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sábado, 5 de janeiro de 2019
Na minha caixa de correio
Entre Irmās e A Casa comprados na promoçāo da Wook.
Juste um Chou Fleur comprado aquando da minha recente visita a Paris (fotos no meu instangram)
sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
"A Casa das Meninas Indesejadas" de Joanna Goodman
Tinha ouvido dizer muito bem deste livro. As espectativas eram, por essa razāo, elevadas. Gostei muito. Nāo o suficiente para dar 6*. Talvez porque quisesse um final um pouco diferente daquele que previ.A história faz referência a factos que suspeitei serem verídicos e que por isso fui investigar. Podem ver na Wikipédia o que li sobre o assunto. Basta colocarem no motor de busca "Crianças Duplessis". O Quebeque, uma das províncias do Canadá, teve a dada altura (1940/1960) como primeiro ministro, Maurisse Duplessis, que direccionou o país para acontecimentos verdadeiramente horríveis. Falo de crianças orfās, entregues a orfanatos e que se viram, de um dia para o outro, rotuladas de doentes mentais pois esses orfanatos foram transformados em hospitais psiquiátricos, já que em termos monetários era mais rentável que assim fosse. Muitas crianças foram sujeitas a experiências médicas horríveis, violadas e maltratadas fisicamente e moralmente, obrigadas a trabalhar, passando fome e vivendo na miséria. A morte, para muitas delas, foi a única recompensa.
Todos os acontecimentos narrados no livro e que dizem respeito a Elodie, "filha do pecado" e que foi colocada num desses orfanatos, foram narrados de uma forma crua, fria, impessoal. Tal como ela própria foi tratada. Este tipo de narrador ou narraçāo pode ter, no leitor, um impacto diferente do pretendido. Pode fazê-lo emocionar-se ou pode, pelo contrário, fazer com que ele as leia sem que as palavras atinjam o seu coraçāo.
Achei que o final acabou depressa demais. Creio que necessitaria de mais emoçāo na escrita, um pouco mais de detalhes, sobretudo da vida de Elodie. Nāo desvendo mais nada porque nāo o consigo fazer sem denunciar como termina esta obra. Nāo pensem que isto que acabo de dizer significa que nāo gostei desta leitura. Pelo contrário. Sinto que com mais alguns pormenores ela se transformaria num livro a que atribuiria 6*. E tive pena, porque achei que era livro para tal...
Leitura que se faz num ápice, livro que merece ser lido.
Terminado em 28 Dezembro de 2018
Estrelas: 5*
Sinopse
Aos 16 anos, Maggie Hughes faz algo imperdoável aos olhos da família: apaixona-se e engravida. O nome do rapaz é Gabriel e a relação de ambos é proibida. A bebé vai chamar-se Elodie e não conhecerá o amor dos pais. Em vez disso, é enviada para um orfanato miserável, onde cresce sem saber o que é ter um lar e uma família.
E quando uma lei atribui mais dinheiro aos hospitais psiquiátricos do que aos orfanatos, a situação de Elodie piora dramaticamente. Juntamente com milhares de outros órfãos, é declarada atrasada mental. O orfanato transforma-se num hospital onde as crianças são submetidas a tratamentos para doenças que não têm, as janelas estão cobertas por grades e as aulas são substituídas por trabalho pesado.
Maggie, entretanto, faz os possíveis por ter uma vida normal. Mas não consegue esquecer a bebé que foi forçada a abandonar. Após um encontro inesperado com Gabriel, que faz ressurgir memórias avassaladoras do passado, ela decide enfrentar a sua perda. E começa então uma busca desenfreada pela sua menina e pela vida que lhes foi negada…
Joanna Goodman baseou-se em factos reais e na história da sua família para escrever A Casa das Meninas Indesejadas. Um romance que relata um momento negro da História e que é universal na abordagem aos laços indestrutíveis que unem mães e filhas.
Cris
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
A Escolha do Jorge: Literatura traduzida – as escolhas de 2018
1.
“Rua Katalin”
Magda Szabó
(Cavalo de Ferro)
Breves notas alusivas a “Rua Katalin” de Magda Szabó:
2.
“A Língua Resgatada”
“O Archote no Ouvido”
“O Jogo de Olhares”
Elias Canetti
(Cavalo de Ferro)
3.
“A Marcha de Radetzky”
Joseph Roth
(Nova Vega)
Restantes títulos por ordem alfabética:
“A Mente Aprisionada” (ensaio)
Czeslaw Milosz
(Cavalo de Ferro)
“A Noite do Professor Anderson”
Dag Solstad
(Cavalo de Ferro)
“A Praia” (teatro)
Peter Asmussen
(Tinta da China)
“As Pequenas Histórias” (contos)
Vários Autores
(Cavalo de Ferro)
“Bom Dia, Tristeza”
Françoise Sagan
(A Casa dos Ceifeiros)
“Cinzas”
Grazia Deledda
(Sibila Publicações)
“Minha Ántonia”
Willa Cather
(Relógio d’Água)
“O Dia de Amanhã”
Ignacio Martínez de Pisón
(Teodolito)
“O Mar”
John Banville
(Sextante)
“O Tango de Satanás”
László Krasznahorkai
(Antígona)
“Os Peixes Não Têm Pés”
Jón Kalman Stefánsson
(Cavalo de Ferro)
“Raposa”
Dubravka Ugrešic
(Cavalo de Ferro)
“Sessenta Contos”
Dino Buzzati
(Cavalo de Ferro)
“Tudo o que eu tenho trago comigo”
Herta Müller
(Dom Quixote)
“Uma Manhã Perdida”
Gabriela Adameșteanu
(Dom Quixote)
quarta-feira, 2 de janeiro de 2019
A Escolha do Jorge: Escritores de Língua Portuguesa – as escolhas de 2018
1.
