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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Soltas...
"Cada livro representa o momento em que uma determinada pessoa se sentou tranquilamente - e a tranquilidade faz parte do milagre, não tenhas dúvidas - e tentou contar-nos uma história."
"Deves fazer tudo o que te assusta, JR. Tudo. Não estou a dizer que devas arriscar a vida, mas deves fazer tudo o resto. Pensa no medo e decide como vais lidar com ele porque o medo vai ser a grande questão da tua vida, asseguro-te. O medo vai se o combustível dos teus sucessos, a primeira causa dos teus falhanços e o dilema subententido em todas as histórias que contares a ti próprio."
"Quis explicar-lhe que os livros não tinham o mesmo propósito das ferramentas, que não havia diferença pelo facto de estarem ou não a ser lidos, que sentia prazer por tê-los, que gostava de olhar para eles alinhados nas prateleiras e no chão, que eram a única coisa boa do meu esquálido apartamento. Os livros faziam-me companhia, animavam-me."
"Desde quando estar cansado era uma desculpa para deixar de tentar?"
"Percebi que temos de mentir a nós próprios de vez em quando, dizer a nós próprios que somos fortes, capazes, que a vida é boa, que o trabalho duro é sempre recompensado e que devemos tentar sempre para que as nossas mentiras se transformem em verdades."
"Deves fazer tudo o que te assusta, JR. Tudo. Não estou a dizer que devas arriscar a vida, mas deves fazer tudo o resto. Pensa no medo e decide como vais lidar com ele porque o medo vai ser a grande questão da tua vida, asseguro-te. O medo vai se o combustível dos teus sucessos, a primeira causa dos teus falhanços e o dilema subententido em todas as histórias que contares a ti próprio."
"Quis explicar-lhe que os livros não tinham o mesmo propósito das ferramentas, que não havia diferença pelo facto de estarem ou não a ser lidos, que sentia prazer por tê-los, que gostava de olhar para eles alinhados nas prateleiras e no chão, que eram a única coisa boa do meu esquálido apartamento. Os livros faziam-me companhia, animavam-me."
"Desde quando estar cansado era uma desculpa para deixar de tentar?"
"Percebi que temos de mentir a nós próprios de vez em quando, dizer a nós próprios que somos fortes, capazes, que a vida é boa, que o trabalho duro é sempre recompensado e que devemos tentar sempre para que as nossas mentiras se transformem em verdades."
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Beber a vida
Edição/reimpressão: 2009
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722341707
Colecção: Vidas d’ Escritas
Pensei que não acabava nunca de ler este livro! Não, não foi por não estar a gostar da sua leitura... Bem pelo contrário! Mas, de letra miudinha e com folhas muito fininhas, mudava de página e o fim não aparecia à vista... e como eu queria ler rapidamente o final!
As suas 482 páginas estão cheias de histórias divertidas, retratos de um menino que cresceu sem a figura masculina do pai mas onde a presença feminina é bastante forte, que sente dentro de si a vontade de crescer rapidamente para a poder ajudar.
Paralelamente surge-nos a figura de um bar, quase como que um personagem, onde o autor encontra refúgio, amizade e camaradagem, sentido para a vida...O insucesso, que vai fazendo parte da sua vida, domina-o, impedindo de atingir os seus sonhos. O bar torna-se o seu porto de abrigo... mas também o sítio onde, mais tarde, adquire um vício que o leva ao desespero: beber. A importância da família -mãe, avós, primos -, o pai ausente, os laços de amizade, os sonhos que passavam pela escrita, os livros que vai "apreendendo" e interiorizando, tudo nos impele a ler com gosto este livro.
Terminado em 31 de Janeiro de 2011
Estrelas: 4*
Sinopse
Um belíssimo livro de memórias, que é também um retrato vivo de uma América no rescaldo da guerra do Vietname. A figura nuclear deste romance autobiográfico é um bar em Long Island, onde o jovem J. R. encontrou um sucedâneo da figura do pai ausente. Durante a sua infância e adolescência, o autor testemunha a interacção diária de todo o tipo de homens - soldados, jogadores, polícias, advogados, vagabundos - que falam de tudo, desde basquetebol, história ou livros, até sexo e relacionamentos. E embora as conversas se inflamem com o álcool, é lá que Moehringer aprende sobre a vida e encontra modelos para formar a sua própria masculinidade, assim como um extraordinário sentido de amor e comunidade. É lá que voltará depois, já adulto, para se retemperar das duras batalhas da vida.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Mãe
(Imagem retirada da net)
"Tantos anos à procura do homem ideal e bastava-me seguir o exemplo de uma grande mulher."
J.R.Moehringer, "Sede de viver"
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