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sexta-feira, 19 de junho de 2020

Para os mais pequeninos: "Os Vizinhos"


Que mensagem tão simples e, no entanto, tão bonita esta que este livro transmite!

Uma menina (que importa o seu nome?) Vive num prédio de sete andares. Quando chega a casa vai subindo e passando em cada piso e fala-nos dos moradores de cada habitação. Todos são diferentes e todos parecem ser muito interessantes, com profissões bem esquisitas e divertidas!

Até que chega ao seu piso e lá só encontra os seus pais, pessoas normais e aborrecidas. Uma seca, acha ela! Mas lá bem no fundo ela sabe que eles são ainda mais especiais que todos os outros moradores. E sabem porquê? Porque a amam muito!

Cada ilustração dava uma história de tal forma são imaginativas. Que tal parar em cada uma e disfrutar dos desenhos, fazendo perguntas e respondendo às questões que os mais pequenos certamente irão fazer?

Um livro a descobrir, cheio de uma imaginação muito fértil e divertida.






Cris

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Experiências na Cozinha: "Diário de uma Vegana"


Não é fácil encontrar este livro cá em Portugal. Conheço Alana Ross das redes sociais e quando uns amigos foram ao Beasil pedi-lhes para trazerem este seu livro.

Nada melhor que uma insónia que nos faz acordar às 4h da madrugada para irmos para a cozinha fazer granola. Adoro granola mas raramente a compro. Pelo que ouço dizer a de compra possui muito açúcar que todos sabemos que devemos evitar.

E, aliás, gosto de experimentar granolas "novas".  O bom da granola é que podem substituir algum ingrediente que não tenham em casa por outro. Nesta, por exemplo, usei agave em vez de melaço de cana mas podem usar mel também. Os frutos secos, usei uma mistura deles e não somente a amêndoa e o caju.

Deixamo-vos a receita e as fotos. Toca a fazer. Procurem na net. Há tantas formas de fazer granolas simples e mais saudáveis do que essas que vendem por aí. E muito mais barata! Ah! Cuidado com a temperatura do forno. Na receita diz 30 a 40m. Bastou 15m. Ficaria queimada se a deixasse por lá mais do que isso...





Palmira e Cris

terça-feira, 16 de junho de 2020

A Convidada Escolhe: "Humilhação e Glória"


