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sábado, 22 de junho de 2013

Na minha caixa de correio

      
A Revolução Paraíso e A Criada de Salazar são emprestados do Segredo dos Livros.
O Espião Português foi uma cortesia do autor Nuno Nepomuceno.
O Grandes Esperanças ganhei nos passatempos do Ionline.
As Recordações vieram da Editorial Presença, Haverá em breve um passatempo?
A Sorte Explosiva e o Alex Cross, Perigo Duplo vieram da Topseller.
Uma semana em cheio!

Um Livro numa Frase



"Não é o sentido da vida que me preocupa, mas o meu sentido na vida."

In "Debaixo de Algum Céu" de Nuno Camarneiro, pág. 128

Frase escolhida por Cris

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Novidade Oficina do Livro


DESAMOR
de Ricardo Martins Pereira


Numa altura em que as relações amorosas parecem cada vez mais vulneráveis, e em que as razões para as terminar são cada vez mais triviais, importa olhar para histórias verdadeiras e tentar compreendê-las.
Para construir Desamor, o autor analisou centenas de relatos enviados por leitores do seu blogue, O Arrumadinho, e escolheu aqueles que, no conjunto, melhor conseguem espelhar os vários tipos de relações dos dias de hoje. Desamor revela-nos nove casos contados ao pormenor por mulheres que, a dada altura, acreditaram estar a viver um amor verdadeiro e recíproco, mas acabaram com o coração partido.
Nestas páginas, há histórias de amores que começam ou acabam por influência das redes sociais, de dificuldades que nascem dos filhos, de relações à distância, de traições, equívocos fatais e paixões antigas. Estas narrativas encaixam em vivências experienciadas por muitos de nós e reflectem a fragilidade de uma grande parte das relações amorosas nos nossos dias.
Um das histórias aconteceu com uma mulher inteligente, culta, bem sucedida, que nunca se imaginara metida em aventuras semelhantes. É a prova de que incidentes de amor, mais simples, mais duros, mais atribulados, acontecem a qualquer um, em qualquer altura. Ninguém está preparado para nada.



Novidade Alphabetum


As borboletas são efémeras
de Maria Santieiro
“Não finjo nem minto, sou toda essência, sem engenho nem paciência” é a citação que pontua a obra e melhor descreve a autora, amarantina de nascença, que diz “trazer no peito a terra e na alma as borboletas”, escrevendo “como água dos ribeiros em fragas, livre, sob a batuta do sonho, à procura da brenha que me torne mais humana”.

Em “As borboletas são efémeras”, Maria Santieiro tenta “compilar silêncios, de gargantas desgarradas, nascidos do vento serrano que trago em mim, pequenas borboletas efémeras a voar, quentes e garridas, até às suas mãos."

Novidade Editora Objectiva


Vamos lá então perceber as mulheres. Mas só um bocadinho… 
de Marta Gautier
Vamos lá então perceber as mulheres. Mas só um bocadinho… é o título do novo livro de Marta Gautier, inspirado no monólogo cómico que se estreou no Teatro A Barraca em 2011. Desde então, mais de 20.000 pessoas viram o espectáculo, que continua a esgotar a lotação das salas do Cinema S. Jorge, em Lisboa, e do Espaço Confluência (Teatro Maria Helena Torrado), em Cascais.
Se é homem, vai, finalmente, poder perceber como são as mulheres (mas só um bocadinho…). Se é mulher, talvez conclua, com sensação de triunfo, que as mulheres são todas únicas (mas muito parecidas umas com as outras).
Mais um livro imperdível, fresco, atrevido e arrepiantemente esclarecedor da psicóloga Marta Gautier, autora de bestsellers como Não há famílias perfeitas e Gosto de ti assim.

Novidades Civilização


O Livro Negro 
de Hilary Mantel
Em 1535 Thomas Cromwell é Primeiro-ministro de Henrique VIII, e o seu sucesso ascendeu a par do de Ana Bolena. Mas a cisão com a Igreja Católica deixou a Inglaterra perigosamente isolada e Ana não deu um herdeiro ao rei. Cromwell vê o rei apaixonar-se pela discreta Jane Seymour. A gerir a política da corte, Cromwell tem de encontrar uma solução que satisfaça Henrique VIII, salvaguarde a nação e assegure a sua própria carreira. Mas nem ele nem o próprio rei sairão ilesos dos trágicos últimos dias de Ana Bolena.


O Fundamentalista Relutante
de Mohsin Hamid
Numa mesa de café em Lahore, um paquistanês com barba
conversa com um desconhecido e apreensivo americano. Enquanto anoitece, o paquistanês começa a contar a história que conduziu a este encontro fatídico… 
Changez está a viver o sonho americano. À frente da sua turma em Princeton, é contratado por uma firma de “avaliação” de elite, a Underwood Samson. Ele prospera na energia de Nova Iorque e a sua paixão pela bonita e elegante Erica é uma promessa de entrada na alta sociedade de Manhattan. Mas após o 11 de Setembro, a situação de Changez na sua cidade adotiva altera-se subitamente e a sua relação com Erica é eclipsada pelo despertar dos fantasmas do passado desta. A própria identidade de Changez sofre também uma enorme mudança, revelando fidelidades mais fundamentais do que o dinheiro, o poder e talvez até mesmo o amor.



