
Uma seita. Um lider que é amado por todos os elementos, maioritariamente raparigas. A fome, o lixo, a sujidade interna e externa. Brilhantemente relatado pela autora, uma trama contada em dois espaços temporais diferentes. Evie relata-nos, o seu passado rebelde e também o seu presente que se traduz um pouco numa grande apatia, num "nada fazer", sem perspectivas.
E durante todo o livro, a expectativa de um acontecimento macabro, que se visualiza nas últimas páginas.
Muito real, cinematográfico quase. Gostava que o final se tivesse traduzido, para Evie, numa esperança renovada no futuro. No seu futuro.
Recomendo. Um livro duro, que relata uma época com mestria.
Terminado em 17 de Novembro de 2016
Estrelas: 5*
Sinopse
Califórnia. Verão de 1969.
Evie, uma adolescente insegura e solitária, avista um grupo de raparigas no parque e fica fascinada com a aura de abandono que as envolve: vestem-se de forma descuidada, andam descalças e parecem levar uma existência feliz à margem das convenções. Dias depois, Suzanne, uma das raparigas, convida Evie a acompanhá-la até às montanhas, ao rancho isolado onde vive numa comunidade organizada em torno de Russell, músico frustrado e líder carismático.
Desesperada por ser aceite, Evie mergulha numa espiral de drogas e amor livre. Porém, à medida que se vai afastando da mãe e das rotinas da vida, e à medida que a sua obsessão por Suzanne se intensifica, Evie não se apercebe de que está a um passo de uma violência inimaginável, a caminho daquele momento na vida de uma rapariga em que uma simples escolha pode determinar o futuro. Um retrato excecional da fragilidade adolescente, uma reflexão sobre as decisões que nos marcarão toda a vida e uma evocação daqueles anos de paz e amor em que germinava um lado obscuro…
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