Humilhação e Glória”, Helena Vasconcelos, 2012

Este ensaio de Helena Vasconcelos tem como subtítulo “O acidentado percurso de algumas mulheres singulares”. Constituído por oito capítulos, para além da Introdução – Estudos Femininos, Mulheres e Cidadãs, A Ascensão segura das «Mulheres de Letras», O corpo das mulheres, O círculo das Belas-Artes, Em nome da Ciência e Misoginias – é um livro muito interessante e curioso, para quem quer ficar com uma visão geral da História com o foco nas mulheres, esclarecendo a autora na nota final que este não é um tratado e reconhecendo que faltarão “referências importantes a mulheres que têm dado o seu contributo inspirador”.
Comecemos pelo princípio e pela questão da maternidade, que colocou a mulher “protegida”, “enclausurada”, “afastada” e “relegada” na ordem social. A autora destacou a americana Margaret Sanger (1879-1966), activista pelo direito feminino de evitar a maternidade, lutou pelo direito à contracepção e foi defensora da pílula. Ao longo do livro, Helena Vasconcelos por diversas vezes refere que o século XIX foi um século mau para as mulheres pois infantilizou-as. É um século conservador para as mulheres, embora seja o século em que surgem os movimentos das feministas reivindicando o voto feminino. Charles Darwin chegou a considerar as mulheres “dignas de estudo”, catalogando-as na espécie das raças inferiores e num estado de civilização “menos desenvolvido”(págs. 30 e 31). George Savage, o psiquiatra que tratou Virginia Woolf, aconselhava cautela às mulheres que liam e estudavam, tendo proibido o estudo a Virginia Woolf quando ela tinha quinze anos e tendo-lhe receitado quatro horas de jardinagem diária, obrigatoriamente.
Mary Woolstonecraft (1759-1797), autora de “A Vindication of the Rights of Women” (1792) é pioneira e um nome incontornável na história dos feminismos. Escreveu ela que as mulheres não deviam deixar-se bajular pelos homens quando enalteciam os seus atributos de beleza, desprezando as suas qualidades intelectuais. Apercebeu-se do papel do sistema educativo e da tradição, no sentido de tornar as meninas subservientes. Chamaram-na de “imoral, louca, infeliz, feminista”! Por essa altura, em Portugal, no tempo de D. José I e do Marquês de Pombal, Gertrudes Margarida de Jesus escrevia “A Primeira Carta Apologética em favor e defesa das Mulheres”(1761).
Madame de Stael e os Românticos desempenharam um papel importante no rebater as ideias de Mary Woolstonecraft, fazendo a apologia da “mulher-criança” e da “fada do lar”. Ema Bovary de Gustve Flaubert ou Anna Karenina de Tolstoi são exemplos de heroínas destituídas de direitos.
Com a revolução industrial, impõe-se o modelo vitoriano da família nuclear e o conceito de “respeitabilidade” cultivado pela nova burguesia em que as mulheres eram esposas devotadas e mães extremosas. Este espartilho, esta rigidez nos comportamentos impostos às mulheres foram sempre um motivo de grande sofrimento para quem não se revia nestes normativos. Em alternativa, o refúgio dos conventos, mas havia quem preferisse o isolamento ou a morte, por não quererem ser nem mães nem esposas. A histeria (do grego hystéra=útero) foi uma das doenças ditas “femininas” que deixou de fazer parte do léxico das doenças neurológicas, quando na 1ª Guerra Mundial surgiram muitos homens com sintomas semelhantes aos que se atribuíam às mulheres histéricas.
Aliás, o corpo das mulheres foi sempre e ainda é um campo de batalha. A menstruação que é “impura”, a mulher procriadora, a satisfação erótica destinada exclusivamente aos homens que podem satisfazer-se com prostitutas ou outras mulheres. O corpo das mulheres não lhes pertencia; o seu controlo pertencia aos pais, aos maridos, aos médicos e especialistas. A sexualidade feminina era reprimida, o desejo sexual considerado um distúrbio mental, uma aberração, uma doença. As teorias de Freud marcaram essa época e a muitas raparigas consideradas doentes e que foram confinadas em estabelecimentos psiquiátricos era-lhes imposto trabalho manual – tricot e bordados – como cura para a sua doença. Tal como a masturbação feminina era proibida, a menopausa nas mulheres era ignorada e ridicularizada. As grandes transformações começaram a operar-se com a entrada das mulheres num território até então exclusivamente masculino, quando a medicina passou também a ter mulheres médicas e psicanalistas. Lembremo-nos da luta heróica das sufragistas, muitas delas encarceradas em instituições psiquiátricas por terem sido consideradas doentes mentais.