Novidades Europa-América


O Irmão de Sangue
de Eric Giacometti e Jacques Ravenne


Paris, 1355. Um homem é queimado vivo na praça pública. O copista Nicolas Flamel assiste, nauseado, a esta execução. Mas o horror está apenas a começar, pois aquele que se tornará num célebre alquimista está, neste momento, à beira de mergulhar nas terríveis revelações de um livro secreto, interdito.
Paris, 2007, sede da Obediência Maçónica. O comissário mação Antoine Marcas descobre dois crimes rituais cometidos por um dos seus, a quem chamam «o irmão de sangue». Uma mensagem vinda do Além põe rapidamente o comissário na pista de um velho segredo, relacionado com o mistério do ouro puro.
De Paris a Nova Iorque, assistimos a uma corrida contra o tempo entre o assassino em série e o polícia, articulada em torno de dois lugares altamente simbólicos: a Estátua da Liberdade e a Torre Eiffel.
Entretanto, escondido nas sombras e vigiando o desenrolar dos acontecimentos está o grupo Aurora, uma organização secreta constituída por personalidades da alta finança, cujo objectivo é o controlo absoluto do ouro…

Grandes Esperanças
de Charles Dickens
Publicado pela primeira vez em 1860/61, Grandes Esperanças é um dos romances mais sérios de Charles Dickens. É impossível escapar ao poder de sedução desta obra poderosa e violenta — de onde não estão ausentes nem a sátira nem o humor. Tal como num romance policial, o mistério apodera-se da nossa atenção e a revelação da sua verdade psicológica e moral mantém-nos em suspenso até ao derradeiro momento. Hipnotizados pela voz de Pip e guiados pela sua memória, vamos desvendando o segredo das suas «grandes esperanças» e testemunhando o encontro de um homem consigo próprio.

Convite Editora Objectiva


Novidade Presença


As Recordações
de David Foenkinos
«”No seu lugar, eu refugiar-me-ia numa recordação.” Sim, foi isso que ele disse e, depois, acrescentou: “Iria para um lugar onde tivesse sido feliz. Na sua idade, era certamente o que eu faria.”» Quando a avó do narrador foge do lar onde se encontra a viver, este sabe que não pode ficar de braços cruzados à espera de ver as autoridades agirem. Mas que sabemos nós das recordações das outras pessoas?... David Foenkinos oferece-nos uma reflexão plena de sensibilidade sobre o tempo, a memória, a velhice, o conflito de gerações, o amor conjugal, o desejo de criar e a beleza do acaso.

Novidade Esfera dos Livros

D. Teresa de Távora, A Amante do Rei
de Sara Rodi

«De mim recordarão que fui amante de Sua Majestade D. José I de Portugal e dos Algarves.
Mulher perigosamente bela, de uma volúpia cegante para os homens. Lembrar-se-ão que traí o meu marido Luís Bernardo de Távora enquanto ele auxiliava o seu pai nas mais diversas façanhas na Índia. Contarão as vezes em que me viram trocar olhares em público com o rei, mesmo na presença da rainha.»
Quando Lisboa tremeu por debaixo dos seus pés, D. Teresa de Távora recordou cada uma das palavras premonitórias que o padre Malagrida lhe escrevera. Cada grito desesperado que ouvia nas ruas destruídas da cidade eram a prova de que era ela a causadora de toda aquela desgraça. Os seus atos pecaminosos. A sua beleza, a sua sensualidade, o adultério vergonhoso que envolvia a sua relação amorosa com o rei de Portugal… Depois do sucesso de D. Estefânia, Um trágico amor, Sara Rodi regressa à escrita para nos contar a extraordinária história de D. Teresa de Távora a amante do rei D. José I. Narrado na primeira pessoa e baseado numa minuciosa pesquisa, somos levados a conhecer a vida desta mulher que viveu no século XVIII. Um século marcado pelo trágico terramoto de Lisboa, a ascensão ao poder de Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, e o sangrento processo dos Távora. Nesse fatídico dia de 13 de janeiro de 1759, D. Teresa viu morrer no cadafalso o seu marido Luís Bernardo, o irmão, o sogro, a sogra D. Leonor, cunhados e sobrinhos. Perdeu o nome Távora, arrancado da toponímia e dos brasões, manchado pela vergonha para todo o sempre, e perdeu a liberdade por que tanto havia lutado. D. Teresa de Távora não foi casta. Não praticou grandes obras. Não foi uma esposa fiel. Foi apenas mulher. E esta é a sua história. 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

"Homer & Langley" de E.L.Doctorow

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 176
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04569-0

Quando um livro retrata, de alguma forma, a vida de alguém sei de antemão que vai despertar a minha atenção. Quando li a sinopse soube que, o que iria ler, representava, ou tentava representar, as vidas de dois irmãos nova iorquinos muito sui-generis. Mas ao procurar a capa do livro no "Google Images" fui verdadeiramente surpreendida! Aqui vos deixo um pouco do que me apareceu para vos aguçar a curiosidade:

