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sábado, 21 de abril de 2012
Novidade Alphabetum
O Dom do Dinis
de Ana Terceiro e Paulo Rosa
O “Dom do Dinis” é uma história real de determinação e coragem, de uma luta desleal travada com o destino que decidiu comunicar-nos aos 11 meses de vida que o nosso filho Dinis padecia de uma síndrome genética com complicações neurológicas muito complexa e rara, designando-se pela literatura médica como Leucoencefalopatia (LCC), calcificações e quistos cerebrais. Uma doença incurável e sem gene conhecido.
Este livro conta, na primeira pessoa, a história de uns pais que, frustrados com o fracasso dos médicos e a ausência de respostas por parte da ciência, incluindo medicação, tiveram de aprender a lidar com um filho que possuía o diagnóstico n.º 20 de uma doença rara, após ter vivido com ele durante 11 meses, julgando-o vulgarmente saudável. O destino tudo alterou, mas esta família arregaçou mangas e não se conformou e iniciou uma batalha científica para melhor entender o “inimigo”, na esperança de descobrir algo que pudesse deter o avanço da doença invisível que lentamente destruía e calcificava o cérebro de Dinis.
As primeiras consequências da LCC foram a cegueira do olho direito, acentuado atraso motor, elevada hipertonia acompanhada de espasticidade, tremores, podendo ser ainda possíveis surgirem outras tantas doenças que o deixariam surdo, paralítico, incapaz de engolir e de comunicar, incontinente de fezes e urina, epilepsia, problemas idênticos em termos vasculares no coração, fígado, rins e intestinos. “Abreviando, ninguém sonha com um filho diferente, todos sonhamos com o normalmente aceitável e achamos que o “normal” será a viagem a Itália…. E o que é isto de viagem a Itália? “Ter um bebé é como planear uma fabulosa viagem de férias - a Itália! Compram-se montes de guias e fazem-se planos maravilhosos! Chegamos inclusivamente a aprender algumas frases em italiano. É tudo muito excitante. Após meses de antecipação, finalmente chega o grande dia! Arrumam-se as malas e embarcamos. Algumas horas depois, o comissário de bordo chega e diz: “Bem-vindo à Holanda”!
- Holanda? - O que quer dizer com Holanda! Eu escolhi a Itália! Eu devia ter chegado à Itália. Toda a minha vida, eu sonhei com o facto de ir conhecer a Itália! Mas houve uma mudança de planos e o voo mudou de rota e fomos parar à Holanda….”
Um livro numa frase
“A verdade é composta por muitas coisas. Por vezes é o que queremos ou talvez o que temos. Pode ser aquilo em que decidimos acreditar. Por vezes é algo real, algo echt, algo genuíno. Por vezes reconhecemos a verdade quando a dizemos. Sou lento, mas sei isto.”
In pág 268, "Lotaria" de Patricia Wood
Frase escolhida por: Ana Bento, convidada do blog
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Novidades Planeta
O Que Sei dos Homenzinhos
de Juan José MillásA rotina diária de um professor universitário é perturbada pelo aparecimento de réplicas perfeitas em miniatura de seres humanos que se movem com facilidade através do mundo dos homens.
Um dia, um desses homens, criados à imagem do professor, estabelece uma ligação especial com ele concedendo-lhe desejos.
Neste livro, o professor narra o último destes secretos encontros, que é também o mais intenso e perigoso, assim como descobre onde vivem, que hábitos têm e a sua vida sem inibições torna-se o seu pior pesadelo.
O Estudante de Coimbra
de Guilherme Centazzi
Retrata as venturas e desventuras de um estudante de Coimbra que se vê envolvido nas Guerras Liberais, enquanto tenta recuperar a sua amada, Maria, das teias urdidas por um frade demasiado mundano.
A acção passa-se em Portugal e França, no período entre 1826 e 1838, constituindo, além de mais, um excelente repositório dos conturbados e sanguinários acontecimentos dessa época e a evolução política nos anos subsequentes, onde Centazzi faz transparecer a sua desilusão.
Assassinaram um Jornalista
de Terry Gould
O assassinato de Anna Politkovskaya foi notícia de primeira página em todo o mundo. Mas há muitos mais profissionais da informação que também foram vítimas de que quem os quis calar para sempre.
Assassinar um Jornalista. Morrer por uma história nos locais mais perigosos do mundo, reconstrói as histórias dos jornalistas cujo único crime foi contar o que sabiam.
Ao longo de quatro anos, Terry Gould viajou pelo Iraque, Filipinas, Rússia, Colômbia e Bangladesh – os cinco países onde mais jornalistas são assassinados –, numa tentativa de encontrar resposta para esta pergunta. Em cada um desses lugares, através de conversas com colegas, famílias e, em alguns casos, com os próprios assassinos, Terry Gould põe a nu a vida de jornalistas que se agarraram a uma história ao ponto de morrer por ela.
Procura o momento em que cada um dos protagonistas percebeu que estava disposto a morrer, e descobre as razões concretas que estão por detrás dessa coragem.
Neste retrato maravilhosamente vívido de sete almas corajosas, Gould explica-nos as suas convicções e presta homenagem à memória de cada um quando escreve «dizendo a verdade àqueles que matam os arautos da verdade».
Múltipla Escolha
de Lya Luft
Lya Luft reflecte com uma lucidez e sabedoria invulgares sobre problemas que nos tocam a todos – a nossa família, as nossas dificuldades de comunicação, o nosso lugar no trabalho – numa sociedade que criou uma série de estereótipos que nos escravizam todos os dias.
