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domingo, 19 de junho de 2011

Justiça em Sevilha


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 208
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896571818

Tenho dois livros desta escritora na minha estante mas, infelizmente, sinto isso agora que acabei este, ainda não os li. São eles "O último Catão" e "Tudo debaixo do céu". Tenho de os passar para o cimo da pilha!

Gostei muito desta leitura. É com muita facilidade que embarcamos, juntamente com a personagem principal e seus amigos, numa aventura, daquelas em que o perigo e a morte espreitam. 

Estamos em 1600 e fazemos "força" para que Catalina (ou Martín) consiga fazer vingar a promessa feita a seu pai, no seu leito de morte. A vingança é um acto terrível e fomos ensinados que ela consome quem a pratica e, como tal, não deve ser alimentada. No entanto, e isto deve-se à escrita envolvente desta autora, não conseguimos deixar de apoiar esta justiceira que toma nas suas mãos uma vingança tão terrível. Num mundo de contrastes, onde coabitam os muito ricos e os miseráveis, onde o dinheiro é lei, somos envolvidos por escravos, piratas, nobres, naus, contrabando, espadas, mezinhas, corrupção e, quando damos conta, estamos nas ultimas páginas deste livro e esperamos o seguinte pois a aventura ainda não acabou...

Vale a leitura, que se faz rápida e nos envolve agradavelmente, com um tipo de escrita marcada com termos da época mas que são de fácil entendimento!

Terminado em 18 de Junho de 2011

Estrelas: 4*

Sinopse

Catalina Solís usando o charme e a astúcia levará a cabo a sua grande vingança, numa das cidades mais ricas e importantes do mundo, a Sevilha do século XVII. Cumprirá desse modo o juramento feito ao pai adoptivo, de acabar com os Curvo, donos de uma fortuna sem igual, conseguida com a prata roubada nas Américas. A sua dupla identidade - como Catalina e como Martín Olho de Prata - e uma enorme astúcia permitir-lhe-ão desenhar uma vingança sem precedentes, baseada no engano, sedução, força, surpresa, duelo, medicina e intriga. Nesta arriscada aventura, conta com a companhia de amigos e de uns malandrins com um forte instinto de sobrevivência, dispostos a dar a vida por esta lendária personagem tão extraordinária. Matilde Asensi escreveu o grande romance de Sevilha, com base numa ampla e rigorosa investigação e um trabalho que evoca as vozes de tempos de aventura, de um mundo dominado pelas aparências, pela corrupção e leis do sangue. Tempo de grandes riquezas e de grande miséria, quando Espanha era o centro do mundo. Um romance de acção trepidante, que mantém vivo o interesse do leitor, com descobertas e surpresas em cada página.

sábado, 18 de junho de 2011

Passatempo: "O Vizinho"

Este foi o livro da Europa-América que alguns de vocês seleccionaram para passatempo!

Para concorrerem têm somente que responder às perguntas que se seguem até ao dia 24, inclusivé. Encontram-nas aqui.

Só é permitido a participação aos seguidores do blog residentes em Portugal e de uma participação por pessoa/residência/email.

O vencedor será escolhido aleatoriamente e avisado por email.

Boa Sorte!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Eis o escolhido!

Com o dobro dos votos este foi o livro seleccionado por vocês:





O Vizinho
Ele está mais perto do que você imagina
O lar perfeito. A família perfeita. Um segredo mortal...


Amanhã, em parceria com a Europa-América, sai passatempo fresquinho!!!!!


Crime no Alentejo


Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 328
Editor: Lugar da Palavra
ISBN: 9789898255181

Há livros que, apesar de serem recomendados por amigos, não conseguem fazer-nos viver o enredo. Este foi um deles! Faltou qualquer coisa que me fizesse "estar" no Alentejo e nos EUA e, por vezes, tive vontade de saltar algumas páginas para o acabar mais rapidamente. 

Não o fiz porque está bem escrito, com um humor refinado, criado, sobretudo, pelos diálogos entre as personagens. Acho, porém, que muitas delas estão caracterizadas um pouco exageradamente mas a sua linguagem e as suas expressões típicas trazem-nos um sorriso ao rosto. 