Fiquei intrigada com estas imagens e dispus-me ler rapidamente este livro! Deveras assombroso! Esta obra tem um único narrador, um dos irmãos Collyer, de nome Homer. Ele conta-nos a sua história desde menino que está intimamente relacionada com a de Langley, seu irmão mais velho. Fala-nos do esplendor que era viver com seus pais numa mansão na Quinta Avenida, defronte ao Central Park, da sua crescente cegueira, do seu amor pela música, da sua solidão, de como ele "via" as pessoas que o rodeavam, dos seus amores... Fala-nos, também, da presença constante de seu irmão, soldado na Primeira Guerra Mundial, da amizade que os uniu embora existissem temas tabu e que ambos, por segurança, não tocassem, garantindo assim um consenso entre os dois.
Baseado em factos reais esta história de vida é verdadeiramente impressionante! Com ela passamos pela Primeira e Segunda Guerra Mundial, pela Guerra do Vietname, pela viagem à lua, pelos movimentos hippies e apercebemo-nos das mudanças físicas e psicológicas destes dois irmãos e do seu declínio. Homer tem estados frequentes de depressão e vai ficando mais incapacitado já que uma surdez profunda o atinge lentamente; Langley sofre de algo parecido com a "doença do lixo", como eu a denomino: vai coleccionando objectos, a maior parte deles sem préstimo porque já não funcionam. Este acumular de coisas vai, aos poucos, afastando-os do mundo exterior de uma forma que não julgamos possível e criando um autêntico labirinto na mansão onde vivem.
A nota do tradutor, na última página, completa o que nós na nossa imaginação não conseguimos visualizar! Chamada a intervir, a polícia encontrou 140 toneladas de lixo e objectos na mansão destes dois irmãos!
Um caso verídico impressionante! A ler!

Terminado em 12 de Junho de 2013

Estrelas: 5*

Sinopse

Eu sou o Homer, o irmão cego. Não perdi a vista de repente, foi como nos filmes, um lento fade-out.
Homer e Langley Collyer tornaram-se uma lenda tragicómica de Nova Iorque quando foram encontrados soterrados debaixo de toneladas de lixo acumulado na sua mansão, na Quinta Avenida. Transportados para o mais recente romance de E.L. Doctorow, estes personagens delirantes - Homer, cego e intuitivo, e Langley, abandonado à loucura, ou à genialidade, após servir na Primeira Guerra Mundial - tornam-se os cicerones de uma visita guiada à América do século XX e aos becos sombrios da mente humana.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Escritores na Cozinha... com Carla M. Soares

Quiche do mar


(quiche de salmão com camarão e búzios)

Na cozinha sou uma pessoa muito prática e que costuma sempre aproveitar as sobras. Muitas vezes sobras significam quiches! A minha filha diz que são as melhores do mundo, mas é suspeita. Esta quiche també me serve ara aproveitar o que sobrou de uma patuscada de fim de semana, camarão e búzio cozido. Ficou deliciosa, e é tão boa para o jantar, com uma salada e batatas fritas, como para um snack rapidinho, bem fria.
Devo avisar que cozinho “a olho”, por isso as quantidades são aproximadas. Costumam dpender do que tenho no frigorífico.
Ingredientes:
  • Uma embalagem de massa quebrada (eu uso a daquele supermercado que fez uma certa campanha no ano passado...)
  • Um filete de salmão (pode ser congelado, claro)
  • Camarão cozido (usei uns 10 ou 15 camarões médios)
  • Buzio cozido (varia com o tamanho, mas uma pequena quantidade é suficiente)
  • Espinafres em folha (frescos, a gosto)
  • Cebola picada (uma mão mal cheia, e a minha não é grande)
  • Bacon (também uma mão mal cheia)
  • Cogumelos em fatias (usei frescos, apenas dois de bom tamanho, mas também podem ser de lata)
  • Dois ovos
  • Uma embalagem de natas magras (200 ml)
  • Uma embalagem de molho bechamel (mesma quantidade)
  • Um pouco de queijo ralado, daqueles para pizza (a gosto)
  • Uma pitada de pimenta preta e alho em pó
Preparação:
Para a massa, siga as instruções da embalagem, tire-a para fora do frigorifico pelo menos 15 minutos antes de usar e ligue o forno quando começar a preparar. Eu faço tal qual como eles mandam e ainda não me dei mal.
Nesses 15 minutos, coza o salmão (eu cozi-o dentro da embalagem de plástico durante 2 ou 3 minutos no micro-ondas, não tenho paciência para sujar mais tachos) e desfaça-o em lascas. Descasque o camarão e retire os búzios da casca (eu lavo os búzios, às vezes estão viscosos, blagh...) e corte tudo em pedaços. Grandes ou pequenos, é consigo, mas os búzios “notam-se” na quiche se estiverem grandes. Corte um pouco os espinafres, pique a cebola e o bacon, corte os cogumelos em quatro e depois em fatias.
Estenda a massa numa tarteira, usando o papel vegetal que vem com a embalagem, e pique-a com um garfo. Deite tudo o que cortou, picou e desfez lá para dentro. Sim, tudo à molhada, e o queijo.
Numa tigela, misture os ovos com as natas e o bechamel e tempere com a pimenta e um pouco de alho em pó. Estes dois ingredientes são opcionais, se não gostar, é deixar de fora. Deite a mistura para cima... da outra mistura, e.... misture tudo muito bem, para ficar bem distribuitdo e uniforme. Dobre as pontas da massa para dar aspecto de quiche a sério, e corte o excesso de papel.
Ponha no forno, a meio, durante uns 25 minutos, mas vá vigiando. Queimada não presta, já experimentei, mas no ponto, hmmmm...

