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sexta-feira, 22 de março de 2013

Novidade Clube do Autor


O Livreiro
de Mark Pryor
Hugo Marston decide comprar um livro raro ao seu amigo Max, o idoso proprietário de uma banca de obras antigas. Poucos minutos depois, Max é raptado. Vivamente surpreendido com o ato, Marston, chefe de segurança da embaixada americana em Paris, nada consegue fazer para impedir o raptor. Marston inicia então uma investigação destinada a encontrar o livreiro, recrutando a ajuda do seu amigo Tom, um agente da CIA. A busca de Hugo revela que Max é, afinal, um sobrevivente do Holocausto que mais tarde se converteu num caçador de nazis.
Estará o rapto ligado ao sombrio passado de Max ou aos misteriosos livros raros que vendia?
Nas ruas de Paris, a tensão aumenta à medida que gangues de droga rivais se envolvem em violentas disputas de território. E, estranhamente, começam a desaparecer mais alfarrabistas, sendo os seus corpos encontrados a boiar no rio Sena. Ao contrário da polícia, Marston acredita que há uma ligação entre os problemas com os traficantes e a morte dos bouquinistes.
As descobertas de Marston fazem com que ele se torne em mais um alvo dos misteriosos assassinos. Com a ajuda de Tom, Marston completa o quebra-cabeças, relacionando o passado do livreiro com o presente e conduzindo, literalmente, os dois homens ao covil do inimigo. Tal como o assassino pretendera desde o início...

Novidade ASA


LIGEIRAMENTE CASADOS
de Mary Balogh
Como todos os Bedwyn, Aidan tem a reputação de ser arrogante. Mas este nobre orgulhoso tem também um coração leal e apaixonado – e é a sua lealdade que o leva a Ringwood Manor, onde pretende honrar o último pedido de um colega de armas. Aidan prometeu confortar e proteger a irmã do soldado falecido, mas nunca pensou deparar com uma mulher como Eve Morris. Ela é teimosa e ferozmente independente e não quer a sua proteção. O que, inesperadamente, desperta nele sentimentos há muito reprimidos. A sua oportunidade de os pôr em prática surge quando um parente cruel ameaça expulsar Eve de sua própria casa. Aidan faz-lhe então uma proposta irrecusável: o casamento, que é a única hipótese de salvar o lar da família. A jovem concorda com o plano. E agora, enquanto toda a alta sociedade londrina observa a nova Lady Aidan Bedwyn, o inesperado acontece: com um toque mais ousado, um abraço mais escaldante, uma troca de olhares mais intensa, o “casamento de conveniência” de Aidan e Eve está prestes a transformar-se em algo ligeiramente diferente…

Novidade Bizâncio


Jardins de Canela
de Shyam Selvadurai
No elegante, mas sufocante mundo da classe alta de Ceilão (Sri Lanka), no início do século passado, duas pessoas solitárias, Annalukshmi e o seu tio Balendran, têm que escolher entre a felicidade pessoal e a provável destruição de outras vidas. Uma sonha com a  independência, ao mesmo tempo que a sua família tenta, obcecadamente, arranjar-lhe o casamento adequado, enquanto o outro, um respeitável marido e pai, se vê confrontado com o passado e os seus desejos mais íntimos. Sensual e cativante, Jardins de Canela é um romance arrebatador que fala de emoções proibidas e da força interior daqueles que tentam não só resistir às pressões da sociedade, mas também lutar para alcançar a sua própria felicidade.

Novidade TopSeller


Gula Perversa
de Janet Evanovich
«A vida de Lizzy Tucker não pode ser mais confortável: mudou-se recentemente para uma casa histórica que herdou em Salem, no Massachusetts, e acaba de tornar-se chef na Dazzle's, uma das pastelarias mais visitadas da cidade.
Mas a esperança por qualquer tipo de normalidade evapora-se quando dois homens entram de rompante na sua vida: o sombrio Gerewulf Grimoire, e Diesel, um homem lindíssimo e de aparência angelical. Grimoire procura as Pedras de Saligia que estarão, diz-se, em Salem.
Esses sete talismãs — representativos de cada um dos sete pecados mortais — dão poderes assustadores a quem os detenha. Diesel é um homem com uma missão: parar Grimoire a todo o custo. Só precisa de convencer Lizzy de que apenas ela será capaz de manter o vilão longe dos talismãs. Mas, para que isso aconteça, Diesel quer protegê-la todo o dia… e toda a noite. Estes talismãs têm efeitos estranhos sobre si, enchendo-a de apetites e desejos súbitos.
Com dois homens no seu encalce, e sentindo-se estranhamente atraída por ambos, como irá ela escapar à espiral de emoções em que se vê envolvida?»

Novidade Quinta Essência


Perto de Ti
de Anita Notaro
Louisa está farta da sua vida. Do namorado, do trabalho, do apartamento - tudo precisa de uma reforma imediata e radical. E assim ela decide mudar tudo a favor de uma existência despreocupada, trocando o seu apartamento por uma casa móvel, o carro por uma moto, e as suas roupas elegantes por outras informais. E, acima de tudo, começa um novo trabalho como psicóloga de cães. Com as amigas Maddy e Clodagh, embarca numa nova aventura - para conhecer pessoas diferentes, descobrir novos lugares e encontrar um homem novo e fabuloso. O seu trabalho traz-lhe recompensas imediatas e extraordinárias quando ela conhece os donos de cães cujos problemas muitas vezes parecem ecoar os dos donos. Mas independentemente do stresse da sua nova vida, Louisa tem o apoio das amigas. Se ao menos isso pudesse durar para sempre…

Novidade Sextante Editora


Agosto
de Rubem Fonseca
1 de agosto de 1954, Rio de Janeiro. Um empresário é assassinado, e na sede da Presidência federal planeia-se mais um crime. O atentado falhado contra o jornalista Carlos Lacerda e uma série de mortes violentas conduzirão ao suicídio de Getúlio Vargas, um dos grandes dramas da História do Brasil.
Uma das mais notáveis narrativas de Rubem Fonseca, Agosto segue a investigação do comissário Alberto Mattos – individualista impenitente, com uma úlcera de estômago e amores desencontrados – e deixa no ar a questão de saber em que medida a história de uma pessoa e de um país se determinam mutuamente.

