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sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

"Mulheres da Minha Alma" de Isabel Allende

Comecei 2020 a ler "Longa Pétala de Mar" (opinião aqui) e, sem querer, uma das minhas últimas leituras deste ano é o "Mulheres da Minha Alma". Gosto muito desta autora. Nos seus (nossos!) romances, a ficção casa na perfeição com acontecimentos verídicos, vivenciados por si, numa vida que nada teve de monótona.

Este livro é um não ficção, fala-nos de Mulheres. Num tom intimista, Isabel Allende, tal como nos habituou noutras obras, abre a porta do seu coração, da sua vida e da da sua alma para nos falar de como desde pequena sempre se sentiu diferente, avançada nas suas ideias feministas mais do que seria próprio para uma menina nessa altura e no país onde viveu cerca de trinta anos, o Chile.

Suponho que não seja fácil deixar entrar desconhecidos no nosso mundo. Mas na escrita de Isabel Allende não falta honestidade. E creio que é isso que cativa o leitor. Este livro não é um romance e, no entanto, lê-se tão bem. A autora fala da sua vida, de como esteve sempre ligada a ideias feministas, das protagonistas dos seus livros, deambulando sobre temas variadíssimos, desde o amor, a paixão e a violência, sempre no prisma da igualdade das mulheres e nos seus direitos.

E são tantas as mulheres mencionadas aqui, que se cruzaram na vida da autora, que desconhecemos por completo e que fazem tanto por este mundo fora! Olga Murray é uma delas. Fiquei impressionada pela vitalidade desta jovem senhora de mais de 90 anos e do que ela consegue fazer em prol dos outros! Pesquisem sobre ela na net.

Um livro a ler, sem dúvida alguma. Carregado de significado, de partilhas onde a principal protagonista é a Mulher. Fabuloso!

Terminado a 30 de Novembro de 2020

Estrelas: 6*

Sinopse

A discussão em torno da igualdade de género tem vindo a ganhar importância nos dias de hoje. Para Isabel Allende, essa é uma luta que a acompanha desde a infância, quando não compreendia porque certos comportamentos lhe estavam interditos por ser mulher, e na qual continua a estar profundamente comprometida, defendendo que o patriarcado seja permanentemente erradicado, em favor de uma sociedade mais justa, igualitária e inclusiva.

Mulheres da Minha Alma é um importante testemunho da autora em torno da causa do feminismo, a partir de exemplos da sua vida pessoal e da reflexão sobre os acontecimentos que vão tendo lugar no mundo. Com o seu exemplo, e através da partilha da sua experiência de vida, com a escrita bem-humorada e preciosa tão do agrado dos leitores portugueses, Isabel Allende traz uma obra obrigatória para todos aqueles que sonham com um mundo melhor.

Cris

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

"Um Dia de Cada Vez" de David Machado e Paulo Galindro


David Machado, para alguns de nós, não precisa de apresentações. Gosto muito da sua escrita. Os seus livros, infantis e para adultos, têm um lugar cativo na minha estante. Não são para sair delas. Gosto da sua escrita, clara e simples. Fluída. Algumas opiniões aqui...

Paulo Galindro. Se calhar muitos de vocês nunca ouviram falar dele. É ilustrador. E que ilustrador! Sou completamente apaixonada pelos seus "bonecos"! Tão, mas tão bonitos! Carregados de cor e expressividade!

Este livro nasceu em resultado desta pandemia que estamos a viver e do primeiro confinamento daí resultante. David e Paulo juntaram as suas artes e no FB, com a página Um Dia De Cada Vez, começaram a colocar, diariamente, um pequeno texto e uma ilustração alusiva ao mesmo. Não sei qual prefiro. Tal facto passou-me despercebido mas, certo dia, vi um pedido de crowdfunding e aderi. O resultado foi esta pequena maravilha.

É um livro para crianças. E adultos. Lindo, lindo de morrer! E a mensagem passa. Um dia de cada vez! 

Terminado em 29 de Novembro de 2020

Estrelas: 5*

Cris

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Experiências na Cozinha: "Receitas Para Um Mundo Melhor"


Este livro é muito completo. Traz receitas com todos os tipos de alimentos, carne e peixe também.  No entanto, estas não são as tradicionais nem tampouco as que tem em maior número. Creio que é um livro muito interessante porque alerta-nos para o uso de uma alimentação saudável mas utilizando alimentos que sejam mais sustentáveis para o nosso planeta. E sabemos que (procurem na net vários documentários) a utilização desenfreada de animais para consumo humano não pode continuar a este ritmo!