Alma Rebelde
Alma Rebelde não foi o primeiro livro que escrevi. Antes dele, a abrir caminho, estiveram vários romances de fantasia, que provavelmente nunca verão a luz do dia. Mas foi o
primeiro romance de época em que me aventurei e o primeiro que, depois de completo, me atrevi a enviar às editoras. Teve sorte, ou virtude suficiente para agradar à Porto Editora e para, muito tempo depois da aprovação, ser lançado num 25 de Abril de chuva torrencial. 
É uma história simples de uma jovem do século XIX, insatisfeita com as limitações do seu tempo, atirada país fora numa viagem indesejada para um local desconhecido, e a quem a vida acaba por preparar belas surpresas. Uma delas, a principal, é Santiago, o noivo impulsivo. Fala de amor, claro, mas também de laços familiares, dos valores da época, do desejo de ser mais e fazer mais, de crescimento pessoal. E é uma aventura, a que leva a nossa heroína para longe de Lisboa, e depois para longe do país...
Passado um ano da sua publicação, posso apenas esperar que a sua leitura tenha proporcionado o mesmo prazer com que foi escrito, como digo sempre, um prazer simples, doce, um pouco melancólico, talvez. E que tenha deixado um gostinho para a leitura de outros livros que, quem sabe, talvez venha a publicar.
Carla M. Soares

terça-feira, 18 de junho de 2013

A Convidada Escolhe... "O Autocarro de Rosa Parks

Fiquei com vontade de ler este livro. Os livros sobre os quais a Almerinda opina têm sempre um quê de critica social que me agradam particularmente. Ler é uma forma de distracção mas também e sobretudo de tomarmos consciência do que se passa ou passou à nossa volta. ( Cris)

Era um livro que procurava há já alguns meses e que finalmente descobri no último dia da Feira do Livro deste ano. Estava na secção infanto-juvenil de uma das editoras presentes, mas como acontece com os bons livros para crianças, a sua leitura adapta-se a qualquer idade, quer se seja criança, jovem ou adulto/a.

Trata-se de uma viagem feita por um avô e neto ao Museu Henry Ford em Detroit, para verem, entrarem e sentarem-se naquele lugar onde a 1 de Dezembro de 1955, Rosa Parks, uma costureira negra de 44 anos se recusou a ceder o seu lugar no autocarro a um homem branco. Essa recusa, esse “NÃO” convicto e sereno foi o detonador de um movimento formidável da comunidade negra norte americana contra a segregação racial, apoiada por um outro homem de grande coragem que foi Martin Luther King.

O avô, um dos passageiros negros que então cedera o seu lugar como era habitual, quis dar ao neto o testemunho da coragem dessa mulher que, por se ter recusado a fazer o que era suposto, fez história e mudou uma página no curso da luta pela justiça e emancipação social.

«Há sempre um autocarro que passa pela vida de cada um de nós. Mantém os olhos bem abertos e não percas o teu.»

Não é por acaso que a Amnistia Internacional Portugal associou o seu logo à edição deste belo livro que vale não só pelo texto de Fabrizio Silei como pelas expressivas ilustrações de Maurizio Quarello.
Para ser lido e relembrado este gesto de resistência à segregação e ao apartheid protagonizado por uma simples mulher, associando-lhe os nomes de grandes figuras da luta contra o racismo: Martin Luther King e Nelson Mandela.

Almerinda Bento

segunda-feira, 17 de junho de 2013

"Pássaros Amarelos" de Kevin Powers


Edição/reimpressão:
 
Páginas:
 
216
Editor:
 
Bertrand Editora
ISBN:
 
9789722526326


" A guerra tentou matar-nos na primavera"

A primeira frase prende-nos de imediato, o que nos faz esperar muito deste livro. Talvez por isso, houve partes na leitura em que me impacientei e que queria mais.

No entanto, gostei muito de captar e perceber a forma como se sentem os todos aqueles que assistem a horrores que o ser humano comum não conhece. O mecanismo de defesa que alguns adoptam para conseguir sair com vida de um palco de guerra é, para o senso comum, inimaginável. Sentir satisfação por ter escapado da morte quando se vê que o outro, ao nosso lado, foi atingido, é um sentimento que não trás nenhum contentamento nem realça a nobreza de ninguém mas percebemos que é quase inevitável para todos aqueles que andam por "lá". "Lá" é um sítio que, por mais que se tente, não conseguimos imaginar porque não faz parte do nosso imaginário. A guerra situa-se bem longe, lá tão longe, que mesmo as imagens que passam nos meios de comunicação social não conseguem fazer-nos senti-la. Só mesmo quem por lá viveu é que conseguiria escrever sobre ela com verdade e realismo. Como o autor.

