Todos estes foram oferecidos pelas editoras:
Manuscrito, Porto Editora, Arte Plural, Bertrand e Bizâncio
Um dos bons livros que li nos últimos tempos, que me deu a conhecer uma realidade histórica de que eu nunca tinha ouvido falar: a exploração dos congoleses por Leopoldo II, rei dos Belgas (que declarou o território como propriedade pessoal) e da região da Amazónia, principalmente dos peruanos (aqui por empresas inglesas) na extracção da borracha, que era necessária para abastecer a emergente indústria automóvel do inicio do sec XX.
Creio que tenho pouco a dizer-vos sobre este livro. É sobre um assunto muito específico, que não agrada a todos, e sobre o qual, também eu, não estou muito à vontade. Falar sobre a morte, dizer em voz alta aquilo que se acredita sobre ela não é tarefa fácil... Acaba tudo com a morte? Existe algo mais para além daquilo que nós conhecemos?
Sara e Simão Estrela, dois irmãos gémeos, têm um problema! Querem ir à Grande Exposição das Flores e estão a ver que não conseguem ver florido o seu vaso de flores... Elas precisam de água, tanto mais que a vaga de calor que se faz sentir é grande mas não conseguem abrir a janela!
Este livro fez-me sentir numa montanha russa... de emoções contraditórias! A protagonista, também! Sobretudo esta última.
Quando soube da existência deste livro, pensei que seria, provavelmente, uma leitura de que iria gostar. Mais uma sobre este tema pelo qual tenho particular interesse: o Holocausto. Assim parecia. Fiquei presa logo no primeiro parágrafo: Marijke e seu marido, Théo, vivem em Amesterdão, ano de 1943. São holandeses e não são judeus. Pertencem à Resistência. A história continua como seria de esperar. Apanhados, são detidos e levados para um campo de concentração.
Não é hábito meu ler livros de desenvolvimento pessoal. Não é que não goste mas simplesmente o tempo não chega para todas as leituras... Este livro morava já há algum tempo na minha mesa de cabeceira e, ia pegando nele no intervalo das outras leituras ou quando tinha um pouquinho de tempo para ler mais um parágrafo.
O que dizer quando um livro nos apresenta uma realidade desconhecida, difícil de entender, tão real que nos sentimos num espaço diferente do nosso, projectados para um país que só ouvimos falar nos noticiários e pelas piores razões? O que dizer quando a guerra nos entra pelo corpo, quando a guerra sem sentido feita "lá longe" nos é apresentada como estando ao nosso lado? O que dizer quando nos sentimos inseguros, com medo, aterrorizados com o que possa acontecer com o protagonista, que é "nosso" e que queremos proteger?
Quando uma amiga me perguntou o que estava a ler, falei-lhe neste livro e ao contar-lhe do que se tratava dei-me conta que, se resumisse o enredo, quase parecia um livro cómico. Um homem de 49 anos, recentemente divorciado mas sentindo-se já há muito um homem solitário e sozinho, descobre que a sua única filha não é filha biológica. Não é que isso faça muita diferença no que concerne aos seus sentimentos em relação a ela, mas começa a pensar que nada mais tem a fazer e pensa em suicidar-se. Já viu tudo, já viveu tudo. Isso seria até trágico se não fossem os seus planos darem sempre errados...
Embora tenha alguns livros deste autor, como ainda não tinha lido nada dele, foi com agrado e surpresa que entrei na sua escrita. Tem um ritmo que caminha lentamente, onde as palavras tornam-se quase vagarosas. Parece até que a acção adormeceu e, no entanto, acho que o seu encanto está precisamente aí. Só quem domina por completo a linguagem, possuindo o dom da palavra, consegue tal proeza! O leitor não se sente enfadado e, também ele, busca segredos por desvendar nestas páginas onde o enredo centra-se num casal recém casado e na sua noite de núpcias.