As receitas têm um aspecto delicioso e de uma variedade de alimentos fantástica. Dicas para poupança e combate ao desperdício alimentar também estão presentes aqui. Depois das receitas alguns esclarecimentos sobre sustentabilidade e saúde, bem como algumas perguntas e respostas mais frequentes sobre este tema, finalizam este livro que considero muito importante para quem teima em comer carne todos aos dias, às vezes nas duas principais refeições. Vamos mudar um bocadinho? O nosso planeta agradece!

Deixamos aqui as fotos e a receita de uma mousse (que já foi feita duas vezes cá em casa de tão simples e boa que é!): 





Palmira e Cris

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Para os Mais Pequeninos: "O Meu Livro de Mitologia"


Fiquei fascinada com este livro e com o que se aprende com ele sobre mitologia grega, histórias de deuses e heróis da Grécia e Roma antigas, de há mais de 2000 anos. Não será dedicado aos mais pequeninos de todos embora possa ser lido, nesses casos, pelos pais aos filhos com algumas pequenas nuances para não cansar, atentando mais às imagens que ao texto.

Para os mais velhinhos é bom começar pelo significado de mitologia/mitos, dos seres que a compõem (deuses, animais, monstros, heróis) que fazem as vezes dos super heróis de hoje em dia. 

Eu recordei alguns heróis e muitos aspectos sobre eles que já não lembrava. Foi muito engraçado relembrar-me de nomes como Hércules (o maior herói), Zeus (deus dos deuses), Rómulo e Remo, os doze titãs, Afrodite (deusa da beleza e do amor), Hera (deusa do casamento), Apolo (deus do amor), Ártemis (deusa da caça), Pandora (e a sua caixa), Úlisses (e a sua viagem) e tantos outros que desconhecia!

E o que ficou da  mitologia nos nossos tempos? Algumas curiosidades sobre isso são relembradas e torna-se muito engraçado verificar a origem de expressões usadas ainda hoje.

Dirigido a um público mais "velhinho" (creio que quem anda na pré ou no primeiro ano já vai achar engraçado) este livro é tanto para educadores como para crianças.


 

 


Cris


Resultado do Passatempo "Toca a comentar!" - Mês de Novembro

Anunciamos o vencedor deste passatempo referente ao mês de Novembro.

Este é o link para o post onde se encontra anunciado o passatempo.

Assim, através do Random.Org, de todos os comentários efectuados nesse mês, foi seleccionado uma vencedora! Foi ela:

Ana Vieira

Parabéns! Terás que comentar este post e enviar um email para otempoentreosmeuslivros@gmail.com até ao próximo dia 15, com os teus dados e escolher um de entre estes dois livros:


 
Cris

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

"A Pequena Farmácia Literária" de Elena Molini

Sabem aqueles livros fofinhos que, mesmo antes de os lerem, sabem de antemão que vão gostar? Este é um deles. Com uma escrita fluída, divertido e sério ao mesmo tempo, este livro é um doce. 

O título e a capa. Comecemos por aqui. Que leitor não gosta de um livro que fale de livros? É bom que tenham papel e lápis na mão para acrescentarem à vossa wish list alguns livritos... Aliás nas últimas páginas há uma série de sugestões relacionadas com estados de alma que estejamos a sentir que fizeram aumentar consideravelmente os livros que tenho de ler "com urgência"! 

Mas vamos à história! Blu é uma mulher de 30 anos que se encontra numa fase financeira bastante crítica. A livraria que possui não está a ter o sucesso que esperava e as contas por pagar acumulam-se. Por uma série de acontecimentos misteriosos (preciso de falar com alguém sobre eles!!!), Blu tem uma ideia brilhante que a vai colocar no topo da fama: resolve fazer uma espécie de biblioterapia aconselhando um livro para um determinado estado de alma sentido por quem o vai ler. 

Um livro leve, divertido com alguns mistérios por resolver, que vai fazer as delícias dos amantes de livros. Fiquei com muita vontade de fazer uma lista de alguns livros aconselhados por Blu, que ainda não li, e desafiar-me a lê-los em 2021! Vou pensar nisso.

