Gosta deste blog? Então siga-me...

Também estamos no Facebook e Twitter

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Experiências na cozinha... 200 Receitas de Chocolate



Domingo à tarde foi o dia do chocolate! Esqueci a dieta por umas horas (dieta que nunca consigo começar completamente, lol!) e fui para a cozinha tentar escolher uma ou duas receitas destas "200 Receitas de Chocolate", um livro da Civilização pequeno em tamanho mas grande em perdição...




Comecei pelo bolo Marmoreado.
Gosto de ter um bolo cá em casa e a ideia é a malta poder levar uma fatia para o lanche da escola, ideia que nem sempre funciona porque, gulosos como são, acabam por comê-lo rapidamente e não chega para todos os dias da semana!

Posso dizer-vos que, no interior, o chocolate que é intercalado com a massa dá um gosto espectacular. Uma delícia! 



       Depois passei para uns "Queques de Chocolate". Fáceis de fazer, tanto mais que utilizo a minha ajudante (Bimby) que deixa em poucos minutos a massa aveludada e fofa!

Deram 16 queques e alguns não barrei com chocolate, mas devo dizer que a pequena cobertura dá-lhes um gostinho especial...

Sabem certamente que se colocarem as formas de papel dentro das formas dos queques não precisam de barrar com manteiga, coisa que detesto fazer. Também no bolo coloquei um spray de barrar, invenção óptima que nos faz poupar tempo e manter as mãos isentas de gordura!


Mais receitas hei-de experimentar deste livro. Estas duas são para repetir em breve!                                     
                                                              



terça-feira, 16 de outubro de 2012

O melhor do mês... Setembro


Sim, eu sei que já vamos a meio de Outubro mas não podia deixar de dar um relevo especial a este livro de Domingos Amaral, "Verão quente". Não sei se a sua escrita é sempre assim tão envolvente, com laivos de um humor que me agradou deveras, mas estou disposta a descobri-lo tanto mais que tenho cá em casa livros dele... A minha opinião aqui! 6* estrelas!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Uma deusa para o rei de Mari Pau Domínguez


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 392
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722348928

Gostei desta leitura! Muito! 

Primeiro, porque somos catapultados para o Séc. XVI com os seus costumes e as suas maneiras de pensar que não poderiam ser mais diferentes das nossas... Mentalidades e formas de viver de uma época que eu só gosto de visitar através de um livro. Nem em sonhos me queria ver na pele daquelas mulheres que nada têm de seu, que não podem fazer a sua escolha e não possuíam livre-arbítrio... O facto de não serem donas de si próprias leva-me a ler estes romances históricos com uma mescla de sentimentos contraditórios: incredulidade, surpresa mas vontade de saber mais e mais sobre elas.

Segundo, porque a escrita de Mari Pau é muito envolvente e consegue de uma forma fascinante colocar-nos tanto na pele Isabel de Osório, a eterna amante de Filipe II, como na pele deste rei de sentimentos fortes e atitudes contraditórias, já que tanto a amava até à loucura como a fazia sofrer atrozmente, como, por exemplo, quando lhe tirou o filho sem qualquer explicação. Conseguiu, também, de uma forma inédita para mim, fazer-me sentir que também os homens, nessa época, não podiam escolher livremente entre o amor e o dever para com o país e a política, como foi o caso de Filipe II. Se bem que a posição da mulher nunca se pudesse comparar com a do homem, tal a inferioridade de estatuto que lhe atribuíam. E se estivermos a comparar uma simples aia da corte com o príncipe e futuro rei, então nem se fala... 

A forma como a escritora se pôs a adivinhar os diálogos, os sentimentos destes dois personagens e também daqueles que os circundavam foi para mim uma fonte de prazer. Saborear aspectos verídicos e, ao mesmo tempo, apreciar a imaginação desta autora deu-me momentos de leitura maravilhosos! Gostei particularmente das últimas páginas onde Mari Pau partilha connosco aspectos da sua pesquisa histórica, exigente e exaustiva.

Aconselho vivamente! Uma boa aposta da Presença.

Terminado em 11 de Outubro de 2012

Estrelas: 6*

Sinopse


Salamanca, 1543. Com apenas 16 anos, o futuro rei Filipe II de Espanha antecipa inquieto o momento que mudará a sua vida: o casamento com a prima Maria Manuela de Portugal. Os interesses estratégicos de Espanha impõem que o príncipe cumpra o seu dever, mas o jovem impulsivo não consegue renunciar à relação que mantém com Isabel de Osorio, dama de companhia da sua irmã. Durante mais de quinze anos, esta paixão intensa incendiará os corações dos dois amantes - sem no entanto nunca se conseguir sobrepor aos desígnios de uma nação...