Múltipla Escolha ajuda os leitores a relativizarem certos assuntos e a valorizarem outros, muitas vezes mais próximos e mais simples, de que nos esquecemos com frequência.
Escrito num tom simples, o livro quase poderia ser uma conversa com uma mãe ou um amigo, em busca de alguma sabedoria em relação à vida.
Lya Luft fala com os leitores criando um clima de intimidade e, de modo quase sobrenatural, parece ouvi-los. Para a autora, o público não é uma abstracção, o que explica o seu sucesso e a sua legião de fãs.
O Quarto do Rei
- A Época dos Venenos II -
de Juliette Benzoni
Ao mesmo tempo que a rainha Maria Teresa morre, Charlotte de Fontenac desaparece. Vista pela última vez a entrar atrás do soberano no seu gabinete, a jovem parecia perturbada. Depois, ninguém sabe dela. Um desaparecimento sem importância no meio das cerimónias fúnebres. No entanto, algumas pessoas interrogam-se e, entre elas, madame de Montespan, cujo favor real vacila, mas que gosta muito de Charlotte. A dama decide alertar o tenente-general da Polícia. O que acabam por descobrir é apavorante e, quando a jovem reaparece de súbito, todos constatam que já não é a mesma.
Que se passou durante aqueles meses de ausência, que tanto afligiram os que lhe eram próximos, entre eles a sua prima Léonie e sobretudo Alban Delalande, o jovem que a ama com um amor sem esperança?
O Amor dentro do meu peito
de Ivone Patrão e Maria de Jesus Moura
Este livro não é um compêndio clínico, com linguagem técnica.
É o resultado da experiência profissional das autoras, duas reputadas especialistas em psico-oncologia, que propõem diversas estratégias para viver com o cancro de mama de maneira informada, apoiando-se em testemunhos reais de quem vive a doença e das suas famílias.
Novidades Estampa
Livro de Mágoas
de Florbela Espanca
A presente edição anotada das Obras Completas de Florbela, dirigida por especialistas conceituados, garante duas vertentes: a reconstituição rigorosa do texto primitivo e suas vecissitudes, e o cuidado extremo na sua apresentação ao público.
Saber ao Certo
de Margarida Fonseca Santos
Saber ao Certo conta a história da revelação à família, por um adolescente, da sua opção sexual. Dir-se-á que o que é decisivo, nesta obra, não é a literatura, mas a defesa da igualdade das opções sexuais, e uma lição dada às famílias sobre como lidar com situações que, para muitos, parecem ainda estupidamente problemáticas. É verdade isso, mas não é menos certo estarmos aqui perante um texto que, na sua singeleza, é de altíssima qualidade literária, e cuja leitura suscita uma emoção muito evidente.
Todos os Dias são Meus
de Ana Saragoça
Um prédio. Uma morte. Um mistério.Não se trata, porém, de um romance de pretexto policial. É verdade que há polícias e testemunhas, sobretudo testemunhas, e alguns suspeitos. Mas Todos os Dias são Meus é um extraordinário retrato do Portugal profundo, com os seus tiques, os seus ressentimentos, os seus ridículos.
O Amor é para os Fortes
de Marcelo Cezar
Este romance mostra que a relação amorosa perfeita não existe, e sim, apenas, a relação possível. A ambição, o ciúme, a ira, a soberba, o desprezo pelos outros, tecem os fios condutores de uma história em que, apesar de tudo, acabam por prevalecer os valores da solidariedade, da esperança e do amor genuíno.
Quero a minha mãe de Cathy Glass
Edição/reimpressão: 2012
Autora do bestseller Infância Perdida, Cathy Glass oferece um relato comovente sobre uma criança em risco. Por isso quando a pequena Alice, de quatro anos, chega a sua casa, Cathy apercebe-se com estranheza do quanto ela é bonita e parece bem cuidada. À medida que os dias passam, torna-se evidente que tudo o que Alice mais deseja é regressar para junto dos avós maternos e da mãe. Perante a decisão do tribunal, que declara esta criança como um caso para adoção, Cathy envolve-se inevitavelmente numa luta desesperada para ajudar a criança.
Páginas: 292
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722348171
Coleção: Grandes Narrativas
De vez em quando, gosto de ler este género de livros, que nos relatam vidas de gente pequena, que de pequenas as vidas não têm nada, pois estão cheias de dor e sofrimento! E gosto porque... porque me sinto envolvida, porque me vem a lágrima ao olho, porque sempre achei que para se ser uma mãe de acolhimento (como o é a autora) teria de se possuir uma disponibilidade muito grande, não só de tempo mas, sobretudo, de amor. E porque houve dias em que pensei em sê-lo muito a sério... e depois, puff!
Voltando ao livro: gostei claro! Cathy Glass conta-nos uma história real, vivida por ela como mãe de acolhimento, de uma criança que, devido a alguns erros das entidades competentes para analisarem a sua situação, se vê em risco de mudar de família.
Com uma escrita simples, directa mas muitas vezes emotiva, a autora consegue incluir-nos na história, fazer-nos desejar dias melhores, torcer por alguns personagens e não gostar de outros. Gostei de ler este livro e rapidamente vi chegar até mim as últimas folhas...
Recomendo!
De vez em quando, gosto de ler este género de livros, que nos relatam vidas de gente pequena, que de pequenas as vidas não têm nada, pois estão cheias de dor e sofrimento! E gosto porque... porque me sinto envolvida, porque me vem a lágrima ao olho, porque sempre achei que para se ser uma mãe de acolhimento (como o é a autora) teria de se possuir uma disponibilidade muito grande, não só de tempo mas, sobretudo, de amor. E porque houve dias em que pensei em sê-lo muito a sério... e depois, puff!