Uma história bem construída e conseguida, feita por alguém que tem certamente uma visão real do que se passa em cenários de guerra. Os laços que se estabelecem mesmo sem querer, as promessas que se fazem aos familiares que ficam, a morte sucessiva de companheiros, o desespero!

Gostei!

Terminado em 13 de Junho de 2013

Estrelas: 4*

Sinopse

A guerra tentou matar-nos na primavera.» Assim começa este poderosíssimo relato de amizade e perda. Em Al Tafar, no Iraque, o soldado Bartle, de vinte e um anos, e o soldado Murphy, de dezoito, agarram-se à vida enquanto o seu pelotão inicia uma batalha sangrenta pela cidade. Unidos desde os treinos, altura em que Bartle fez a promessa de trazer Murphy a salvo para casa, são os dois lançados para uma guerra para a qual nenhum está preparado.
Nos infindáveis dias que se seguem, os dois jovens soldados fazem tudo para se protegerem um ao outro das forças que os pressionam de todos os lados: os insurgentes, a fadiga física e o stresse mental, produtos de uma situação de perigo constante. Quando a realidade começa a perder os contornos e se transforma num pesadelo, Murphy torna-se cada vez mais desligado do mundo à sua volta e Bartle faz coisas que nunca imaginara vir a fazer. Com uma profunda carga emocional, Os Pássaros Amarelos é um romance inovador, destinado a transformar-se num clássico.

domingo, 16 de junho de 2013

Ao Domingo com... Rute Pinheiro Coelho


Desde pequena que gosto de contar histórias. Primeiro para me adormecer e me livrar do medo do escuro. Foi assim que comecei a escrever. As primeiras redações foram aplaudidas na escola primária sob o olhar desconfiado da professora primária que julgava que a imaginação transcrita para o papel não era fruto exclusivo meu. Na escola preparatória encantava-me perante os textos e poemas dos autores portugueses e queria ser como eles. 
No ensino secundário fui escrevendo para o extinto DNJovem e para alguns concursos juvenis que me ensinaram a testar a minha paixão pelas histórias. Depois quis ser jornalista. Percebi, a tempo, que por mais que mais que me interessasse a realidade do cotidiano, tinha sempre de lhe acrescentar algum sal. Ainda assim fiz um curso intensivo de técnicas jornalísticas no Cenjor antes de ingressar na Faculdade. Escolhi Direito. De usar as palavras. Pelos outros.
O Inimigo Invisível, o primeiro livro publicado, aconteceu por tudo isto, pelo gosto de contar histórias, de misturar a realidade com a ficção e acima de tudo pelo direito de expor a minha verdade.

Rute Pinheiro Coelho

sábado, 15 de junho de 2013

Um Livro numa Frase



"Não procures nos livros lições para aprender - dizia ao neto. Os bons livros têm de magoar-te, transformar a tua vida."
In "Aberto toda a noite" de David Trueba, pág. 46
Frase escolhida por Cris

Na minha caixa de correio

  

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Novidades Planeta

Indiscrição
de Charles Dubow
Harry e Madeleine Winslow foram abençoados na vida: têm talento, charme e dinheiro. Harry é um autor premiado e com uma carreira promissora. Madeleine é uma mulher de beleza sublime e graça, cuja bondade e serenidade desmentem a educação privilegiada e vivência no luxo. Ligados por profunda devoção, partilham um amor que provoca inveja.  
Num fim-de-semana, no princípio de Verão passado na praia, Harry e Maddy, que estão na casa dos quarenta, conhecem Claire, uma jovem aparentemente inocente e inteligente, que desperta com sua a juventude e ingenuidade desarmante uma admiração no casal.

Atraída pelo inegável magnetismo dos Winslow, Claire entra na vida no casal.  
Mas, ao longo do Verão, a amizade e reverência transformam-se em desejo perigoso. O que irá abalar e poderá destruir o mundo dos Winslow. 
Uma história de amor, luxúria, engano e traição contada através da perspectiva de Walter, amigo de infância e apaixonado em segredo por Maddy.


As Cinquenta Baboseiras de Toni 
de Rossella Calabró

Se depois de ler a trilogia de As Cinquenta Sombras de Grey, se interrogou sobre quem é o homem que ressona a seu lado, então, este é o livro perfeito para si. 

O senhor Grey é lindo, rico, sensível, misterioso e sexy.  
E é o protagonista do fenómeno literário do ano: a trilogia As Cinquenta Sombras de Grey.  

Há só um pequenino problema: este senhor Grey não existe. 

E o Toni? O Toni claro que existe. 

Onde o Grey conversa garbosamente com a amada, o Toni recita o alfabeto inteiro arrotando.  
Se o senhor Grey toca de forma magistral piano, o Toni fica escarrapachado no sofá.  
O Toni, em suma, é o nosso companheiro-marido-amante, com quem nos encontramos à frente no exacto momento em que paramos de sonhar acordadas com o fatal Grey literário.  
Menos fascinante, mas muito mais divertido e com pelo menos cinquenta razões narradas neste livro hilariante.
O Toni esconde-se dentro de T-shirts decoradas a gordura, e em vez da leitura refinada prefere o último número do jornal A Bola.  

Bem, há qualquer coisa que falta ao senhor Grey: ser amado por provocar um sorriso.  

