Gosta deste blog? Então siga-me...

Também estamos no Facebook e Twitter

Mostrar mensagens com a etiqueta Ken Follett. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ken Follett. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 31 de março de 2021

"Kingsbridge: O Amanhecer de uma Nova Era" de Ken Follett

Ken Follett é uma autor seguro para o qual gosto sempre de voltar. Creio que as primeiras obras que li dele foram precisamente as desta série relacionadas com a Idade Média e giram em torno de construções edificadas nessa altura e as famílias dos construtores das mesmas, numa Inglaterra muito diferente da que sabemos existir hoje.

Dito assim parece que pouco há a contar mas isso é porque não conhecem a escrita de Follett. É completamente apaixonante e a trama que ele constrói é tão grande quanto as obras construídas pelos personagens!

Li, pois, Os Pilares da Terra e O Mundo Sem Fim, cuja história decorre 300 anos depois. Adorei! Fui para mundos completamente diferentes e a escrita prendeu-me por completo, aspectos que procuro com sofreguidão nas minhas leituras.

Este livro é a prequela dessas histórias. O factor surpresa já não aconteceu aqui porque sabia bem ao que ia e não esperava menos... e ao fim de duas páginas já estava embrenhada na vida de Edgar, um jovem construtor de barcos que se levanta de madrugada para fugir com a mulher que ama, casada com um habitante da aldeia onde mora com seus pais e irmãos.

São quase 700 páginas que passam sem darmos por isso. Claro que sentimos que a história vai terminar de forma positiva, ou pelo menos, esperamos que assim seja mas as peripécias por que Edgar passa são muitas vezes devastadoras e ansiamos por esse final logo desde o princípio. Princípio que começa tragicamente com a morte da mulher que ama, por isso não pensem que Edgar tem a vida facilitada... 

Com um enredo de cortar a respiração, mais vezes do que aquelas que gostaria, fiquei maravilhada com os pormenores cuidadosamente estudados e trabalhados sobre uma época onde comer e matar podiam ser os pratos de uma refeição diária. A extrema pobreza do povo em contraste com o esbanjamento dos nobres e clero, a justiça desigual criada para proteger e aumentar o poder destes últimos, tudo é sabiamente conjugado numa trama magnífica.

Se não conhecem não sabem o que estão a perder! Podem começar por este e avançar para os outros mas preparem-se para uma leitura compulsiva. Li conjuntamente com dois amigos e avancei sempre mais do que o previsto, tal era a ânsia de ficar a saber mais. Não se assustem com o volume porque não vão dar por ele e que o peso não vos faça desistir... Por falar nisso, há em ebook também. É um dos casos em que se torna favorável ter um e-reader.

Recomendo muito.

Terminado em 22 de Março de 2021

Estrelas: 6*

Sinopse

Corre o ano de 997 d. C., aproximando-se o final da Idade das Trevas. A Inglaterra enfrenta os ataques dos galeses vindos do Oeste e dos viquingues a Leste. Os poderosos usam a justiça a seu bel-prazer, ignorando o povo e entrando muitas vezes em conflito com o rei. Na ausência de leis claras, reina o caos.

Nestes tempos conturbados, cruzam-se os destinos de três personagens. A vida de um jovem construtor de barcos é arruinada quando o único lar que conhece é atacado pelos viquingues, obrigando a que ele e a sua família mudem de terra e recomecem a vida num lugarejo ao qual não se conseguem adaptar… Uma mulher nobre da Normandia casa-se por amor e segue o marido até uma terra nova além-mar. Contudo, os hábitos da nova pátria são profundamente diferentes e, à medida que começa a aperceber-se de que, em seu redor, se desenrola uma luta constante e brutal pelo poder, compreende que um único passo em falso poderá redundar em catástrofe… Um monge tem o sonho de transformar a sua humilde abadia num centro de conhecimento que suscite a admiração de toda a Europa. E os três entram num perigoso conflito com um bispo arguto e impiedoso que tudo fará para aumentar a riqueza e o poder que detém. 