domingo, 14 de outubro de 2012

Ao Domingo com... Tânia Ganho



"Tudo ressoa numa prisão. Os meus saltos incongruentes nos mosaicos brancos, o meu pigarrear nervoso, a minha mão distraída que mexe nas chaves dentro do bolso. O telemóvel ficou na portaria, o bilhete de identidade também. Transpus o detector de metais e, de repente, o mundo ficou lá fora, mas a minha missão era levar o mundo lá para dentro, eu era uma porta que se entreabria para as pessoas que tiveram a generosidade e a paciência de me ouvir naquele dia. Enquanto percorria os estéreis corredores brancos, cruzando-me com guardas a cada esquina, dei por mim a lembrar-me das palavras de um amigo: Porque é que as tuas personagens estão sempre num sufoco, em fuga, à procura de evasão? De repente, tomei consciência de que um dos temas que perpassa todos os meus livros é a liberdade, o desejo de escapar para lá dos muros que a sociedade – e nós próprios – construímos à nossa volta. A escrita permite-me, desde os doze anos, ir além de mim mesma e das minhas limitações e criar um espaço onde nada me é proibido.
Vivi numa cidade do interior até aos 21 anos, com uma sensação de asfixia. Cada regresso depois das férias na praia era uma espécie de condenação à clausura. Faltava-me o mar, esse horizonte amniótico pejado de possibilidades. Assim que pude, fugi e, até hoje, Lisboa, a cidade branca que desagua no Atlântico, é para mim sinónimo de oxigénio e espaço. Foi daqui que parti para conhecer o resto do mundo, é aqui que regresso no final de cada ciclo de viagens, encerrando cada década.
Não sei falar sentada. É de pé, andando de um lado para o outro, gesticulando como se quisesse abarcar o mundo com os braços, que apresento os meus quatro livros a uma vintena de homens cuja vida se confina às paredes da prisão de Caxias. É, no mínimo, presunçoso pensar que consigo imaginar como é a vida deles, e constrangedor dizer-lhes que as minhas personagens vivem em prisões que elas próprias construíram. Mas conto-lhes a história da Ana de A Vida sem Ti, que se mudou para Londres atrás de um sonho e esbarrou numa parede cheia de portas fechadas; da Clara de Cuba Libre, que fugiu da ilha da Madeira e se apaixonou por uma mulher que vivia em Cuba, essa ilha-prisão onde até o carteiro anda fardado (Guillermo Cabrera Infante); da Paula de A Lucidez do Amor, que teve de se reinventar numa aldeia nos confins do mundo, enquanto o marido partia para o Afeganistão com licença para matar; da Mara de A Mulher-Casa, que viu Paris como uma prisão dourada e descobriu que, onde quer que se encontrasse, estaria sempre dentro da mesma campânula de vidro, a respirar o seu próprio ar fétido (Sylvia Plath).
Nunca me fizeram tantas perguntas no fim de uma sessão. À primeira vista, as minhas mulheres não teriam afinidades com aqueles homens, mas eles interrogam-me, provocam-me, comovem-me. Esqueço-me das grades e dos guardas e entrego-me à discussão, ao debate, falamos de literatura, falamos da vida.
Quando recupero o BI e o telemóvel, quando franqueio a porta da rua e meto primeira no meu carro, rumo ao horizonte líquido de Lisboa, faço-o com a noção intensa de que ler é uma das formas mais acessíveis de evasão e escrever é assumidamente um acto de partilha. Foram os meus livros que me permitiram entrar por instantes na vida dos reclusos de Caxias, dos adolescentes de Bustos, dos idosos de Santa Comba Dão. É a escrita que todos os dias me abre portas junto de uma parede sem portas, a mim, que nunca me sonhei génio como Álvaro de Campos, apenas uma contadora de histórias.
A próxima é sobre um homem, uma ilha, o mar.

Tânia Ganho

sábado, 13 de outubro de 2012

Na minha caixa de correio

   
- Estou desejosa de ler O segredo dos pássaros! Oferta do Clube do autor.
- Topo sul de Gil Bastos, um livro de viagens. Oferta da Esfera do Caos.
- Emprestados do Segredo dos Livros chegaram cá a casa os Escândalos de Família e A estranha viagem do Sr. Daldry.

Um livro numa frase




"A vida é um comboio que não pára em nenhuma estação. Ou o apanhamos em andamento ou o vemos passar no cais, e não há pior tragédia que uma estação fantasma."

Pág 323, Yasmina Khadra, "O que o dia deve à noite"
Frase escolhida por Teresa Carvalho

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Novidade Matéria-Prima Edições


A Magia das Estrelas
de Tom Bullough

Estamos no Inverno de 1867, em Ryazan, uma cidade nas margens do rio Oka, na Rússia Central. Konstantin tem dez anos
e os dias cheios de sonhos de voo — até Moscovo, até às estrelas distantes. Um dia, apanha uma constipação nos
bosques gelados, perto de casa, e todo o seu mundo se torna silencioso. Surdo depois da escarlatina, as perspectivas de futuro parecem desesperadas. Apenas o seu encantamento pela nova era de mecanização e as suas extraordinárias visões acerca do futuro da humanidade parecem fazer chegar-lhe alguma esperança.
Para fugir à Terra, Konstantin aprende que tem de viajar a uma velocidade dez vezes superior à de uma bala de espingarda, e oitocentas vezes maior do que a de um comboio expresso. Mas como atingir tão incrível velocidade?