Convite Alphabetum


Convite Porto Editora


quinta-feira, 21 de março de 2013

Corações gelados de Laurie Halse Anderson


Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 232
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892316840

Preciso de ler muito em breve o livro anterior desta autora! Mais um livro que me encantou, sobretudo pela forma como Laurie  consegue penetrar no interior de uma mulher/criança de 18 anos com um problema de bulimia.

Lia sofre e é pelas suas próprias palavras que nos vamos apercebendo do horror por ela sentido e da impotência dos que a cercam.

Os murmúrios, os sussurros que ouve constantemente; as calorias que contabiliza automaticamente quando vê alguma comida; a ideia de ser perfeita num corpo sem gordura; a ideia de ser forte e indestrutível por resistir à fome; o exercício físico feito até à exaustão; o sentimento de culpa por não ter ajudado uma amiga que veio a falecer; as mentiras e as suas tentativas para encobrir a perca de peso; tudo leva a que Lia entre num crescendo de destruição que quase a leva à morte!

Muito real muito embora a autora refira que não é uma história verídica.  Baseado em testemunhos verdadeiros, uma obra que impressiona e nos toca profundamente! A ler!

Terminado em 17 de Março de 2013

Estrelas: 5*

Sinopse


«Eu sou aquela rapariga.
Eu sou o espaço entre as minhas coxas, a luz do sol a derramar-se entre elas.
Eu sou a auxiliar de biblioteca que se esconde na "Fantasia".
Eu sou a aberração de circo enclausurada em cera.
Eu sou os ossos que eles querem, ligados num molde de porcelana.»

Viajei na terra dos Corações Gelados devido às inúmeras leitoras que me escreveram a contar a sua luta com distúrbios alimentares, automutilação e sensação de andarem perdidas. A sua coragem e sinceridade puseram-me no caminho para encontrar Lia e ajudaram-me a compreender a sua devastação. Embora não seja uma história da vida real, Lia foi inspirada nessas leituras, e por isso lhes estou muito grata.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Experiências na cozinha: "O que faço hoje para jantar?"


Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 256
Editor: A Esfera dos Livros
ISBN: 9789896264550

Para descontrair vou muitas vezes para a cozinha experimentar pratos, receitas novas!
Sei que muita gente não percebe isto mas relaxa-me, deixa-me bem disposta e gosto quando os meus rapazes devoram com prazer essas experiências... Gosto de, rapidamente, fazer um bolo ou uma sobremesa, uma sopa ou um prato de carne ou peixe. A bimby é uma ajuda preciosa e passado algum tempo aventuramo-nos a passar para "bimbez" todas as receitas que nos passam pelas mãos!

Foi o que fiz com algumas receitas deliciosas que estão neste terceiro livro da Joana Roque. Tenho os dois anteriores ("Feito em casa" e "Cozinhar, celebrar, partilhar") e gosto de os ter à mão pois são uma ajuda a que recorro muitas vezes.

Uma das características que apreciei são as fotos que possui. Sei que as fotografias encarecem os livros mas creio que aqui foi utilizada uma técnica admirável: as receitas têm quase todas uma foto, se não todas mesmo, mas o espaço é aproveitado colocando quatro numa página ou uma pequena foto ao lado. O que é certo é que os olhos são os primeiros a comer e tenho alguma dificuldade em visualizar uma receita sem foto. Assim o problema está resolvido!

Bom, o difícil foi escolher... Mostro-vos algumas receitas que fiz no fim de semana passado. Receitas rápidas, algumas aproveitando as sobras que cá haviam (um capítulo é mesmo sobre como aproveitá-as) e ficaram por escolher os pratos mais requintados para quando cá vierem amigos.



"Arroz de Alheira e Espinafres"

Aproveitei três alheiras que tinha no congelador vindas da zona do Gerês e foi o nosso almoço de Sábado.





No Sábado à noite fiz "Salada de Cuscuz e Frango".

Gosto muito de cuscuz e mais rápido não podia ser: tinha uns restos de frango assado, juntei-lhe um pouco de chouriço e pedacinhos de tomate.



Fiz também estes "Queques de Legumes". Deliciosos! Usei cenoura, curgete e coloquei pedacinhos de bacon também.






Receitas a repetir, sem dúvida!

terça-feira, 19 de março de 2013

A convidada escolhe: "Um longo regresso a casa"


Já li este livro e partilho da opinião da Teresa. A minha opinião aqui. (Cris)

Iniciei este livro com alguma angústia por se tratar de um livro de cariz autobiográfico que conta a história da amizade entre a autora e Caroline, a sua
melhor amiga que morreu de cancro.

A minha angústia deve-se ao facto de meses antes desta leitura, a minha melhor amiga ter sido diagnosticada com cancro o qual batalhou e superou, mas não deixa de ainda hoje me perturbar...