Voltando ao livro: gostei claro! Cathy Glass conta-nos uma história real, vivida por ela como mãe de acolhimento, de uma criança que, devido a alguns erros das entidades competentes para analisarem a sua situação, se vê em risco de mudar de família.
Com uma escrita simples, directa mas muitas vezes emotiva, a autora consegue incluir-nos na história, fazer-nos desejar dias melhores, torcer por alguns personagens e não gostar de outros. Gostei de ler este livro e rapidamente vi chegar até mim as últimas folhas...
Recomendo!
Terminado em 18 de Abril de 2012
Estrelas: 5*
Sinopse
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Resultado do passatempo: "A cor da memória"
E quem vai receber este livrinho tão gentilmente cedido pela editora Planeta? Desta vez a sorte coube ao nº 4:
- Sónia Ramos de Palmela
Muitos parabéns! Vais receber em breve um livro de peso,lOL!
O blogue e a editora agradecem aos 225 participantes!
A convidada escolhe... Baunilha e chocolate
Já li este livro há muito tempo. Não me recordo do que li... Pena é que não tivesse nessa altura o blogue para assim poder dar, agora, uma espreitadela à minha opinião de então... Foi a principal razão que me fez criar este blogue. Cris
"A minha mãe está neste momento a ler este livro, e eu lembrei-me de escrever sobre ele e do quanto gostei de o ler.
Já o li há bastante tempo, dos livros que ainda tenho em estante este é provavelmente um dos primeiros que li, quando voltei a agarrar-me à leitura (passei alguma parte da adolescência sem ler tanto). E, sinceramente, foi o único livro da autora que eu li, o seu clássico, o único lido por mim. Mas de certeza que pegarei noutro livro da autora (já olhei várias vezes para “Mister Gregory” e para “A siciliana”^^)
Como podem ver se lerem a sinopse, este livro fala sobre um casal, Penelope e Andrea, que a relação está a esfriar, como se “a baunilha e o chocolate já não combinassem tão bem como outrora”. Pelo que Penelope sai de casa, deixando Andrea com todas as tarefas que lhe pesavam a ela nos ombros, para ele.
Bem, não deve ser novidade para muitos que sou viciada em romances. Adoro romances. E este é um dos meus preferidos. Uma história sobre o amor, sobre as mudanças que por vezes esse sentimento sofre, sobre a vida conjugal e as suas dificuldades.
Um enredo com momentos tristes, que nos fazem lacrimejar, outros cómicos, que nos fazem rir, ou até românticos que nos fazem sonhar. Mas acima de tudo, um livro que nos faz sentir…sentir algo.
Com certeza todos nós já amámos, mesmo que nunca tenhamos sido casados, todos já sofremos desilusões, todos já sentimos o amor esfriar…e todos já lutámos com o que tínhamos para que a chama voltasse a aquecer o nosso coração. E é disso mesmo que este livro trata.
Para quem gosta de romances, para quem gosta de sonhar, ou simplesmente para quem ama…recomendo!"
Margarida Rodrigues
"A minha mãe está neste momento a ler este livro, e eu lembrei-me de escrever sobre ele e do quanto gostei de o ler.
Já o li há bastante tempo, dos livros que ainda tenho em estante este é provavelmente um dos primeiros que li, quando voltei a agarrar-me à leitura (passei alguma parte da adolescência sem ler tanto). E, sinceramente, foi o único livro da autora que eu li, o seu clássico, o único lido por mim. Mas de certeza que pegarei noutro livro da autora (já olhei várias vezes para “Mister Gregory” e para “A siciliana”^^)
Como podem ver se lerem a sinopse, este livro fala sobre um casal, Penelope e Andrea, que a relação está a esfriar, como se “a baunilha e o chocolate já não combinassem tão bem como outrora”. Pelo que Penelope sai de casa, deixando Andrea com todas as tarefas que lhe pesavam a ela nos ombros, para ele.
Bem, não deve ser novidade para muitos que sou viciada em romances. Adoro romances. E este é um dos meus preferidos. Uma história sobre o amor, sobre as mudanças que por vezes esse sentimento sofre, sobre a vida conjugal e as suas dificuldades.
Um enredo com momentos tristes, que nos fazem lacrimejar, outros cómicos, que nos fazem rir, ou até românticos que nos fazem sonhar. Mas acima de tudo, um livro que nos faz sentir…sentir algo.
Com certeza todos nós já amámos, mesmo que nunca tenhamos sido casados, todos já sofremos desilusões, todos já sentimos o amor esfriar…e todos já lutámos com o que tínhamos para que a chama voltasse a aquecer o nosso coração. E é disso mesmo que este livro trata.
Para quem gosta de romances, para quem gosta de sonhar, ou simplesmente para quem ama…recomendo!"
Margarida Rodrigues
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Novidade Esfera do Caos
Mr Finney e o mundo de pernas para o ar
de Laurentien Van Oranje e Sieb Posthuma
Mr Finney vive na casa que ele próprio construiu e conhece cada milímetro do seu jardim. Passa grande parte do tempo com o seu melhor amigo Caracol, sentado no ramo mais baixo da sua árvore favorita. Mas a sua vida sossegada muda quando aparece a Pinky Pepper, uma criaturazinha voadora cor-de-rosa berrante que adora “glimpsar” pelo mundo a grande velocidade. No seu SuperBipBip mostra-lhe imagens de grandes cidades, oceanos, selvas, calotas glaciares e uma bandeira misteriosa.