“A Saga de Selma Lagerlöf”
Cristina Carvalho
(Relógio d’Água)
2.
“Eliete – A Vida Normal”
Dulce Maria Cardoso
(Tinta da China)
3.
“Praia Lontano”
Pedro Góis Nogueira
(Letras Paralelas)
4.
“De Volta (aos Contos)”
Filomena Marona Beja
(Parsifal)
5.
“Um Muro no Meio do Caminho”
Julieta Monginho
(Porto Editora)
terça-feira, 1 de janeiro de 2019
As Minhas Escolhas para 2019
Foi muito fácil, para mim, juntar alguns dos livros que moram já há algum tempo nas minhas estantes e vāo ficando esquecidos porque as novidades nāo param de chegar. Infelizmente, no ritmo acerelados dos dias, eles acabam por adormecer soterrados pelos livros "novos". Sāo livros que quero muito ler. Muitos há, ainda, que ficam à espera de uma oportunidade...
O ano passado propus-me ler estes,
mas a coisa ficou pelo caminho. Só li "A Trégua" e "Perdoa-me".
Este ano escolhi treze. O Bibliotecas Cheias de Fantasmas de Jacques Bonnet, Quetzal é pequenino, leve e por isso fácil de transportar. É um livro que fala de livros, dos "problemas" do leitor compulsivo e das maravilhas que um livro nos pode trazer. Como nāo inclui-lo na lista dos doze escolhidos?
Os restantes sāo estes:
Para o projecto de ler livros sobre o Holocausto em Janeiro (vejam o canal da Dora, Books and Movies) escolhi estes que se seguem. Nāo sei se os lerei todos neste mês porque considero o tema pesado demais para se fazer uma leitura seguida de quatro livros... Veremos como corre!
Depois fui buscar estes quatro. Sabia exactamente o que queria. Já estāo há demasiado tempo por ler. Mea culpa, mea culpa! Deste ano nāo passam!
E estes últimos foram escolhidos de dedo indicador em punho, numa passgem pelas estantes da Quetzal, Bertrand e Alfaguara.
Espero no final de 2019 poder dizer-vos que este projecto chegou ao fim com a passagem destes livros todos para as estantes dos "lidos". Wish me luck!
Cris
O ano passado propus-me ler estes,
mas a coisa ficou pelo caminho. Só li "A Trégua" e "Perdoa-me".
Este ano escolhi treze. O Bibliotecas Cheias de Fantasmas de Jacques Bonnet, Quetzal é pequenino, leve e por isso fácil de transportar. É um livro que fala de livros, dos "problemas" do leitor compulsivo e das maravilhas que um livro nos pode trazer. Como nāo inclui-lo na lista dos doze escolhidos?
Os restantes sāo estes:
Para o projecto de ler livros sobre o Holocausto em Janeiro (vejam o canal da Dora, Books and Movies) escolhi estes que se seguem. Nāo sei se os lerei todos neste mês porque considero o tema pesado demais para se fazer uma leitura seguida de quatro livros... Veremos como corre!
Depois fui buscar estes quatro. Sabia exactamente o que queria. Já estāo há demasiado tempo por ler. Mea culpa, mea culpa! Deste ano nāo passam!
E estes últimos foram escolhidos de dedo indicador em punho, numa passgem pelas estantes da Quetzal, Bertrand e Alfaguara.
Espero no final de 2019 poder dizer-vos que este projecto chegou ao fim com a passagem destes livros todos para as estantes dos "lidos". Wish me luck!
Cris
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
As minhas melhores leituras em 2018
Estes foram os livros a que atribuí 6 estrelas. Neste ano que hoje finda. Se clicarem no título vão directos ao post com a minha opinião.
- "Sob Um Céu Escarlate" de Mark Sullivan
- "Wonderstruck, O museu Das Maravilhas", de Brian Selznick
- "A Menina Que Sorria Contas" de Clemantine Wamariya
- "Ao Sol de Tânger" de Christina Mangan
- "Se Esta Rua Falasse" de James Baldwin
- "Os Últimos Dias dos Romanov" de Robert Alexander
- "Os Loucos da Rua Mazur" de João Pinto Coelho
- "Tenho de Saber" de Karen Cleveland
- "A Carruagem dos Orfãos" de Pam Jenoff
- "A Trança" de Laetitia Colombani
- "Uma Pequena Sorte" de Claudia Piñeiro
- "A Mulher do Oficial Nazi" de Edith Hahn Beer
- "A Mulher à Janela" de A.J.Finn
- "O Segredo da Minha Māe" de J.L.Witterick
- "Pátria" de Fernando Aramburu
- "A Minha Avó Pede Desculpa" de Fredrik Backman
- "Sonata em Auschwitz" de Luize Valente
- "O Tatuador de Auschwitz" de Heather Morris
- "A Filha" de Anna Giurickovic Dato
- "Nem Um Som" de Heather Gudenkauf
- "Yoro" de Marina Perezagua
- "A Trégua" de Primo Levi
- "A Educação de Eleanor" de Gail Honeyman
O blogue deseja-vos boas leituras para 2019!
domingo, 30 de dezembro de 2018
Para os Mais Pequeninos: "O Melro Artista"
O que é que acontece quando damos ouvidos a pessoas que nāo nos querem bem? Que até podem ter inveja?
Um livro com uma história simples mas onde se podem tirar alguns ensinamentos e liçōes para os mais pequeninos e com ilustraçōes engraçadas e divertidas. Vejam só:
Cris
sábado, 29 de dezembro de 2018
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