Se depois de ler de um só fôlego a trilogia de E. L. James se perguntar quem é o exemplar de homem que ressona alto ao seu lado, então, este é o livro certo para descobrir.  
E o mais importante, para rir.  
Porque, afinal, o riso é a coisa mais erótica que existe. 

O senhor Grey é lindíssimo. 
Olhos: cinzentos como o céu antes de uma tempestade hormonal. 
Mãos: grandes como o amigo solitário que se situa abaixo da cintura. 
Cabelos: que dão para fazer um ninho. 

E o Toni? 
Olhos: dois. 
Mãos: também. 
Cabelos: heróicos. Podem ser admirados perto do monumento aos Caídos erigido em sua homenagem.






Novidade Porto Editora


As Perfeições Provisórias
de Gianrico Carofiglio

Tudo começou com um estranho telefonema a anunciar um caso mais adequado a Marlowe do que ao advogado de defesa Guido Guerrieri. Seria ele capaz de encontrar novas provas que obrigassem a Polícia a reabrir o processo de investigação acerca do desaparecimento da jovem Manuela, filha de um casal abastado de Bari?
À medida que as suas pesquisas avançam, Guido vai combatendo a solidão e a melancolia que lhe são inerentes, partilhando ideias com o velho saco de boxe que tem pendurado no meio da sala de estar e calcorreando as ruas silenciosas da Bari noturna, por vezes frequentando o excêntrico bar de uma antiga cliente e ex-prostituta. Os depoimentos dos colegas de faculdade de Manuela são demasiado vagos e parecem não bater certo, e Guido ver-se-á obrigado a enfrentar uma juventude que, por mais que lhe custe, nada tem a ver consigo, enquanto uma convicção se lhe impõe no meio do caos: a de que a resposta jaz nos não-ditos, no silêncio e no vazio da noite.


Novidade Objectiva


A Criada Malcriada
de Autor Anónimo

A Criada Malcriada, o fenómeno do ano no Facebook, está finalmente em livro. As aventuras cheias de humor da senhora e da sua criada da casa mais louca de sempre. Salte o muro, tenha cuidado com o cão, esconda-se atrás do arbusto e, sem fazer barulho, espreite discretamente pela janela da casa mais louca de sempre. Entre o fumo dos cigarros e do pó  do espanador, assista em directo ao dia-a-dia, às idas e vindas desta senhora e da sua criada.
A responsabilidade é toda sua. O que lá se passa é obra de alucinada ficção e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Ou não.
Tudo começou aqui em www.facebook.com/acriadamalcriada O autor é anónimo (e disponível para entrevistas por escrito) porque acredita que esta dupla deve ter todo o protagonismo nestas aventuras e desventuras. 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

"O Resgate do Tigre" de Colleen Houck

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 416
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04434-1
Idioma: Português


Já vos aconteceu pegarem num livro a pensar noutra pessoa? Que começassem a lê-lo pensando que talvez fosse uma boa indicação de leitura para ela? Pois foi isso que me aconteceu! O meu filho mais novo, hoje com 13 anos, gosta de ler. Mas nem todos os livros lhe agradam e devora, literalmente, os livros da Cherub... Mas há que diversificar as suas leituras e a capa deste livro atraiu-me. Decidi-me, por ele! 

Mesmo sabendo que se tratava da continuação de A Maldição do Tigre propus-me iniciar esta leitura! Fiquei surpresa e agradada, ao mesmo tempo! Facilmente me coloquei a par das aventuras de Kelsey e dos "seus" dois tigres e entrei para um mundo onde a acção partilha as páginas com o fantástico e criaturas encantadas, deliciando-nos verdadeiramente. 


Consegui partilhar com a personagem principal todos os perigos e mistérios que ele vive nesta aventura passada na Índia e sentir a paixão que ela e o príncipe amaldiçoado e o seu irmão sentem uns pelos outros. Gostei, recomendo e já existe na estante lá de casa A Maldição do Tigre para que o meu filhote possa ler e devorar estes livros pela ordem certa! Certo é que também eu fiquei presa a esta aventura e espero que saia brevemente a continuação que se prevê... Que o terceiro livro não demore, é o que peço
.

O final impacienta-nos e deixa-nos expectantes! Creio que o público mais jovem vai adorar. Pois se também eu fiquei agarrada a estas páginas...

Terminado em 8 de Junho de 2013

Estrelas: 5*

Sinopse

Kelsey Hayes jamais poderia imaginar que as férias de verão dos seus dezoito anos lhe trariam experiências tão arrebatadoras. Depois de ter descoberto que Ren, o tigre branco a que tanto se afeiçoara no circo onde trabalhou, era um príncipe indiano e de o ter acompanhado à sua terra natal para o ajudar a quebrar uma maldição secular, regressa a casa, disposta a começar a faculdadee esquecê-lo. Todavia, depressa percebe que não vai ser fácil e, quando Ren é capturado, Kelsey ver-se-á obrigada a regressar à Índia para completar mais uma tarefa imposta por uma profecia antiga e descobrir uma forma de o salvar. Para isso, precisará da ajuda de Kishan, o irmão de Ren. Serão eles capazes de o resgatar e devolver a Ren a sua humanidade?