Terminado em 29 de Novembro de 2020

Estrelas: 5*

Sinopse

Há uma livreira que prescreve remédios literários para cada estado de espírito. Chama-se Blu e esta é a sua história. 

Por vezes, o comboio dos sonhos passa antes de conseguirmos chegar à estação. Temos, então, duas hipóteses: ficar a vê-lo partir para sempre ou percorrer a linha a pé e continuar a perseguir os nossos desejos. É o que decide fazer Blu Rocchini, que vive em Florença com outras três raparigas, todas mais ou menos a braços com uma vida sentimental complicada. 

Blu tem um sonho: trabalhar no mundo dos livros. Foi o que tentou fazer durante uma breve experiência numa editora especializada e, também, numa grande cadeia de livrarias. A decisão chegaria depois: abrir a sua própria livraria. Mas a vida é difícil numa pequena livraria independente... até que Blu tem uma intuição: transformar os livros em «remédios», com indicações terapêuticas, posologia e tudo, para curar a alma das pessoas. É assim que nasce a Pequena Farmácia Literária, que, imediatamente, se revela um enorme sucesso. Pena é Blu ter agora outra coisa na cabeça: como reencontrar o maravilhoso rapaz que parece ter saído das páginas de O Grande Gatsby e com quem passou uma noite inesquecível? 

Numa divertidíssima comédia com um final surpreendente, Blu irá descobrir que os sonhos, por vezes, estão muito mais perto do que se possa imaginar. Basta saber reconhecê-los.

Cris

domingo, 6 de dezembro de 2020

Ao Domingo com... António da Costa Neves (E. S. Tagino)

Ao domingo com…

Chamo-me António da Costa Neves, mas também respondo literariamente por E. S. Tagino. Porquê? Contos largos que ficarão para outra oportunidade. Sou um jovem escritor tardio que só começou a escrever e publicar aos 60 anos. Se tivesse começado aos 20, como tantos génios precoces, tinha agora 35 anos e uma vida literária ainda pela frente. Mas, provavelmente, não teria lido tanto nem gozado tanto com o que li…

Vivo, pois, lutando com a falta de tempo para cumprir o meu último compromisso com a vida: contar histórias. E este ano foram só (???) 35 (!!!) histórias que contei, em duas coletâneas de contos e um romance, todos premiados.

Para não maçar muito os improváveis leitores, aí vai uma das minhas histórias – a mais pequena de todas – que faz parte da coletânea Contos da Serra e da Planície, Prémio Literário Alves Redol 2019 e Prémio Literário Fialho de Almeida 2020, a ser publicada em 2021.

 

Vida de cão

Um cão uivou no pátio deserto das traseiras do meu quarto. É um cão velho, um podengo alentejano reformado, animal lazarento, cheio de chagas e a perder pelo, que passa o tempo a coçar-se debaixo dos automóveis estacionados nas ruas das redondezas e nos troncos ásperos das árvores que as bordejam. É um cão vadio, ou melhor, um cão sem amparo. Um cão que, há muito, com o pelo, foi perdendo progressivamente o dono até que, um dia, sem saber como, o perdeu irremediável e definitivamente.

Ora, este cão, vadio por vontade alheia e vagaroso por força da idade – por sua causa, todos os dias tenho de abrandar o passo para ele passar –, fez da relva sempre verde do pequeno canteiro que tenho de contornar, mal saio de casa, a sua morada permanente. Não se trata, pois, de um cão qualquer. Este cão-sem-abrigo é, de há muito, um cão meu vizinho; mais do que isso, é um cão meu conhecido: um cão camarada que me olha sempre com os mesmos olhos tristes, como são os olhos de todos os cães velhos que são abandonados quando começam a perder o pelo.

Há pouco, talvez por eu ter, igualmente, começado a envelhecer – se eu fosse um tipo com piada, afagava o ego e dizia que começamos a envelhecer quando nascemos –, a sorte deste cão deu-me uma profunda melancolia. Também a mim, o pelo já me começou a cair. No alto da cabeça, por exemplo, já tenho algumas peladas. E o que não caiu, encaneceu, como o pouco pelo que ainda resta do cão velho que uivou há pouco nas traseiras do meu quarto.

