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domingo, 14 de maio de 2017

Ao Domingo com... Isabel Valadão

      No início, já tardio, desta nova etapa da minha vida que a escrita consubstancia,
foi a expectativa do “lucro”, nem sempre vil, que me motivou. Não sabia que os escritores também tinham que correr maratonas para ganharem dos leitores um olhar menos casual… Tão importante como sermos, nós próprios, observadores atentos do mundo que nos rodeia é sermos igualmente notados por esse mundo!
      E essa nova etapa da minha vida começou quando, a meio dos meus quarenta anos, decidi concretizar um projecto antigo: licenciar-me em História para poder interpretar a Arte nas suas tão variadas expressões. A História da Arte!
      Foi nessa altura que comecei também a escrever para marcar no papel um sentimento de saudade pela terra onde vivi a maior parte da minha vida. Foi pel’’A Sombra do Imbondeiro’ que comecei.
      Um projecto de cada vez! Quis deixar às minhas netas, sempre distantes fisicamente, um testemunho de quem fui, por onde passei e os caminhos que trilhei nessa aventura inesquecível que foi Angola.
      Pelo meio, desiludida com a impossibilidade física de encontrar trabalho em Portugal, dediquei-me ao estudo em privado do património histórico português, ao restauro de quadros dos grandes e pequenos mestres da Pintura, à Museologia – e aos meus queridos animais peludos…
      A Investigação nas suas mais variadas formas, foi sempre incontornável na minha actividade profissional… E desta, desde que me tornei Historiadora, iam nascendo os projectos da escrita. Deles surgiriam o ‘Loanda – Donas, Escravas e Senhoras’ e o ‘Angola – As Ricas Donas’, dos publicados. Por publicar, eternamente inacabados, outros tantos…
      Foi difícil a nossa adaptação ao país que nos acolheu onde nos chamaram ‘Retornados’ como se a palavra estivesse escrita no bilhete de identidade. Na linguagem dos anfitriões ainda não tinha sido inventada a palavra ‘Refugiados’… E, por isso, também por mil outras razões, decidimos tentar um recomeço – mais um! – em Macau, uma porta entreaberta para uma China ainda longe da de hoje… E, tantos anos depois dessa experiência, surge agora ‘O Rio das Pérolas’…
     Se tenho projectos? Claro que os tenho! Sempre os tive.
      Mas, como sempre, espero sempre pelo dia seguinte e com ele a oportunidade de realizar mais um!

      Um projecto de cada vez!
                               
A Sinopse:
"Maria e Mei Lin podiam ser duas pessoas diferentes. Na verdade, são duas facetas da mesma mulher. Quando Mei Lin, uma menina irreverente, com grandes sonhos, foge do convento e das freiras que a criaram para não se ver condenada a uma vida sem fulgor, predestinada por outros, estava longe de imaginar que a sua escolha a precipitaria para o submundo das casas de ópio e de prostituição de Macau. Mas o destino prega-lhe uma partida e Mei Lin acaba por ser vendida como pei-pa-chai — no fundo, uma escrava sexual. É então que conhece Manuel, filho de uma das famílias portuguesas mais importantes do Território, alguém que lhe pode dar outra vida.
Mas será a nova família capaz de a aceitar? E será que o passado ficou verdadeiramente para trás? Uma viagem por Macau nas décadas de 40, 50 e 60 e pelas contradições da vida num território português às portas da China, no rescaldo da Segunda Guerra Mundial e da guerra sino-japonesa."

Isabel Valadão

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