Há trinta anos, Ken Follett publicou o seu romance mais célebre, Os Pilares da Terra. Agora, a nova prequela magistral, Kingsbridge: O Amanhecer de uma Nova Era, leva-nos numa viagem épica a um passado rico em ambição e rivalidade, mortes e nascimentos, amor e ódio, que termina quando se inicia Os Pilares da Terra." 

Cris

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

"Uma Coluna de Fogo" de Ken Follett

Os Pilares da Terra foi um dos primeiros livros que li de Ken Follett (talvez mesmo o primeiro!) e soube logo que este autor teria sempre um lugar cativo na minha estante. Adorei a sua escrita, o trabalho de pesquisa que se adivinha por detrás das palavras e o enredo sempre verosímel em que as "suas" personagens coabitam com personagens reais. Seguiu-se Um Mundo Sem Fim e agora, ao fim de dez anos, termina a trilogia com Uma Coluna de Fogo. Creio que nāo minto ao dizer que qualquer dos livros pode ser lido separadamente mas se conseguirem lê-los por esta ordem, melhor será. O espaço temporal segue uma linha que importa obedecer.
      Que dizer? Levei tempo demais a lê-lo, eu sei, mas deveu-se ao seu peso, volume completamente anti-transportável. Essa foi a única razāo da demora das quase três semanas em que só conseguia pegar nele ao fim do dia.
      De resto, nada a apontar! Voltei de novo a Kingsbridge, desta feita o periodo narrado vai dede1558 até 1606 e navegamos por uma Inglaterra (e restante mundo) onde protestantes e católicos travam lutas religiosas que mais nāo sāo que guerras de poder. "Servir a Deus" e "vontade de Deus" era uma boa desculpa para mandar para a fogueira quem estivesse no lugar errado da religiāo (fosse ele qual fosse!). Jogos de poder onde a espionagem e as acçōes clandestinas tinham um papel importante nessas lutam que pareciam nāo ter fim.
      Ned Willard é um dos personagens centrais. Aquele pelo qual giram muitos outros, reais e fictícios. E sāo mesmo muitos os personagens mas isso nāo torna confusa a leitura. Esse facto é devido, sobretudo, à escrita de Follett, descritiva q.b. mas sem ser sensaborona, com vários focos de interesse ao mesmo tempo e detentora de uma pesquisa extraordinária que se vislumbra nos pormenores da caracterizaçāo dos personagens fictícios, tornando-os tāo reais quanto poderiam ser, caso tivessem existido.

Um livro completo, um livro de leitura obrigatória. 

Terminado em 11 de Outubro de 2017

Estrelas: 6*

Sinopse
Natal de 1558. O jovem Ned Willard regressa a Kingsbridge, e descobre que o seu mundo mudou. As velhas pedras da catedral de Kingsbridge contemplam uma cidade dividida pelo ódio de cariz religioso. A Europa vive tempos tumultuosos, em que os princípios fundamentais colidem de forma sangrenta com a amizade, a lealdade e o amor. Ned em breve dá consigo do lado oposto ao da rapariga com quem deseja casar, Margery Fitzgerald. Isabel Tudor sobe ao trono, e toda a Europa se vira contra a Inglaterra. A jovem rainha, perspicaz e determinada, cria desde logo o primeiro serviço secreto do reino, cuja missão é avisá-la de imediato de qualquer tentativa quer de conspiração para a assassinar, quer de revoltas e planos de invasão. Isabel sabe que a encantadora e voluntariosa Maria, rainha da Escócia, aguarda pela sua oportunidade em Paris. Pertencendo a uma família francesa de uma ambição brutal, Maria foi proclamada herdeira legítima do trono de Inglaterra, e os seus apoiantes conspiram para se livrarem de Isabel. Tendo como pano de fundo este período turbulento, o amor entre Ned e Margery parece condenado, à medida que o extremismo ateia a violência através da Europa, de Edimburgo a Genebra. Enquanto Isabel se esforça por se manter no trono e fazer prevalecer os seus princípios, protegida por um pequeno mas dedicado grupo de hábeis espiões e de corajosos agentes secretos, vai-se tornando claro que os verdadeiros inimigos ? então como hoje ? não são as religiões rivais. A batalha propriamente dita trava-se entre aqueles que defendem a tolerância e a concórdia e os tiranos que querem impor as suas ideias a todos, a qualquer custo.