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Novidade Europa-América


O Anjo das Trevas
Os Cânticos do Serafim
de Anne Rice
«Sonhei com anjos. Vi-os e ouvi-os numa enorme e interminável noite galáctica. Vi as luzes que simbolizavam estes anjos, voando aqui e ali, em laivos de um brilho irresistível […] Senti amor em redor de mim neste vasto e contínuo domínio de som e luz […] E algo semelhante a tristeza apoderou-se de mim e confundiu toda a minha essência com as vozes que cantavam, porque as vozes cantavam sobre mim.»

Assim começa o novo romance assombroso de Anne Rice, um thriller sobre anjos e assassinos, que nos conduz novamente aos mundos obscuros e perigosos de tempos passados. Anne Rice leva-nos para outros domínios, desta vez para o mundo de Roma no século XV, uma cidade de cúpulas e jardins suspensos, torres altas e cruzes por debaixo de nuvens sempre em mudança; colinas familiares e pinheiros altos… de Miguel Ângelo e Rafael, da Sagrada Inquisição e de Leão X, segundo filho de um Medici, dissertando sobre o trono papal…
E nesta época, neste século, Toby O’Dare, antigo assassino por ordem do governo, é convocado pelo anjo Malquias para resolver um terrível crime de envenenamento e para procurar a verdade sobre a aparição de um espírito irrequieto — um diabólico dybbuk. O’Dare em breve se vê envolvido no seio de conspirações negras e contra-conspirações, rodeadas por uma ameaça sombria e ainda mais perigosa, porque o véu do terror eclesiástico a cobre.
Enquanto embarca numa viagem de expiação, O’Dare é ligado ao seu próprio passado, com assuntos claros e obscuros, ferozes e ternos, com a promessa de salvação, e com uma visão mais profunda e rica do amor.

Novidade Europa-América


O Ritual da Sombra
de Eric Giacometti e Jacques Ravenne
Roma. Um arquivista do Grande Oriente é assassinado na altura de uma festa na embaixada francesa, cumprindo um ritual que evoca a morte de Hiram, o lendário fundador da Maçonaria.
Em Jerusalém, um arqueólogo que tem na sua posse uma enigmática pedra gravada tem uma morte semelhante.
O comissário Antoine Marcas, mestre mação, e a sua parceira, Jade Zewinski, são confrontados com assassinos de uma irmandade nazi, a Sociedade Thule, oponente ancestral da Maçonaria.
Sessenta anos após a queda do Terceiro Reich, os arquivos dos mações, que haviam sido roubados pelos alemães em 1940, continuam a fazer o sangue correr…
Mas que segredo intemporal estará escondido entre aquelas folhas amarelecidas?



Novidades Planeta


O REI DOS DIAMANTES
de Simon Tolkien
O Rei dos Diamantes é um policial - e o primeiro livro do neto de J.R.R. Tolkien a ser publicado em Portugal -, mas também é a história de como as pessoas podem ser corrompidas e escravizadas por jóias quando estas são o passaporte da liberdade. Baseado em factos verídicos, o livro concentra-se no destino dos judeus belgas e retrata a venda de seres humanos num nos períodos da história mais sangrenta: o nazismo.  
Antuérpia é famosa por ser o centro do comércio mundial de diamantes. Estes mesmos diamantes que permitiram aos judeus fugir para a Suíça, acabaram por traí-los aos nazis. Tornaram-se assim os diamantes de sangue da Segunda Guerra Mundial. 
Um policial sofisticado que vai além da intriga na resolução  de um assassínio, e com um suspense que vai crescendo à medida que  a intriga se adensa, em que o leitor vai decifrando mistérios  e deparar-se com segredos obscuros do passado. 
Neste romance, a acção não se limita apenas aos assassínios,  o suspense vai crescendo à medida que a intriga se adensa  e a sequência narrativa consegue tirar o fôlego ao leitor.  O ritmo intenso e inebriante, as personagens fortes e elaboradas, fazem deste policial uma leitura a devorar.  


MÁFIAS DA NOITE
de Marlon Queiroz 

A voz segura, solitária, desencantada e nocturna de Marcelo Dias, o narrador, vai acompanhá-lo, e fazê-lo arrepiar por muito tempo quando entrar com ele nos bastidores da noite. 
Marcelo Dias é segurança de discotecas. É um profissional frio, calmo, educado, simpático, mas implacável – faz exactamente o que tem a fazer e defende-se com todas as armas ao seu dispor. Afinal, é a própria pele que ele defende. 




