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quinta-feira, 12 de julho de 2012

A convidada escolhe... O gosto proibido do gengibre


Sei que posso confiar na opinião da Vera e se ela diz que é um prazer de ler, este livro vai ser alvo de uma atenção muito especial e muito em breve - ainda este mês - vai passar da estante à mesa de cabeceira! Não sei o que acontece com vocês mas quando os meus olhos se passeiam pelas prateleiras à procura de um livro que me salte à vista, aparecem logo uma dúzia deles a fazerem sinais, desesperados para que eu lhes pegue... (Cris)


"Dos livros que li recentemente e que mais me agradaram, realço "O Gosto Proibido do Gengibre". Possivelmente, um daqueles romances que facilmente passam despercebidos.
(O Gengibre é uma planta herbácea de origem asiática com um sabor forte e picante, um aroma característico, distinto como as personagens deste romance.)

Romance suave, terno e belo sobre um amor juvenil e puro, entre dois cidadãos americanos, amigos, de ascendência asiática, quando os seus países de origem estavam em lados distintos durante a Segunda Guerra Mundial. Através da narrativa compreendemos a interferência interna dos conflitos bélicos nas comunidades japonesas no interior dos E.U.A.. A tensão entre Americanos e Japoneses após o ataque a Pearl Harbor, (que marcou a entrada dos Americanos na Guerra) levaram a que as famílias nipónicas fossem enviadas para campos de internamento.  As consequências neste romance, para estas famílias de Seattle, foi um novo recomeço, depois de abandonarem os seus pertences mais preciosos no simbólico Hotel Panama.

Uma lição de vida que interiorizamos e sempre actual: "Que não é a cor da pele ou a aparência física que nos define, mas o que fazemos e aquilo que as nossas acções dizem sobre nós.

Intercalando maravilhosamente passado/ história com o presente (de Henry), temos outros temas importante neste romance. Henry Lee, quarenta anos volvidos e depois de enviuvar, procura compreender as dificuldades de comunicação com o filho que no passado tinha tido com o pai. Procura compreender o vazio que sempre o acompanhou depois de faltar a uma promessa. Relembra amigos ligados ao Jazz. Relembra a sua vida e as escolhas que determinaram o rumo da sua vida.
Uma reflexão e um relato extraordinário de um personagem único - Henry Lee.

Gostaria muito de ver este romance transportado para o cinema.
Um prazer de ler!"

Vera Sopa

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