Seguidamente, Helena Vasconcelos refere mulheres marcantes pelo seu pensamento e obra, que revolucionaram o pensamento e a visão da mulher na sociedade. A escritora inglesa Virginia Woolf que advogou o direito a um espaço próprio que seja das mulheres e que estilhaçou os conceitos estanques de sexualidade com a sua obra “Orlando” (1928). Simone de Beauvoir e o “Segundo Sexo” (1949) contra o determinismo, os preconceitos e as ideias pré-estabalecidas que não davam hipótese de escolha às mulheres. Germaine Greer, uma feminista australiana polémica interessou-se pela questão do envelhecimento das mulheres e suas consequências. Dizia que a mulher era uma criada do marido e que trabalhava de graça para ele. Nos anos 90 do século passado, Camille Paglia advoga posições antifeministas e é célebre pelas suas posições e ideias muito controversas.
Nestes capítulos iniciais do seu livro, a autora pontua algumas datas e acontecimentos importantes na longa caminhada das mulheres até alcançarem o estatuto de cidadãs. Em Portugal, o facto de a Inquisição ter vigorado por perto de três séculos, entre 1536 no tempo de D. João III até 1821, ajuda a compreender a perseguição e a menorização a que as mulheres foram submetidas. No 1º Código Civil em Portugal que data de 1867, elas aparecem com o estatuto de esposas e mães. Só em 1890 é autorizado o acesso das meninas aos liceus públicos, apesar de o ensino liceal existir desde 1836 por iniciativa de Passos Manuel.
Como anteriormente já referi, o surgimento de movimentos reivindicando o voto feminino foi de extrema importância, num século em que muitos dos espaços de cidadania ainda estavam barrados às mulheres. Na Convenção Mundial contra a Escravatura que se realizou em Londres em 1840, foi impedida a participação de mulheres. Em 1848 realiza-se a 1ª Convenção pelos Direitos das Mulheres em Seneca Falls, Nova York. A Nova Zelândia vai ser o primeiro país no mundo a instituir o voto das mulheres em 1883. Não posso deixar de mencionar aqui um nome que, ao longo do livro nunca vi referido, a médica e feminista Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher a votar em Portugal a 28 de Maio de 1911, invocando a sua condição de chefe de família, assim torneando a lei que impedia o voto das mulheres portuguesas. O Estado Novo “apagou” os nomes de muitas activistas feministas do tempo da 1ª República, consideradas aberrações. Com efeito, elas não encaixavam na concepção estreita da santíssima trindade salazarista: Deus, Pátria, Família. Incontornável o papel pioneiríssimo, a figura de Maria Lamas e a sua obra ímpar “As Mulheres do meu País”, resultado de um trabalho de campo profundo por todo o continente e ilhas, de registo da vida das mulheres portuguesas.
Portugal assina com a Santa Sé em 1940 a Concordata que proíbe o divórcio, uma das causas que vai mobilizar vastas massas imediatamente a seguir ao 25 de Abril, impossibilitadas de refazer as suas vidas por uma lei retrógrada que as impedia de voltarem a casar. Portugal vai viver a seguir à Revolução dos Cravos grandes transformações sociais, conquanto muitas delas tenham demorado a romper com os preconceitos e as discriminações de género que vinham de longe. Este fenómeno de discriminação e desigualdade entre mulheres e homens que enforma as sociedades e não apenas a portuguesa tem sido combatido por movimentos e organizações de mulheres que nos seus países e a nível internacional têm feito um trabalho assinalável com grandes avanços, sobretudo a partir do último quartel do século XX. A Declaração Universal dos Direitos do Homem data de 1948, após o fim da 2ª Guerra Mundial, mas só em 1979 é adoptada a Convenção para a Eliminação de todas as formas de Discriminação em relação às Mulheres.
Na página 99, Helena Vasconcelos põe no seu livro uma pergunta que muitas pessoas (homens e mulheres) muitas vezes colocam, tendo em conta os extraordinários progressos das mulheres na sua luta pela cidadania plena: “O que falta então à mulher?”