Gail Caldwell conta-nos neste livro a história da sua amizade com Caroline que se iniciou devido a um interesse comum, os cães. É escrito duma forma muito intimista, que nos transporta para um universo de dor pela perda de alguém importante. Houve momentos em que a leitura se tornou difícil pois a dor de Gail é tão devastadora que quase a sentimos nós mesmos.

A leitura cujo tema aborda a dor e o sofrimento causados pela perda, é sempre
difícil mas é um dos temas que me atraem bastante. O lidar com a perda é um
assunto que devemos explorar uma vez que num momento qualquer do nosso
percurso teremos infelizmente de lidar com ele. E podemos até achar que
estamos preparados mas, há sempre algo que falta...

Estas duas mulheres constroem uma amizade forte e inabalável que é
subitamente interrompida pela morte de uma delas. A autora conta-nos neste livro não só como se construiu a sólida amizade com Caroline mas também a forma como lidou com a perda da sua melhor amiga e tão somente a pessoa mais importante na sua vida.

Tornou-se a certa altura uma leitura difícil por um lado pelos motivos que já abordei acima, por outro porque a narrativa se arrastou um pouco à volta de aspectos que suponho sejam importantes para a autora mas mais desinteressantes para o leitor, mas obviamente que se corre esse risco numa
obra autobiográfica.

Mas rápidamente se deixa essa fase e entra-se de novo em cheio no universo
sofrido de Gail e na forma como encontra saída para conseguir sobreviver à
imensa e dolorosa perda da sua amiga.

A escrita de Gail Caldwell é simples e intimista, envolvente e sentida.
As suas descrições de situações e ambientes facilmente nos envolve e quase
que visualizamos essas mesmas situações e ambientes.

A autora conta-nos ainda duma maneira igualmente sentida a nova perda que
sofre com a morte da sua fiel cadela e novamente o leitor que tem um particular amor aos seus animais, consegue perceber e sentir a perda de Gail.

Mas no final sente-se uma lufada de esperança ao perceber que é possível
sobreviver a perdas enormes e que há forma de continuar em frente mas
preservando memórias, emoções e sentimentos vividos no desenrolar duma
amizade profunda.

Este livro é um grito de dor mas também de esperança.

Inicei-o com angustia e terminei-o com um sentimento de esperança e com a
certeza que a morte embora nos roube quem amamos não nos pode roubar a
memória dos sentimentos e vivências, e sobretudo acabei-o com a satisfação
de saber que a amizade é algo de profundamente importante e vital na nossa
vida.

Teresa Carvalho

segunda-feira, 18 de março de 2013

Não deixes que me levem de Catherine Ryan Hyde


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 312
Editor: Europa-América
ISBN: 9789721061859


Gostei tanto de ler este livro! Fiquei verdadeiramente apaixonada pelas personagens, pelo carácter e humanismo de algumas, pelas suas fragilidades, pela luta que travam para conseguirem ultrapassar os seus traumas. 
Esta história fala-nos de amizade, de como a vida junta as pessoas em torno de uma causa, fortalecendo os seus laços, mas também como as afasta e como algumas coisas acabam por cair no desânimo, na indiferênça, na solidão.
E é em torno de uma menina de 10 anos que o enredo se desenvolve até nos apaixonar por completo. E é de paixão que se trata esta história. De paixão, de amor e de amizade. Os vizinhos de um prédio reunidos em volta de uma causa que envolve essa criança, filha de alguém que se deixou vencer pelas drogas e que não tem força para se libertar do seu jugo.
Saliento também os laços de amizade que se criam entre a menina e um adulto seu vizinho que possuindo um grave problema (não conto mais!) consegue, aos poucos, libertar-se dele e, com isso, ajudá-la! Uma relação de amizade especial que nos comove e nos faz sorrir interiormente.
E os laços criados são tão fortes que nos fazem pensar, refletir sobre os nossos próprios vizinhos e as nossas relações com eles, por vezes frágeis, por vezes robustas!
Aqui a amizade vence o medo, as fobias (sabem o que é a agarofobia?) e os personagens saltam do papel e colocam-se literalmente do nosso lado tornando-se reais, autênticos.
Um livro verdadeiramente especial!
Recomendadíssimo! É com muita pena que o tenho de largar...


Terminado em 15 de Março de 2013

Estrelas: 5*+


Sinopse


E se abandonar a sua mãe… for a única forma de a salvar?

«Lembras-te de me dizer que conseguirias sempre encontrar-me? Bem, nunca te esqueças disso. Por favor.»

GRACE
Grace é uma menina de dez anos que sabe que é amada pela mãe. Mas a mãe também ama as drogas. Grace não conseguirá evitar por muito mais tempo as ameaças da «senhora dos Serviços Sociais», que a quer colocar numa instituição. A sua única esperança é…

BILLY
Billy Shine é um adulto que não sai do seu apartamento há anos. Tem muito medo das pessoas. E assim, dia após dia, leva uma vida perfeitamente planificada e silenciosa dentro de sua casa. Até agora…

O PLANO
Grace invade a vida de Billy com uma voz bem alta e um plano para libertar a mãe daquele martírio. Mas não será fácil, pois para salvar a mãe terão de arrancar-lhe a única coisa de que ela realmente precisa: Grace.