Cris

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

"O Vale dos Cinco Leões" de Ken Follett

Se nāo conhecesse já a escrita de Ken Follett e a diversidade dos temas, tratados com mestria por este autor, poderia ficar surpreendida ao terminar este livro. Tudo o que nele encontrei já o esperava ou, pelo menos, nāo constituiu uma total surpresa. Mesmo assim, conseguiu deixar-me inquieta, ofegante nalgumas partes e completamente maravilhada com os pormenores, os detalhes que nāo foram descurados, o estudo que se revela por detrás deles, as situaçōes que sabemos fictícias mas consideramos reais. 

Desta feita a acçāo passa-se maioritariamente no Afeganistāo e somos catapultados para um cenário de guerrilha onde culturas diferentes, jogos de poder e de força lutam entre si. Pelo meio, um triângulo amoroso que confere à narrativa um toque de doçura, para contrabalançar as situações de mortes e terror que sāo sabiamente descritas.

Ken Follett é um porto seguro onde voltarei certamente mais vezes. Recomendo!

Terminado em 3 de Agosto de 2017

Estrelas: 5*

Sinopse
Jane entra num perigoso triângulo amoroso, de que fazem parte dois espiões rivais, Ellis e Jean-Pierre.
Amor, ódio e traição envolvem cada um deles em conspirações terroristas desde Paris até ao Afeganistão, para onde Jane e Jean-Pierre, que, entretanto, se tornam marido e mulher, vão atuar como médicos junto dos rebeldes que lutam contra os invasores soviéticos.
Jane acaba por se ver vítima de extrema violência e tenta desesperadamente escapar da linha de fogo. A ajuda chega por fim, vinda de quem menos se esperava...
Um thriller romântico, com suspense e ação permanentes, escrito por um dos grandes mestres da ficção contemporânea.

Cris

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

"O Homem de São Petersburgo" de Ken Follett

Depois de ler Os pilares da Terra e O Mundo Sem Fim fiquei fã incondicional de Ken Follett! A sua escrita empolgante que mescla factos e personagens verídicos com personagens fictícios mostrou-me como um bom escritor pode ensinar, inventando toda uma trama baseada muitas vezes em factos reais. Ken Follett é perito em multiplos estílos: saltar do thriller para o romance histórico, do policial para o romance romântico. Adoro isso! Acho-o muito completo como escritor, não se conseguindo pegar num livro seu e largá-lo por falta de interesse.

Comecei a ler este livro "às cegas". Não li a sinopse, não li comentários.

Mergulhei rapidamente em Inglaterra numa época antes da Primeira Guerra. O movimento das Sufragistas e as suas lutas, as actividades dos anarquistas, a educação dada às meninas pertencentes a uma nobreza rica e que vivia da aparência e que as mantinha na completa ignorância No que diz respeito quer ao sexo, como até como viviam os extratos sociais mais baixos, a toda uma política interna e internacional que se vivia na época, tudo está aqui bem caracterizado e com personagens muito credíveis.

Gostei muito do Epílogo. Insere o leitor, caso dúvidas houvesse, no contexto histórico e remata belissimamente com a vida das personagens e com o que lhes aconteceu. Tão bem que me levou a perguntar se elas não teriam realmente existido!

Recomendo muitíssimo esta leitura. Um livro que pode ser lido pelos amantes de thrillers, de romances históricos e de romances românticos também!

