Comprado na Feira do Livro de Lisboa este ano por influência de um amigo livrólico, combinei fazer com ele esta leitura conjunta para a incluir no Bingo de Verão do nosso clube de leitura.
Foi uma leitura que levámos até ao fim mas que foi custosa para ambos. Parecia que não avançava... A premissa achei interessante mas o conteúdo foi mais lento do que esperava.
O Reverendo John Ames, o narrador, escreve uma carta ao seu filho de sete anos para que ele a leia depois da sua morte. O reverendo já é idoso e sofre de problemas cardíacos pelo acha que lhe resta pouco tempo de vida. Relata memórias de infância, reflete sobre a sua fé, narra acontecimentos da pequena cidade onde vive, e, sobretudo, fala da relação estranha de amizade que tem com o filho do seu melhor amigo, que reaparece depois de uma longa ausência. Expôe os seus sentimentos e aprofunda-os enquanto escreve. Não há, no entanto, nenhuma revelação durante o romance que traga alguma acção para o mesmo.
É um romance introspectivo, lento, filosófico mas não sendo o meu género não o posso recomendar de coração. Leiam se vos aprouver.
Terminado em 30 de Junho de 2026
Estrelas: 3*
Sinopse
Gilead é uma povoação do Iowa com casas dispostas ao longo de algumas ruas, lojas, um depósito de água e uma estação de comboios. As gerações sucedem-se numa vida aparentemente tranquila, organizada em torno das comunidades religiosas. Através de uma carta que o reverendo John Ames escreve ao seu filho de sete anos, para que este a leia depois da sua morte, Marilynne Robinson (Vencedora do Prémio Pulitzer) conta-nos a história desta comunidade, descobrindo as limitações, as grandezas e também as misérias que a povoam.
Gilead é o retrato da América profunda, dominada pela religiosidade e a ignorância de tudo o que acontece para lá do seu limitado horizonte.
Cris

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