A trama está bem conseguida conseguindo manter o nosso interesse, sobretudo pela linguagem "típica" do Alentejo e pela caracterização das personagens e da região em si. 


Mas, para mim, a esta leitura faltou-lhe qualquer coisa que não sei especificar e que não me deixou fazer o "clic"!

Terminado em 15 de Junho de 2011

Estrelas: 3*

Sinopse

A pacatez de uma aldeia do interior alentejano é subitamente abalada por um crime de contornos vingativos. Com uma vítima mortal e um suspeito em fuga, a equipa da O.S.I.C. (Organização Secreta de Investigação Criminal) entra em campo. O que, à partida, parecia um delito de fácil resolução revela-se, com o avançar das pesquisas, numa complexa e perigosa teia de coincidências e equívocos premeditados. O desenrolar da trama alterna entre dois cenários principais: um Alentejo profundamente rural e a região de New England, nos Estados Unidos da América. Um romance policial de rosto humano a não perder!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Novidade Presença!


Título Original: Last Man in Tower
Tradução: Alice Rocha
Páginas: 472
Colecção: Grandes Narrativas Nº 504



A Presença vai publicar no próximo dia 16 de Junho o novo livro do Man Booker Prize 2008 Aravind Adiga, O Último Homem na Torre (que comentarei em breve), autor de O Tigre Branco.

Sinopse

A acção passa-se em Mumbai (Bombaim),
uma imensa metrópole onde coexistem mundos de pobreza e privação, uma gananciosa e empreendedora camada de novos-ricos e uma pequena burguesia orgulhosa das suas tradições…
Quando o empresário e construtor civil Dharmen Shah entra em cena na comunidade dos moradores das Torres A e B, da Cooperativa de Habitação Vishram, vem perturbar os laços de convivência entre todos, colocando-os em situações limite.
Nesta galeria de tipos humanos, que seduz pela sua diversidade e riqueza, reflecte-se a própria cidade, afinal a grande protagonista deste romance.

Sobre o autor

Aravind Adiga nasceu em Madras (actual Chennai) em 1974. Cresceu em Mangalore, no Sul da Índia. Frequentou as universidades de Columbia e Oxford, e trabalhou para o New Yorker, o Sunday Times, o Financial Times, o Times of Indi, entre outros jornais.
O seu primeiro romance, O Tigre Branco, foi distinguido com o Booker Prize (2008), Entre os Assassinatos, um título constituído por um conjunto de histórias, saiu ainda nesse mesmo ano. Encontram-se ambos publicados pela Presença nesta colecção.

CITAÇÕES DE IMPRENSA ESTRANGEIRA:

«Extraordinário e brilhante… Adiga é um verdadeiro escritor – isto é, alguém que cria uma voz e uma visão originais.»
Sunday Times

«Um dos livros mais fortes que li nas últimas décadas.»
USA Today

terça-feira, 14 de junho de 2011

Querem escolher?

Com a colaboração da Europa-América este blog vai realizar, em breve, um passatempo, para os seus seguidores, entre estes dois livros que aqui apresento.

Querem escolher? Que livro quereriam ver aqui sorteado?


Respondam até dia 18/6 para:
otempoentreosmeuslivros@gmail.com

O livro mais votado será objecto de sorteio!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Quem postou... Teia de cinzas.


http://www.segredodoslivros.com

http://verovsky-meninadospoliciais.blogspot.com

Teia de cinzas de Camilla Lackberg



Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 488
Editor: Dom Quixote
ISBN: 978972204511


Já tinha lido comentários excelentes aos livros desta escritora e, realmente, fiquei rendida com a sua facilidade em conseguir prender a nossa atenção num enredo que, aos poucos, vai-se intensificando e tornando-se mais complexo.

Um dos aspectos que mais me agradou foi a veracidade dos personagens, ou seja, todos eles se debatem com problemas reais, dificuldades que poderiam ser vividas um pouco por todos nós: como lidar com a morte de um ser querido, a depressão pós-parto, o síndroma de Asperger, as relações entre casais, entre outras. Os polícias surgem-nos, não como super-heróis, mas como seres que vão, com dificuldade, perícia e alguma sorte, desvendando o crime cometido... Somos capazes de penetrar em todas as personagens, tal a forma como elas nos são reveladas.