A SUA ÚLTIMA DUQUESA
de Gabrielle Kimm
Quando Lucrécia de Médici, de dezasseis anos, casa com o quinto duque de Ferrara, Afonso d’Este, imagina que a vida com o seu vistoso marido será idílica.  
Mal ela sabe que é um homem muito complicado. O casamento  é fértil em dificuldades desde o início e, à medida que o tempo passa, Lucrécia torna-se cada vez mais distante. 
Para Afonso, a pressão aumenta quando o Vaticano ameaça reclamar o seu título se o casal não conseguir gerar um herdeiro. Só a amante, Francesca, parece capaz de domar a sua fúria crescente.  
Mas o ressentimento de Afonso para com a sua duquesa depressa se torna insuportável, e começa a urdir um plano inacreditável para fugir aos seus problemas.  Um plano com consequências nefastas que culmina com o desaparecimento até hoje questionado pelos historiadores.


PREDESTINADOS
de Josephine Angelini 
Como se desafia o destino? Uma maldição iniciada na Grécia antiga que nem os deuses conseguem vencer… 
Helena Hamilton tem dezasseis anos  e passou a vida inteira a tentar esconder  o facto de ser muito diferente, o que 
não é tarefa fácil numa ilha tão pequena  e resguardada como Nantucket.  
E está a tornar-se ainda mais difícil. Pesadelos com a travessia desesperada de um deserto fazem com que acorde desidratada e com os lençóis estragados de sujidade e pó.  
Na escola, é assombrada com alucinações de três mulheres a chorarem lágrimas de sangue... e, quando se cruza pela primeira vez  com Lucas Delos, não percebe que estão destinados a desempenhar  os papéis principais numa tragédia que as Parcas insistem em repetir  ao longo da história.
À medida que Helena vai desvendando os segredos da sua ascendência, compreende que alguns mitos são mais do que simples lendas.  
Mas mesmo os poderes de semideuses poderão não ser suficientes para desafiar as forças que compelem Lucas e Helena a juntar-se... e que, ao mesmo tempo, tentam separá-los.



Nas asas da memória de Sarah Sundin


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 468
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789897260285

Romance leve, ligeiro e nada pesado se tivermos em consideração que tem como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial. Talvez pela forma como Sarah Sundin escreve, com diálogos cheios de vida e que reflectem uma pesquisa aprofundada de como se vivia na época nos hospitais de campanha e nas bases militares, com todas as incertezas inerentes a um cenário de guerra. 

Sabemos, ou melhor, sentimos que haverá um happy ending mas enredamo-nos na trama romântica que a autora nos proporciona e somos levados a conhecer os segredos e traumas que envolvem as duas personagens principais e de que forma se libertam deles.

Lê-se com gosto e rapidamente este segundo livro desta série. O primeiro podem ler a minha opinião aqui.

Terminado em 8 de Outubro de 2012

Estrelas: 4*

Sinopse


O major Jack Novak nunca recusou enfrentar um desafio - até que conhece a enfermeira tenente Ruth Doherty. Quando Jack vai parar ao hospital do exército depois da queda de um avião, decide que a sua missão prioritária é conquistar o coração de Ruth. Não será fácil. Não só Ruth está concentrada no seu trabalho para poder sustentar a família, como carrega um segredo vergonhoso que a impede de entregar o coração a qualquer homem. À medida que o perigo e a tensão da Segunda Guerra Mundial aumentam, Jack e Ruth irão precisar um do outro mais do que nunca. Conseguirá Jack transpor as defesas dela? Ou estarão destinados a seguir caminhos diferentes.


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Novidade Clube do Autor


Cafuné
de Mário Zambujal
Cafuné passa-se no início dos século XIX, altura crítica das invasões francesas e da partida da família real para o Brasil. É na Lisboa de então, ainda convalescente do terramoto de 1755, que o leitor vai encontrar Rodrigo Favinhas Mendes, moço empolgado por encantos femininos, e Frei Urbino, um frade que se cansou do mosteiro, e também a Dália e a Lucrécia , damas participantes nas tropelias de Rodrigo.

Resultado do passatempo "Nas asas da memória"

E quem vai receber este livro, gentilmente cedido pela Quinta Essência?

Das 281 participações foi sorteado o nº 180 que corresponde a:

- Teresa Araújo de Mansores/Arouca

Muitos parabéns! Espero que gostes deste romance!

Resultado do passatempo "Uma deusa para o rei"

Chegados ao fim de mais um passatempo que teve a colaboração da Editorial Presença, ficamos com o grato prazer de anunciar o vencedor deste livro que está a fazer as minhas delícias... Gosto particularmente de romances históricos e, se tiver uma escrita cativante, ainda melhor!

Das 262 participações foi seleccionado o nº 9 que corresponde a:

- Lúcia Leonardo de Lisboa

Muitos parabéns! Que o livro te propicie umas horas de puro deleite!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Novidade

Inverno de Sombras
de L.C.Lavado

“Todos ficam sujos de sangue e há sempre alguém que morre.” 
Este é o lema de Danton.
Filho de dois poderosos feiticeiros, inimigos de séculos, a sua própria existência é apenas mais um golpe de guerra entre os pais.
Criado e aperfeiçoado por Amauri e Goulart como arma de eleição, o tempo veio a torná-lo na mais mortífera de todas, temido até pelos próprios.
Em Lisboa, uma misteriosa Caixa detém um poder que uma família guarda há gerações e Danton está decidido que é chegada a hora desse poder lhe pertencer.
Numa caça ao tesouro que se transforma num jogo de xadrez, não há bons nem maus, nem verdade que não esconda um segredo.
O passado colide com o presente e tudo acontece, apenas não como todos o esperam.