Terminado em 27 de Dezembro de 2015

Estrelas: 5*+

Sinopse

Nas vésperas da Primeira Guerra Mundial, a Inglaterra prepara a defesa contra o Império Alemão. Ambos os oponentes precisam de se aliar à Rússia. O príncipe Orlof, sobrinho do czar Nicolau II, viaja para Londres, onde se encontra com Lorde Walden, casado com a sua tia Lydia. O anarquista russo Kschessinky segue-lhe no encalço. Nesta intrincada trama de interesses pessoais e políticos, ninguém prevê que Lydia reconheça Kschessinky, colocando em perigo a vida da sua filha Charlotte. Estas personagens jogam com o destino da Europa na antecâmara de um dos mais devastadores conflitos de sempre. Mais um romance empolgante de Ken Follett.

Para mais informações sobre este livro, ver Editorial Presença aqui.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

"Uma Fortuna Perigosa" de Ken Follett

Desafio quem ainda não leu Ken Follett a fazê-lo! Aposto que vai gostar e apaixonar-se pela escrita deste autor. Se é certo que ele possui vários livros sobre diferentes conteúdos também é certo que em todos eles se nota uma pesquisa exaustiva sobre os temas tratados o que revela uma busca alargada sobre assuntos variados, não cansando nunca o leitor.

 Mas, a magia de Ken Follett está longe de se ficar por aqui...
É na forma da sua escrita, no seu discurso, que reside o poder que este autor exerce na atenção do leitor. Quando se dá por isso as páginas já voaram e chega-se perigosamente perto do final mesmo sem querer. Sim, porque é disso mesmo que se trata: não se quer abandonar, nem terminar, um relato que nos está a levar para outros lugares, outras épocas, e nos está a saber bem!

Este livro, mais uma vez, cumpriu com essa missão: transportou-me para a Inglaterra do século XIX, numa viagem que fiz com muito prazer. Os lugares, os hábitos e costumes das classes poderosas vs classes de menos posses, as finanças e as intrigas que manipulam o poder, os amores impostos, os que jogam ao amor e também, claro está, o amor verdadeiro e as dificuldades que encontra. Os personagens apaixonam-nos de imediato, mesmo aqueles que possuem um carácter malévolo e que vencem através do mal têm o condão de nos enfeitiçar e quase desejamos que nada lhes aconteça e que no final sofram uma reviravolta convertendo-se em pessoas de bem... Corajosas, manipuladoras, intriguistas, sofredoras, vencedoras, todas elas captam a nossa atenção pelos mistérios que encerram.

Intrigas e corrupção política e financeira, suspence, traição, assassinatos, misturados com uma dose de romance q.b. fazem deste romance um livro a pegar e não mais largar. Percorremos trinta anos nestas quinhentas e tal páginas, sempre desejando que não tenham fim. Recomendo fortemente!

Para mais informações vejam Editorial Presença aqui!

Terminado em 5 de Abril de 2015

Estrelas: 5*

Sinopse

Inglaterra, 1866. O verão anuncia-se quente e, numa tarde de maio, um jovem morre afogado numa pedreira inundada de água. O incidente ocorre em Windfield School, uma escola frequentada por rapazes oriundos de classes abastadas, permanece encoberto em mistério conduzindo a uma trágica saga de amor, poder e vingança que envolve sucessivas gerações de uma família de banqueiros.
A história decorre entre a riqueza e a decadência de uma Inglaterra vitoriana, entre a City londrina e colónias distantes. O leitor acompanha a família Pilaster durante o período áureo do império britânico. Ken Follett inspirou-se num caso real de bancarrota ocorrido no século XIX para escrever este romance extraordinário.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

"O Estilete Assassino" de Ken Follett

Edição/reimpressão:2013

Páginas:
384

Editor:
Bertrand Editora

ISBN:
9789722525145

Quem por aqui passa sabe que sou uma fã incondicional de Ken Follett!

A sua escrita é directa, simples e concisa, deixando-nos apreciar os pormenores, vivenciando-os. A pesquisa realizada reflete-se em todas as suas obras e enriquece-as. Quem leu Os Pilares da Terra e O Mundo sem fim sabe que este não é o melhor livro do autor mas são géneros diferentes e, talvez, pouco comparáveis...

