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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Resultado do passatempo "Os nove magníficos"

Chegados ao fim de mais um passatempo aqui, n'O tempo entre os meus livros, anunciamos o vencedor deste livro de Helena Sacadura Cabral, "Os nove magníficos", gentilmente cedido pela Esfera dos Livros.

Das 245 participações foi seleccionado o nº 62 e que correspondeu a:

- Liliana Brito do Restelo/Lisboa

Parabéns! Espero que gostes desta leitura!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Novidade "Edita-me"


A Mensagem do Limbo
de Carlos Queirós
Rita está em coma há dois anos, na Ala do Silêncio do piso oito, no hospital. 
No corredor do rés-do-chão, Rafael espera a sua vez para a consulta de neurologia. Mais uma vez, uma violenta dor de cabeça o assolou enquanto aguardava que o Professor Pinto Fraga o chamasse para entrar. Uma criança passou na sua frente com a mão agarrada à saia de uma mulher. A menina sorriu-lhe. Teria uns cinco ou seis anos. Ele seguiu-lhe os passos até ao fundo do corredor. De súbito, a criança reapareceu-lhe à sua frente, parecendo envolta numa aura de luz. Quando Rafael tenta perceber quem era ela e porque se largou da mãe, a menina poisou-lhe a mão numa perna, a dor de cabeça desapareceu. A menina mais não era que uma alucinação – pensou. Mas a criança disse-lhe que no piso oito havia uma mulher em coma, que tinha de ser salva antes que lhe desligassem as máquinas de suporte de vida. Segundo ela, Rita Lemos, estava consciente, ouvia tudo o que à sua volta se passava, só não conseguia comunicar a pedir socorro. 
O tumor que Rafael transportava no cérebro criou a si próprio e a outros a grande dúvida: a criança misteriosa seria uma alucinação ou alguém enviado de uma outra dimensão para comunicar uma emergência? 

Novidade Casa das Letras


CATARINA, A GRANDE
de Sílvia Miguens
Em 1762, o czar Pedro III é alvo de uma conspiração, acabando por morrer. A sua mulher, Catarina, sucede-lhe como imperatriz tornando-se, aos trinta e três anos, «Sua Majestade, Catarina II, imperatriz única e soberana de todas as Rússias».
O seu reinado revitalizou a Rússia, transformando-a numa das maiores potências europeias. Os seus sucessos dentro da complexa política externa são sobejamente conhecidos assim como as represálias, por vezes violentas, aos movimentos revolucionários. Conferiu maior poder à nobreza e aos senhores da terra, constituindo o seu reinado o ponto alto da aristocracia russa. Poucas mulheres geraram tanta controvérsia em redor de si como Catarina, a Grande. Inteligente, culta, autoritária, sagaz, apaixonada, grande estratega e envolta em todos os tipos de conspirações da corte, a imperatriz que governou a Rússia com punho de ferro é, sem dúvida, um dos principais intervenientes na agitação política do século XVIII, que mudou a História do Mundo.
Esta emocionante narrativa, que não deixa de fora o rigor histórico, revela as vivências e a intriga palaciana e pessoal da grande imperatriz, a sua peculiar e intensa vida sexual, os seus medos, as suas deficiências e os seus fracassos.

A lista da nossa mãe de St John Greene



Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 360
Editor: Vogais
ISBN: 9789896681654

As histórias de vida atraem-me bastante porque muitas delas tornam-se inspiradoras e um exemplo a seguir. Muitas vezes histórias idênticas pululam ao nosso redor e nem sequer damos por elas de tal forma nos passam despercebidas...

Acreditei que esta me fizesse verter algumas lágrimas, tanto mais que é acompanhada por algumas fotos que nos ajudam a visualizar melhor as acções e acontecimentos que nos são narrados por St John.

Mas talvez pela forma como está escrito isso não aconteceu. A lágrima não caiu mas fiquei totalmente cativada pelo amor que transborda destas páginas e também pela coragem que todos os membros desta família mostram.

Escrito na primeira pessoa, este livro é um hino à vida mesmo que a morte, a separação e a doença caminhem lado a lado. Lembranças de dias muito felizes, de viagens a sítios exóticos, a experiências radicais entrecruzam-se com dores inimagináveis, que quem nunca passou por isso não sabe realmente o sofrimento e a exaustão psicológica que as doenças (neste caso, o cancro) trazem consigo. E quando esse "visitante" ataca dois membros da mesma família...

Mas o que marca, definitivamente, esta obra é a esperança e a força com que a vida é vivida e o amor que une esta família. Este foi o motivo pelo qual li com verdadeiro prazer este livro. "Porque a vida deve ser vivida ao máximo".

Estrelas: 5*

Sinopse

Kate Greene tinha tudo para ser feliz: um marido carinhoso e apaixonado, um filho com quase dois anos e um segundo a caminho. Mas, num ápice, a sua vida desmoronou-se: ao ser diagnosticado um cancro raríssimo ao primeiro filho, Kate entrou em trabalho prematuramente. Contra todas as expectativas, as duas crianças sobreviveram e a família respirou de alívio. Até que, apenas algumas semanas depois, Kate descobriu que também ela adoecera, com um cancro da mama incurável.