Catherine Ryan Hyde é autora de vários best-sellers, entre os quais se destaca Favores em Cadeia, livro que contou com uma adaptação cinematográfica, protagonizada por Kevin Spacey e Helen Hunt. Depois de mais um sucesso com Coração em Segunda Mão, a autora deslumbra-nos agora com uma visão terna do amor e da humanidade que nos une, neste livro comovente.

domingo, 17 de março de 2013

Ao Domingo com... Pedro Garcia Rosado


Entre 2002 e 2008, o jornalista David Simon e o investigador policial Ed Burns criaram uma série televisiva que, durante cinco temporadas, se ocupou do sindicalismo, da política, da escola pública, dos negócios da droga, da Polícia e do jornalismo. A série era “The Wire”, que ficou a ser um dos marcos da televisão contemporânea (e não apenas no domínio do “thriller”), como o foram, vinte anos antes, “A Balada de Hill Street” e, dez anos depois, “Forbrydelsen/The Killing”.


Os criadores de “The Wire”, que sabiamente inovaram mais no conteúdo do que na forma, prestaram também uma atenção invulgar à escrita. Nos temas e na narrativa, o género literário conhecido por literatura policial é dos que mais se aproxima do audiovisual, sobretudo no caso da televisão, onde há mais tempo para contar uma história.
Como autor da ficção escrita, reconheço em “The Wire” a matriz da literatura “policial” contemporânea e, sobretudo, a demonstração de que este género será – de todos os géneros literários – o que tem os limites mais amplos e maleáveis na sua interacção com a sociedade real.


A literatura não serve para mudar o mundo e, como escritor, se o quiser mudar, vou votar, manifestar-me da maneira que entender conveniente ou escrever um panfleto. Mas gosto de abordar, no que escrevo, os problemas sociais e políticos da nossa sociedade, combinando-os com a criação de uma narrativa ficcional que, seguindo os cânones do “thriller”, dialogue com o leitor e o chame a participar na descoberta dos enigmas subjacentes às histórias. Foi o que comecei a fazer em 2004 com “Crimes Solitários”, o meu primeiro romance. Foi o que fiz agora com “Morte com Vista para o Mar”, o meu oitavo romance, agora publicado pela TopSeller.


Houve uma única pessoa que me fez a pergunta mais interessante de todas: por que motivo é que escrevo histórias policiais? A única resposta que dei, e que posso dar, é esta: porque gosto. E é o que tenciono continuar a fazer, como autor.


Num país como o nosso em que há um interesse público tão generalizado pelo crime e pela justiça, acredito que há futuro para a literatura policial de qualidade. E com o apoio de alguns editores, e sem ligar ao desinteresse ignorante de outros, penso que os meus “thrillers” não servirão apenas para entreter os leitores mas também para estimular outros autores, outros projectos e o desenvolvimento da literatura e do audiovisual neste domínio, correspondendo aos interesses reais do público e sem abdicar da qualidade e da originalidade
.

Pedro Garcia Rosado

sábado, 16 de março de 2013

Na minha caixa de correio

  
Esta semana entraram cá em casa estes dois livros da Civilização que quero muito ler.
O Numa mesma noite comprei com um vale Fnac.
As minhas estantes estão a refilar com o peso... (Bom para mim, mau para elas!).

sexta-feira, 15 de março de 2013

Nome de toureiro de Luís Sepúlveda


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 184
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04425-9

Quase me esquecia de fazer o comentário deste livro tal é o corre-corre diário... O que poderia levar a penar que não gostei desta leitura! Bem pelo contrário! Com uma escrita forte mas descomplicada e muito fluída, Luis Sepúlveda sabe prender a atenção do leitor.

Intercalando entre dois narradores vamo-nos apercebendo do enredo desta história. Dois homens procuram saber do paradeiro de algumas moedas valiosas que foram roubadas durante a Segunda Guerra. As suas motivações são diferentes, resultando daí uma forte  empatia com um e não com outro. 

Paralelamente apercebemo-nos de situações que em nada fogem à realidade vividas em países com regimes opressores o que coloca o enredo deste livro entre a ficção e a realidade, facto que apreciei muitíssimo. 

Recomendo sem reservas! 

Terminado em 10 de Março de 2013

Estrelas: 5*

Sinopse


Durante os anos sombrios do nazismo, desaparece da prisão de Spandau um valiosíssimo conjunto de moedas de ouro. Quase cinquenta anos depois, caído o muro de Berlim, dois personagens obscuros mas poderosos, com um passado político duvidoso, contratam, cada um por seu lado, dois «antigos combatentes», desempregados profissional e ideologicamente, para que partam em busca do tesouro roubado. Um, Belmonte, o que tem nome de toureiro, aceita o encargo por amor a Verónica; o outro, Frank Galinsky, aceita-o por um velho hábito de obediência militante cujo ideal é agora o de enriquecer «como todos os outros».

Mas o tesouro ainda existe? Belmonte e Galinsky chegarão a enfrentar-se? Nos tempos implacáveis que são os nossos, vencerá o amor ou a cobiça?

Com Nome de Toureiro, Luis Sepúlveda confirmou-se como um admirável «contador de histórias», oferecendo-nos um inesperado «romance negro» que tem como pano de fundo uma profunda reflexão sobre as ideologias autoritárias.

quinta-feira, 14 de março de 2013

O melhor do mês de Fevereiro


Um romance com uma escrita muito agradável, que tem como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial e onde alguns dados verídicos conferem uma veracidade e um realismo muito próprios que me prenderam prontamente.
A minha opinião aqui!

Isabel Allende, histórias de paixão.