Vamo-nos apercebendo da história central e, paralelamente, surgem-nos episódios de uma outra história que se vai insinuando, lentamente, sem relação aparente com a primeira. Só no final (como convém!) é que as peças do puzzle se encaixam e conseguimos, então, saborear o livro como um todo! Muito bom! Recomendo vivamente a leitura deste livro. Por mim, faço questão de ler os dois anteriores desta autora.



Terminado em 13 de Junho de 2011

Estrelas: 5*

Sinopse


Outono em Fjällbacka. Um pescador que acabou de recolher os ovos de lagosta que lançara ao mar está em estado de choque. No deck do barco jaz agora à sua frente o corpo inerte de uma menina. Enquanto Erica Falk desespera no seu papel de mãe, Patrick Hedstrom é mais uma vez chamado a desvendar o mistério daquela morte que vai afectar de forma devastadora a vida de muita gente que lhe é próxima. E enquanto a investigação vai decorrendo, os mistérios continuam: que pasta negra era aquela que a menina tinha no estômago quando foi autopsiada? Quem atirou cinza para um bebé que ficara por um momento num carrinho à porta da loja onde a mãe tinha ido fazer compras? Que cinzas eram aquelas que atiraram à bebé do próprio Patrick Hedstrom? Perguntas a que só a investigação da competente equipa liderada por Patrick Hedstrom poderá responder.

sábado, 11 de junho de 2011

Resultado do Passatempo Pezinhos de Coentrada


Com a ajuda de Random.Org a vencedora foi a participação nº 14, correspondente a

SARA VIEIRA, com o nick de seguidor: FÈNIX.

Muitos parabéns, Sara!
A vencedora foi contactada via email e ser-lhe-á enviado o livro muito brevemente.
Obrigada a todos os 57 participantes.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Reaprender de novo


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 208
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722522687
Coleção: Grandes Romances

É o primeiro livro que leio desta escritora, embora tenha ouvido e lido comentários sobre a sua obra vastíssima e há um livro seu que, pelo seu aspecto verídico, pretendo ler logo que me seja possível: "O meu filho Nick".

Gostei desta leitura, achei-a simples e fluída, nada complicada de apreender, ao mesmo tempo que nos fala sobre um tema difícil, a morte de um ente querido e próximo. Percebe-se que muitos aspectos descritos nesta história foram vivenciados pela escritora, ou pelo menos, sente-se que lhe saem facilmente, do coração.

As personagens parecem saídas da vida real, embora ache que todas elas são um pouquinho "boas " demais! Desde o início, pressente-se um happy end para o final, mesmo que a tragédia acompanhe desde as primeiras páginas esta família. Mas foi com gosto e muito rapidamente que li esta obra, tanto mais que é um hino à esperança, à vontade de viver!

Terminado em 8 de Junho de 2011

Estrelas: 3*+

Sinopse

Em dezoito anos de casamento, Liz e Jack construíram uma família, uma firma de advocacia cheia de sucesso e um lar feliz, na Rua da Esperança. Depois, num instante, tudo se desmorona. Para Jack, um recado de cinco minutos termina numa tragédia e, de repente, Liz está sozinha e a braços com uma perda insuportável. 
Como poderá continuar sem o seu marido, o seu parceiro, o seu melhor amigo? Como pode fazer o luto da sua perda quando tem de consolar cinco crianças devastadas, incluindo uma com necessidades especiais? Impulsionada pelo amor dos filhos, Liz encontra a força necessária para regressar ao trabalho. Um a um, os feriados vêm e vão, até que um grave acidente lhe envia o filho mais velho para o hospital - e lhe traz o Dr. Bill Webster. 
A Casa da Rua da Esperança é uma história sobre o aprender a viver de novo, depois de se pensar que a vida acabou. É sobre o prazer dos pequenos milagres e a fé nos grandes. É um livro de esperança.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Últimos dias!

Ainda vão a tempo de participar neste passatempo...