Nos últimos dias, Kate registou numa lista tudo o que gostaria que o marido, St John, fizesse depois da sua morte para que os filhos, Reef e Finn, tivessem uma vida feliz. Sabendo que não sobreviveria, ela anotou os seus pensamentos, sonhos e desejos, oferecendo à família o porto seguro onde encontrariam a força e inspiração para enfrentar o futuro.

Este livro é o relato comovedor de como a lista de Kate ajudou a família a ultrapassar a dor e a construir uma nova vida, mantendo a mãe sempre viva na memória.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Campanha de Natal Presença


Novidade Civilização

Prazeres Divinos
de Nigella Lawson

Com o seu talento especial para a escrita e a sua paixão pela cozinha, Nigella mostra-lhe tudo, de brownies a bagels, de crumble a tarte, de pizza a doces e bolos. São mais de 150 receitas sobre o prazer de voltar ao espaço reconfortante da cozinha e às receitas no forno. Bolos, macarons, cupcakes, muffins e muitos outros Prazeres Divinos atualmente na moda.

A convidada escolhe... No tempo das borboletas

Mais um para a minha lista... Parece-me muito interessante e é para ser lido e o tema tratado não esquecido! (Cris) 


Este ano o 25  de Novembro calhou num domingo, mas em Portugal e em todo o mundo decorreram diversas iniciativas para lembrar o Dia Internacional de Luta contra a Violência sobre as Mulheres.

Em 1999, quando li “No Tempo das Borboletas” de Julia Alvarez (Bertrand Editora) estava longe de saber que a história das irmãs Mirabal mortas a 25 de Novembro de 1960 estava na origem do dia que assinala aquilo que é a segunda causa de morte em todo o mundo.

Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal assim se chamavam as três jovens activistas dominicanas  na luta contra a ditadura de Trujillo. Os seus corpos foram encontrados junto ao seu jipe no fundo de uma escarpa de 45 metros de altura na costa norte da República Dominicana, em resultado de um atentado a mando da ditadura, mas oficialmente, a imprensa afecta ao regime noticiou o facto como um acidente.

As irmãs Mirabal eram conhecidas como Las Mariposas – as Borboletas – e mesmo apesar da falsidade que envolveu a sua morte, elas e a sua luta não foram esquecidas e em 1981, durante o I Encontro Feminista da América Latina e do Caribe, realizado em Bogotá, na Colômbia, o dia 25 de novembro foi designado como Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, em homenagem a elas. Em Março de 1999 a ONU reconheceu a data que passou a ser comemorada em todo o mundo como Dia Internacional pela Eliminação da Violência sobre a Mulher.

Almerinda Bento

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Hino à Vida em três andamentos de Josélia, Miguel e Paulo

Há convites que se aceitam sem hesitar! Uma amiga falou-me num espectáculo de beneficiência na belíssima sala do S. Luís e aceitei sem saber bem a que fim se destinava... Mas, com o ritmo cansativo do dia-a-dia, ainda me passou pela cabeça desistir. Só a amizade que nos une há mais de 20 anos me fez caminhar ao encontro do que foi uma surpresa total!

Só ao entrar me inteirei realmente que ia viver algo para o qual não me preparara. Do camarote lateral onde ficámos via-se, do lado oposto, em baixo, na plateia, três pessoas muito especiais, as impulsionadoras desse evento de solidariedade:
a Josélia, o Paulo e o Miguel! A Josélia e o Miguel acamados, o Paulo numa cadeira de rodas e toda a parafernália necessária para que pudessem lá estar a assistir a um espectáculo fantástico.

Por diferentes razões, estes três seres especiais vivem permanentemente no Hospital Curry Cabral. Têm se ser assistidos continuadamente e precisam de um ventilador para respirar.

E não! A receita não reverte para melhorar as suas vidas. Porque eles pensam nos outros, naquelas crianças que, lá longe em África, sofrem com falta de condições, a receita do espectáculo e a parte possível da do livro, reverte para esse fim.

Porque é para ajudar.
Porque é preciso pensar nos outros.
Para que a solidariedade não acabe.
E porque estas histórias de vida são para serem conhecidas e apreciadas! Actos de amor, de coragem e força!

Podem adquirir o livro aqui, caso estejam interessados.

domingo, 25 de novembro de 2012

Passatempo "A ervilha que queria ir à escola"

Para os mais pequeninos e para os mais graúdos também, temos um livro, oferta gentil da Alfarroba, de Paula Ruivo, "A ervilha que queria ir à escola" para oferecer a todos os seguidores do blogue.

Só têm de fazer "gosto" da página da Alfarroba no Facebook e responder a uma pergunta sobre o texto que a Paula Ruivo escreveu no blogue.

O passatempo decorre até dia 1 de Dezembro.

Boa sorte!

Ao Domingo com... Paula Ruivo


Paula Ruivo: Uma Criança de 35 anos, brincalhona, divertida e sonhadora o normal e próprio para a idade.
Vou continuar a ser uma Criança para poder sentir o vento no rosto e acreditar que são miminhos vindos do céu. Rir quando me apetece, dançar no jardim se for isso que me traz alegria. Vou ter amigos à minha volta pois o meu sentir de criança me diz que isso é possível. Vou amar e sentir com o coração.
Vou continuar a perguntar tudo que não sei, pois será a única forma de continuar a aprender.
Vou continuar a ser criativa e a expor as minhas ideias mesmo quando alguém não concorde com elas, pois só desta forma é que somos todos diferentes e únicos.
Vou olhar as nuvens e descobrir quais as formas que têm todos os dias e vou continuar a cumprimentar as árvores e flores à minha volta, para poder transmitir ao meu filho que é possível ser adulto sem deixar de ser Criança.