Ken Follett faz-nos viver lado a lado com os protagonistas e consegue que um mesmo personagem nos transmita um sentimento antagónico de amor/ódio. Espelho disso é um espião e assassino alemão pelo qual não era suposto sentirmos qualquer empatia e que nos faz avançar na leitura sempre tentando lembrarmo-nos de que "lado" é que ele pertence e que portanto o melhor seria torcermos pelos "nossos". E rejubilamos quando ele encontra o amor e "quase" fica conquistado por ele! Ah, e claro que há uma heroína... Essa sim, merecedora de toda a nossa admiração!

Histórias paralelas, um enredo que se vai intensificando e adensando para um final cheio de suspense que nos deixa colados ao livro, não deixando que as horas comandem as nossas vidas. Uma história de espionagem na Segunda Guerra, vivida em Inglaterra, que capta de imediato a nossa atenção.

Gosto quando um livro me absorve por completo! Recomendo.


Terminado em 16 de Abril de 2013
Estrelas: 5*
Sinopse
Um agente secreto de Hitler, um assassino frio e profissional com o nome de código «Agulha», vê-se envolvido na manobra de diversão dos aliados que antecede o desembarque militar em França. Estamos em 1944, a semanas do Dia D.


O Estilete Assassino é um arrebatador bestseller internacional em que o destino da guerra assenta nas mãos de um espião, do seu adversário e de uma mulher corajosa.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

O preço do dinheiro de Ken Follett


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 256
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722524292

Confesso que sou fã de Ken Follett e tive a sorte de ler em primeiro lugar os seus "Pilares da terra" e "O mundo sem fim". Nota 6 para ambos. A Idade Média está, aí, tão bem retratada que nos apaixonamos pelos personagens, que visualizamos os locais descritos, enfim! Transportamo-nos para essa época, mesmo sem dar conta disso!

Seguiram-se outros livros deste autor, alguns ainda permanecem na estante por falta de tempo ou de decisão. As minhas opiniões aqui. Por isso, quando surge mais um livro dele, mesmo que o assunto não me suscite um interesse desmesurado, como este das altas finanças/crime, tenho de o ler!  

Uma das qualidades que acho extraordinária em Ken Follett é a sua versatilidade. Aborda, nos seus livros, temas vários, diversos, conseguindo captar sempre a atenção do leitor, criando situações de intriga, suspense de tal forma intensos que nos prende e nos segura ao livro. 

Os cenários onde se desenvolvem a acção também não são descurados. Desta vez, a acção situa-se em Londres e passa-se durante um dia só. Mas que dia! Os capítulos separam-nos das diferentes horas do dia e também dos diferentes personagens. E, é em "flashes" curtos, os próprios capítulos, que vamos sendo apresentados aos personagens, aparentemente distantes entre si, como se de várias histórias se tratassem... Isso deixa-nos expectantes em relação à intriga do livro.

Devagar, o enredo começa a fazer sentido. Quando nos damos conta lá estamos nós embrenhados nele. O final é inesperado e faz-nos pensar nas tramas financeiras que devem existir por aí e das quais não temos conhecimento! Gostei muito, embora o tema dos negócios/finanças/corrupção não seja realmente a minha praia...


Recomendo! Mais uma vez, repito, a versatilidade deste autor surpreendeu-me!


Terminado em 15 de Abril de 2012

Estrelas: 4*+

Sinopse:

Um político acorda com uma bela mulher ao seu lado; um criminoso faz uma reunião com a sua equipa; um magnata toma o pequeno-almoço com um alto funcionário bancário. E depois três histórias nascem: uma tentativa de suicídio, um sequestro e uma oferta pública de aquisição. Parecem acções isoladas, sem relação umas com as outras, até que certo jornalista do Evening Post começa a fazer perguntas e a desvendar uma conspiração bem mais ampla que envolve todos estes elementos. Um dos mais aclamados livros de Ken Follet, cuja narrativa se desenrola ao longo de um dia num jornal vespertino de Londres e põe a nu com mestria as interligações entre o crime, a alta finança e o jornalismo.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

E o melhor do mês de Junho é...