Sinopse
Não gostam de pezinhos de coentrada? Bom, também não interessa pois este livro nada tem a ver com culinária. É verdade que fala de tostas mistas, ketchup. hambúrgueres e queijo, muito queijo…, mas também podemos aqui encontrar o Elton John, a Verónica Lake e o Leonardo di Caprio. Cruzamo-nos com taxistas e floristas, juízes e réus, carteiros e jornalistas. Percorremos as mais bonitas cidades europeias. Encontramos referências a teatro, cinema e música. Tropeçamos em escolas e entramos no universo mágico das crianças. Experimentamos namoriscos, paixões e também algumas raivas. E até somos surpreendidos com o ingrato papel da colher de inox!
Pezinhos de Coentrada são, na prática, pequenas e belas histórias que constituem o quotidiano de qualquer um de nós. Pequenas histórias escritas com o humor, a sensibilidade e a magia a que Alice Vieira nos habituou.

Nós e a História!


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 440
Editor: Esfera do Caos
ISBN: 9789896800215
Coleção: Esfera das Letras

Gosto muito quando um livro me surpreende. Este é o primeiro livro deste autor e foi a sinopse que me atraiu, já que a capa, embora ilustrando bem o conteúdo, poderia ser menos escura...

Muito bem documentado, este livro é uma lição de História, sem que a história que está por detrás dele fique em desvantagem. É daqueles livros que nos levam a passear pelo mundo, o actual e o passado. Deste modo, tanto estamos em Nova Iorque e Boston (EUA), como em Cuzco e Lima (Perú), como em Pamplona (Espanha), Angra dos Reis (Brasil), Lisboa e  S. Miguel... e, em simultâneo, a máquina do tempo leva-nos a Malaca e a Kuala Lumpur (Malásia), ao tempo do domínio português naquelas paragens, com tudo o que isso acarreta: as naus, as lutas pelo comércio das especiarias, os actos de piratagem, etc, etc...

Cheio de romance e mistério, o livro consegue transmitir-nos o amor deste jovem escritor pela História e pelas viagens e relata-nos, de forma espectacular, o destino de uma nau portuguesa e o seu saque, naufragada em 1511, "A Flor do Mar".

Um belo passeio pela História portuguesa! Recomendo!

Terminado em 6 de Junho 2011

Estrelas: 4*

Sinopse

Numa noite de tempestade, uma nau portuguesa embateu num recife e naufragou no estreito de Malaca. O navio era comandado pelo Governador da Índia, D. Afonso de Albuquerque, que regressava a Goa com parte do saque da conquista do sultanato mais rico de toda a Ásia. Durante séculos, centenas de expedições tentaram encontrar os despojos da nau "Flor do Mar" que, segundo especialistas, estão avaliados em dezenas de biliões de dólares. O navio nunca foi encontrado… até hoje! 

Disse o Júri ao atribuir o Prémio Esfera das Letras: «Um romance extraordinário. O autor revela uma capacidade de investigação fora do comum e oferece-nos um livro em que a ação, a aventura, as batalhas, as intrigas e um mistério que permanece por desvendar ganham raízes num momento crítico da nossa história.»

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Numa Itália de preconceitos...


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 128
Editor: Livros Quetzal
ISBN: 9789725649084
Coleção: Serpente Emplumada

De rápida leitura, mas nem por isso mais fácil, este livro
relata-nos partes de uma vida, de uma história de alguém que não é compreendido nem amado.


Estamos na Itália de Mussolini, numa época em que os judeus sentem já receio que a sua vida possa dar uma reviravolta, como que um "anúncio" do que se iria tornar um massacre horrendo... Tendo este ambiente como pano de fundo, esta história, contada por um rapaz judeu de 20 anos, transporta-nos para um clima de preconceitos, de "diz que disse", e fala-nos, sobretudo, de um médico, conceituado e rico, da sua vida privada e das suas inclinações sexuais, alvo de chacota e comentários maliciosos. 


Gostei do que li, mas não me senti muito apaixonada por esta leitura, estando sempre à espera de algo espectacular que não chegou a acontecer... O final traduziu, muito bem, o clima e os sentimentos de quem se sente traído e injustiçado.