Gostei muito de ver e ouvir Isabel Allende. Com um humor muito próprio fala-nos de coisas sérias.
Tão sérias que doem.
Ouçam-na e deliciem-se!
Gostei tanto de ouvir Isabel Allende que vos coloco aqui hoje o que me enviaram por e-mail. Uma Senhora!


quarta-feira, 13 de março de 2013

Encontras-me no fim do mundo de Nicolas Barreau


Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 216
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789897260513

Este é o segundo livro que leio deste escritor e, tal como no primeiro, "O sorriso das mulheres", encontrei uma escrita muito fluída, agradável e uma leitura rápida de se fazer.

O romance parece conter uma história simples, quase a tocar no irreal mas desenvolve-se de tal forma que, o que é no início, somente um mistério para o personagem principal e para nós um pequeno ponto de interrogação, transforma-se e agarra-nos ao ponto de, nas páginas finais, devorarmos as palavras do autor.

Uma história de encantar, onde um homem bastante popular se vê preso às palavras sedutoras de uma mulher sem saber quem ela é. O poder de uma carta, de muitos e-mails e sobretudo o poder das palavras!

Um livro que se lê numa tarde, que nos dispõe bem e que nos faz sonhar. Bom para alimentar os sonhos de quem ainda não encontrou o seu príncipe encantado...

Terminado em 9 de Março de 2013

Estrelas: 4*

Sinopse

Jean-Luc Champollion é aquilo a que os franceses chamam um homme à femmes. O encantador proprietário de uma galeria bem-sucedida ama a arte e a vida, é muito sensível ao encanto das mulheres, que de bom grado lho retribuem, e vive num dos bairros da moda de Paris, em perfeita harmonia com o seu fiel dálmata Cézanne. Tudo corre bem até que, uma da manhã, Jean-Luc encontra no correio um envelope azul, e a sua vida muda para sempre. A missiva é uma carta de amor, ou melhor, uma das declarações de amor mais apaixonadas que o galerista já viu, mas não vem assinada: a misteriosa autora decidiu esconder-se e convida-o a descobrir quem é. Jean-Luc fica inicialmente confuso, mas decide alinhar. A remetente anónima forneceu-lhe um endereço de e-mail e desafia-o a responder. Mas a tarefa não é fácil. Em breve, Jean-Luc tem apenas um objetivo: descobrir a identidade da caprichosa desconhecida, que parece conhecer muito bem os seus hábitos e gosta de o provocar incessantemente. Assombrado pelas suas palavras, Jean-Luc segue as pistas dispersas na correspondência, cada vez mais incapaz de resistir à mais doce das armadilhas. O objeto da sua paixão existe apenas no papel e na sua imaginação, mas ele sente conhecer melhor esta mulher do que os quadros expostos na sua galeria, mesmo que nunca tenha visto o seu rosto. Ou será que viu?

terça-feira, 12 de março de 2013

A convidada escolhe... "O Segredo do Sophia"




Este inicio de ano foi pródigo em boas leituras e nomear um livro que me tenha agradado particularmente é uma tarefa difícil. Normalmente o fator surpresa é decisivo para o escolher. Sempre que espero um romance banal e este se destaca pelo inverso, a escolha está feita.

·         “O Segredo de Sophia” de Susanna Kearsley publicado pela ASA (que agora lança Mariana).


Romance com duas personagens femininas carismáticas em duas épocas distintas e duas histórias diferentes para o mesmo lugar – junto ao mar da Escócia. Semelhanças e dissonâncias entre ambas as histórias que gradualmente vão sendo compreendidas, não sem algumas reviravoltas interessantes. Carrie na primeira pessoa e Sophia na terceira pessoa do singular, narram a sua versão dos acontecimentos.
Narrativa segura e suave, bem contextualizada após uma apurada investigação de suporte dos dados históricos como a autora o explica, bem contada, é certamente um romance para apreciar e enlevar.  Personagens verossímeis e admiradas pelos seus valores e ideais, mas também pela inteligência, força e determinação, em paisagens e cenários de sonho, num enredo que conjuga ação e romance, com emoção, intriga e espionagem.

Parece-me o bastante para espicaçar a curiosidade e procurar ler este livro que apesar de eu considerar a capa pouco apelativa e adequada, foi um prazer de ler.

Vera Sopa

segunda-feira, 11 de março de 2013

Os anos perdidos de Mary Higgins Clark


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 280
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722525107


Gosto de ler géneros variados e de os intercalar para não me cansar em demasia! Já era tempo de ler um livro onde o mistério estivesse presente, onde o suspeito pode ser qualquer personagem.

Mary Higgins Clark é perita em criar situações onde o crime, o suspense são uma constante. Este livro começa, como tantos outros, com uma morte. O que o distingue de outros são os personagens bem conseguidos, tão ou mais interessados que as entidades policiais em desvendar o mistério subjacente a essa morte. Aliás, alguns personagens revelam-se mais inteligentes e com uma mente mais acutilante que os dois polícias...

Posso afirmar que algo me preparou para o desfecho (talvez uma certa antipatia por determinado personagem que não me pareceu muito simpático nem autêntico nos sentimentos que demonstrou) e que tinha, por isso mesmo, uma certa desconfiança por quem se revelou o autor do crime mas gostei de apreciar a acção desta obra, pois em nenhum momento ela se mostra desinteressante. É povoada, isso sim, por momentos de ansiedade que nos despertam e mantêm o interesse até ao final. 

Gostei! 

Terminado em 7 de Março de 2013

Estrelas: 4*+

Sinopse


Jonathan Lyons é um estudioso da Bíblia e julga ter encontrado uma relíquia inimaginável: uma carta em papiro que pode ter sido escrita pelo próprio Jesus Cristo. Roubada da Biblioteca do Vaticano no século XVI, pensava-se que estava perdida para sempre.