Porque escrevi um livro?
Este livro nasceu da vontade imensa de pôr no papel tantos e tantos pensamentos e ideias que me vinham surgindo, mas que por um motivo ou por outro nunca era a altura certa de os escrever. Estava a passar uma fase menos positiva da minha vida e, numa conversa com o meu filho, ele diz-me para eu lhe falar do que se passava no meu coração… No coração de uma criança vão muitos sonhos e vive-se numa realidade onde tudo pode acontecer, foi sobre isso que lhe falei. Naquele momento percebi que tinha tantas coisas boas no meu coração mesmo não estando a passar uma melhor fase. No dia seguinte comecei a escrever aquilo que é hoje o livro “ A ervilha que queria ir à escola “. A fase menos positiva que referi atrás, hoje olho-a de maneira diferente e percebo que aquilo a que hoje chamamos menos bom, amanhã provavelmente chamaremos ótimo.

E porquê sobre uma ervilha?
Levar uma criança para o mundo da fantasia e da imaginação é fácil, é simplesmente deixá-la ser criança. Mas a minha intenção não era só levar as crianças mas sim todos aqueles que lessem a história, pais, avós, tios, irmãos etc. a entrar na fantasia e criar um diálogo entre quem conta a história e quem ouve. Então criei esta ervilhinha que é divertida, refilona, teimosa e cujo maior desejo é poder ir à escola. 

É um conto que nos transporta para uma quinta onde os legumes falam e têm vontade própria. Enquanto escrevia deixei de estar no computador e passei a escrever este conto mágico na própria quinta, encarnando cada uma destas divertidas personagens. Vivi-o, senti-o e escrevi-o.
Quando me perguntam:
- A história da Ervilha é para que idade?
Tenho sempre dificuldade em responder.
Será que existe mesmo uma idade certa para se ler um conto infantil?

Paula Ruivo





sábado, 24 de novembro de 2012

Na minha caixa de correio

- Os Nove Magníficos é um livro que pretendo ler intercalado com outro pois o seu conteúdo histórico não agride nem colide com outra leitura. A escrita de Helena Sacadura Cabral encanta e por isso não é nada pesada. Pesado também não é (é pequeno) sendo fácil de transportar... Oferta da Esfera dos Livros.
- O Hino à Vida merece um post especial. Para segunda!
- Doçaria Portuguesa vai-me acompanhar este Domingo... na cozinha! Oferta da Presença.
- A Dieta dos 31 Dias é para fazer. Mesmo! Tenho visto no FB receitas deliciosas que me parecem fáceis de fazer... e as meninas que já estão a segui-la até falam de um dia da asneira!!! Vamos ver como me saio. Oferta da Esfera dos Livros.
- Palmeiras na Neve tem um cheiro a África (neste caso a Guiné) e quem já pisou esse continente sabe da saudade que deixa, das cores vivas que marcam o colorido da vida, os cheiros intensos que nos inundam os sentidos.
Oferta gentil da Marcador!
- Uma Morte Súbita mantém até agora a minha expectativa. Já comecei a ler mas a Jo mantém-se renitente em abrir o jogo... logo não vos posso (ainda!) contar-vos como tem decorrido esta leitura. As 50 páginas que li ainda não suficientes para opinar. Oferta da Presença. Não se esqueçam do passatempo que está a decorrer!

Um livro numa frase



"Cada dia é um milagre. Por pior que sejam as minhas circunstâncias, tenho a liberdade de escolher a minha atitude para com a vida, até de encontrar a alegria. O mal não é novo. Cabe-nos a nós a forma como lidamos com o bem e o mal. Ninguém nos pode retirar esse poder. "


Alice Herz-Sommer (do livro Alice de Caroline Stoessinger), pág. 217
Frase escolhida por Odete Silva

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Novidade Oficina do Livro

DEBAIXO DE FOGO
de Paulo Camacho

Um livro que permite recordar alguns dos marcos mais importantes da História contemporânea, sob o olhar de Paulo Camacho. São 28 anos de jornalismo, resumidas em 12 histórias sobre reportagens que fez durante os conflitos armados, invasões ou guerras em todo o mundo.
Ao serviço da BBC, Expresso e SIC, Paulo Camacho cobriu uma boa parte dos conflitos mais importantes que ocorreram no mundo desde meados da década de 80. Esteve em Bagdad no início das duas guerras do Golfo, várias vezes na guerra civil angolana, na guerra civil de Moçambique, no caos da Somália, nos confrontos da África do Sul depois da queda do apartheid, na guerra do Congo/Zaire quando o ditador Mobutu foi afastado, nos ataques israelitas ao Líbano ou na queda dos regimes do Bloco de Leste, como na Roménia e Checoslováquia.
Neste livro, partilha as suas memórias desses tempos, as emoções de quem presenciou o inferno na Terra e a forma que encontrou para se defender de experiências extremas, como assistir à morte de crianças.  Dos anos que Paulo Camacho esteve no centro dos acontecimentos, na força do relato radiofónico, no auge do jornalismo escrito e no arranque da televisão privada.