A verdade é que sempre que as mulheres lutaram e quiseram romper com o estabelecido, foram chamadas de atrevidas, de provocadoras e ridicularizadas. Nas Letras, quando se destacavam, achavam que elas eram imitadoras, não inovadoras ou criativas. Helena Vasconcelos nomeia mulheres renascentistas ilustres, que geralmente são ignoradas: Joana Vaz, Paula Vicente, Leonor Coutinho, Ângela Sigeia, Luísa Sigeia e Públia Hortênsia de Castro (séculos XV e XVI). Os conventos e as casas privadas de mulheres com dinheiro e elevado estatuto social eram o oásis no tremendo deserto cultural vigente na sociedade portuguesa dos séculos XVII e XVIII. Mariana Alcoforado, a Marquesa de Alorna ou Teresa Margarida da Silva Orta, autora do primeiro romance escrito por uma portuguesa, sujeito à aprovação da censura do Santo Ofício. No século XIX, o fechamento e a punição das mulheres que transgridem está bem patente no caso de Maria da Felicidade do Couto Browne, cujos escritos foram queimados pelo próprio filho, devido à ligação que a mãe tinha tido com Camilo Castelo Branco.
No século XX, são muitas as escritoras que se destacaram como Agustina, Sophia ou Lídia Jorge, entre muitas outras. Lamento não ter visto assinalados os nomes de duas grandes escritoras injustamente invisibilizadas: Irene Lisboa e Maria Judite de Carvalho. Justamente, fala das Três Marias e do seu livro As Novas Cartas Portuguesas, que granjeou um eco internacional de solidariedade pelas escritoras levadas a tribunal pela moral conservadora e hipócrita do salazarismo marcelista no seu estertor.
No capítulo O Corpo das Mulheres, a autora volta ao tema da ignorância e do preconceito relativamente ao corpo da mulher, os períodos de abertura e fechamento em termos da liberdade sexual, os temas da contracepção e do aborto que foram sempre muito sensíveis e da valentia das mulheres que conseguiram afrontar toda uma arquitectura patriarcal solidamente implantada. Neste capítulo destaca os nomes da bióloga Natalie Angier e do seu “Mulher: uma Geografia Íntima” que lhe deu o Prémio Pulitzer, a antropóloga americana Helen Fisher e a ceifeira portuguesa Catarina Eufémia, assassinada por uma GNR quando lutava pelos seus direitos como trabalhadora.
No capítulo das Belas-Artes, a autora diz que muitos historiadores de arte olham para as artistas mulheres com alguma condescendência e leviandade, invocando o “jeito” em vez do génio. Entre várias artistas, nomeio aqui Josefa de Óbidos, Amélia de Sousa, Paula Rego, Maria Helena Vieira da Silva, Helena Almeida e muitas outras.
São imensas as mulheres que se destacam no campo da Ciência. Geralmente fora do holofote mediático, mal pagas, a teimosia e o espírito de sacrifício são as marcas destas mulheres. Num campo em que não poucas vezes a religião esteve contra a ciência, a autora lembrou mulheres cheias de tenacidade que na sua época não baixaram os braços e lutaram contra a misoginia que as excluía do acesso à ciência. Em Portugal e no estrangeiro foram verdadeiras guerreiras.
O último capítulo – Misoginias – é o remate que nos dá a conhecer alguns dos ideólogos que deram corpo às concepções que ainda hoje persistem, resistem e estão na base da desigualdade entre os géneros. “Quando uma mulher pensa, é o Diabo que pensa por ela”, proferida por um papa do séc. XV. Para S. Tomás de Aquino, a mulher era “um ser miserável e defeituoso”. O padroeiro dos bibliotecários, S. Jerónimo, considerava que “como o verme destrói a madeira, também uma mulher destrói o marido.” Tudo homens da Igreja. Contra a corrente do seu tempo, Gil Vicente traça personagens femininas cheias de graça, afirmativas, fortes, determinadas, cheias de vivacidade. Os cerca de trezentos anos da Inquisição foram uma tragédia para as mulheres, sendo que muitas, perseguidas como bruxas acabaram na fogueira, apenas porque eram mulheres insubmissas e com práticas não convencionais.
O século XX foi aquele que maiores desafios colocou às mulheres: com a sua entrada em força no mercado do trabalho, quebrando as concepções da mulher presa ao lar por via das necessidades da guerra, mas remetendo-a de novo ao lar no pós-guerra, glorificando uma imagem fictícia da “mulher moderna” dos anos 50. Porém, o caminho das ideias que tinham posto as mulheres no início do século XX a lutar pelo voto e pela educação, a revolução sexual dos anos 60 com a democratização da pílula e dos meios anticoncepcionais, as vagas que se seguiram de feministas e de novas teorias e concepções, é um caminho de não retorno. De felicidade para as mulheres, como sujeitos de direitos e como participantes de pleno direito na transformação social para uma sociedade sem discriminações de qualquer tipo.
Não consegui tornar este texto menos extenso. Volto à ideia inicial, expressa pela autora de que este livro é um ensaio, não é um tratado. Tem tanta informação valiosa, que me custou trazê-lo à minha apreciação, truncando-o de nomes e dados imprescindíveis.
O meu obrigada a Helena Vasconcelos por esta obra de divulgação de uma história resumida das mulheres.