Agora, sempre com um pedido de sigilo, consegue confirmar a sua descoberta junto de vários especialistas. Mas confidencia também a um amigo de família a suspeita de que uma pessoa que em tempos foi da sua confiança queira agora vender o artefacto para fazer muito dinheiro.

Passados poucos dias, Jonathan é encontrado morto no seu estúdio. Na mesma altura, a sua mulher, Kathleen, que sofre de Alzheimer, também é encontrada, escondida no guarda-roupa, a balbuciar palavras sem sentido e segurando a arma do crime. Apesar da demência, Kathleen sabia que o marido tinha há muito tempo um caso com outra mulher. Terá ela matado o marido num acesso de ciúmes, como alega a polícia? Ou estará a morte dele relacionada com uma pergunta mais ampla: Quem tem em, sua posse o pergaminho de valor incalculável que agora desapareceu?

Caberá à filha de ambos, Mariah, ilibar a mãe das acusações de homicídio e desvendar o verdadeiro mistério que se esconde por detrás da morte do pai.

domingo, 10 de março de 2013

Ao Domingo com... Débora Afonso/Olivia Darko



Quem é a Olivia Darko? E, já agora, quem é a Débora? Quem sou eu e quem é ela, onde é que eu acabo e ela começa e onde é que nos encontramos?


A única certeza que tenho é que somos entidades – chamemos-lhes assim – diferentes, embora partilhemos o mesmo corpo e tenhamos as mesmas vivências. A Olivia é o meu lado mais obscuro, é ela quem possui a mente retorcida e adora pormenores macabros: se estou num sítio bonito a apreciar a paisagem, a Olivia está a imaginar todo o género de crimes que poderiam ter acontecido ali.

E porque motivo não utilizo o meu nome? Poderia argumentar com a existência paralela desta minha outra “personalidade”, mas não estaria a ser exacta – além de correr o sério risco de acharem que sofro de uma espécie de esquizofrenia. A verdade é que sou maluca por policiais.
Mesmo. Adoro, devoro e leio quase exclusivamente este género. Não apenas os típicos, com crime, investigação e provas, mas muito mais os chamados “policiais negros” em que o enfoque está no contexto psicológico do crime, em todos os condicionalismos que levam a que uma determinada pessoa, num determinado momento, ache que não tem outra solução que não seja agir daquela forma. E a verdade é que não encontro muitos autores com nome português a escrever este género de livros. Então, seguindo esse raciocínio, considerei que o ideal seria um nome que, não deixando de ser português, existisse também noutras línguas.
Ficou Olivia. O Darko é uma adaptação de Dark (do inglês escuro / obscuro/escuridão), porque achei que se coadunava com a personalidade dela. Considerando tudo, a Olivia Darko acaba por ser mais uma personagem, ou uma persona que eu utilizo para dar vida às ideias macabras que vou tendo.

“O filho de ninguém” é o primeiro livro da Olivia, editado em 2011 pela Chiado Editora. Quase nem gosto de lhe chamar livro, porque é uma história pequena, como um conto. Comei a escrever um conto e decidi que se gostasse do resultado enviava para uma editora. Foi assim que surgiu este livrinho.

Está muito centrado na história de um homem de 26 anos que viveu toda a sua vida – até alguns meses antes do início do livro – completamente isolado do mundo, num monte afastado da aldeia mais próxima, tendo apenas a mãe por companhia. Acompanhamos uma parte do seu percurso no “mundo exterior”, e a sua tentativa de se adaptar à sociedade, até à altura em que ele começa a ter umas visões que sugerem mais do que efectivamente mostram. Ficamos na dúvida sobre se aconteceu um crime ou não, sobre quem teria sido a vítima, quem o teria cometido, o que é que realmente se teria passado. Os acontecimentos, as visões, as descobertas, as memórias, tudo se vai passando à frente até acabarmos por descobrir a verdade acerca do que realmente aconteceu. Achamos nós, porque ainda há um twist.

Se calhar não devia ter dito isto. Pronto, mais uma confissão: não gosto nada de escrever sinopses ou introduções aos meus textos. Ou conto a mais ou não conto o suficiente.

Agora estou a trabalhar noutra história. Do mesmo género, claro, e se gostar do resultado, vou tentar editá-la também.

E a Débora? Essa sou eu. Sou mãe, filha, esposa, irmã e amiga. Sou uma pessoa, daquelas humanas como gente, com todos os defeitos a que tenho direito e também algumas qualidades (a modéstia não é uma das maiores, confesso, por isso arrisco a dizer que tenho mais qualidades que defeitos). Gosto de sapatos como todas as mulheres – ou se calhar um bocadinho mais – e sou acérrima defensora dos direitos dos animais. Sou licenciada em Química mas adorava viver da escrita. Ah, a minha cor preferida é o rosa fúcsia e escrevo histórias para crianças.

Eu bem disse que era muito diferente da Olivia!

Página do Facebook aqui

Débora Afonso

sábado, 9 de março de 2013

Na minha caixa de correio

   
Esta semana chegaram cá a casa livros do SdL, emprestados. São eles o da Ines Pedrosa e o do Luis Sepúlveda.
Shantaram foi emprestado por uma amiga da Roda dos livros e é um Sr livro! São quase 900 páginas de puro deleite, segundo essa amiga.
O que faço hoje para jantar tinha de fazer parte da minha estante. Livro prático, com receitas deliciosas que vou experimentar para depois vos mostrar e postar.

