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domingo, 19 de dezembro de 2010

Crime entre muros


Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 368
Editor: Oceanos
ISBN: 9789892305837
Colecção: Mar de Histórias

Todos os livros de Richard Zimler que li têm como pano de fundo o Holocausto. Não que considere isso uma menos-valia, muito pelo contrário. Gosto muito de ler sobre este tema e aprende-se sempre mais qualquer coisa! Quando a isso se alia uma escrita empolgante, um policial baseado em factos históricos - pois esse género de crimes hediondos aconteceram realmente - então estamos perante uma obra prima...


A ocupação alemã da Polónia, em 1939, mais concretamente de Varsóvia, serve de palco a este livro espectacular. O gueto de Varsóvia, formado um ano depois, "assistiu" a um acumular de doenças provocadas pela fome e falta de higiene, tais como o tifo e o escorbuto, pois num espaço reduzido foram "emparedados" todos os judeus da cidade e arredores, atingindo um total de 380 000 pessoas. Dali seguiram, muitos deles, para os campos de extermínio...


Erik Cohen, psiquiatra, 77 anos, relata todos os seus esforços para descobrir os assassinos de seu sobrinho-neto, Adam, de 9 anos e de mais duas crianças, todas com sinais de nascença na pele. De raciocínio rápido e profundo, Erik vai descobrindo os pormenores macabros das suas mortes e leva-nos a participar neste empolgante mistério. 


Já não lia um policial à muito tempo e este, pelo seu carácter até certo ponto verídico, (pois, como referi anteriormente, no geral, é baseado em factos reais) considero-o, muito bom. 


P.S. Tenho pena que as capas, por vezes, não traduzam com exactidão o interior dos livros! Esta é uma dessas... Vi a capa brasileira e achei-a magnífica. Retrata um senhor de idade abraçado a uma criança. Ambos olham para um muro que se depreende do gueto. Muito bonita mesmo! 

Terminado em 18 de Dezembro de 2010

Estrelas: 5*

Sinopse


Um romance policial arrepiante e soberbamente escrito passado no gueto judaico de Varsóvia. Narrado por um homem que por todas as razões devia estar morto e que pode estar a mentir sobre a sua identidade… No Outono de 1940, os nazis encerraram quatrocentos mil judeus numa pequena área da capital da Polónia, criando uma ilha urbana cortada do mundo exterior. Erik Cohen, um velho psiquiatra, é forçado a mudar-se para um minúsculo apartamento com a sobrinha e o seu adorado sobrinho-neto de nove anos, Adam. 


Num dia de frio cortante, Adam desaparece. Na manhã seguinte, o seu corpo é descoberto na vedação de arame farpado que rodeia o gueto. Uma das pernas do rapaz foi cortada e um pequeno pedaço de cordel deixado na sua boca. Por que razão terá o cadáver sido profanado? Erik luta contra a sua raiva avassaladora e o seu desespero jurando descobrir o assassino do sobrinho para vingar a sua morte. Um amigo de infância, Izzy, cuja coragem e sentido de humor impedem Erik de perder a confiança, junta-se-lhe nessa busca perigosa e desesperada. Em breve outro cadáver aparece - desta vez o de uma rapariga, a quem foi cortada uma das mãos. As provas começam a apontar para um traidor judeu que atrai crianças para a morte. Neste thriller histórico profundamente comovente e sombrio, Erik e Izzy levam o leitor até aos recantos mais proibidos de Varsóvia e aos mais heróicos recantos do coração humano.

Um pouco de História

Gueto de Varsóvia - foi o maior gueto judaico estabelecido pela Alemanha Nazista na Polónia durante o Holocausto, ao tempo da Segunda Guerra Mundial. Nos três anos da sua existência, a fome, as doenças e as deportações para campos de extermínio reduziram a população estimada de 380 000 para 70 000 habitantes. O Gueto de Varsóvia foi o palco da revolta do Gueto de Varsóvia, a primeira insurreição massiva contra a ocupação nazi na Europa. Apesar disso, a maioria das pessoas que estiveram no Gueto de Varsóvia foi gaseada no campo de extermínio Nazi de Treblinka.
(retirado da Wikipédia)






Após a revolta, Hitler ordenou que o gueto fosse destruído. Foto de suas ruínas em 1945.(Wikipédia)

2 comentários:

  1. Excelente trabalho Cris! Aliás como sempre!
    E deixaste-me com "água na boca"! Vou ter de o comprar...
    Bjocas
    Teresa

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  2. É um livro muito bom de um autor de quem fiquei fã. Gostei da tua crítica e de reler, no post anterior, excertos do livro. :)

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