Pela sua escrita espectacular que nos envolve na teia dos acontecimentos como uma aranha o faz com sua presa! Espectacular, sem mais palavras...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Nome de código: Leoparda de Ken Follett


Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 490
Editor: Casa das Letras
ISBN: 9789724620008

Perfeito mesmo! Mesmo ao estilo de Ken Follett...

Uma situação real: 
Numa França ocupada pelos nazis, grupos de pessoas lutam para sabotar as acções dos alemães, com poucos meios e muita coragem. A Resistência ficou conhecida tanto pelos seus actos, como pela sua bravura conta a Gestapo. 

Uma situação imaginada:
Um grupo de mulheres inglesas, nada convencionais, comandado pela única mulher com experiência de guerra de entre elas, voa para França com o intuito de sabotar uma Central de Comunicações e, com a ajuda da Resistência Francesa, interditar, assim, as comunicações dos alemães, permitindo que os Aliados invadam finalmente a França ocupada e a libertem do jugo nazi!


Agora, misturem uma dose grande de romance, de acção e de suspense... Pois é certo que ficamos agarradas às páginas deste livro, tal qual uma droga que não conseguimos largar. Mas, esta sim, uma droga que faz bem à alma! A junção de factos reais (tais como, por exemplo, os horrores das torturas infligidas pelos alemães aos membros da Resistência), aliados a uma espectacular imaginação (as personagens estão muito bem caracterizadas individualmente, tornando muito fácil o seu reconhecimento) faz deste livro, um dos melhores que já li deste autor, num registo diferente dos Pilares da Terra e de Um mundo sem fim, que também adorei.

Terminado em 2 de Junho de 2011

Estrelas: 5*

Sinopse


Cinquenta mulheres foram enviadas para França como agentes secretas pelo executivo de operações especiais durante a Segunda Guerra Mundial. Trinta e seis sobreviveram à guerra. As outras catorze deram as suas vidas. 

Maio de 1944, duas semanas antes do Dia D: a Resistência francesa empreendeu um ataque falhado a um castelo que alberga uma central telefónica alemã, vital para os movimentos das suas tropas. Impõem-se medidas drásticas e Flick Clairet, uma jovem agente britânica, surge com um plano ousado: lançar-se de pára-quedas, em França, acompanhada por uma equipa exclusivamente feminina (Jackdaws) com o objectivo de disfarçarem-se de empregadas de limpeza francesas e... entrarem no castelo. 

Delirante ou não, o plano parece ser a única alternativa. O certo é que Rommel nomeou o implacável coronel Dieter Franck para esmagar a resistência francesa. E ele já tem o seu primeiro alvo: Flick Clatret…

sábado, 26 de março de 2011

Viajar com Ken Follett


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 528
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722522588
Coleção: Grandes Romances

As minhas expectativas ao pegar neste livro de Ken Follett eram elevadíssimas porque dei "nota 10" aos "Pilares da Terra" e a "Um mundo sem Fim". Talvez por isso esta leitura ficou aquém do que esperava! 

Mas não me interpretem mal! A sua escrita, como é habitual neste autor, prende-nos logo nas primeiras páginas. São-nos apresentados vários personagens, uns mais apaixonantes que outros, que mais tarde se vão interligar num emocionante enredo onde o suspense tem um lugar de destaque. Tentando fugir, de Inglaterra para  o  continente americano, de uma guerra que se avizinha (1939, pré 2ª Guerra Mundial), estes personagens encontram-se no Clipper, um hidroavião luxuoso que chegou verdadeiramente a existir e a fazer viagens de grande duração.