Novidade Europa América

O Hobbit
de J. R. R. Tolkien

Bilbo Baggins é um hobbit que desfruta de uma vida confortável e sem qualquer ambição. Ele raramente se aventura em viagens, não indo mais longe do que até à dispensa de sua casa, no Fundo do Saco. Mas este conforto será perturbado por Gandalf, o feiticeiro, e por um grupo de treze anões, que num belo dia chegam para o levar numa viagem «de ida e volta». Eles têm um plano para pilhar o espantoso tesouro de Smaug, o Magnífico, um dragão enorme e extremamente perigoso.
Encontros inesperados com elfos, gnomos e aranhas gigantes, um dragão que fala, e ainda a presença involuntária na Batalha dos Cinco Exércitos, são apenas algumas das experiências por que Bilbo passará.

Novidades Planeta

A COZINHA DA SAÚDE
de Ferran Adriá, Valentín Fuster, Joseph Corbella

A Cozinha da Saúde reconstitui a vida de uma família ao longo de um dia para ilustrar como se pode melhorar o pequeno-almoço, a compra,
a conservação dos alimentos em casa ou a forma de os cozinhar, ao mesmo tempo que desmonta todos os mitos que já ouvimos falar.
Este livro não se limita a falar de nutrição, também fornece conselhos práticos, receitas para o dia-a-dia, ideias e soluções para a cozinha, ensina
a controlar o peso, a tensão arterial e o colesterol e as crianças a cuidar do seu corpo e a evitar vícios.
O leitor de A Cozinha da Saúde descobrirá como pessoas de todas as idades, com gostos e necessidades diferentes, podem partilhar a mesa
e comer de forma prazenteira e equilibrada e levar uma vida sã.




CAMARATE
SÁ CARNEIRO E AS ARMAS PARA O IRÃO

de Frederico Duarte Carvalho

A 4 de Dezembro de 1980 Portugal perdeu um primeiro-ministro e um ministro na queda de uma avioneta.
Passados 32 anos mantém-se a mesma dúvida sobre o que efectivamente aconteceu neste atentado e quem são os principais encobridores da investigação.
Camarate – Sá Carneiro e as Armas para o Irão resulta de uma longa investigação feita pelo jornalista Frederico Duarte Carvalho onde reconstitui os factos e explica por que motivo conhecer a verdade, ainda hoje, pode colocar em perigo a estabilidade do regime em Portugal e noutros países, como os EUA e o Irão.

Cada dia, cada hora de Natasa Dragnic


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 256
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04354-2
Idioma: Português

A escrita desta autora, tão peculiar, fez com que este livro se distinguisse dos que li até agora!


Muitas vezes recheado de frase pequenas, algumas sem tempo verbal, a autora leva-nos a uma leitura feita em catadupa, tal o desejo de ficar a conhecer o que as páginas seguintes nos trazem! 


É uma história mágica, de um amor desencontrado mas sempre presente, profundo, quase irreal. É marcado por acontecimentos que a vida faz questão de impor e que separa os dois amigos, amantes, as duas almas gémeas que são os protagonistas desta história de encantar...


Surpreendente! É assim que poderia definir este livro.


Frases curtas, como referi, parágrafos pequenos e capítulos também.
O enredo passa-se entre uma pequena localidade da Croácia e a cidade da Luz, Paris. 


Dois seres que se encontram desde o jardim de infância e sentem uma profunda ligação entre si. O que começa por uma atracção quase visceral, acaba num amor que os envolve totalmente e que penetra nos sentidos de quem lê este romance.
 

Personagens caracterizados por uma forte componente emocional a que não conseguimos ficar indiferentes. Sentimo-nos ligados a Luka e Dora, ao seu amor que tudo pretende ultrapassar mas que encontra barreiras que os levam a desencontrarem-se permanentemente.

Recomendo!


Terminado em 19 de Novembro de 2012

Estrelas: 5*

Sinopse



Tudo é como sempre foi quando estão juntos. Sem tirar nem pôr. (...) É a perfeição da vida. Como se o tempo não existisse sequer.

Como nos versos de Pablo Neruda, Dora e Luka sentem, "cada dia, cada hora", estar destinados um ao outro. Em crianças eram inseparáveis, até ao momento em que a família de Dora parte da pequena cidade croata onde viviam. Dezasseis anos mais tarde, o destino volta a uni-los, desta vez em Paris. É evidente que foram feitos um para o outro, mas a vida encarrega-se de separar os seus caminhos.

Cada dia, cada hora é a história de um amor atemporal e único, tão poético e comovente como a voz em que é narrado. Desde a costa do Adriático até aos teatros de Paris, o romance de Dora e Luka faz-nos sonhar com os amores perdidos ao longo da vida e devolve-nos a esperança num final feliz.


Convite Editorial Bizâncio


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Iniciativa da Leya: Acção Solidária "A Culpa é das Estrelas"


Resultado do passatempo

Chegados ao fim de mais um passatempo, que teve a colaboração da Editora Esfera dos Livros, temos o prazer de anunciar o vencedor que vai receber este livro de Helena Sacadura Cabral.

Das 245 participações o Sr. Random seleccionou o nº 62 que correspondeu a:

- Liliana Brito de Lisboa

Parabéns!

Um beijo em Havana de Michelle Jackson


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 404
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789897260186

A minha curiosidade em descobrir novos lugares e poder, assim, viajar, levou-me a pegar neste livro. Um romance cheio de momentos cor de rosa, bem feminino, mas com descrições desse país, ainda desconhecido para mim, que é Cuba. 