Mr Finney fica curioso pelo mundo que está para além do seu jardim. Tem inúmeras perguntas mas, antes de se dar conta, a Pinky Pepper já desapareceu. Para obter respostas, Mr Finney decide fazer ele próprio uma viagem. Trava conhecimento com muitos animais diferentes e descobre que o mundo não é belo por toda a parte. Mas aprende também que fazer perguntas ajuda e que as soluções às vezes se encontram mais perto do que se pensa.
de Laurentien Van Oranje e Sieb Posthuma
Mr Finney vive na casa que ele próprio construiu e conhece cada milímetro do seu jardim. Passa grande parte do tempo com o seu melhor amigo Caracol, sentado no ramo mais baixo da sua árvore favorita. Mas a sua vida sossegada muda quando aparece a Pinky Pepper, uma criaturazinha voadora cor-de-rosa berrante que adora “glimpsar” pelo mundo a grande velocidade. No seu SuperBipBip mostra-lhe imagens de grandes cidades, oceanos, selvas, calotas glaciares e uma bandeira misteriosa.
Mr Finney fica curioso pelo mundo que está para além do seu jardim. Tem inúmeras perguntas mas, antes de se dar conta, a Pinky Pepper já desapareceu. Para obter respostas, Mr Finney decide fazer ele próprio uma viagem. Trava conhecimento com muitos animais diferentes e descobre que o mundo não é belo por toda a parte. Mas aprende também que fazer perguntas ajuda e que as soluções às vezes se encontram mais perto do que se pensa.
Novidade Oficina do Livro
AGORA – Uma História de Amores Próprios
de Pedro Boucherie Mendes
Aos 35 anos, Vasco deixou o amor fugir-lhe para sempre porque não esteve para se chatear. Quem vai pagar pelo maior erro da sua vida é Alexandra, a vizinha divorciada incapaz de perceber qual a intenção deste homem. Vasco é insondável, até para os amigos com quem passa a maior parte do tempo: Guicas, a menina rica e cleptomaníaca que gosta demasiado de vodka e não suporta ver ninguém feliz; Miguel, que se casou com ela por dinheiro e estatuto e que agora vê na morte da mulher a solução para todos os problemas; Sofia, que não consegue esquecer Vasco e se tornou numa mãe desesperada por atenção, desconfortável no seu corpo e ressentida com os amigos; e Quico, o inconsequente marido de Sofia, que a trai com Mafalda, uma arrivista disposta a quase tudo para pertencer àquele grupo onde, na verdade, ninguém se conhece e todos estão à deriva. Um dia, o tarólogo Zé Luís, com os seus dentes demasiado brancos, cruza-se com estes homens e mulheres.E a vida de todos muda bruscamente.
de Pedro Boucherie Mendes
Aos 35 anos, Vasco deixou o amor fugir-lhe para sempre porque não esteve para se chatear. Quem vai pagar pelo maior erro da sua vida é Alexandra, a vizinha divorciada incapaz de perceber qual a intenção deste homem. Vasco é insondável, até para os amigos com quem passa a maior parte do tempo: Guicas, a menina rica e cleptomaníaca que gosta demasiado de vodka e não suporta ver ninguém feliz; Miguel, que se casou com ela por dinheiro e estatuto e que agora vê na morte da mulher a solução para todos os problemas; Sofia, que não consegue esquecer Vasco e se tornou numa mãe desesperada por atenção, desconfortável no seu corpo e ressentida com os amigos; e Quico, o inconsequente marido de Sofia, que a trai com Mafalda, uma arrivista disposta a quase tudo para pertencer àquele grupo onde, na verdade, ninguém se conhece e todos estão à deriva. Um dia, o tarólogo Zé Luís, com os seus dentes demasiado brancos, cruza-se com estes homens e mulheres.E a vida de todos muda bruscamente.
O preço do dinheiro de Ken Follett
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 256
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722524292
Confesso que sou fã de Ken Follett e tive a sorte de ler em primeiro lugar os seus "Pilares da terra" e "O mundo sem fim". Nota 6 para ambos. A Idade Média está, aí, tão bem retratada que nos apaixonamos pelos personagens, que visualizamos os locais descritos, enfim! Transportamo-nos para essa época, mesmo sem dar conta disso!
Seguiram-se outros livros deste autor, alguns ainda permanecem na estante por falta de tempo ou de decisão. As minhas opiniões aqui. Por isso, quando surge mais um livro dele, mesmo que o assunto não me suscite um interesse desmesurado, como este das altas finanças/crime, tenho de o ler!
Uma das qualidades que acho extraordinária em Ken Follett é a sua versatilidade. Aborda, nos seus livros, temas vários, diversos, conseguindo captar sempre a atenção do leitor, criando situações de intriga, suspense de tal forma intensos que nos prende e nos segura ao livro.
Os cenários onde se desenvolvem a acção também não são descurados. Desta vez, a acção situa-se em Londres e passa-se durante um dia só. Mas que dia! Os capítulos separam-nos das diferentes horas do dia e também dos diferentes personagens. E, é em "flashes" curtos, os próprios capítulos, que vamos sendo apresentados aos personagens, aparentemente distantes entre si, como se de várias histórias se tratassem... Isso deixa-nos expectantes em relação à intriga do livro.
Recomendo! Mais uma vez, repito, a versatilidade deste autor surpreendeu-me!