Baseado em aspectos verídicos no que concerne às descrições deste hidroavião e suas capacidades, onde decorre o desenrolar desta história, viajamos e atravessamos com eles o Atlântico, naquela alturanuma viagem perigosa e ainda incerta. Senti-mo-nos a balançar e a temer com as tempestades que assolam esta travessia; indigna-mo-nos, de igual forma, com as "barbaridades" que são proferidas por um personagem, apoiante nazi; lutamos pelos direitos da Mulher; solidariza-mo-nos com os romances e com o amor que paira no ar, literalmente. Tudo isto como só um grande escritor pode proporcionar!

Recomendo. Por mim vou procurar a restante obra deste autor para a devorar...


Terminado em 26 de Março de 2011

Estrelas: 5*

Sinopse

Em 1939, com a guerra a acabar de ser declarada, um grupo de pessoas privilegiadas embarca no mais luxuoso avião de sempre, o Pan American Clipper, com destino a Nova Iorque: um aristocrata britânico, um cientista alemão, um assassino e a sua escolta, uma jovem em fuga do marido e um ladrão encantador, mas sem escrúpulos. Durante trinta horas, não há escapatória possível desse palácio voador. Sobre o Atlântico, a tensão vai crescendo até finalmente explodir num clímax dramático e perigoso.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Um mundo sem fim de Ken Follett


Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 596
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722340212
Colecção: Grandes Narrativas

A leitura deste livro apaixonou-me, de novo! Não que eu não tivesse à espera. É o vol.II e, como tal, sabia que ia gostar, adorar, mais propriamente... 

Ken Follett escreve com uma mestria que nos faz envolver rapidamente no livro, somos catapultados para a Idade Média de tal forma que as suas quase 600 páginas nos sabem a pouco. No início do primeiro volume é-nos apresentado um mistério que fica por deslindar...não que nos lembremos dele com frequência!  São tantos pormenores, tantas histórias, tanta imaginação, tantas cenas que poderiam ter acontecido naquela época - denotando uma busca e um rigor histórico - que nos esquecemos temporariamente desse mistério. E só mesmo no final deste volume é que ele é deslindado.

O único defeito que lhe encontro é mesmo chegar à página 596 e ter um ponto final.   Os costumes da Idade Média muita vezes bárbaros; a "justiça" que tardava em chegar e privilegiava os nobres e o clero; a medicina ainda tão ligada a superstições; as tentativas de impedir o avanço da inovação e da mudança, contrárias aos interesses das classes ditas superiores; a luta quase inglória contra a peste; o desenvolvimento das técnicas de arquitectura, sobretudo em igrejas, pontes e hospitais; tudo nos faz penetrar neste livro e imaginamos realmente os sítios onde tudo poderia ter acontecido... Virtude que acho fundamental na leitura de um livro e que marca a diferença entre um livro bom e um espectacular! 

A sinopse é insuficiente para nos colocar a par do conteúdo verdadeiro do livro. Quem pegar neste segundo volume, numa qualquer prateleira de uma livraria, não vai, certamente, aperceber-se da riqueza que está no seu interior. Por isso aconselho vivamente, sobretudo quem leu e gostou dos Pilares da Terra, que leiam estes dois volumes. Uma coisa vos garanto: vai-vos saber a pouco! Eu devorei-o em 4 dias...

Terminado em 10 de Fevereiro de 2011

Estrelas: 6*, com certeza absoluta!

Sinopse

Não é apenas em Espanha que Ken Follett é um autor bestseller, vendendo cerca de 575.000 exemplares em apenas três dias. Noutros países, como Itália e Alemanha o feito repete-se e por cá, em Portugal, os leitores começam a ganhar avanço e a percorrer as páginas volumosas de um autor de culto. Em O Mundo Sem Fim encontramos Follett ao seu melhor nível, nesta que é a continuação de Os Pilares da Terra, o épico histórico que vendeu 90 milhões de exemplares em todo o mundo. Devido ao seu tamanho, a Presença decidiu dividi-lo em dois volumes distanciados na publicação por um espaço de um mês.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sem Soltas...