Embora o enredo nos prenda pois as peripécias das três irmãs surgem em catadupa e não nos deixam ter tempos mortos, o que me levou a gostar ainda mais deste livro foram as descrições dos lugares, os hábitos culturais e a forma como vivem os seus habitantes. Não que não tenha já lido ou ouvido falar de como se vive em Havana, ou em Cuba no geral, mas gostei da forma como a autora integra esses elementos na sua história, no seu romance. O cenário é realmente, um ponto-chave deste livro e está de tal forma descrito que nos apetece pegar um avião e voar para esse país paradisíaco - somente para umas férias, é claro! O enredo decorre entre Havana e Dublin, o que faz contrastar as duas cidades com hábitos culturais tão diferentes.

Temas como o adultério; o cansaço a que anos de casamento sem qualquer comunicação pode levar; o saber ultrapassar a dor da morte e as dúvidas surgidas no casamento; a competição entre irmãs tão diferentes; os conflitos familiares e as posições que cada membro assume perante os outros; os valores diferentes a que cada membro de uma família dá importância embora tenham sido criados e educados pelos mesmos pais; as relações fúteis e momentâneas sem amor; o preço a pagar por actos irrefletidos e decisões impensadas; estão aqui bem presentes e levam-nos a uma leitura rápida e convidativa destas 400 páginas. Gostei! 

Terminado em 17 de Novembro de 2012

Estrelas: 4*+

Sinopse


Emma, Louise e Sophie são irmãs. Talentosas, artísticas e criativas, têm muito em comum, especialmente no que diz respeito a homens. Quando Emma recebe do seu falecido marido pelo correio dois bilhetes para Cuba, fica mais do que surpreendida. Decide levar Sophie, sem perceber que o marido sempre tivera a intenção de a levar com ele. Enquanto as irmãs aproveitam o sol das Caraíbas, Louise reencontra Jack Duggan, o amor do seu passado, o que vai abalar o seu casamento com Donal. Enquanto isso, em Cuba, Emma conhece um sósia de Che Guevara, Felipe, e Sophie conhece Greg, um negociante de arte canadiano. Num cenário paradisíaco de amenas noites tropicais, música cubana e cocktails de rum, as irmãs não fazem ideia de onde um beijo em Havana as vai levar...


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Passatempo Uma Morte súbita

Hoje temos para vocês um passatempo muito especial!
Com a colaboração da sempre prestável Editorial Presença temos para oferecer um exemplar de Uma morte súbita, de J.K.Rowling, a autora do célebre Harry Potter!

O passatempo decorre até dia 30 de Novembro!

Quem vai querer ganhar este livro? Creio que quem leu todos "os Harrys" está desejoso em iniciar esta leitura... A escrita de J.K.Rowling é de tal forma viciante que nos incapacita de fazer algo diferente enquanto não acabamos de ler o livro que temos em mão.

Boa sorte a todos os participantes!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

A convidada escolhe... A livraria


Gosto de livros que falem de livros, de livrarias, de escritores, de um mundo de papel e papeis... (Cris)

"Tinha imensa curiosidade em ler este pequeno livro, pequeno em tamanho pois apesar de não me ter satisfeito tanto quanto pensava, considero que não é de todo um livro pequeno!

Conta-nos a história de Florence Green que numa determinada época da sua vida resolve abrir uma livraria improvável e digo improvável porque esta sua decisão de abrir uma livraria em Hardborough, vai reverlar-se uma tarefa difícil por força da oposição de grande parte dos habitantes da localidade em questão.

A maior opositora do projecto é  Mrs. Gamart que não vê com bons olhos a pretenção de Florence e cria dificuldades ao seu sucesso pois sendo uma figura de destaque na pequena sociedade de Hardborough, tem uma grande influência sobre os seus habitantes. Mas a persistência e capacidade de luta de Florence são grandes e não desarma facilmente. No entanto tanta oposição deixa as suas marcas e acaba por resultar num final que embora plausivel e até adequado, não é para o leitor deste livro certamente o  mais desejado...

As personagens desta história nem sempre são o que parecem, mesmo aquelas que à priori estariam do lado de Florence, acabam por não ser tão fieis como pareciam.

A persistência de Florence e o seu interesse pelos livros, causam de imediato uma empatia com o leitor ao mesm tempo que por motivos inversos se sente rapidamente uma aversão por Mrs. Gamart.

Gostei da escrita de Penelope Fitzgerald mas esperava maior desenvolvimento e maior capacidade de agarrar o leitor a esta história. É no entanto uma leitura agradável, interessante e que recomendo."

Teresa Carvalho

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Segredos da Praia das Camarinhas de Clara Correia


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 202
Editor: Pastelaria Studios Editora
ISBN: 9789899781030

Uma escritora que desconhecia, possuidora de uma escrita simples, cativante e uma obra com um enredo que se vai intensificando a meio do livro e que se torna a partir da daí mais interessante.

As primeiras páginas começam por nos mostrar, com muito realismo devo dizer, como escrever pode ser um acto solitário e como um bloqueio pode ser, para um escritor, algo de trágico e angustiante. Um escritor com uma obra já editada pode sentir-se pressionado a realizar uma segunda, tão boa ou melhor que a primeira, levando-o a fortes bloqueios literários... Pareceu-me que esta situação não será inédita e gostei de a ver retratada aqui, no papel.