Um livro numa frase




"A razão procura mas é o coração que encontra."

In pág. 149, "Encontras-me no fim do mundo", Nicolas Barreau
Frase escolhida por Cris

quinta-feira, 7 de março de 2013

S.E.C.R.E.T de L. Marie Adeline


Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 272
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896573614


E tudo começou com uma pequena surpresa que chegou cá a casa: uma agenda e uma proposta! Aceitaria eu o enigma?
Claro que venceu a curiosidade e, impaciente, esperei pela semana seguinte para saber o que viria a seguir... Uma pulseira e mais uma pergunta que me deixou intrigada!
Até que, dias depois, apareceu numa caixa preta este livro que despertou a minha curiosidade.

De que forma se relacionavam o livro e as surpresas?

Só havia uma forma de descobrir: ler o livro e foi o que fiz rapidamente.

Tenho de vos confessar que este género de leitura que grassa por aí não é, de todo, o meu preferido mas o que é certo é que, ultimamente, já li dois ou três livros mais sensuais, a tocar para o erótico. Não desgosto tanto mais que acabo sempre a leitura, impulsionada pela curiosidade, mas gosto mais de um bom romance histórico ou aquele livro que vai buscar um acontecimento real e o mescla com a ficção! Mas voltemos ao S.E.C.R.E.T...

Uma história que se centra numa mulher e na sua quase não-vida sexual, retratando com isso muitas mulheres do dia-a-dia. A diferença é que esta personagem tem coragem de abandonar o seu marasmo habitual e lançar-se numa aventura com várias etapas a ultrapassar.

Vocábulos fortes, intensos, que podem chocar mentes menos abertas, descrições arrojadas que ficam muito para além do imaginário comum, vão agradar sobretudo o público feminino que gosta de emoções extremas, picantes. 

Quem se atreve a lê-lo?

Terminado em 4 de Março de 2013

Estrelas: 4*

Sinopse


A vida de Cassie Robichaud está cheia de tristeza e solidão desde que o marido morreu. Cassie é empregada de mesa no Café Rose, em Nova Orleães, e dorme todas as noites num apartamento de um só quarto, na companhia de um gato.
Porém, quando descobre um diário deixado no café por uma mulher misteriosa, o seu mundo muda para sempre. O diário, cheio de confissões explícitas, choca-a e fascina-a ao mesmo tempo e acaba por levá-la ao S.E.C.R.E.T., uma sociedade secreta que se dedica a ajudar mulheres a realizar as suas fantasias sexuais mais loucas e íntimas. Cassie acaba por mergulhar numa electrizante jornada de Dez Passos, durante a qual tem uma série de fantasias arrebatadoras com homens deslumbrantes, que a fazem despertar e a saciam.
Assim que se liberta das suas inibições, Cassie descortina uma nova confiança e transforma-se, conseguindo a coragem necessária para levar uma vida apaixonada. Ao mesmo tempo atraente, libertador e emocionalmente poderoso, S.E.C.R.E.T. é um mundo onde a fantasia se torna realidade.


quarta-feira, 6 de março de 2013

O mundo amarelo de Albert Espinosa


Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 176
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722349925

Gostei de ler este livro mas esperava algo diferente. Pela sinopse fiquei a achar que nos contava mais da sua vida para podermos, dessa forma, compreendermos melhor os ensinamentos adquiridos com a experiência que a doença lhe trouxe.

Foi por isso com muita emoção que li as partes em que o autor falava os seus tratamentos, dos momentos passados com os outros doentes, que chamavam carinhosamente de "carecas", da perda dos amigos...

Estes ensinamentos, que advêm da sua luta contra o cancro, vão ser uma mais-valia para todos os que querem arranjar força para lutar contra as agruras que a vida nos oferece e saber dar a volta por cima!  

Terminado em 2 de Março de 2013

Estrelas: 4*

Sinopse

A vida de Albert Espinosa mudou quando tinha 14 anos e lhe diagnosticaram um cancro. Aos 15 amputaram-lhe a perna esquerda, e, até aos 24, quando foi dado como curado, retiraram-lhe ainda o pulmão esquerdo e extraíram-lhe parte do fígado. Mas, como o próprio diz: «O cancro tirou-me as coisas materiais […] mas deu-me a conhecer muitas outras coisas que nunca teria conseguido descobrir sozinho.» Este é o livro onde o autor partilha as experiências e os ensinamentos que o ajudaram a viver feliz mesmo nas circunstâncias mais difíceis. O sucesso desta obra tem sido contagiante, registando sucessivas edições, milhares de exemplares vendidos e direitos adquiridos por mais de uma dezena de países. O Mundo Amarelo deu também origem a uma série televisiva em Espanha, cujos direitos de adaptação nos Estados Unidos foram comprados pela produtora Dreamworks, de Steven Spielberg.


terça-feira, 5 de março de 2013

A convidada escolhe... "Uma morte súbita"


A minha opinião aqui! Partilho, muitas vezes, a mesma opinião que a Marília. Desta vez, porém, discordo do que ela diz em relação ao final do  livro: o que me fez gostar dele foram as suas (talvez) últimas 50 páginas. Achei-as arrebatadoras, mesmo típicas da escrita de J.K.Rowling. (cris)

Ás vezes acontece-me um livro  ficar aquém das minhas expectativas.

O que me levou a comprar este foi a curiosidade, queria ver se a campeã de vendas do Harry Potter mantinha a mesma magia com os adultos. Não me ganhou como leitora!