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Escritores na Cozinha... com Luísa Fortes da Cunha


Tarte de maçã
Ingredientes:
125 de margarina
125 de açúcar
125 de farinha
2 ovos
6 maçãs
Mistura-se a margarina com o açúcar, depois juntam-se as gemas. Depois adiciona-se as claras em castelo e por fim a farinha.
Espalha-se o preparado numa forma untada e forra-se a massa com meias luas de maçã.
Vai ao forno.


Teodora e o Segredo do Templo
No último encontro anual, o Mago Saramago deixou Teodora, Alex e Gil com uma frase não só enigmática mas também assustadora: “o fim do mundo pode estar próximo…” Agora, com a ajuda dos pratos de ouro e do código Ottendorf, os três amigos vão partir numa perigosa missão em busca dos segredos mais bem guardados da civilização maia. Mas atenção: a malvada Pooka e os seus servos não deixarão de estar à espreita, aguardando o momento certo para pôr à prova a inteligência, a coragem e a perseverança dos nossos heróis. Nesta nova incursão pelo Mundo Paralelo esperam-te mistérios, magia e aventuras de cortar a respiração.

Luísa Fortes da Cunha


terça-feira, 11 de junho de 2013

A Convidada Escolhe... As Lágrimas de Aquiles

Depois de alguns amigos da Roda dos Livros, um grupo de leitura a que tenho a honra de pertecer, me falarem bem deste livro, eis que o vejo bem baratinho na FLL! Vai ser também uma das minhas (muitas!) próximas leituras... (Cris)

Guerra é um tema ao qual tenho por hábito fugir quando se trata de leituras, porém, de vez em quando, há livros que cruzam o meu caminho e que não consigo deixar de ler.

A guerra colonial, pela sua proximidade temporal, histórica e emocional constitui uma leitura ainda mais penosa pois, na minha geração temos memórias que não nos permitem o devido distanciamento – a proximidade e o facto de, certamente, conhecermos alguém que nela participou são quase certos.

“As Lágrimas de Aquiles” é um livro que despertou em mim as mais diversas sensações… a momentos de leitura feita com os olhos rasos de lágrimas seguiram-se outros com um enorme sorriso, mas no fundo, até nesses existiu um fundo amargo.

Posso dizer que percorri as páginas com um quase constante aperto no coração, uma imensa tristeza, uma sensação de impotência. Posso dizer… enfim… é a guerra…

Mas a guerra aqui descrita não vive apenas de batalhas, emboscadas e condições de vida quase inimagináveis, vive, também, da luta interior, das emoções. Emoções individuais, de grupo e até das nações.

E esta luta interna que não dá tréguas, por mais anos e anos que passem, a quem a viveu é-nos perfeitamente transmitida nesta narrativa. E também nós vivemos esta guerra e entramos na pele de Nuno Sarmento e vemos os camaradas morrerem-nos nos braços e sentimos o espírito de corpo que une e permanece no tempo, e a aceitação e a revolta e os sentimentos contraditórios que se revivem, como o personagem os revive, até ao regresso ao mesmo local 25 anos depois porque “(…) Ninguém tem saudades da guerra. Mas não gostaria de morrer sem voltar aqui, onde deixei perdidos dois anos da minha juventude. Acho que devemos voltar sempre aos lugares que um dia foram nossos, mesmo nas piores circunstâncias.” (p. 87).

À angústia desta leitura sobrevém a necessidade de entendimento de um capítulo da nossa História, de perceber que “há mortos que ninguém consegue enterrar”, que “em cada morte do outro víamos em cada um de nós a própria morte”, que “nunca mais fomos os mesmos” e até, como dizia a propaganda da guerrilha, foi “uma morte para nada”.

Um livro que começa com uma carta de suicídio de quem muito resistiu aos contratempos da vida, que em nada me deixou indiferente. Uma narrativa crua de todos os sentimentos.
Não posso deixar de referir o Prefácio de Manuel Alegre, que me apetecia transcrever na íntegra, pela sua acuidade.

Um livro de que gostei imenso.

“A guerra é uma barbaridade, seguramente a mais inútil de todas as tragédias, mas é também um acto único. É uma espécie de jogo de sorte ou azar; um jogo em que se está e de repente não se está. (…) Tudo se cumpre no exacto limite dos sentimentos, nas fronteiras precisas do medo e da coragem.” (pág. 97)

“Na realidade, a guerra emudece-nos. Rouba-nos as palavras e as ideias. Deixa-nos despidos de nós. Perdemos o nome e a genealogia, a noção do tempo e os valores. (…) A guerra é um território absurdo e desumano, sem portas de entrada e de saída, um lugar de ódios levados ao extremo em cada homem.” (pág. 103)

Fernanda Palmeira

segunda-feira, 10 de junho de 2013

"E as Montanhas Ecoaram" de Khaled Hosseini

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 392
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722350587

Quem já leu os livros anteriores deste escritor sabe que a sua escrita aliada aos assuntos que escolhe nos prendem e cativam de imediato.

Este é um livro com várias longas histórias, vividas por várias personagens mas centradas, todas elas, numa só. Dois irmãos, Abdullah e Pari, com uma ligação muito forte entre si são separados em meninos.

