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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Soltas... A substância do tempo
"Os grandes feitos envolvem quase sempre grandes riscos, mas se não tens coragem de os correr, vai até onde fores capaz: não tens de ser heróica, não precisas de partir ao encontro dos grandes males - eles estão aí à tua porta, é só olhares com olhos de ver. Segue um caminho e segue-o coerentemente, ainda que ele seja muito obscuro e modesto."
"O maior medo que eu tenho é de, um dia, olhar para trás e sentir que a minha vida não teve grande significado. E, como alguém dizia, o medo deve ser trazido para a luz e não nos devorar."
"(...) é quase sempre quem nunca foi capaz de dar nada a ninguém que desconfia dos motivos altruísticos dos outros."
"Embora, legalmente, se chame uma colónia penal, criada para presos políticos e outros, na realidade, trata-se de um campo de concentração, destinado a matar lentamente quem vem para cá."
A substância do tempo
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 120
Editor: Chiado Editora
ISBN: 9789896971748
Coleção: Viagens na Ficção
Livro pequeno, lido em poucas horas, fácil de transportar. Para mim a segunda parte desta história captou mais fortemente a minha atenção pois fala-nos de dois temas que me despertaram a atenção: o voluntariado - onde se dá mas se recebe em dobro - e a prisão do Tarrafal e seus horrores. Gostaria que tivesse sido mais explorado tanto um como outro, pois acredito que há sempre mais para conhecer e aprender, sendo os livros um dos meios privilegiados para tal.
Terminado em 28 de Agosto de 2011
Estrelas: 3*
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