1 de Junho de 2020
Almerinda Bento


segunda-feira, 15 de junho de 2020

"O Carteiro de Auschwitz" de Joe Rosenblum

Quando pensava que ja tinha lido tudo sobre o Holocausto, sobre a dor que os homens, deliberadamente, impuseram aos homens, vejo que estava enganada. É por livros destes que leio tudo, ou quase, o que me aparece sobre este tema. Este livro só não me tirou o fôlego porque mantive um certo distanciamento em relação à personagem principal e ao relatado por ele, distanciamento necessário para conseguir acabar esta leitura.

Esta história é brutal. Devem lê-la! E sim, é verídica.

Posto isto, e visto que não vos vou contar nada sobre ela, só me resta refletir aqui com vocês o que me veio à cabeça enquanto a lia.

Até onde o Homem consegue resistir sem comida? Como se consegue viver, meses a fio, com um pedaço de pão e uma sopa aguada onde não boiava nada? Como se consegue suportar, fisicamente e psicologicamente, maus tratos consecutivos? Como pode um ser humano tratar o seu semelhante com tanta frieza, sem compaixão? Em nome de quem ou de quê foram cometidos tantos crimes?

Mais uma vez verifico que a sorte teve muito a ver com a probabilidade de alguém escapar com vida aos campos da morte mas, também e sobretudo, à vontade férrea de sobreviver, de encontrar formas de arranjar comida extra e de manter uma atitude de esperança em dias melhores, de acreditar que a guerra poderia ter um fim.

É inimaginável tudo o que estes homens passaram. Não tenhamos a ousadia de pensar que conseguimos colocar-nos na pele de quem tanto passou, de quem tanto viu. Aliás, para se ler este livro, deve-se manter um certo distanciamento para o conseguirmos ler até ao fim...

Mas tenho a certeza de uma coisa: devem lê-lo!

Terminado a 11 de Junho de 2020

Estrelas: 6*

Sinopse

O Carteiro de Auschwitz é a história verdadeira de um adolescente a quem tentaram roubar a vida e os sonhos. Apanhado no turbilhão do Holocausto, este jovem sobreviveu a uma sequência de dramas tão angustiantes que se torna difícil aceitá-los como factos reais.
UMA CONFIANÇA INABALÁVEL, UMA BONDADE SEM LIMITES,
UM EXEMPLO PERFEITO DE BRAVURA E CARÁTER.
Joe Rosenblum era ainda criança quando assistiu à invasão nazi da sua pequena cidade na Polónia. Foi por pouco que escapou à execução em massa de que foi vítima o irmão. Joe mudou-se primeiro para uma quinta, onde trabalhou, e cujos proprietários o protegeram e o ajudaram a prover o sustento da família durante algum tempo. Depois, viu-se obrigado a refugiar-se junto de ex-prisioneiros russos. A sua inacreditável jornada de sobrevivência começa após ser capturado pelos alemães.
O MENSAGEIRO SECRETO QUE SOBREVIVEU AO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO MAIS TERRÍVEL DA HISTÓRIA
Inteligente, criativo e extremamente pragmático, Joe desafiou a morte, transportou a esperança e deu um exemplo perfeito de humanidade, otimismo e perseverança. Com uma bondade sem limites, ele entregou mensagens secretas aos prisioneiros, salvou crianças da câmara de gás e devolveu a luz e a esperança ao coração dos homens num dos períodos mais terríveis da história mundial.
UMA PODEROSA MENSAGEM DE FÉ E ESPERANÇA NA HUMANIDADE

Cris

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Experiências na Cozinha: "Cozinha Vegetariana para Festejar"


Trazemo-vos hoje uma receita colorida e muito boa para estes dias mais quentes que se avizinham, "Quinoa com couve roxa e pistachio", deste livro da Gabriela Oliveira.