Terminado em 15 de Abril de 2012
Estrelas: 4*+
Sinopse:
Um político acorda com uma bela mulher ao seu lado; um criminoso faz uma reunião com a sua equipa; um magnata toma o pequeno-almoço com um alto funcionário bancário. E depois três histórias nascem: uma tentativa de suicídio, um sequestro e uma oferta pública de aquisição. Parecem acções isoladas, sem relação umas com as outras, até que certo jornalista do Evening Post começa a fazer perguntas e a desvendar uma conspiração bem mais ampla que envolve todos estes elementos. Um dos mais aclamados livros de Ken Follet, cuja narrativa se desenrola ao longo de um dia num jornal vespertino de Londres e põe a nu com mestria as interligações entre o crime, a alta finança e o jornalismo.
terça-feira, 17 de abril de 2012
A convidada escolhe... O livro do amanhã
Li e gostei muito! A minha opinião aqui... Cris
"Desconhecia esta autora, mas após ler um comentário sobre este livro resolvi lê-lo!
Confesso que o início não foi fácil… não conseguia entrar na história, mas mão desisti! Ainda bem que assim foi. De repente estava no cenário a acompanhar a história, algo fantasiosa, da jovem Tamara.
O ambiente, onde se passa a história deste livro, evoca os tempos medievais e a realidade de então…mas está intrinsecamente ligada com o desenvolvimento de todo o enredo.
O passado de uma rapariga que tudo tinha até ao momento em que, aparentemente, tudo lhe foi tirado. Nas palavras do livro:” … Era insolente, respondona, esperava tudo e, pior ainda, pensava que merecia tudo só porque todas as pessoas que eu conhecia tinham essas coisas…”
É interessante acompanhar a reviravolta deste comportamento…mesclado de fantasia e alguma magia (!). Foi isso que me fez avançar, avidamente, pelas páginas deste livro, até à sofreguidão de chegar ao fim! As últimas páginas foram devoradas quase sem dar por isso…
O enredo tem algo de policial, com muita fantasia à mistura, parece estranho? Então leiam e ficarão surpreendidos… Com o que disse só posso recomendar a leitura deste livro. Eu vou querer ler as outras histórias desta autora."
Ana Bento
"Desconhecia esta autora, mas após ler um comentário sobre este livro resolvi lê-lo!
Confesso que o início não foi fácil… não conseguia entrar na história, mas mão desisti! Ainda bem que assim foi. De repente estava no cenário a acompanhar a história, algo fantasiosa, da jovem Tamara.
O ambiente, onde se passa a história deste livro, evoca os tempos medievais e a realidade de então…mas está intrinsecamente ligada com o desenvolvimento de todo o enredo.
O passado de uma rapariga que tudo tinha até ao momento em que, aparentemente, tudo lhe foi tirado. Nas palavras do livro:” … Era insolente, respondona, esperava tudo e, pior ainda, pensava que merecia tudo só porque todas as pessoas que eu conhecia tinham essas coisas…”
É interessante acompanhar a reviravolta deste comportamento…mesclado de fantasia e alguma magia (!). Foi isso que me fez avançar, avidamente, pelas páginas deste livro, até à sofreguidão de chegar ao fim! As últimas páginas foram devoradas quase sem dar por isso…
O enredo tem algo de policial, com muita fantasia à mistura, parece estranho? Então leiam e ficarão surpreendidos… Com o que disse só posso recomendar a leitura deste livro. Eu vou querer ler as outras histórias desta autora."
Ana Bento
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Nas asas do amor de Sarah Dundin
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 456
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789898228741
Um romance leve, que se lê muito rapidamente devido a uma escrita fluída e ligeira. Um romance de amor com alguns contratempos mas que sabemos que vai acabar bem.
Estamos em 1942, Segunda Guerra. A América contribui para o esforço de guerra e todos querem ajudar. As mentalidades tendem a libertar-se e a alargar os horizontes. As mulheres lutam pela sua independência também, sempre ligadas a valores morais e religiosos.
O tema central é o amor entre dois jovens que se conhecem mas que se vêm apartados pela guerra, pela distância e pelas perdas. Um romance sobretudo para quem gosta de sonhar com um grande amor e passar uns bons momentos. Um livro agradável e que, apesar das descrições dos horrores da guerra (sobretudo no que concerne às baixas dos aviadores), serve para aligeirar as nossas leituras. Gostei!
Terminado em 14 de Abril de 2012
Estrelas: 4*
Sinopse:
Allie nunca foi suficientemente bonita para agradar à sua deslumbrante mãe, por isso fará qualquer coisa para ter a sua aprovação: até casar com um homem que não ama. Enquanto Allie quase se resigna ao seu destino, o tenente Walter Novak - destemido na cabina de pilotagem, mas sem jeito para as mulheres - vai a casa na sua última licença antes de ser enviado para a Europa, combater pela Royal Air Force durante a Segunda Guerra Mundial.
Walt e Allie conhecem-se e o seu amor pela música junta-os, fazendo-os começar uma correspondência que mudará as suas vidas. Enquanto as cartas vão e vêm entre a base de bombardeiros de Walt, em Inglaterra, e a mansão de Allie, a amizade que cresce entre os dois une-os. Mas serão eles capazes de resolver os segredos, compromissos e expetativas que os separaram?
Passatempo: "Quero a minha mãe"
Mais um passatempo aqui n'O tempo entre os meus livros, para os seus seguidores, com a colaboração da Editorial Presença. Temos para oferecer um exemplar do livro de Cathy Glass, "Quero a minha mãe", que estará nas livrarias a partir de amanhã, 17.
O passatempo decorrerá até ao dia 22 deste mês.
Só é permitida uma participação por email/residência e só para moradas em Portugal. O blogue e a editora não se responsabilizam pelo eventual extravio do livro aquando do seu envio via CTT.
Boa sorte para todos os participantes!
O passatempo decorrerá até ao dia 22 deste mês.
