
Mas não é de todo um livro de tal natureza. Fala-nos de como a vida pode ser entendida de várias formas e que, se olharmos em volta, há sempre alguém que, em condições bem piores, a encara com mais força.
Um país saído de uma guerra - um bom local para morrer? - é a escolha do nosso protagonista para concluir o que tinha planeado.
Um livro que se lê com gosto muito embora os temas mexam com os sentimentos do leitor pois retratam algo que o título original ("Ör") traduz na perfeição: cicatrizes. Da guerra, do amor, da vida. Com um final abrupto, deixa-nos a imaginar...
Terminado em 29 de Junho de 2019
Estrelas: 5*
Sinopse
Jónas Ebeneser está no limiar dos quarenta e nove anos. É um homem divorciado, heterossexual, sem relevância social ou vida sexual. E tem a compulsão de consertar tudo o que lhe aparece à frente. Tomou recentemente conhecimento de que não é o pai biológico da sua filha. Isso despedaça-o e fá-lo mergulhar numa crise profunda.
Com grande mestria, num estilo poético e finamente irónico, Ólafsdóttir mostra neste romance a capacidade de autorregeneração de um homem que redescobre um sentido para a vida através da bondade, mesmo que o faça a partir das profundezas do desespero.
Ör («cicatriz», no original) foi galardoado em 2016 com o Prémio de Literatura Islandesa, o Prémio de Melhor Romance Islandês e o Prémio dos Livreiros Islandeses.
Cris
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