Foca um tema bastante recorrente nas leituras que escolho, que me deixa sempre surpreendida e com mais conhecimentos sobre o mesmo, a Guerra Civil Espanhola (1936/1939). Desta feita a trama passa-se no pós-guerra à volta de um grupo de mulheres e, por arrasto, de seus familiares que se encontram aprisionados numa prisão nos arredores de Madrid. Não são apoiantes de Franco/dos Falangistas e, como tal, sofreram represálias e torturas várias nas prisões.
A guerra, depois de “acabada” não significa paz para toda a gente. Outras guerras se apresentam. A maior parte das vezes, guerras internas de superação dos traumas vividos, outras, se pertencem ao grupo dos vencidos, guerras físicas, represálias e torturas, como referi. Hortência, Elvira, Tomasa, Reme, Pepita vão encontrar tudo isso na prisão. Até a morte. Mas o sentimento de partilha, unidade e amizade fá-las não desistir da luta e é com verdadeiro interesse que as páginas passam por nós. A resistência ao regime franquista passa também pelo interior da prisão.
Com capítulos curtos, este livro é um verdadeiro “page turner”. Não apetece largar! Recomendo muitíssimo.
Terminado em 26 de Fevereiro de 2023
Estrelas: 6*
Sinopse
Um grupo de mulheres, encarceradas na prisão madrilena de Ventas, ergue a bandeira da dignidade e da coragem como única arma possível para se confrontarem com a humilhação, a tortura e a morte.
A Voz Adormecida ajuda-nos a mergulhar no papel que as mulheres tiveram durante anos decisivos para a história de Espanha. Relegadas ao meio doméstico, decidiram assumir o protagonismo que a tradição lhes negava para lutar por um mundo mais justo. Umas na retaguarda e as mais ousadas na vanguarda da luta armada da guerrilha, onde deixaram a evidência da sua valentia e sacrifício.
Cris