Um livro repleto de aventuras - que a primeira parte não mostra nem faz adivinhar - dirigido (creio), também e sobretudo, para um público mais jovem, sôfrego de acção e emoções intensas!

Não posso deixar de felicitar quem escreveu a sinopse. Revela-nos só um pouquinho - o bastante - e deixa tudo o mais subentendido e bem escondido. Detesto ler sinopses que revelam o conteúdo da obra. Isto para não falar de comentários de livros feitos na blogosfera, que me obrigam a saltar da primeira frase para a última, onde se encontram as verdadeiras opiniões de quem escreve...

Terminado em 14 de Novembro de 2012

Estrelas: 4*

Sinopse

"Em plena crise sentimental e de criatividade, um escritor instala-se, temporariamente, numa pequena vila piscatória, onde não tarda a iniciar o seu novo livro, enquanto se deixa cativar por uma bela rapariga e pela simplicidade da comunidade local. Mas, à medida que começa a desconfiar das aparências, está longe de imaginar que está prestes a viver a sua mais terrível experiência...”

domingo, 18 de novembro de 2012

Ao Domingo com... Clara Correia

A ESCRITA PARA QUEM CRIA

A meu ver, ou melhor dizendo (ou, ainda melhor, escrevendo), no meu sentir, a Escrita não existe ou, pelo menos, não tem razão de existir, sem o acto criativo, ou seja, dissociada da ficção, do universo pessoal (íntimo de quem escreve) ou, num maior número de textos do que autor e leitor suspeitaram, da mistura resultante de ambos: criação (de algo ficcionado) e recriação (da pessoa que é o autor). Quando dei por terminado o meu 1º romance-thriller, “Segredos da Praia das Camarinhas” (editado em Julho de 2012, por “Pastelaria Estúdios Editora”), achei que passaria “ incólume” por entre os “pingos” de tinta... que ninguém me “veria” em qualquer das suas linhas, por se tratar de pura ficção!... Puro engano, como quem já leu e se habituou a “ler-me” me fez ver!... Ficção, sim, mas muito dificilmente “pura”!

As ideias, sendo a matéria prima de quem escreve, possibilitam infinitas formas de concepção, de “acabamentos” e de oferta do produto final que é o texto, ao leitor, seu consumidor; sim... um texto, um livro, que mais não é do que um grande texto (ainda que com certas especificidades), é um produto do trabalho do seu criador que, após semanas, meses, ou até mesmo uns poucos de anos, o dará por concluído... fruto da sua persistência, porque esse vulgarmente disseminado conceito de “inspiração”, cujas raízes advêm, provavelmente, da sobrevivência da mística poética de tempos idos, cai por terra logo nas primeiras linhas!

Se o leitor souber responder à pergunta “sobre o que é que gostaria de escrever?”, então, esteja certo de que está inspirado; o resto, bem, o resto... é mero “suor mental”!


Quem escreve, quem cria, tudo pode! Decide o que acontece às suas personagens (cujos perfis também definiu) e tudo pode determinar acerca do rumo das suas vidas, enquanto “pessoas que agem” nos cenários das suas histórias. Das inesgotáveis emoções, perenes no papel, cada leitor “toma as que quer”!

Se se quiser definir o ser humano numa palavra (ou duas) dir-se-à, porventura, que é um ser “de emoções”... está na sua natureza, pelo que as histórias, ficcionadas ou não, com o seu poder evocativo de sentimentos, desde sempre fizeram, fazem e, ao que tudo indica, hão-de continuar a fazer parte da Humanidade e da sua História, seja na arte do teatro, da música, da dança, do cinema... da literatura! São inúmeras as interligações artísticas, como variadas são as adaptações da literatura ao grande écran, a partir de obras concebidas sem actores de carne e osso, sem operadores de câmara, sem equipas de realização e produção... mas apenas com um autor, ou autora. Se é verdade que, aos olhos do espectador, uma imagem vale por mil palavras, também é verdade que é graças às palavras que uma imagem nasce e vive na mente e imaginação do leitor!

Não é só o leitor que cumpre mais um pouco da “viagem”, que é a leitura, cada vez que pega no livro que anda a ler... penso que o autor também vive essa “viagem”, e julgo até que, como acontece com os actores, encarna cada personagem mas, ao contrário daqueles (num mesmo filme ou peça de teatro), precisa de estar constantemente a mudar de registo de personalidade, uma vez que todas as personagens, todos os perfis humanos intervenientes, dependem da versatilidade com que os manipula... e tanto mais vida, força e credibilidade eles têm quanto mais autonomamente existirem para lá do seu criador!... É que as personagens actuam, elas próprias, na trama/enredos que o autor para elas preparou.

Sendo que, até mesmo na mais delirante fantasia, é imperioso existir, no mínimo, um q.b. de credibilidade, a escrita/criação não pode deixar de lado a lucidez... sem, no entanto, prescindir de uma espécie de “estado alterado de consciência”, para se concretizar eficazmente.

Como autora (ou “escrevinhadora” de histórias), reconheço que, enquanto escrevo, vivencio frequentemente experiências impossíveis, ou muito pouco prováveis, de viver na vida real (quase visualizando-as numa tela imaginária), e que isso me facilita bastante a percepção do mundo sob diversas perspectivas e formas, sendo, também essa, uma razão pela qual a Escrita é, para mim, uma actividade tão sedutora... sempre diferente, enfim...


