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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

As histórias da História!


Edição/reimpressão: 2002
Páginas: 219
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722329026
Colecção: Grandes Narrativas

O enredo deste livro leva-nos para o ano de 1800, aproximadamente. O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça é o cenário escolhido e a personagem principal é um frade, Elias de seu nome.

Mas, Luís Rosa fala-nos, também, de várias personagens ilustres, tais como de Dª. Maria, a louca; D. João VI; D.Pedro e Dª. Inês de Castro; D. João, Mestre de Avis; a Padeira de Aljubarrota e tantas outras...

Ficamos, de igual modo, a saber um pouco mais da vida dos frades, naquela época, dos seus amores e desamores (Elias amava Perdidamente Etelvina), do papel que desempenhavam na ordem do Mosteiro, de como eram detentores do conhecimento de então. Época de pilhagem e destruição, os frades abandonam o Mosteiro em 1833, salvando livros, códices e outros documentos.

Para quem goste de História, este romance é muito bom.
Eu, embora goste deste tipo de leitura, senti-me um pouco perdida e não consegui interessar-me o suficiente. Não sei se foi o tipo de escrita, um pouco descritivo demais, mas perdi frequentemente o rumo da história central e muitas vezes não sabia bem em que época me encontrava...

Terminado em: 18 de Novembro de 2010

Estrelas:3*

Sinopse

«O Claustro do Silêncio», romance galardoado por unanimidade com o 'Prémio Vergílio Ferreira', constitui uma verdadeira revelação. Luís Rosa é exímio na arte de nos transportar através da História, privilegiando-nos com uma viagem incrível que põe à prova todos os nossos sentidos – mundos que visualizamos com as cores da época, palpáveis e sensíveis, a aspereza dos muros, o perfume orvalhado dos campos, o cheiro apetecível de uma sopa, o fragor das batalhas, os amores juvenis e até os ecos dos claustros de um mosteiro, onde os amantes Pedro e Inês estão reunidos para toda a eternidade. Enfim, uma atmosfera brilhantemente recriada que remonta ao final das Invasões Francesas e à extinção do Império Cisterciense, aqui personificado pelo Mosteiro de Alcobaça. Romance histórico por excelência,«O Claustro do Silêncio», é uma magnífica obra literária.

Soltas...

"A ligeireza da política e a dos amores vadios são duas faces da mesma superficialidade. Ou vaidade. Todos os homens poderosos o são, vaidosos e superficiais, no julgamento dos outros, tidos como inferiores, por natureza."

"Há horas de safadeza e horas de grandeza. No mesmo homem. Somos um bocado disso tudo. O amor e o ódio, o bem e o mal, o infinito e a finitude."

"(...)para que se não perca a prova de como somos hábeis a enganar-nos a nós próprios. Somos capazes de criarmos uma vida paralela de enganos e fazer dela a vida verdadeira."

"Nunca se larga o sítio das origens. Ou se faz da vida um esforço por enaltecê-lo.  Ou se faz da vida um esforço por apagá-lo."

"O tempo é um livro de leitura lenta que se vai mostrando nas dobras de um segredo permanente."

"A história é feita de mitos  e lembranças, do que resta e do que se esbateu. Ai de quem a quer fazer com documentos! A História é como a vida. Há sempre muitas maneiras de dizer a mesma coisa. Não cabe num documento!"

"A Padeira é um símbolo, como Aljubarrota é um símbolo.Sempre que o homem tem algo de muito profundo a transmitir, transmite-o por símbolos. O símbolo é aquela parte invisível da realidade que ultrapassa o tempo. De nada serve a interpretação racional do símbolo. O símbolo não entra no campo da racionalidade. Sente-se, é tudo. Mas que houve Padeira, houve. E tantas!"