Só é permitida uma participação por email/residência e só para moradas em Portugal. O blogue e a editora não se responsabilizam pelo eventual extravio do livro aquando do seu envio via CTT.
Boa sorte para todos os participantes!
domingo, 15 de abril de 2012
Passatempo: "Hoje lembrei-me que te amo"
O tempo entre os meus livros tem para oferecer, em parceria com a editora Papiro, um exemplar do livro de Miguel Novo, um jovem escritor, a todos os seus seguidores.
O passatempo realiza-se até ao dia 21 de Abril.
As regras são muito simples: uma participação por email/residência e só para moradas em Portugal. O blogue e a editora não se responsabilizam por qualquer extravio aquando do envio do livro via CTT.
Boa Sorte!
O passatempo realiza-se até ao dia 21 de Abril.
As regras são muito simples: uma participação por email/residência e só para moradas em Portugal. O blogue e a editora não se responsabilizam por qualquer extravio aquando do envio do livro via CTT.
Boa Sorte!
Ao Domingo com... Miguel Novo
"Eu sou invariavelmente confuso, sou sempre eu e falar de mim não é fácil nem difícil, é falar de mim.
Tenho muita dificuldade em falar de mim porque não sei até que ponto devo dizer alguma coisa, não que me incomode dizê-la, mas porque pode incomodar a quem ouve e gosto de respeitar as diferenças entre mim e quem ouve, aceitando a pessoa que está a ouvir, sabendo que o que eu quero dizer a outra pessoa pode não querer ouvir e, caso ouça, não estar preparada para isso. Dou-me liberdade de dizer sempre o que penso, com o respeito de me enquadrar devidamente na situação.
Gosto de apreciar a vida, de reparar nas pessoas e na beleza da diferença, muitas vezes vejo pelos olhos dos outros, ainda que sem obter sucesso nenhum. Passo muito tempo perdido nos meus pensamentos, acompanhado pela minha companhia, a viajar na minha viagem.
Gosto de ler, mas são poucos os autores com a capacidade me maravilhar e que me enfeitiçam. Gosto de livros dispersos e confusos, que brinquem com o estabelecido. Temo que, ao ler um livro, seja difícil desprender-me do que leio, olho muitas vezes o livro com os olhos de quem também está a ler o autor.
A nível literário não considero que tenho um estilo definido, embora escreva sempre eu. O que tenho a dizer pouco me interessa, digo-o. Não penso se querem ouvir ou não, digo-o. Gosto de surpreender, de chatear, de irritar, contestar e criar com muita agressividade, com as emoções, com o que estou a sentir. Ainda que saiba, não gosto de criar com método, de escrever com o objetivo de obter o produto final, escrevo quando sinto que tenho que escrever, escrevo-me por sensações de ter que o fazer. Muito do que escrevo reflete o que sou, num espelho que nunca evidencia quem sou realmente.
É um prazer ter duas obras editadas, O Livro Sem Título [Diário Sem Tempo], Corpos Editora, 2009 e Hoje Lembrei-me Que Te Amo, Papiro Editora, 2012.
O meu mais recente livro “Hoje lembrei-me que te amo” foi lançado no mítico Clube Literário do Porto (que encerrou no mês passado), foi apresentado em duas Bertrand (Parque Nascente e Plaza Porto), apresentações no Colégio Internato dos Carvalhos, Escola Secundária Arquiteto Oliveira Ferreira, CASA (Centro de Avançado de Sexualidades e Afetos), entre outras. Nas apresentações do livro faço-me acompanhar de amigos que dão vida ao livro com outras formas de expressão artística (declamações e atuações musicais) por considerar que um livro é mais que um conjunto de letras que podemos ler, podemos sentir e gosto de intensificar as sensações. Confesso que não gosto de falar para pessoas que não conheço, por querer dar o melhor de mim aos outros e achar que a magia se perde quando falamos para quem não conhecemos.
Hoje Lembrei-me Que te Amo é uma viagem infinita aos sentimentos de um homem que encontra uma série de cartas e fica confuso com a sua descoberta. Muitas vezes chega a confundir-se com o autor das cartas, é um livro que aparentemente não segue uma lógica e acaba por fazer sentido sendo coerente na incoerência. Há a sensação de que as personagens se podem confundir com a minha experiência, as personagens são a minha vida, são os filhos da minha criação, são experiências, são momentos e gosto que Hoje Lembrar o Amor seja apenas isso, um momento e que o Amor ganhe de novo vida, que as pessoas sigam de novo apaixonadas pelo Amor. O Amor que envolve essa magia de nunca se saber o que é, nunca se conseguir definir e carregar uma palavra cheia, uma palavra que nos diz tudo, é uma palavra que se sente.
Desde muito cedo que quis ser escritor, desde muito cedo que aprendi a escrever, sem nunca querer realmente aprender a escrever, porque o que eu faço é vender emoções. Quando sinto alguma coisa, sei que o leitor vai sentir também, não a mesma sensação que eu tive, mas a que ele vai ter.
Tenho repulsa por alguns livros porque me torno demasiado nas personagens que o compõe e no autor que os cria, passo a escrever com semelhança ao autor que leio e não gosto de controlar isso. Acho que uma escrita bonita é bonita por ter um cunho pessoal e refletir quem cria, sem ligar exageradamente aos aspetos técnicos. Ainda que seja preciso compreender de gramática para criar, não é necessário ter consciência dela para se criar, porque uma escrita é bonita quando limpa de imposições, quando autónoma de sensações. Um estilo de escrita gramaticalmente correto é belo de forma diferente. Acho que o que compete ao crítico literário não é o mesmo que compete ao autor e é urgente que se faça uma distinção entre ambos. A língua tem vida própria e eu gosto de a ver alimentada, com peso e medida, claro. Devemos assegurar-nos de não cair no extremo de tornar a literatura ilegível.