                        Escrever

            É expulsar o pensamento

            Num parto ermo, silente,
            Libertar o sentimento,
            Fazer crescer a semente.


            É a alma derramar,
            Soltar o espírito alado,
            Com a palavra comungar
            Num compromisso sagrado.
 

            É espelhar o coração,
            Reflectir o próprio ser,
            É sublimar a razão,
            Tomar o verbo e tecer...


Clara Correia

Passatempo "Os nove magníficos"


Com o prestável apoio da Esfera dos Livros temos para oferecer um exemplar do último livro de Helena Sacadura Cabral, "Os nove magníficos", a todos os seguidores do blogue.


O passatempo decorre até ao dia 24 de Novembro!


Boa sorte a todos!

Resultado do passatempo "A morte do Rei de Espanha"

Neste passatempo, que teve a simpática colaboração da Chiado Editora, foi sorteado um exemplar de um livro de Carlos Daniel, autor que nos brindou o Domingo passado com um texto livre que podem ler aqui.

Das 216 participações foi seleccionado um vencedor através do Random.Org. que, desta feita, calhou ao nº 94:

- António José Rodrigues de Aveiro.

Parabéns! Em breve a Chiado Editora vai enviar-te este livro que espero ser do teu agrado.

Convite Bizâncio


Novidade Clube do Autor

O Amor é Outra Coisa
de Margarida Rebelo Pinto

O novo romance de Margarida Rebelo Pinto tem tanto de alegria quanto de dor e de tristeza quanto de esperança. É um livro tocante sobre o desafio do amor duradouro escrito a pensar em todas as mulheres que não desistem de amar e para todos os homens que têm medo de se entregar.
Com rara sensibilidade, e fazendo uso de uma escrita sincera e comovente, Margarida Rebelo Pinto intercala neste livro a história de um amor que não vingou com uma fábula enternecedora sobre dois animais que se apaixonaram e lutaram incansavelmente pelo sua relação mesmo sabendo que não há fórmulas nem receitas milagrosas, apenas a certeza de que tudo é possível quando o amor é mais forte.
Mas em O Amor é Outra Coisa, não foi apenas a relação da cegonha Adelaide e do urso Simão que não resultou. Há nele mais histórias de amor dramaticamente interrompidas, como a dos pequenos Alessandro e Bianca que ficaram órfãos de mãe e a da protagonista que perde a sua única irmã.
“Aprendi muito sobre mim e sobre os outros enquanto escrevia este livro. Com ele percebi que, apesar de não estar nas nossas mãos mudarmos a natureza das pessoas, o mais importante é não desistir daquilo em que acreditamos”, diz a autora, para quem o amor é uma terra estranha onde tudo renasce do nada.

e-books da Esfera dos Livros

Os primeiros e-books da Esfera dos Livros já estão disponíveis na Amazon.com
Já pode descarregar para o seu Kindle as suas obras preferidas da Esfera dos Livros. Estão disponíveis 23 títulos de várias coleções. Livros como D. Maria II, de Isabel Stilwell, Infantas de Portugal, Rainhas em Espanha,  de Marsilio Cassotti, Histórias Rocambolescas da História de Portugal, de João Ferreira, e Isabel I de Inglaterra e o seu médico português, de Isabel Machado, são apenas algumas das obras já disponíveis em Amazon.com
Durante o próximo ano A Esfera dos Livros pretende disponibilizar em formato eletrónico mais de 60% do seu catálogo.

Novidade TOPSELLER

Perseguição Escaldante
de Janet Evanovich

Em New Jersey, os cadáveres surgem em catadupa. Ninguém sabe quem é o assassino em série nem o motivo por que anda a matar, mas o nome de Stephanie Plum, a caçadora de recompensas, está na lista do homicida. Stephanie corre contra o tempo para descobrir o que se passa, mas tem ainda de enfrentar outras complicações na sua vida. A sua família e amigos insistem que chegou o momento de escolher entre o seu eterno namorado, o detetive Joe Morelli, e o rebelde mas sedutor Ranger, dono de uma empresa de segurança. E a sua mãe está apostada em juntá-la com Dave, uma ex-estrela do futebol americano. Com um assassino implacável no seu encalço, um punhado de homens sedutores e fogosos atrás de si, e assombrada por uma lista de faltosos a tribunal que incluem um urso bailarino e um vampiro de idade já avançada, a vida de Stephanie parece prestes a entrar em brasa.

sábado, 17 de novembro de 2012

Na minha caixa de correio

   
-O ultimo dia de amor eterno e O mundo proibido de Daniel V. foram-me oferecidos pela Matéria-Prima.
-A lista da nossa mãe foi uma oferta da Editora Vogais.
-Novembro veio da Esfera dos Livros e estou muito curiosa e anseio pegar na escrita de Jaime Nogueira Pinto.
-Os truques da Filipa, Obrigada pelas recordações e A luz entre oceanos ganhei-os nos passatempos do JN. Conhecem?
O meu obrigada às editoras que me encheram de livros esta semana! Sabe tão bem!!! Só gostava de aproveitar a noite para conseguir pôr a leitura em dia... Mas temos que dormir, não é?

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O segredo dos pássaros de Vitor Serpa


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 336
Editor: Clube do Autor
ISBN: 9789897240201

Gosto de romances que rondem o período da Segunda Guerra Mundial. Gosto quando a verdade dos factos se confunde com o romance, com a história que o autor pretende contar e gosto quando a vida de muitos que viveram nessa altura nos entra pela nossa vida e verificamos o quão afortunados somos por não termos vivido então...