Pois é! Desta vez não há "soltas"...


Mas primeiro deixem-me contar-vos como começaram as "Soltas". Todos nós, acho, temos pequenas manias em relação aos livros. Uma delas, que adquiri há bem pouco tempo - desde que tenho este blog - é segurar uma pequenina folha com um clip logo nas primeiras páginas do livro para que possa escrever nela, tanto o nº das páginas que contêm frases que me dizem algo; como palavras que, por não saber o significado, mais tarde vou procurar a um dicionário na net; como também pequenas ideias que me ajudam a comentar posteriormente esse livro...


E, desta vez, também assim o fiz. Só que, já ia quase no fim quando me lembrei que a minha folhinha estava em branco! Mergulhei de tal forma neste livro que... esqueci-me completamente!


Por essa razão as "soltas" desta vez passaram a "sem soltas". Vocês percebem, não é? 

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Um mundo sem fim de Ken Follett


Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 584
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722340038
Colecção: Grandes Narrativas

Mais um livro de Ken Follett! Quem já leu "Os pilares da Terra" perceberá melhor a minha opinião, que se traduz numa palavra: espectacular!

Voltei de novo para Kingsbridge (Inglaterra), na Idade Média. Ainda só li o 1º volume porque pedi o 2º às BLX e estou em lista de espera... mas as 584 páginas valem o tempo que dediquei a esta leitura apaixonante.

Este autor tem o poder de nos prender à leitura logo nas primeiras páginas, de nos transportar, tal máquina do tempo, para uma época medieval, para uma pequena povoação inglesa. Época onde a justiça está ligada ao poder da nobreza e do clero.

Jogos de poder, amores e ódios, medicina ligada a superstições, tradições e costumes que nos são alheios. mortes sem punição nem julgamento, julgamentos onde o enforcamento e o amputação de membros são o castigo mais comum - eu sei lá! - tudo se encontra neste livro.  

Magistralmente escrito, este livro envolve-nos de tal forma que dificilmente conseguimos "voltar" para os nossos dias. As personagens estão bem construídas, interiorizamo-las de tal forma que é a nós que nos acontecem as situações: amamos, sofremos, ansiamos por justiça tal como elas o fazem.

Fiquei mais uma vez rendida a este autor. Mal posso esperar para ler o 2º volume! Pena é que a capa seja, no meu entender, muito fraquinha e nada tenha a ver com a história em si...
Recomendo vivamente.


Terminado em 23 de Novembro de 2010

Estrelas: 5*+

Sinopse:

À semelhança de Os Pilares da Terra Ken Follett volta ao registo do romance histórico, numa obra dividida em duas partes graças às quase mil páginas que a compõem. A Presença publica agora o primeiro volume de Um Mundo Sem Fim, que se prevê repetir o sucesso de Os Pilares da Terra. O autor sentiu-se bastante motivado a escrever este novo livro já que desde Os Pilares da Terra, publicado em 1989, os leitores de todo o mundo clamavam insistentemente por uma sequela. Finalmente Follett inspirado e com coragem e determinação, sem esquecer uma enorme dedicação, lançou-se na escrita de Um Mundo Sem Fim, a continuação de Os Pilares da Terra, onde recorre a elementos comuns do primeiro livro e dá vida a descendentes de algumas personagens. Recuperando a mesma cidade Kingsbridge, o cenário é ambientado dois séculos mais tarde onde nos transporta até 1327. Aí iremos ao encontro de quatro crianças que presenciam a morte de dois homens por um cavaleiro. Três delas fogem com medo, ao passo que uma se mantém no local e ajuda o cavaleiro ferido a recompor-se e a esconder uma carta que contém informação secreta que não pode ser revelada enquanto ele for vivo. Estas crianças quando chegam à idade adulta viverão sempre na sombra daquelas mortes inexplicáveis que presenciaram naquele dia fatídico. Uma obra de fôlego com a marca assinalável e absolutamente incontornável de Ken Follett.