A literatura portuguesa tem excelentes talentos e, para mim, é um prazer enorme ser português, escrever em português.
Despeço-me assim,
Na ânsia de voltar num domingo próximo,
Miguel Novo"
sábado, 14 de abril de 2012
Um livro numa frase
"Porque é todos os dias, na rotina do dia-a-dia, que também conhecemos os nossos verdadeiros amigos. Uma palavra, um sorriso, um gesto que nos afaga e aquece a alma. Algo pequeno, que para nós tem um significado grande, do tamanho do mundo. Algo pequeno, tão pequeno, que passa despercebido à pessoa que a faz. É espontâneo. E é essa espontaneidade que, pelo menos a meus olhos, a torna tão verdadeira e preciosa."
In "Quando um burro fala, o outro baixa as orelhas" de Fátima d’Oliveira
Frase escolhida por: Ana Margarida, convidada do blog
Novidades Bizâncio
A Hora da Liberdade
O 25 de Abril, pelos protagonistas
de Joana Pontes, Rodrigo de Sousa e Castro e Aniceto Afonso
Para comemorar, em 1999, os 25 anos do 25 de Abril de 1974, a SIC produziu e transmitiu um filme evocativo dos diversos passos do golpe militar que repôs a democracia em Portugal. Para o efeito, fizeram-se inúmeras entrevistas aos protagonistas para tentar compreender, quase minuto a minuto, a evolução dos acontecimentos. Das entrevistas que fundamentaram esse trabalho nasceu este livro, que nos revela, pela voz dos protagonistas, como nasceu, se afirmou, organizou e decorreu a «Revolução dos Cravos». Um trabalho notável e um tributo único a todos os que contribuíram para este acontecimento que devolveu a liberdade a Portugal.
Um testemunho histórico imperdível.
Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!
de Rafeiro Perfumado
Num mundo em ebulição, onde a inovação de hoje é a antiguidade de amanhã, torna-se complicado encontrar referências que preservem a nossa identidade, um fio condutor que dê sentido à nossa vida e aos relacionamentos que vamos estabelecendo. Nunca o choque de gerações se fez sentir tão intensamente (opinião minha e espero que também de algum perito na matéria) e nunca foi tão difícil resistir à tentação de desatar à estalada perante os comportamentos caricatos com que, diariamente, deparamos.
Este livro, mais do que um guia de sobrevivência para os tempos modernos, procura mostrar que o humor foi, é e será, a melhor forma de encarar a vida.
Novidade Civilização
Costura Criativa
de Cath Kidston
Em Costura Criativa, Cath Kidston apresenta as técnicas artesanais tradicionais que lhe vão permitir criar peças únicas e originais, reciclando ou reaproveitando alguns materiais que tem lá em casa. A execução de peças feitas em casa está de novo na moda, e passa, na maioria das vezes, pelo reaproveitamento de materiais existentes. O livro inclui ainda recortes exclusivos, que podem ser utilizados na criação de projetos originais e que podem dar ótimos presentes para a família e amigos. As ideias e técnicas aqui apresentadas ensinam a desenvolver novos projectos criativos e divertidos.
de Cath Kidston
Em Costura Criativa, Cath Kidston apresenta as técnicas artesanais tradicionais que lhe vão permitir criar peças únicas e originais, reciclando ou reaproveitando alguns materiais que tem lá em casa. A execução de peças feitas em casa está de novo na moda, e passa, na maioria das vezes, pelo reaproveitamento de materiais existentes. O livro inclui ainda recortes exclusivos, que podem ser utilizados na criação de projetos originais e que podem dar ótimos presentes para a família e amigos. As ideias e técnicas aqui apresentadas ensinam a desenvolver novos projectos criativos e divertidos.
Novidade Oficina do Livro
O Alfaiate Lisboeta
de José Cabral
Este livro é essencialmente uma compilação de momentos, daqueles que nos fazem olhar para trás e comentar para o lado. De momentos que José Cabral, autor do blogue O Alfaiate Lisboeta, achou que valeria a pena guardar e partilhar com o resto mundo. Não é um livro sobre estilo. Este livro é, ele mesmo, estilo. O estilo que José Cabral encontrou em cada uma das pessoas aqui retratadas.
Mas é também - e é isso que distingue este lisboeta de outro autor, seja ele milanês, parisiense ou nova-iorquino - um livro sobre pessoas; sobre as gentes e os lugares que habitam; sobre as gentes que fazem esses lugares; sobre cada uma das cidades onde estas pequenas narrativas acontecem. Sobre o significado que têm para o autor e sobre os imaginários para onde cada uma delas nos transporta. Porque o que todas estas pessoas têm em comum é que, muito antes de José Cabral as ter fotografado, elas já eram momentos - desses que nos fazem olhar para trás e comentar para o lado.
de José Cabral
Este livro é essencialmente uma compilação de momentos, daqueles que nos fazem olhar para trás e comentar para o lado. De momentos que José Cabral, autor do blogue O Alfaiate Lisboeta, achou que valeria a pena guardar e partilhar com o resto mundo. Não é um livro sobre estilo. Este livro é, ele mesmo, estilo. O estilo que José Cabral encontrou em cada uma das pessoas aqui retratadas.
