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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

"A Mulher do Camarote 10" de Ruth Ware

A primeira coisa que me vem à cabeça é avisar-vos que devem ler este livro! Razōes? 

A primeira é porque, de facto, ao fim das primeiras páginas fiquei presa à narrativa. A acçāo passa-se rapidamente, os acontecimentos surgem em catadupa sem que a monotonia pense sequer em instalar-se. 

Depois, nāo posso deixar de aplaudir a escrita da autora. Simples, directa mas muito intensa. Capaz de nos transportar, por exemplo, para as caves do navio e vivermos momentos de abandono, terror, ansiedade e até pânico pois sentimos em larga escala o que a personagem principal está a viver. Adorei isso! Criamos, pois, uma imediata empatia com a jornalista Lo Blacklock sobretudo pelo facto do livro ser escrito na primeira pessoa.

O mistério vai subindo de intensidade e culmina num final que achei perfeito! Momentos aterradores descritos com mestria fazem deste livro uma das minhas leituras preferidas deste ano! Um thriller onde o leitor acaba por seguir as pistas e deduçōes desta destemida jornalista que, mesmo sofrendo de ataques de pânico graves e de ansiedade profunda, consegue afastá-los suficientemente para agir segundo aquilo que acha correcto. 

Precisam mesmo de ler este livro. Eu adorei! Se ainda nāo leram peguem no livro da autora publicado anteriormente, "Numa Floresta Muito Escura". Muito bom também!

Terminado em 31 de Agosto de 2017

Estrelas: 6*

Sinopse
Emocionante e compulsivo, este romance evoca o ambiente clássico dos policiais de Agatha Christie: um ritmo que aumenta gradualmente de tensão, a sensação de perigo iminente e um conjunto de suspeitos reunidos num único lugar.

A jornalista Lo Blacklock recebe um convite irrecusável: acompanhar a primeria viagem do cruzeiro de luxo Aurora Borealis. O serviço é exclusivo e a bordo estão vários empresários e pessoas influentes da sociedade. No entanto, a viagem ganha outros contornos para a jornalista. Certa noite, testemunha aquilo que acredita ser um crime no camarote ao lado do seu.

Desesperada, denuncia o ocorrido ao responsável pela embarcação. Ninguém acredita na sua versão, pois todos os passageiros continuam no navio. Blacklock decide investigar o crime por conta própria. Colocando a carreira e a própria vida em risco, ela não vai descansar enquanto não encontrar resposta para o mistério do camarote 10.

Cris

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Novidades Clube do Autor

Café Amargo
de Simonetta Agnello Hornby 
"Café Amargo" acompanha a vida de uma mulher que não se curva perante o poder masculino. O romance nasce na Sicília, mas a autora transporta-nos até muito mais longe. A protagonista é uma mulher de paixões, marcada também por vários sofrimentos que engole com altivez, como se fosse uma chávena de café amargo. A história de Maria e das suas escolhas pouco convencionais retrata uma época decisiva da Europa.

Um romance histórico marcado por memórias pessoais e vividas.


A Mulher do Camarote 10
de Ruth Ware
Tudo começa com um convite inesperado para uma viagem de sonho. Lo Blacklock,
jornalista, recebe um convite irrecusável: acompanhar a primeira viagem do cruzeiro de luxo Aurora Borealis. O serviço é exclusivo e a bordo estão vários empresários e pessoas influentes da sociedade. No entanto, a viagem ganha outros contornos para jornalista. Certa noite, testemunha aquilo que acredita ser um crime no camarote ao lado do seu.

Desesperada, denuncia o ocorrido aos responsável pela embarcação. Ninguém acredita na sua versão pois todos os passageiros continuam no navio. Blacklock decide investigar o crime por conta própria. Colocando a carreira e a própria vida em risco, ela não vai descansar enquanto não encontrar resposta para o mistério do camarote 10.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

"Numa Floresta Muito Escura" de Ruth Ware

Há formas de escrever que mexem comigo. Mexem muito. Para ser sincera tenho uma imensa inveja de quem consegue pôr no papel palavras e palavras que todas juntas são muito mais que o seu somatório. Todas juntas fazem com que o meu coração acelere e eu entre em estado de alerta. Cada palavra mais, cada página virada constitui um bater maior, um respirar acerelado, um olhar em volta quase com medo das sombras que entretanto me rodearam porque escureceu e eu nem dei por isso.

Como as expectativas muito altas às vezes dão maus resultados não vos quero deixar empolgados em demasia com esta leitura mas, na realidade, achei-a sublime. Já há muito tempo que não ficava com os meus sentidos tão à flor da pele. Quase a hiperventilar. Que se iria passar a seguir?

Segredos antigos que vêm ao de cima, histórias mal contadas, desencontros passados, suspence, mortes, que mais posso dizer? Não quero revelar nada para não desvendar-vos mais do que a sinopse revela mas garanto-vos que vão achar este livro no mínimo arrebatador!

Criamos uma empatia imediata com a personagem principal, Leonora, quando num hospital tenta recuperar a sua memória e recordar-se do que viveu durante um fim de semana de despedida de solteira de uma amiga que não via há dez anos, acompanhando todo o seu terror e desespero por não o conseguir fazer tão celeramenre como desejava e também por reviver tudo de novo.

Personagens psicologicamente bem construidas e um enredo viciante e sinistro faz deste livro uma leitura imperdível e muito empolgante! Se adivinhei quem era responsável por toda uma série de actos tresloulados e pela morte-assasinato de um dos personagens? Desconfiei sim mas nunca tive a certeza porque a autora soube fazer e desfazer as minhas convicções sobre quem era o assassino... Perita em baralhar o leitor, a ela confunde-nos, mostrando-nos como Leonora duvida de tudo e de todos! Quem matou? Quem seria tão terrivelmente mau ao ponto de destruir várias vidas? Qual o móbil do crime? Teria Leonora alguma culpa do que aconteceu?

Nota máxima! Gostei muito. Sentem-se por umas horas e verão como viajam para um mundo verdadeiramente assustador... Um primeiro livro que desejava ter escrito. Mas a inveja é uma coisa má, não é?

Terminado em 6 de Abril de 2016

Estrelas: 6*

Sinopse

Uma mulher solitária recebe um convite inesperado para a despedida de solteira de uma amiga que não via há muito tempo. Relutantemente, ela aceita participar na reunião de amigas, algures numa casa isolada na floresta.Quarenta e oito horas depois, Nora acorda numa cama do hospital. Está ferida mas não se recorda exatamente do que se passou. Sabe, no entanto, que alguém morreu. O que fiz eu?, pergunta-se ela, consciente de que algo muito grave aconteceu naquela casa na floresta escura, muito escura…