Novidade Quetzal


Dentro do Segredo
Uma viagem na Coreia do Norte
de José Luís Peixoto
Em Abril de 2012, José Luís Peixoto foi um espectador privilegiado nas exuberantes comemorações do centenário do nascimento de Kim Il-sung, em Pyongyang, na Coreia do Norte.
Também nessa ocasião, participou na viagem mais extensa e longa que o governo norte-coreano autorizou nos últimos anos, tendo passado por todos os pontos simbólicos do país e do regime, mas também por algumas cidades e lugares que não recebiam visitantes estrangeiros há mais de sessenta anos.
A surpreendente estreia de José Luís Peixoto na literatura de viagens leva-nos através de um olhar inédito e fascinante ao quotidiano da sociedade mais fechada do mundo.
Repleto de episódios memoráveis, num tom pessoal que chega a transcender o próprio género, Dentro do Segredo é um relato sobre o outro que, ao mesmo tempo, inevitavelmente, revela muito sobre nós próprios.

Novidade Esfera dos Livros


A Última Duquesa
de Daisy Goodwin
Cora Cash, possivelmente a herdeira mais rica da América nos anos 1890, foi criada a acreditar que o dinheiro lhe podia abrir qualquer porta. Bonita, com um guarda-roupa invejável, vive no meio do luxo de uma mansão em Newport. Mas a sua autoritária mãe deseja vê-la casada com um nobre inglês. Pouco interessada nos sentimentos da filha, envia-a para Inglaterra para garantir o tão desejado casamento aristocrático. Cora fica consternada com a receção. As grandes casas que frequenta são geladas e muito desconfortáveis. Sem casa de banho e aquecimento central. Os corredores enchem-se de intrigas, e nas caves, nas alas dos criados, reina a coscuvilhice. Só quando perde o seu coração para o duque de Warehamm, um misterioso homem que quase não conhece, é que Cora percebe que está a jogar um jogo para o qual não está devidamente preparada, que não entende, mas onde a sua felicidade futura pode ser o preço.  

Novidade Bertrand

Retrato de uma espia
de Daniel Silva

Gabriel Allon, restaurador de arte e espião, está em Londres com a mulher Chiara para um fim de semana que se esperava agradável. Mas duas bombas, em Paris e Copenhaga, conseguiram estragar este encantador dia de outono. Depois, quando Gabriel se prepara para deter um homem que ele suspeita estar prestes a fazer um terceiro atentado em Covent Garden, é atirado ao chão e fica a observar um verdadeiro pesadelo, sem poder fazer nada.
Ainda tem bem fresca a perturbadora memória do seu fracasso em impedir um massacre de inocentes quando é chamado a Washington para um confronto com o novo rosto do terrorismo global. Ao centro de uma explosiva praga de morte e destruição está um esquivo clérigo de origem americana a viver no Iémen. E o pior ainda está para vir…



domingo, 7 de outubro de 2012

Ao Domingo com... Fábio Ventura


"Ora bem, falar de mim em algumas palavras…O meu nome é Fábio Ventura e sou um algarvio de 26 anos nascido e criado em Portimão, terra maravilhosa de Sol e praia.
Confesso que em criança, e apesar de ser bom aluno, não era muito dado a leituras. Só descobri o amor pelos livros quando, aos 14 anos, peguei no primeiro volume do Harry Potter, de J.K. Rowling. Fiquei completamente fascinado com o poder que aquela história e personagens tinham sobre mim. Desde aí que nunca mais parei de ler. Saltei para outros autores, géneros e estilos e os livros passaram a ser uma parte fundamental da minha vida.

O gosto pela escrita veio um pouco mais tarde, já no início da minha licenciatura. Licenciei-me em Ciências da Comunicação, um curso que explora bastante a nossa criatividade e as capacidades de escrita. Foi aí que descobri o meu gosto pela escrita e pela criação de histórias. Prova disso foi a minha decisão de começar a escrever um livro, neste caso, do género fantástico e dirigido a um público jovem-adulto. Foi a primeira versão do “Orbias-As Guerreiras da Deusa”. Consegui superar o desafio, mas ainda faltava o mais difícil: conseguir publicá-lo.

Depois de terminar a minha licenciatura, em 2008, voltei a pegar no livro e resolvi reescrevê-lo com o objectivo de melhorá-lo. Quanto terminei, enviei para uma série de editoras e tive a sorte de ter a Casa das Letras (Grupo LeYa) a apostar em mim. Um ano depois, publiquei a sequela do primeiro Orbias, o “Orbias-O Demónio Branco”.