Já vos temos dito que gostamos muito dos livros desta autora porque as receitas são muito fáceis de fazer e porque são receitas que dão sempre certo, mesmo alterando alguns ingredientes como foi o caso desta... Não tinhamos pistachios por isso usámos frutos secos. Ficou deliciosa na mesma, como sabíamos que ficaria!

No fundo trata-se de uma salada de quinoa (cozida, claro!) com couve roxa cortada em juliana, cenoura ralada, salsa, cebolinha, sultanas e pistachios (substituímos por frutos secos). Tempera-se com azeite, sal se necessário, sumo de limão, oregãos e pimenta preta. Mais simples não podia ser!

Dicas: a quinoa é feita como o arroz "frito" (salteia-se primeiro em azeite e alho e só depois se acrescenta a água quente) e a couve roxa, em juliana, salpica-se com sal e deixa-se actuar para perder um pouco a sua água e ficar mais macia.

Nós servimos fria porque é o que apetece nestes dias mais quentes. Vejam como ficou apelativa (e gostosa, nós garantimos!).





Palmira e Cris

segunda-feira, 8 de junho de 2020

"Deixa-me Mentir" de Clare Mackintosh

Gostei deste thriller que facilmente me prendeu a atenção. Anna, a narradora, perdeu ambos os progenitores num curto espaço de tempo e ainda se encontra enlutada, fraca e sensível. A sua boia de salvação é a sua filha bebé e o seu namorado. 

Enredo cheio de mistério, pois a morte dos seus pais encontra-se envolta em dúvidas que levam à suspeição da sua verdadeira causa: assassínio, homicídio ou suicídio? A trama está bem entrelaçada e isso leva-nos a suspeitar de alguns personagens mais próximos de Anna. Estamos, porém, longe de acertar nos verdadeiros factos ocorridos.

As reviravoltas são frequentes, deixando-nos perplexos com a imaginação da autora. Não me considero uma expert em thrillers mas, muitas vezes, os meus palpites acertam pois tenho por hábito desconfiar de quem não é expectável ser o culpado... mas aqui, népia!

A grafia desta obra é pequena, o que nos leva a ler devagar. Nunca perdendo o interesse, no entanto! Deixo-vos o desafio! Eu gostei!

Terminado em 6 de Junho de 2020

Estrelas: 5*

Sinopse

QUANDO A VERDADE É CRUEL DEMAIS, TALVEZ SEJA MELHOR VIVER MERGULHADO EM MENTIRAS.
Depois do seu pai e da sua mãe terem acabado com as próprias vidas de maneira muito parecida, em dois suicídios brutais e com intervalo de apenas alguns meses, Anna está a tentar virar a página do passado trágico da sua família e recomeçar a sua vida.
O novo namorado e o filho vieram para trazer à Anna alguns sorrisos no meio do caos. Mas, mesmo com todo o seu esforço para superar os seus traumas e se entregar aos novos começos, o seu passado de repente volta à tona trazendo ainda mais dor e devastação.
No primeiro aniversário da morte da sua mãe, Anna recebe um bilhete anónimo e perturbador: Suicídio? Pensa melhor. Será possível que alguém poderia ser cruel ao ponto de fazer uma brincadeira dessas? Ou de facto existe algo por trás do suposto suicídio de seus pais?
No fundo, Anna nunca entendeu como eles tinham sido capazes de tirar as suas próprias vidas de maneira tão cruel.
Deixa-me Mentir tem o ritmo lancinante que é a marca de Clare Mackintosh. Carregado de reviravoltas, deixa qualquer um em estado de choque da primeira à última página.