Mas é também - e é isso que distingue este lisboeta de outro autor, seja ele milanês, parisiense ou nova-iorquino - um livro sobre pessoas; sobre as gentes e os lugares que habitam; sobre as gentes que fazem esses lugares; sobre cada uma das cidades onde estas pequenas narrativas acontecem. Sobre o significado que têm para o autor e sobre os imaginários para onde cada uma delas nos transporta. Porque o que todas estas pessoas têm em comum é que, muito antes de José Cabral as ter fotografado, elas já eram momentos - desses que nos fazem olhar para trás e comentar para o lado.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Soltas... De olhos pousados em Deus
"Eu sabe que todas aquela linguaruda vai dar cabo das cabeça até descobrir o que nós tem estado a falar. Mas está tudo bem Pheoby, podes-lhe dizer o que foi. Elas vai ficar admiradas porque 'nhô amor não aconteceu como o amor delas, se é que alguma vez elas teve algum. Então tu tens-lhes dizer qu'o amor não é como uma mó, qu'é igual em todo o lado e que faz o mesmo em tudo que toca. O amor é como o mar. É uma coisa emocionante, mas, apesar disso, toma a forma da costa que encontra e é diferente em cada margem."
De olhos pousados em Deus de Zora Neale Hurston
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 280
Editor: Clube do Autor
ISBN: 9789898452696
Este foi o livro que mais me surpreendeu de há um tempo para cá. Não estava à espera do que encontrei! Estranhei mas depois entranhei, como se diz... E isso aconteceu devido sobretudo ao tipo de linguagem utilizada. A linguagem escrita surge-nos aqui tal como ela é falada, dificultando numa primeira abordagem mas fazendo todo o sentido quando nos habituamos a ela.
O livro está escrito a duas vozes e o tipo de linguagem altera-se de acordo com isso. Assim temos um texto escrito tanto pelo narrador como por uma personagem principal, Janie, uma mulher negra que vive num mundo dominado por homens e em que a raça branca é também dominante.
Janie é uma mulher de força e coragem, que a vida ensina a ser persistente e lutadora. E, na sua simplicidade, muito sábia também! A pobreza, a ignorância e a impotência são aqui bem representativas de uma época em que havia seres considerados inferiores e em que a escravatura não estava tão longe assim...
Gostei e recomendo. Um livro diferente para saborear devagar e com olhos de uma época diferente da que se vive hoje.
Terminado em 11 de Abril de 2012
Este foi o livro que mais me surpreendeu de há um tempo para cá. Não estava à espera do que encontrei! Estranhei mas depois entranhei, como se diz... E isso aconteceu devido sobretudo ao tipo de linguagem utilizada. A linguagem escrita surge-nos aqui tal como ela é falada, dificultando numa primeira abordagem mas fazendo todo o sentido quando nos habituamos a ela.
O livro está escrito a duas vozes e o tipo de linguagem altera-se de acordo com isso. Assim temos um texto escrito tanto pelo narrador como por uma personagem principal, Janie, uma mulher negra que vive num mundo dominado por homens e em que a raça branca é também dominante.
Janie é uma mulher de força e coragem, que a vida ensina a ser persistente e lutadora. E, na sua simplicidade, muito sábia também! A pobreza, a ignorância e a impotência são aqui bem representativas de uma época em que havia seres considerados inferiores e em que a escravatura não estava tão longe assim...
Gostei e recomendo. Um livro diferente para saborear devagar e com olhos de uma época diferente da que se vive hoje.
Terminado em 11 de Abril de 2012
Estrelas: 4*+
Sinopse
Janie Crawford é uma mulher negra de pensamentos e sentimentos profundos, que embarca numa demanda em busca do seu verdadeiro eu. A viagem de Janie inicia-se aos dezasseis anos, quando a avó moribunda a obriga a casar com Logan Killicks, um homem mais velho que Janie despreza. Revoltando-se contra as tentativas de Logan em transformá-la numa moura de trabalho, Janie decide fugir com Joe Starks, um homem da cidade com grandes sonhos. Depois da morte de Joe, Janie apaixona-se por um trabalhador de espírito livre mais novo do que ela. Tea Cake é o verdadeiro amor de Janie e na sua companhia ela tem finalmente liberdade para se transformar nela mesma.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Novidade Presença
Quero a Minha Mãe
de Cathy Glass
A história verdadeira
de uma menina atormentada que apenas
desejava regressar a casa
Cathy é uma profissional de acolhimento de crianças em risco com muitos anos de prática de lidar com crianças em risco. Por isso quando a pequena Alice, de quatro anos, chega a sua casa, Cathy apercebe-se com estranheza do quanto, apesar de confusa e vulnerável, ela é bonita e parece bem cuidada. À medida que os dias passam, torna-se evidente que tudo o que Alice mais deseja é regressar para junto dos avós maternos e da mãe. Perante a decisão do tribunal, que declara esta criança como um caso para adoção, Cathy envolve-se inevitavelmente numa luta desesperada para ajudar a criança.
Data de Publicação: 17 Abril 2012
Opinião em breve :)
de Cathy Glass
A história verdadeira
de uma menina atormentada que apenas
desejava regressar a casa
Cathy é uma profissional de acolhimento de crianças em risco com muitos anos de prática de lidar com crianças em risco. Por isso quando a pequena Alice, de quatro anos, chega a sua casa, Cathy apercebe-se com estranheza do quanto, apesar de confusa e vulnerável, ela é bonita e parece bem cuidada. À medida que os dias passam, torna-se evidente que tudo o que Alice mais deseja é regressar para junto dos avós maternos e da mãe. Perante a decisão do tribunal, que declara esta criança como um caso para adoção, Cathy envolve-se inevitavelmente numa luta desesperada para ajudar a criança.
Data de Publicação: 17 Abril 2012
Opinião em breve :)
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