Os livros seguem a história de Noemi, uma jovem terrestre com uma vida pacata que é confrontada com a existência de um mundo paralelo ao nosso: o mundo de Orbias. Esse mundo tem a particularidade de ter magia como fonte de economia e de energia não renovável. Ao conhecer esse mundo e algumas personagens que dele fazem parte, a Noemi descobre também as conspirações entre os dois mundos e uma lenda milenar que a envolve a ela e que explica a razão para os seus poderes. Há quem tenha entendido que o enfoque da história está no mundo de Orbias e na sua mitologia, mas na verdade foi construído a pensar na personagem principal, no seu crescimento e evolução, de como ela lida com todos os acontecimentos e se relaciona com as outras personagens.

Há cerca de um ano escrevi o meu terceiro livro, algo novo e bastante diferente dos Orbias. Basicamente, fala da viagem de um homem, acusado injustamente de um homicídio, com a Morte. Quis abandonar a imagem negra e sombria da Morte e criei uma personagem muito excêntrica que vai mexer um pouco com a mentalidade dos leitores (ou assim o espero). Neste momento, estou a fazer uma nova revisão enquanto aguardo por uma data de lançamento por parte da editora.

A minha relação com os livros acabou por evoluir de certa forma, uma vez que actualmente estou a trabalhar como livreiro. Tem sido fabuloso estar do lado de lá e entender como funciona o mercado editorial, mas também a relação dos leitores com os livros na altura da compra.

O que esperar do futuro para mim? Espero poder continuar a trabalhar com livros, mas também poder continuar a criar histórias e personagens que consigam tocar os meus leitores."

Fábio Ventura

sábado, 6 de outubro de 2012

Na minha caixa de correio

       
- Nas asas da memória (já o estou a ler!) e Um beijo em Havana foram oferecidos pela Quinta Essência. Passatempo com o primeiro a decorrer...
- Uma Deusa para o rei (gosto muito de romances históricos!) foi-me oferecido pela Presença. Já viram o passatempo que está a decorrer no blogue?
- Não odiarei pareceu-me um livro incrível. história verídica. Oferta da Planeta.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Lembro-me de ti de Yrsa Sigurdardottir


Edição/reimpressão: 2012
Editor: Quetzal
ISBN: 9789897220432

Este livro fez-me sentir sentimentos muito contraditórios! 

É terrivelmente absorvente não nos deixando espaço nem tempo para respirar sequer, mas achei-o um pouco mórbido, sobretudo nas páginas finais.

Intercala duas histórias - qual delas a mais surpreendente! - que aparentemente nada têm a ver uma com a outra. Nem sequer sabemos se se passam em espaços temporais diferentes...  Um thriller que está espectacularmente cheio de mistério com forças do além à mistura. Não é muito o meu género pois sou mais terra-a-terra mas não posso deixar de ficar maravilhada com esta escrita cheia de suspense que nos agarra e nos prende de tal forma que não conseguimos parar de ler!

Porém quero deixar presente que o final desiludiu-me e entristeceu-me até. O aspecto vingativo de alguns personagens decepcionou-me, tanto mais que, com final em aberto que o livro deixa, não se prevê nada de bom. E esta vitória do Mal contra o Bem não me agradou de todo! Só por isso não lhe dou 5*.

Terminado em 2 de Outubro de 2012

Estrelas: 4*+

Sinopse

Três jovens propõem-se recuperar uma velha casa de uma aldeia abandonada, algures nos Fiordes Ocidentais islandeses. Mas não imaginam o cataclismo que este inofensivo trabalho vai desencadear. Na outra margem do fiorde, um psiquiatra investiga o suicídio misterioso de uma mulher mais velha que poderá estar ligado ao desaparecimento do seu próprio filho. Estas duas intrigas vão convergir para uma história de um enorme suspense que os críticos têm considerado tratar-se da melhor que até agora saiu da pena de Yrsa Sigurdardóttir - Lembro-me de Ti foi galardoado com o Prémio de ficção Policial Nórdica de 2011, e os direitos de adaptação ao cinema comprados pelo produtor islandês radicado em Hollywood Sigurjón Sighvatsson (Wild at Heart e the Killer Elite, entre dezenas de outros). Um thriller policial arrebatador, uma leitura saborosamente arrepiante.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Convite Editorial Bizâncio