Terminado em 3 de Junho de 2011

Estrelas: 3*

Sinopse

O cenário é o da pequena cidade de Ferrara durante os anos 30 - os anos do fascismo -, com a sua burguesia conservadora e moralista, típica da província italiana. É aí que se desenrola a história de um médico (Athos Fadigati) moderno e distinto oriundo de Veneza, o homem dos óculos de aros de ouro - que por vezes brilham na obscuridade de sítios mal frequentados aos olhos da cidade. A condenação moral não cessa de germinar e, entre as tardes passadas na praia e as noites nos salões do hotel da estância balnear, a burguesia de Ferrara assistirá ao escândalo - um misto de sexo, religião, política e inveja provinciana.

Um romance belíssimo e comovente (já adaptado ao cinema, com interpretações de Philippe Noiret, Rupert Everett e Stefania Sandrelli) sobre a solidão como preço da rebeldia e da diferença.

domingo, 5 de junho de 2011

E o melhor do mês de Maio é...

      















Este mês a escolha não foi fácil! E não me consegui decidir... Assim sendo, para Maio, tenho duas escolhas muito diferentes quanto ao seu conteúdo. Talvez por isso mesmo o "pódio" vai ex eaquo para:


- "Maldito Karma" - pela forma inteligente e humorada com que fala de assuntos sérios e nos dispõe bem.


- "Segue o coração" - pela forma envolvente de nos contar uma história e, simultaneamente, conseguirmos apreender vários factores verídicos da História, mostrando-nos como um livro pesado (quase 800 pág) pode tornar-se um livro de peso, nada massudo.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Nome de código: Leoparda de Ken Follett


Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 490
Editor: Casa das Letras
ISBN: 9789724620008

Perfeito mesmo! Mesmo ao estilo de Ken Follett...

Uma situação real: 
Numa França ocupada pelos nazis, grupos de pessoas lutam para sabotar as acções dos alemães, com poucos meios e muita coragem. A Resistência ficou conhecida tanto pelos seus actos, como pela sua bravura conta a Gestapo. 

Uma situação imaginada:
Um grupo de mulheres inglesas, nada convencionais, comandado pela única mulher com experiência de guerra de entre elas, voa para França com o intuito de sabotar uma Central de Comunicações e, com a ajuda da Resistência Francesa, interditar, assim, as comunicações dos alemães, permitindo que os Aliados invadam finalmente a França ocupada e a libertem do jugo nazi!


Agora, misturem uma dose grande de romance, de acção e de suspense... Pois é certo que ficamos agarradas às páginas deste livro, tal qual uma droga que não conseguimos largar. Mas, esta sim, uma droga que faz bem à alma! A junção de factos reais (tais como, por exemplo, os horrores das torturas infligidas pelos alemães aos membros da Resistência), aliados a uma espectacular imaginação (as personagens estão muito bem caracterizadas individualmente, tornando muito fácil o seu reconhecimento) faz deste livro, um dos melhores que já li deste autor, num registo diferente dos Pilares da Terra e de Um mundo sem fim, que também adorei.

Terminado em 2 de Junho de 2011

Estrelas: 5*

Sinopse


Cinquenta mulheres foram enviadas para França como agentes secretas pelo executivo de operações especiais durante a Segunda Guerra Mundial. Trinta e seis sobreviveram à guerra. As outras catorze deram as suas vidas. 

Maio de 1944, duas semanas antes do Dia D: a Resistência francesa empreendeu um ataque falhado a um castelo que alberga uma central telefónica alemã, vital para os movimentos das suas tropas. Impõem-se medidas drásticas e Flick Clairet, uma jovem agente britânica, surge com um plano ousado: lançar-se de pára-quedas, em França, acompanhada por uma equipa exclusivamente feminina (Jackdaws) com o objectivo de disfarçarem-se de empregadas de limpeza francesas e... entrarem no castelo. 

Delirante ou não, o plano parece ser a única alternativa. O certo é que Rommel nomeou o implacável coronel Dieter Franck para esmagar a resistência francesa. E ele já tem o seu primeiro alvo: Flick Clatret…

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Noutros tempos...


Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 344
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896571108

Há alturas em que penso como seria viver na época onde o rei era o dono do destino seus súbitos... E mal acabo de ler um romance histórico, fico com certeza de que, na corte, não haveria lugar para mim!