O seu uivo dorido, subitamente, deu-me para a nostalgia e pus-me a pensar-me tão cão quanto ele, vagueando, escorraçado e sem dono, à chuva e ao vento, nas imediações de qualquer sítio que me fosse familiar, que eu conseguisse reconhecer, ainda que vagamente, para que não me perdesse de todo, como aconteceu a este cão terminal que, um certo dia, sem saber como, perdeu, irreversivelmente, o dono. O dono com quem brincou  e caçou, e a quem dedicou, sem reservas – estou tão certo disso como se fosse eu –, os melhores anos da sua vida.


Agora, que o cão abandonado voltou a uivar, o mesmo uivo lancinante de animal ferido, a noite já não me parece tão bela, o uísque que bebericava perdeu o sabor e o filme que via, o pouco sentido que tinha. E o que desejo agora é apenas um osso: um osso que não seja muito duro porque os dentes, tal como o pelo, também já me começaram a cair. Um osso com que me possa entreter o resto da noite porque, cão velho que sou, já só as insónias povoPrémio Literário Alves Redol 2019am a minha mente, como o cão que uivou nas traseiras do meu quarto.

Oh, como eu compreendo, realmente, este descartável cão; este cão solitário, sem companhia nem afagos; este cão que já não ladra, que apenas uiva tristemente, num queixume que só os cães velhos – como ele e como eu – sabem, ainda, entender; este pobre cão, sem ninguém que lhe passe a mão pelo pouco pelo que lhe resta e lhe ponha umas gotas de bálsamo nas feridas purulentas; este pobre e triste cão condenado a morrer, numa noite destas – se eu partir primeiro – sem ninguém que lhe escute o seu último uivo. 


 António da Costa Neves (E. S. Tagino)


sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

A Convidada Escolhe: "Cartas a Sandra"

 Cartas a Sandra, Vergílio Ferreira, 1996

Este foi o último livro escrito por Vergílio Ferreira. Abruptamente interrompido. Dez cartas dirigidas à mulher amada, já morta, tendo a última ficado incompleta, porque o autor faleceu no momento em que a escrevia.

A publicação de “Cartas a Sandra” é da inteira responsabilidade da filha que escreve uma apresentação a anteceder o romance. Entre várias pastas com escritos do pai, as dez cartas – “um projecto mutilado” – que constituem este romance estavam dactilografadas, pelo que ela considerou que teriam o objectivo de serem publicadas, possivelmente até para fazerem parte de um romance de que não deixou qualquer plano ou projecto. Para além da emoção que estas cartas provocam a Xana e também da dor por atitudes da juventude, elas reflectem o amor que os pais nutriam um pelo outro sendo tão diferentes entre si. A mãe tinha um temperamento frio, austero, pouco dado a exteriorizar sentimentos, como se poderá ler nas cartas, com referências quando ela o repreendia “que tolice” ou “não cresceu desde a adolescência”. (I carta)

Através dessas cartas, no isolamento da aldeia, uma escolha para estar consigo mesmo, perto da serra que amava, ele recorda a mulher para continuar a viver esse amor, para “dizer-te tudo o que não deixaste que te dissesse e devia ser a insensatez que tu dizias”. (I carta) Interpela-a “Alguma vez soubeste que eu me reprimia contigo? Um certo medo de te desagradar e de te perder?” (VII carta)

Nas cartas, são raras as referências a outras pessoas para além das breves visitas ou telefonemas da filha Xana. Para além de Deolinda que garante a rotina da manutenção da casa e das refeições de Paulo (narrador/autor) e do amigo o doutor Mário, os poucos contactos com pessoas da aldeia ou da vila mais próxima não merecem destaque. Numa das breves visitas de Xana à aldeia, por ocasião do Natal, ele refere na IV carta que durante a Ceia ele sentiu que eram quatro à mesa: ele, a filha, o neto e Sandra.

