaugural da grande literatura moderna, Fome, do prémio Nobel de Literatura Knut Hamsun, foi publicado há mais de um século.

Numa abordagem tão fiel quanto original ao romance de Hamsun, o artista norueguês Martin Ernstsen adapta para novela gráfica esta história protagonizada por um jovem escritor que deambula faminto e delirante pela cidade de Kristiania, oferecendo ao leitor uma experiência estética e literária singular.

Cris

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

"Fome" de Knut Hamsun

Foi-me emprestado este livro. Opiniões já tinha lido e ouvido, muitas e boas. Todas. Até li em romances referências a esta obra e a este autor, Nobel da literatura em 1920. Que dizer de forma a expressar o que esta leitura avassaladora produziu em mim?

Começar por contar-vos a história não posso. Primeiro porque nunca o faço, depois porque me perguntei durante esta leitura, vezes sem conta, qual a história que estava por detrás deste livro... Quando o meu filho mais novo me perguntou o que estava a ler (intrigado com o título) e perante a minha resposta me questionou: "Só isso?", soube verdadeiramente que seria muito dificil para mim traduzir o que acabara de ler!

Mas adiante. Basicamente o livro conta-nos um pouco de alguns momentos por que passa um jovem escritor quando se vê, desesperado, em busca de algum trabalho que lhe lhe possa colmatar a fome, o frio que está a sentir, cada dia que surge no seu caminho.  Só? Perguntam vocês...

E é aí que entra a escrita de Hamsun. Potente mas nada complicada. Introspectiva e explosiva. Reduzido ao que há de mais simples, um edredon e pouco mais, o personagem varia estados de lucidez e loucura, de soberba e orgulho com a profunda humilhação de quem nada tem a perder. E a fome, sempre presente, sempre avassaladora. E sempre presente, também, uma procura de se encontrar, uma tentativa de "agir correctamente" intercalada com momentos loucos (alguns chegam a ser hilariantes, não fora a fome algo de muito grave).

Momentos houve que me apeteceu chamar-lhe nomes, gritar-lhe para não ser estúpido. Ao personagem, não ao autor, claro! A este chamo-lhe génio. Uma obra escrita em 1890. Poderia ter sido ontem...

Nota: Só li no final o prefácio de Paul Auster. Começei a ler mas deixei para o fim. Fiz bem!

Terminado em 4 de Janeiro de 2014

Estrelas: 6*

Sinopse

A acção de «Fome», um romance marcante e considerado um clássico da literatura mundial, decorre nos finais do século xix. O narrador, um jovem escritor, um homem solitário, deambula pelas ruas de Kristiania (actual Oslo) numa miséria extrema, enregelado pelo frio e tolhido pela fome. Essa miséria em que vive, provoca-lhe momentos de delírio e violentas variações de humor. Mas cedo nos apercebemos de que a "fome" desse sonhador não é apenas física. Há a procura de uma identidade e de um reconhecimento dentro das suas próprias alucinações.