Neste livro entramos por um Portugal que já não é o nosso, num Alentejo profundo, regado tanto por pessoas inocentes, com pouca instrução, que viveu uma época cheia de privações; contrastando com a existência de indivíduos que, detentores de muita riqueza, aproveitavam a situação dúbia que Salazar manteve, para enriquecer mais e mais...

Com dois discursos alternados dos dois personagens principais - uma inglesa e um contrabandista português, ambos jovens - vamos mergulhando, através de uma linguagem simples mas muito "sui generis", num Portugal que gostei de (re)conhecer, porque embora se trate de um romance antevemos e sentimos muitos aspectos verdadeiros.

O final surpreendeu-me. Não foi o que imaginei (quem não gosta de um happy ending, lá bem no fundo?) mas admirei a imaginação e agradou-me como de um momento para o outro a história sofre uma reviravolta.

Terminado em 13 de Novembro de 2012

Estrelas: 4*+

Sinopse


O mundo estava em guerra. Salazar conduzia Portugal nas curvas apertadas de uma diplomacia hábil e desafiante. Lisboa tornara-se o teatro preferido dos privilegiados da paz. Cada vez mais pobre, mais triste e mais religioso, o país real, no Alentejo profundo, nunca poderia aceitar uma paixão proibida. Entre intrigas políticas e ambições pessoais, a história da espia Jane Holmes e do contrabandista António Valentim tem consequências trágicas. Salazar manda arquivar uma investigação com um desfecho perigoso e um estranho nome de código: "o segredo dos pássaros".


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O fotógrafo da Madeira de António Breda Carvalho


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 300
Editor: Oficina do Livro
ISBN: 9789895558322

Este livro veio-me parar às mãos um pouco por acaso. Com tanto por onde escolher e ler, às vezes o acaso presenteia-nos com uma pequena maravilha sem esperarmos. Foi precisamente isso que aconteceu e a surpresa inicial deu lugar a uma leitura onde degustei com verdadeiro prazer todos os detalhes e acontecimentos de uma época (Sẽc. xix) que relembrei com prazer.

A capa sóbria esconde uma escrita que se me revelou cativante, onde factos reais se misturam tão bem com os personagens e acontecimentos fictícios que nos levam a acreditar que esta história teve lugar na História da Ilha da Madeira.

Através do personagem principal, Afonso Drumond, percorremos partes da nossa História: liberais e conservadores, suas guerras, reformas e mentalidades... A sua vontade de alterar mentalidades que considerava caducas e conservadoras, levou Afonso a granjear inimigos poderosos dentro do Governo e da Igreja da Madeira. Ao caminharmos por este romance, apercebemo-nos, uma vez mais, dos erros de quem nos governou. 

A intransigência religiosa fruto de uma Igreja conservadora, ligada ao poder estatal, está muito bem retratada e as perseguições que os seguidores do Protestantismo foram sujeitos, revoltaram-me e surpreenderam-me. 

A pobreza aliada à ignorância com que pretendiam manter o povo, foi apanágio de uma época, que gostei muito de ver aqui retratada. Aspectos históricos que estão espectacularmente introduzidos num romance que depreendemos fictício e que me levaram a dar nota máxima. Recomendo. 

Terminado em 8 de Novembro de 2012

Estrelas: 6*

Sinopse

Madeira, 1ª metade do séc. XIX, o patriarca de uma família produtora de vinho da Madeira vê-se obrigado, face ao contexto político, a enviar o seu herdeiro para Paris. Passados cerca de vinte anos, Afonso Ayres Drumond regressa à ilha na qualidade de cônsul francês e com o intuito de gerir o negócio dos pais falecidos. Depara-se, então, com uma realidade muito diferente da de uma França marcadamente liberal, cosmopolita e industrializada. Afonso encetará uma série de diligências de desenvolvimento da região no sentido de estreitar as relações entre a Madeira e a França, estimular o crescimento económico e melhorar as condições sociais da população. Esta missão custará um rol infinito de inimigos. A par do enredo surge a história de amor entre Afonso e Laura, a filha do feitor que, apesar de pertencer a uma classe inferior à de Afonso, recebeu uma educação muito liberal.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Novidade Oficina do Livro


O SEGREDO DA BASTARDA
de Cristina Norton
Baseando-se em factos reais, graças a cartas e documentos cedidos por várias famílias, Cristina Norton conta-nos neste romance comovente uma história abafada por ordem régia durante mais de duzentos anos.
Eugénia de Meneses, neta do marquês de Marialva e nascida em Guimarães, foi, segundo uma crónica da época, uma mulher de tão triste destino.
Depois de passar os anos mais felizes da sua infância no Brasil, volta a Portugal e, já adulta, é escolhida para dama da corte, onde conhece um amor impossível que a leva a optar pelo celibato. Bela, inteligente, culta, alegre e independente, Eugénia vê a sua vida tornar-se um pesadelo quando a impiedosa princesa Carlota Joaquina a acusa de um crime que não cometeu e D. João VI, «o rei clemente», não fez jus ao seu cognome perante a única mulher que amou.


Prolongamento Exposição Lisboa Centro da Europa na Segunda Guerra Mundial ate 30 de Novembro


Convite Esfera do Caos