Cris

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Para os Mais Pequeninos: "A Menina Que Queria Desenhar o Mundo"

Era uma vez uma menina que queria desenhar o mundo mas pensou que ele não cabia todo numa folha de papel... É, deste modo, que Adélia Carvalho nos dá o mote para este livro delicioso.

Não posso deixar de parabenizar, também, Sérgio Condeço, o ilustrador, que tão bem soube exprimir com traços o texto da autora. Texto esse que se une lindamente às ilustrações, como se delas fizesse parte.

Este livro conta-nos a história de uma menina que viu que os traços que desenhava depressa saíram do papel e foram percorrer o mundo. Conheceu novos lugar, novas pessoas e conheceu a importância de "nunca desistir" e da força da palavra "nós".

Um livro lindo que permite à criança realizar o que ela sabe fazer de melhor: SONHAR!







Cris

quinta-feira, 4 de junho de 2020

"Os Monstros Também Amam" de Clara Sánchez

Este livro já é de 2010. Mas houve alguém, nalgum lugar, que lhe fez boas referências e fiquei muito curiosa. Mas não sabia do que tratava o enredo. Nada. Apenas podia imaginar pelo arame farpado que a foto da capa contém, de que se trataria de algo muito negro.

O livro tem duas personagens principais que são, também, os narradores. A história vai sendo contada pelos dois, intercaladamente, e as suas perspectivas dos acontecimentos embora possam ser diferentes são ambas partilhadas pelo leitor, que, deste modo, tem uma posição privilegiada pois está por dentro dos segredos dos dois.

Estes narradores/personagens possuem diferentes características e personalidades. Julián, anda pelos oitenta anos e a sua saúde já teve dias melhores, Sandra ronda os trinta, está grávida e um pouco desorientada com o que vai escolher/decidir para a sua vida.

O passado de Julián ainda lhe pesa, nunca se conseguiu desligar do tempo em que se viu prisioneiro do campo de concentração de Mauthausen. A sua vida, depois de ter sido libertado, pautou-se por uma busca aos nazis que aí o massacraram e que fugiram para parte incerta.

Sandra, não sabe como vai criar a criança que traz no ventre, nem se quer ficar com o pai dela. A incerteza leva-a a passar uns dias na casa de férias pertença de sua irmã. Sozinha, quer repensar na sua vida.

Uma ligação estabelece-se entre estes dois seres que não se conheciam e uma amizade cresce. Juntos tentam desvendar os mistérios que se escondem nas mansões dessa estância balnear em que se encontram. O que e quem esconderão os muros altos?

Um livro que deixa o leitor preocupado e interessado, em que o enredo avança devagar mas que, por isso mesmo, nos leva a pensar no final: será que os monstros têm direito ao amor?

Terminado em 31 de Maio de 2020

Estrelas: 5*

Sinopse
Sandra tem 30 anos, está grávida de um homem que não ama e decide ir viver para uma pequena aldeia costa leste espanhola. Num dos seus passeios pela praia conhece os Christensen, um casal de octogenários noruegueses e estabelece com eles uma relação de proximidade. Nada faria supor que estas três vidas, unidas por acaso, pudessem ser a razão de viver de Julián, um homem recém-chegado da Argentina que segue, passo a passo, os noruegueses. Um dia Julián aborda Sandra e revela-lhe detalhes do seu passado e do dos seus novos amigos. E conta-lhes que os Christensen não são quem aparentam ser. Repleto de suspense e emoção, Os Monstros Também Amam é, acima de tudo, um romance sobre as ambiguidades do ser humano, entre a maldade e o amor, e sobre a forma como as aparências escondem o lado mais negro de cada um de nós.