Novidade Esfera dos Livros


A RAINHA ADÚLTERA
de Marsilio Cassotti
Joana de Portugal (Lisboa, 1439 – Madrid, 1475). Infanta de Portugal, filha do rei D. Duarte e irmã de Afonso V, o Africano. Exilada em Castela quando era bebé com a sua mãe devido ao confronto de esta com os infantes da Ínclita Geração. Regressa órfã a Portugal com 8 anos. Aos 16 anos o irmão Afonso V casa-a com o rei de Castela Henrique IV, chamado o Impotente, que necessitava de descendência para evitar que a coroa passasse para os seus irmãos, entre eles Isabel, a Católica. Joana chega a uma corte cheia de portugueses exilados depois da Batalha de Aljubarrota. Henrique, o marido, era impotente, mas não estéril. Joana foi provavelmente submetida à primeira inseminação artificial da História, realizada por médicos judeus. O método resultou e nasceu uma menina, a Excelente Senhora. Os nobres opositores ao rei começaram a dizer que o rei era homossexual e que Joana havia cometido adultério com um protegido do marido. Joana pede ajuda ao seu irmão Afonso V e tenta casar Isabel, a Católica, com o seu irmão. Henrique coloca a rainha sob vigilância. Joana fica grávida de um primo do rei, 10 anos mais novo do que ela. Henrique nomeia Isabel, a Católica, sua herdeira, retirando a herança à sua filha, a Excelente Senhora. Joana pede ajuda ao seu irmão Afonso. Morto Henrique IV, Afonso V casa-se com a Excelente Senhora e entra em Castela como rei, tendo lugar a Batalha de Toro.

Novidade Oficina do Livro


HERÓIS DO ULTRAMAR
de Nuno Castro
Entre 1961 e 1974, centenas de milhares de portugueses combateram em Angola, em Moçambique e na Guiné. Mas, como acontece em todos os conflitos, só alguns combatentes se destacaram.
Heróis do Ultramar traça o retrato de um punhado de homens que se distinguiram nos campos de batalha da Guerra Colonial e que ainda hoje são recordados pela sua bravura extrema.
Portugueses que, independentemente do curso da História, da política ditada pelo governo de Lisboa, das suas próprias convicções e até das suas personalidades por vezes polémicas, demonstraram uma extraordinária capacidade de liderança debaixo de fogo e uma determinação inabalável perante a adversidade e o terror que só uma guerra consegue despertar. 
Escrito a partir de vários testemunhos e das memórias dos combatentes, Heróis do Ultramar reúne alguns dos episódios mais ousados e dramáticos das três frentes do conflito português em África, na perspectiva dos seus principais protagonistas no terreno.

Novidade Sextante Editora


A lebre de olhos de âmbar
de Edmund de Waal
264 pequenas esculturas de madeira e marfim, nenhuma maior que uma caixa de fósforos: o oleiro Edmund de Waal cruza-se com elas quando conhece a coleção em Tóquio, em casa do seu tio-avô Iggie. 
Mais tarde, quando Edmund herda os  netsuke, eles deixam- lhe ver uma história muito maior do que a que ele poderia ter imaginado…
Os Ephrussi vieram de Odessa, e a certa altura eram os maiores exportadores de cereais do mundo; em 1870, Charles Ephrussi fazia parte de uma rica nova geração que se instalava em Paris. O poeta Jules Laforgue foi seu secretário e Marcel Proust inspirou-se nele como  modelo do esteta Swann de Em busca do tempo perdido. A paixão de Charles era o colecionismo, e os  netsuke, comprados quando os objetos japoneses faziam furor nos salões parisienses, foram enviados como presente de casamento ao seu primo banqueiro em Viena.
Mais tarde, três crianças – entre elas o jovem Ignace – brincaram com a coleção num momento em que a História lhes caía em cima. O Anschluss e a Segunda Guerra Mundial arrastaram os Ephrussi para o reino do esquecimento. O que restou do seu vasto império foi quase só a coleção de netsuke, subtraídos do gigantesco palácio vienense (na
altura ocupado pelos teóricos hitlerianos da questão judaica), um a um, no bolso de uma fiel criada, e escondidos depois no seu colchão de palha.
Neste extraordinário livro de memórias, Edmund de Waal viaja pelo mundo para olhar os magníficos edifícios que os seus antepassados habitaram. E traça o percurso de uma família notável sobre o pano de fundo de um século tumultuoso. E, numa escrita tão elegante e precisa como os próprios  netsuke, conta-nos a história de uma coleção única  que passou de mão em mão e que, num golpe do destino, encontrou o seu caminho de volta ao Japão.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Verão quente de Domingos Amaral


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 320
Editor: Casa das Letras
ISBN: 9789724620961

Sabem aquele livro que precisamos ter na prateleira?
Pois é, este é um deles! Infelizmente este foi-me emprestado por uma amiga que, quase todos os dias logo de manhã, caminha (como eu!), para um ginásio com um livro debaixo do braço. Por isso, vou ter de o arranjar porque as minhas prateleiras chamam por ele!

Surpreendeu-me deveras esta leitura! Foi o primeiro livro que li deste escritor, embora cá tenha em casa o "Quando Lisboa tremeu", que já me disseram ser muito bom e "Enquanto Salazar dormia".

Como explicar-vos o que senti ao lê-lo? Domingos Amaral tem uma escrita que nos apaixona; nada complicada; chamando as coisas pelos nomes sem chocar; analisando, sob o ponto de vista do narrador, os seus pensamentos bem como o das mulheres que o rodeiam; com um humor que nos coloca um sorriso aberto e interior. Senti necessidade de voltar a trás e reler algumas frases porque achei por demais cómico algumas situações...