Não posso dizer que não gostei do livro, porque o li até ao fim e isso só acontece se algo me prende minimamente ou não me irrita completamente ao ponto de o abandonar, mas é penas um livro que se lê bem, um livro "ligeirinho", de verão talvez!

Comecei a ler este livro com alguma avidez, mas fui esmorecendo ao longo das páginas. Até mais de metade do livro nada se passa, é-nos descrita com pormenor uma pequena comunidade de Inglaterra, com os seus habitantes cheios de preconceitos pequeno burgueses, lutando pelo poder politico a nível local, tendo um bairro social contiguo à sua cidade como alvo das suas lutas e discórdias.

Os personagens não me cativaram, não os senti "vivos", com "alma", não me fizeram querer conhecê-los melhor, não obstante a panóplia de problemas psicológicos e sociais que a autora ofereceu às pessoas  daquela pequena cidade quase parecendo  que ninguém estava livre de algum distúrbio psicológico...mal conseguido, na minha opinião!

O fim do livro...se até aí foi uma pasmaceira, de repente tudo se precipita num galopar de acontecimentos alguns pouco verosímeis por não se coadunarem com a anterior caracterização da personalidade de alguns personagens. Tudo se precipita para o drama final...mais uma vez, excessivo!

Acredito que será um livro de sucesso, tem lá todos os ingredientes!

Marília Gonçalves

segunda-feira, 4 de março de 2013

Resultado do Passatempo O Segredo de Martinica

Anuncio agora o vencedor do passatempo que vai receber o livro de Fernando Silva, O segredo de Martinica, gentilmente cedido pela Chiado Editora.

Das 195 participações foi seleccionado pelo Random.Org o nº 42 que pertence a:

- António Silva de Avanca

Muitos parabéns! Espero que gostes desta leitura!

Passatempo "2000 a Bombar"

É dia de festa aqui n'O tempo entre os meus livros! Estamos quase, quase nos 2000 seguidores, estamos perto disso no FB e eu já não aguento mais e quero-vos oferecer os livros...

A chuva começa hoje! Muitos livros  para oferecer! Para concorrerem só têm de ser seguidores do blogue e enviarem um email, com o nick do seguidor, para:

otempoentreosmeuslivros@gmail.com

Só é permitido uma participacao por pessoa/residencia.

O passatempo termina em 23 de Março.

Os livros serão sorteados pela ordem em que aparecem aqui e durante o dia 25 de hora a hora sairão os resultados.

As editoras agradecem se fizerem um Gosto na sua página do FB. 

Boa sorte!

domingo, 3 de março de 2013

Ao Domingo com... Vítor Rodrigues


Eu, Vítor, portuga e cidadão do mundo me confesso. Escritor não compulsivo mas convicto, a faina literária serve-me para expressar o que me vai na alma e no intelecto tentando contribuir para um mundo mais digno da Humanidade que faz catedrais e entoa sinfonias. Já escrevi uns quantos livros, na esperança de que ao menos valham o papel retirado às florestas e contribuam para outros florescimentos. Admiro as grandes obras mas também a simplicidade dos tijolos pequeninos com que podemos construir uma vida diária refinada e feliz.

Para mim, a escrita é um momento em que o espelho do papel me devolve a mim mesmo mas também me ecoa os outros que estão em mim e comigo. Acredito que, sem ela, muitas ideias e palavras ficariam meio sufocadas em vários pedaços do que sou; por isso, costumo passear com livros por nascer na mente e sonhar com montes de tempo livre e de liberdade para dar curso à pena, sem obrigações a restringirem-na. A minha escrita, devo dizê-lo, tem brotado de intervalos entre tarefas múltiplas e sido nascente mais que a cascata que me apetecia. Psicólogo e psicoterapeuta, sofro de amor incurável e de ímpetos terapêuticos que também desaguam em escrita com certa facilidade. No entanto, acredito que também por aqui se movem alguma poesia, uma devoção pela Beleza, um enlevo com todas as criações que se harmonizam para elevar a consciência humana. Talvez seja por isso que alguns dos meus livros ecoam certa zanga, certa indignação com o que a limita, desfigura ou encolhe.

Detesto a hipocrisia dos hipócritas, a estreiteza de vistas de certos governantes, a ambição monetária destruidora e impiedosa de certos empresários. Nessa vertente, dou comigo a ser irónico e a querer desmascarar um pouco para encontrar melhores figuras.

O que mais posso dizer de mim? É estranho mas só me resta dizer que me sinto definido em ser um amante da Humanidade e um grande admirador dos que a afirmam no seu melhor.      

Vítor Rodrigues

sábado, 2 de março de 2013

Na minha caixa de correio

       

  
Nossa! O carteiro não teve sossego esta semana!
Os dois primeiros livros vieram da Asa. Vou primeiro ler o Mariana pois deixou-me muito curiosa.
Curiosa também estou com os dois da Laurie Halse Anderson... Qual ler em primeiro?
Do Clube do Autor um livro do Mário, escrita que me apaixonou recentemente. Humor puro! A Terra Mãe deixou-me também com vontade de pegar nele em breve.
O autor de Morte com vista para o mar vai-nos brindar em breve com um texto para o Domingo com... A sinopse promete!
A última duquesa e o Cozinha sem limites ganhei no JN.
O lar da senhora Peregrine para crianças peculiares é emprestado do SdL.
Oferta gentil do autor foi A Maria da Lua. Depois de o ler vai alegrar o coração e as noites de uma menina, uma outra Maria...