Cris

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Experiências na Cozinha: "Bela Cozinha"

Este prato que vos trazemos hoje é bastante comum para quem está aflito com o tempo porque,  para além de ser de rápida confecção é, também, muito saboroso. Fazemos muitas vezes e acrescentamos alho francês cortado às rodelas finas pois este legume combina muito bem com o tofu devido à crocância que confere.

Como dissémos é muito saboroso e rápido. O segredo está nos temperos, sobretudo na curcuma (também conhecida por açafrão das índias) que lhe confere esta cor de "ovo mexido" e, melhor que isso, acrescenta propriedades anti-inflamatórias ao nosso alimento.

E os passos são os seguintes: refoga-se 1/2 cebola e 2 dentes de alho num pouco de azeite e tempera-se com curcuma,  oregãos e tomilho. Esmaga-se com os dedos o tofu e mexe-se, deixando apurar. Salsa fresca picada por cima.

Vejam como ficou:



Palmira e Cris

terça-feira, 2 de junho de 2020

Resultado do Passatempo "Toca a comentar!" - Mês de Maio

Anunciamos o vencedor deste passatempo referente ao mês de Maio.

Este é o link para o post onde se encontra anunciado o passatempo.

Assim, através do Random.Org, de todos os comentários efectuados no mês passado, foi seleccionada uma vencedora! Foi ela:

Alexandra Guimarães

Parabéns! Terás que comentar este post e enviar um email para otempoentreosmeuslivros@gmail.com até ao próximo dia 15, com os teus dados e escolher um de entre estes dois livros:

 

Cris

segunda-feira, 1 de junho de 2020

"O Ódio Que Semeias" de Angie Thomas

Mais do que a história em si e a forma como é narrada, este livro é importante pela mensagem que passa e, creio que o posso afirmar, pela homenagem que pretende fazer a um rapper americano conhecido, assassinado em 96 quando tinha 25 anos e que formou um movimento (Thuglife) contra a violência existente nos bairros mais pobres dos EUA.

Esta história é narrada por uma adolescente negra de 16 anos, Starr, que vive num bairro problemático e violento mas que estuda numa escola de "brancos". Na sua vida sente que tem de se movimentar e agir de modo diferente nestes dois mundos tão díspares e acredita que não pode misturar as pessoas que vivem nesses "mundos".  Angustia-se e sofre com isso.

É um livro que nos fala de violência e morte, de racismo e abuso policial. Muito actual, portanto, se olharmos para a realidade americana e não só.  Mas é, também e sobretudo, um livro que nos fala de amor e esperança. Starr nasceu numa família onde o amor é notório mas onda a violência a rodeia, sobretudo quando é testemunha de um assassinato.

Como referi anteriormente, a mensagem deste livro é muito forte. "O ódio que passas para as crianças "lixa" todo o mundo" ou em jngles, "The Hate U Give Little Infants Fuck Everybody" - THUGLIFE - é algo que ainda hoje, depois de décadas e décadas de guerras, ainda não foi verdadeiramente interiorizado por todos. E é urgente fazê-lo. Uma criança que é ensinada a odiar não pode na idade adulta sentir nada mais que ódio.

5* pela mensagem, embora YA (young adults) não seja o meu género literário preferido. No entanto, aconselho vivamente esta leitura que se faz rápido e nos dá a conhecer uma realidade, felizmente, muito diferente daquela vivida por nós.

Terminado em 27 de Maio de 2020

Estrelas: 5*

Sinopse
Starr tem 16 anos e move-se entre dois mundos: o seu bairro periférico e problemático, habitado por negros como ela, e a escola que frequenta numa elegante zona residencial de brancos. O frágil equilíbrio entre estas duas realidades é quebrado quando Starr se torna a única testemunha do disparo fatal de um polícia contra Khalil, o seu melhor amigo. A partir daí, pairam sobre Starr ameaças de morte: tudo o que ela disser acerca do crime que presenciou pode ser usado a seu favor por uns, mas sobretudo como arma por outros.