Um romance completo. Tem de tudo: amor, mistério, crimes e factos históricos verídicos que nos situam nos meses seguintes a Abril de 75 com uma análise sumária do que foram esses tempos conturbados sem cansar nem maçar o leitor.  

Um livro cheio de imaginação, criatividade e humor onde a resolução do mistério permanece até ao fim. O facto de ser escrito na primeira pessoa, torna o narrador como que "nosso" e sentimos de imediato empatia pelos seus sentimentos, dúvidas e até conquistas. As personagens femininas que giram à sua volta são, aparentemente, portadoras da resolução do mistério. Um livro que tem tanto de romance como de policial e que vai agradar aos apreciadores dos dois géneros literários.

Nota máxima para este escritor! Aconselho vivamente!

Terminado em 29 de Setembro de 2012

Estrelas: 6*

Sinopse


Em 1975, no auge do Verão Quente, com Portugal à beira de uma guerra civil, Julieta é encontrada inanimada e cega, depois de cair pela escada, na sua casa de família na Arrábida. E, num dos quartos do primeiro andar, são descobertos, já mortos, o seu marido, Miguel, e a sua irmã, Madalena. Seminus e ambos atingidos com duas balas junto ao coração, as suas mortes levam o tribunal a condenar Julieta pelo duplo homicídio. Vinte e oito anos depois, em 2003, a cegueira traumática de Julieta desaparece e ela volta a ver. Começa também a recordar-se de muitos pormenores daquela tarde trágica em que aconteceu o crime, e em conjunto com Redonda, a sua bonita filha, e o narrador da história, vão tentar reconstituir e desvendar o terrível segredo da Arrábida, que destrui aquela família para sempre. Quem matou Miguel e Madalena e porquê? Será que eles eram mesmo amantes, como a polícia suspeitou? Será que Julieta descobriu a traição infiel do marido e da irmã? Ou será Álvaro, exmarido de Madalena e um dos «Capitães de abril», o mandante daquele crime?


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Passatempo "Uma deusa para o rei"

Com a simpática colaboração de Editorial Presença, O tempo entre os meus livros tem para oferecer, aos seus seguidores, um exemplar de "Uma deusa para o rei", de Mari Pau Dominguez, que vai encantar os apreciadores de romances históricos.

O passatempo termina dia 8 de Outubro.

Boa sorte!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Não nos roubarão a esperança de Júlio Magalhães


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 200
Editor: A Esfera dos Livros
ISBN: 9789896263997

O facto de ter como pano de fundo a Guerra Civil de Espanha e os tempos de Salazar levaram-me a escolher esta leitura. 

Alternando entre dois tempos não muito distanciados entre si (1936/1938) ficamos a conhecer, paralelamente, a vida de dois irmãos que as opiniões políticas dividiram. Gostaria que o autor tivesse explorado mais a vida de Pedro, simpatizante dos republicanos, e da sua companheira Jacinta, pois criamos desde cedo uma empatia com estes personagens e suas ideologias. 

Por seu lado, Duarte, o irmão nacionalista toma um protagonismo com o qual não simpatizamos de imediato. Mas os remorsos e a culpa que vai demonstrando por actos do passado vão tornando este personagem mais humano e estabelecemos, pouco a pouco, laços de amizade com ele e suas atitudes.

Mesmo quem não conheça ao pormenor essa guerra brutal que foi a guerra civil espanhola apercebe-se do quão terrível ela foi porque Júlio Magalhães consegue, através do romance vivido entre estes dois irmãos e seus pares amorosos, descrever momentos de verdadeira aflição. Percebe-se pela leitura desta obra a pesquisa histórica efectuada pelo autor pois os momentos fictícios misturam-se com factos que sabemos reais. Gostei disso.

Um título actual que nos remete, como pretendeu o autor, para os dias de hoje. Será mesmo que não nos roubarão a esperança?

Terminado em 19 de Setembro de 2012

Estrelas: 4*

Sinopse

Poderá o amor nascer em tempo de guerra? No Portugal de Salazar e nos tempos conturbados da guerra civil espanhola, Miguel Oliveira, voluntário português ao serviço das tropas nacionalistas de Franco, é feito prisioneiro pelos republicanos, depois de o seu avião ter caído nos arredores de Barcelona. Um feliz golpe de sorte salva-o de um julgamento sumário e de uma morte certa por fuzilamento. Será trocado por um oficial republicano, perto de Madrid. Miguel inicia uma longa viagem de automóvel que o vai levar de Barcelona a Madrid num território pejado de perigos. Será durante essa intensa viagem que ele conhecerá e se apaixonará por Dolores, a jovem republicana responsável por levá-lo à capital espanhola. Outrora uma defensora ardente da República, Dolores está nos finais da guerra, cansada de ver tanta morte e destruição. Para sua grande surpresa e sem nunca abandonar os seus ideais, a jovem republicana encontrará em Miguel um bom confidente e até um protetor. Tendo como pano de fundo a violenta paisagem desenhada pela guerra civil, Não nos roubarão a esperança, narra o nascimento de um grande amor que terá de provar ser mais forte do que o ódio.