Era tudo tão diferente (seria?), com intrigas sem fim em torno de lutas intensas pelo poder! Talvez por isso mesmo, para entrar em mundos diferentes do habitual, goste de pegar, de quando em vez, num romance histórico.

E, neste, ficamos a conhecer a 5ª mulher de Henrique VIII, Catarina Howard, seus amores, encontros e desencontros, seus erros e suas tentativas de melhorar as acções do rei que se estava a tornar num rei tirano, mandando executar quem lhe fizesse frente. Numa Inglaterra do séc XVI onde duas facções - católicos e anglicanos - tentavam a todo o custo agradar ao rei, seduzindo-o para se tornarem mais poderosas, as vontades e desejos de Catarina nada significavam. Rodeada por gente que queria, a todo o custo, vê-la fora da alcova do rei, esta rainha esteve pouco tempo no trono e o seu fim foi trágico!

Contado com uma mestria ímpar, este romance deixa-nos a suspirar por um fim que sabemos não ser possível, já que logo nas primeiras páginas somos confrontados com  o destino de Catarina... Merece nota 5 e recomendo a todos os que gostam de romances históricos! Muito bom mesmo!

Terminado em 31 de Abril de 2011

Estrelas: 5*

Sinopse

Como quinta rainha de Henrique VIII, Catarina Howard não estava preparada para o que o futuro lhe reservava... 
Quando a jovem e bela Catarina Howard se converte na quinta mulher de Henrique VIII, na época com 50 anos, este parece ter alcançado a plena satisfação. O reinado da futura rainha está, contudo, destinado a ser breve e doloroso, pois é forçada a lutar com inimigos muito mais poderosos e calculistas do que previra, numa corte onde qualquer movimento errado pode significar a sua desgraça. Querendo apenas amor, Catarina é compelida a negar os desejos do seu coração a favor da ambição da família. Mas, ao fazê-lo, oferece involuntariamente aos que procuram derrubá-la uma arma muito eficaz: o seu próprio passado romântico. 
O Erro da Rainha é uma narrativa trágica de uma mulher apaixonada e idealista que se esforça por lidar com as intrigas da corte e com os anseios do seu coração.


Um pouco de História



Henrique VIII de Inglaterra (nascido: Henry Tudor; 28 de junho de 1491 — 28 de janeiro de 1547) foi rei de Inglaterra a partir de 21 de abril de 1509 (coroado a 24 de junho de 1509) até à sua morte. Foi-lhe concedido o título de rei da Irlanda pelo Parlamento Irlandês em 1541, tendo obtido anteriormente o título de Lorde da Irlanda. Foi o segundo monarca da dinastia Tudor, sucedendo a seu pai, Henrique VII, e pretendente ao trono francês.
Henrique VIII foi uma figura marcante na História, ficando famoso por se ter casado seis vezes e por ter exercido o poder mais absoluto de entre todos os monarcas ingleses. Entre os fatos mais relevantes de seu reinado se inclui a ruptura com a Igreja Católica Romana e seu estabelecimento como líder da Igreja da Inglaterra (ou Igreja Anglicana), a dissolução dos monastérios, e a união da Inglaterra com Gales.
Em 28 de julho de 1540, Henrique casou-se com a jovem Catarina Howard, prima de Ana Bolena.[17] Ele estava encantado com a nova rainha. Logo após o casamento, entretanto, Catarina teve um caso com o cortesão Thomas Culpeper. Ela também empregou como seu secretário, Francis Dereham, com quem tinha tido um caso antes de se casar com Henrique VIII. Thomas Cranmer apresentou evidências das atividades extra-conjugais da rainha, a Henrique e, embora este não tivesse acreditado, mandou Cranmer conduzir investigações que acabaram resultando na implicação de Catarina. Quando interrogada, a Rainha admitiu o caso com Dereham mas alegou que foi forçada por ele a ter esta relação extra-conjugal, porém Dereham delatou o relacionamento de Catarina com Thomas Culpeper. O casamento com Catarina foi anulado rapidamente após sua execução. Como no caso de Ana Bolena, Catarina Howard pode ter sido vítima de uma acusação falsa de adultério, porém nada conseguiu ser provado.