São densas estas cartas. Ternas, tristes, amorosas, plenas de recordações, Paulo penaliza-se por aquilo que não fez quando Sandra ainda era viva. “Havia o quotidiano da nossa vida e eu estava tão distraído” (V carta). Coloca-a num patamar superior porque para ele, Sandra não era “da ordem finita de se ser” (VII carta) e ao escrever-lhe, almeja “transpor a enorme distância que ia da minha condição terrestre à tua sacralidade e para lá dela ao teu corpo.” (IX carta), pois “como uma deusa que estivesse de passagem, jamais te falei assim porque tu ignoravas o que havia em ti de transcendência e querias que não houvesse e eu fosse mais quotidiano e talvez te magoasse.”… “desespero de relembrar quanto te amei para além de ti e quanto tu querias que não. Decerto a tua divindade perdeu-se no nosso uso mútuo dos dias e para sempre se manteve.” (IX carta). “O amor e a morte inserem-se um no outro, deves saber. Mas eu sobrevivi e isso é uma condenação.” (VII carta)

Para além da aldeia natal com vista para a serra, aldeia de que Sandra não gostava, são as recordações de Coimbra, das suas ruas, das baladas coimbrãs em dia da Queima das Fitas quando jovens universitários as referências que nos são dadas ver nestas cartas. O céu em dias de sol abrasador ou a escurecer com a chegada da noite, as noites frias e solitárias de Inverno, a grande figueira à porta de casa são o pano de fundo dos pensamentos saudosos de Paulo na “luta entre o desejo de que te esqueça e o de endoidecer contigo.” (V carta)

Um livro belíssimo, poético, para ser lido devagar. Como o amor, sem pressas.

Com a urgência de reler “Para Sempre”.

29 de Novembro de 2020

Almerinda Bento

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Para os mais pequeninos: "Animais Ameaçados"


Este livro é especial. Creio que não é dirigido aos mais pequeninos mas a partir dos 5, 6 anos a criança está apta a ouvir com atenção o que se lhe ler sobre estes temas. Aqui em causa, os animais em extinção!

Livro de capa dura, com sóbrias ilustrações, este livro fala-nos sobre os animais que estão ameaçados de extinção, um pouco da sua história.

E do que podemos fazerpara evitar a sua extinção.

Vejam algumas imagens:


 

Cris

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Experiências na Cozinha: "Cozinha Vegetariana: Doces e Sobremesas"




Já temos postado aqui comentários e receitas da Gabriela pelo que consideramos que pouco mais há a dizer. Tanto eu como a Palmira concordamos que todos eles são muito bons, com receitas fáceis e, muito importante, testadas por esta chefe que admiramos muito. E isso faz toda a diferença. As receitas saem bem à primeira mesmo que não tenhamos muita experiência com os tachos e panelas...

Posto isso, trazemo-vos uma receita muito fácil de elaborar e com ingredientes simples que todos temos em casa. O leite creme vegano. Hoje em dia é relativamente fácil transformar receitas tradicionais e não incluir leite e ovos. Há vinte anos tive algumas dificuldades em fazê-lo. O meu filho mais novo era, e é, alérgico a esses dois alimentos pelo que muitas vezes a opção passava mesmo por não comer os petiscos que tivessem essas substâncias. Hoje é muito mais fácil!

Podemos encontrar neste livro sobremesas deliciosas com o mesmo sabor das originais mas muito mais saudáveis. Para quem tem cuidado com a alimentação, sobretudo os açúcares, pode deliciar-se com verdadeiras maravilhas, lembrando sempre que abusar não é opção!






Palmira e Cris

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

"O Menino, A Toupeira, A Raposa e O Cavalo" de Charlie Mackesy

Já tinha tido este livro na mão, versão inglesa, porque um amigo tinha mandado vir e fiquei maravilhada. As ilustrações são uma pequena/grande maravilha! São tão simples, às vezes não mais do que alguns traços a preto e branco e, contudo, uma pérola. Revelam como, muitas vezes, que o menos é mais!

Como as palavras aqui são desnecessárias vou deixar-vos com algumas imagens. Quero só deixar bem claro que este livro é dirigido a todas as idades. Não sei, sinceramente, se serão os adultos ou as crianças quem mais o apreciará...

Terminado em 28 de Novembro de 2020

Estrelas: 6*

Sinopse

Um menino curioso, uma toupeira gulosa, uma raposa cautelosa e um sábio cavalo encontram-se num dia de Primavera e estabelecem uma inesperada amizade. Os quatro exploram o mundo. Colocam a si próprios grandes questões. Atravessam tormentas. Aprendem a amar.

Esta fábula sobre a esperança e a bondade está cheia de lições vitais que atingiram já legiões de corações de leitores de todo o mundo.



 

Cris