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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

"Nos Teus Olhos Vejo o Mundo" de Luísa Castel-Branco

Sabem quando começam um livro sem referências nenhumas sobre ele e algo vos diz, depois das primeiras páginas, que a leitura não vai correr bem? Foi o que senti - desculpe Luísa! - quando me apercebi que não era ficção o que tinha nas mãos...

Tratam-se de pequenas histórias da vida de Luísa Castel-Branco, pensamentos que (aparentemente) não possuem um fio condutor, consideracões várias sobre o seu passado, histórias vividas, umas dela, outras não. Hum... Sinceramente pensei que iria ser uma leitura complicada para mim porque não gosto de contos, textos pequenos, reais ou imaginados. Um dia vencerei essa batalha e começarei a ler o que de bom existe por aí que tenha poucas linhas. No entanto, hoje, essa luta não a farei - pensei, depois de algumas páginas!

Mas, li um capítulo, depois outro e outro... E sem querer vi as páginas passarem e eu sem vontade de largar o livro. Li-o de enfiada. Creio que em dois dias, intervalando-o com mil coisas que uma mãe "arranja" para fazer. E gostei. Uma parte tocou-me pessoalmente. Não sendo meu hábito, deivo-vos aqui algumas linhas:



"
E o fio condutor ? Que fio pode existir ao contar-se pequenas histórias senão o da própria Vida?
Afinal, este livro revelou-se uma companhia inesperada. Uma boa companhia. E creio não ser mais fácil este "falar de mim" que a Luísa nos proporcionou versus os seus romances/ ficções. Se bem que continue a preferir o seu primeiro romance, Alma e os Mistérios da Vida porque nesse fui apanhada de surpresa, nos outros, sabia o que esperar da sua escrita.

Experimentem!

Terminado em 4 de Setembro de 2016

Estrelas: 4*+

Sinopse

Neste novo livro, Luísa Castel-Branco expõe sem medo a sua verdade. Eis a vida como ela é, nem sempre colorida nem sempre a preto e branco.
«Falo da magia das pequenas grandes coisas. Estou sentada aqui e olho à minha volta e nada me rodeia de grande valor, luxo ou ostentação.
Falo desta conjugação perfeita que se pode sentir numa casa nova, porque se encontrou a coragem para deitar fora o passado e tudo ao nosso redor se tornou leve. Branco. Luminoso.
Falo dos momentos pequeninos em que um dos meus netos me faz rir ou se dobra a rir em gargalhadas.
(…)
E aqui deixo-vos a minha verdade.
Sou apenas isto e nada mais.
Que vos faça boa companhia.»

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