A acção passa-se no Afeganistão, numa aldeia como tantas outras, desta feita fictícia, Shadbagh e na capital, Cabul.

Lembrei-me de um puzzle enquanto lia mas aqui, as peças encaixam automaticamente por longas partes. Primeiro o rebordo, tal como deve ser, constituído pela história central, depois as que se vão cruzando com as vidas destes dois irmãos. Todas elas espelham como o autor é um bom contador e inventor de histórias, de vidas. No final, as últimas peças são colocadas mas a vida trás desencontros que nem a história de um livro pode e deve colmatar. Os anos decorrem implacáveis e os encontros nem sempre são possíveis, pelo menos da forma como os desejaríamos. A esperança, essa sim, permanece!

Composto por múltiplos narradores, as várias histórias poderiam constituir vários livros em separado e todas elas nos prenderiam. Porém, um ligeiro fio condutor relembra-nos a história dos dois irmãos que a vida (ou a vontade dos homens) separou. No fim, o encontro possível...

Recomendo!

Terminado em 4 de Junho de 2013

Estrelas: 4*+

Sinopse

1952. Em Shadbagh, uma pequena aldeia no Afeganistão, Saboor é um pai que um dia se vê obrigado a tomar uma das decisões mais difíceis da sua vida: vender a filha mais nova, Pari, a um casal abastado em Cabul e assim poder continuar a sustentar a restante família. A separação é particularmente devastadora para Abdullah, o irmão mais velho que cuidou de Pari desde a morte da mãe de ambos. Nenhum dos dois imaginava que aquela viagem até à capital iria instalar um vazio nas suas vidas que seria capaz de atravessar décadas e quilómetros e condicionar os seus destinos... Neste seu terceiro romance, Khaled Hosseini traz-nos uma belíssima e comovente saga familiar que reflete sobre como os laços que nos unem sobrevivem aos obstáculos que a vida nos impõe.


Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui.

domingo, 9 de junho de 2013

Ao Domingo com... Paulo M. Morais


Cresci entre a paixão ao cinema e à literatura. Assisti a muitos filmes, li muitos livros. Ganharam as letras, formei-me jornalista. Nunca me lancei ao projeto de fazer um filme; mas fiz crítica de cinema. Nunca fiz crítica literária; mas um dia lancei-me à escrita de um livro.

Demorei quase 40 anos até considerar que estava pronto para escrever um romance. Recomecei, nesse momento, uma vida. Renunciei à objetividade do jornalista e abracei a liberdade do escritor. Confrontei a página em branco sem amarras ou censuras, sem
pressupostos ou regras. E senti-me tão deslumbrado como quando entrei pela primeira vez numa sala de cinema. E senti-me tão feliz como quando me ofereceram o livro que tanto desejava. Minto: senti algo mais profundo. Senti que estava próximo daquilo que eu, talvez, realmente seja.

Do primeiro livro surgiu um vício, uma fatalidade... uma vocação, se quiserem. Avancei logo para a escrita de um novo romance: «Revolução Paraíso». Pesquisei a História e dispus o cenário. Depois tracei as personagens. Tive de aprender a ouvir o que me queriam dizer e a confiar no caminho por onde me queriam levar. Elas mostravam-se capazes de feitos que me são inalcançáveis. Por isso, a minha audácia aventureira limitou-se a tentar acompanhá-las, ouvi-las o melhor que conseguia, e escreve-las o mais fielmente possível.

No «Revolução Paraíso» segui os amores e os ódios, os sonhos e as frustrações, as crenças e as dúvidas dos velhotes Adamantino Teopisto e César Precatado (grandes
admiradores das obras de Eça de Queirós, tal como eu), da “beata” Deodete, do proxeneta Marcelinho, da prostituta Amália, da jovem revolucionária Pandora, do jornalista Viriato Órfão, do taberneiro Inocêncio, do pide foragido Olímpio Chagas, do linotipista Adão da Purificação, do impressor Manuel Ginja. E foi no meio da efusividade e tristeza destes personagens de “carne e osso”, no meio da turbulência do pós-25 de Abril, entre os episódios caricatos do PREC, que veio ter comigo uma mulher de letras. Uma Eva que acreditava na utopia da paixão. Uma Eva do Paraíso que procurou o seu príncipe-perfeito entre os militares e políticos que lideravam os destinos do país.

Quando escutei a Eva, apaixonei-me. Compreendi que o meu romance com a ficção será para o resto da vida. E assim continuo, apaixonado, a ouvir e a escrever as histórias que as minhas personagens querem contar.

Paulo M. Morais

sábado, 8 de junho de 2013

Um livro numa Frase



"A vida faz de nós o que quer, nós portugueses chamamos-lhe fado, triste e doce, sal do mar que nos entra pela terra adentro, que nos arrasta, nos incendeia, nos fascina e nos obriga a passar para lá do Cabo das Tormentas."


In "A solidão dos inconstantes" de Raquel Serejo Martins, p. 97
Frase escolhida por: Claudia Santos

Feira do Livro

Estes vieram quase todos da Feira do Livro... Só o do Alberto S. Santos é que comprei quando fui à apresentação do livro no El Corte Inglês. Ah, e o Arde o Musgo Cinzento comprei com um vale Fnac.