"Nasci em Espanha, em Maio de 1977, mas os meus pais regressaram a Portugal quarto anos depois. Em boa verdade, sou portuguesa. Segui o meu percurso escolar, como qualquer outra criança. Aos 11 anos de idade, com o falecimento do meu pai, o próprio núcleo familiar sofreu alterações e ficámos todos marcados pela perda e pelo sofrimento que um cancro provoca. Mais tarde, terminado o liceu, fui para Coimbra estudar direito, naquela que foi talvez a pior decisão da minha vida. Rapidamente percebi que me não identificava com o curso, insisti, mas acabei por desistir. Ainda assim, de Coimbra trouxe uma importante bagagem e muitas horas de leitura. Há relativamente pouco tempo, depois de tomadas as devidas opções (de ordem racional) dei voz à minha relação com a escrita, essa paixão que, quiçá semelhante a um traço de personalidade, nasceu comigo e foi ganhando força ao longo dos anos. Agora, estou certa de que “Na Senda da Memória...” será o primeiro de vários livros.
Este meu livro é sobretudo um romance psicológico, com “nuances” de policial a servir-lhe de pretexto. É um livro conscientemente arriscado pela seguinte razão: é diferente e aquilo que é diferente é arriscado, parece-me que isto é transversal a todas as coisas. O facto é que há nestas páginas uma constante transgressão estética em relação àquilo que vai sendo a actual tendência para simplificar. É um livro, atrevo-me a dizer, teimosamente diferente.
“Na Senda da Memória...” permite várias leituras. Podemos fazer uma leitura rápida, acompanhando o enredo que, ainda que simples, não deixa sossegar ou podemos mastigar este livro, viajar pelas suas entranhas.
A questão nuclear é o vertiginoso processo de autodescoberta de Mateus, trata-se de problematizar a linha de fronteira entre o bom e o mau. Aqui não há personagens boas e más, há personagens que, ainda que ficcionadas, têm qualidades e defeitos, como todos nós. Este livro fala essencialmente do universo masculino, mas fala-nos também de mulheres, mulheres muito diferentes: começamos com uma breve referência a uma mulher infiel ao marido e terminamos com Laura. A abordagem que fui fazendo da mulher evoluiu no sentido da purificação, portanto, no mesmo sentido da própria evolução psicológica de Mateus.
Há pouco falava de entranhas e falava das possíveis leituras. Deixo-vos um pequeno exemplo: “Velhas árvores, que apodreciam junto à linha de água, eram agora lindas mulheres de vestidos compridos e elegantes, num cortejo religioso. Um padre dava a cada uma delas, na eucaristia, um ovo de cuco e murmurava, em simultâneo, Corpo de Cristo!. Mais tarde, em grandes ninhos de palha, crianças enormes eram alimentadas por pequenos pais adoptivos. As mulheres adúlteras voltavam para comungar e os maridos, em casa, alegravam-se com a falsa paternidade.” (página 30) É uma das passagens em que Mateus está a delirar. Esta passagem só pode ser plenamente entendida por aqueles que conhecem esta particularidade da natureza: os cucos põem os ovos nos ninhos de outras espécies.
Aqui, as personagens mais simpáticas têm falhas e defeitos: Laura é desconfiada; o professor mentiu; o velho é grosseiro (note-se que este velho não tem nome, está aqui em representação duma sabedoria calma e atenta, feita de anos de vida). Por outro lado, este livro também nos mostra o lado menos negro do Chico Mau e a grande travessia psicológica de Mateus (que coincide com uma fuga física). As pessoas são um somatório de defeitos e virtudes, algumas mudam, outras surpreendem, assim também com estas personagens. A vida só fecha com a morte (e ainda assim não sei), enquanto tal não acontece, há sempre espaço para o amanhã. Assim também neste livro, porém, e apesar de ser um romance aberto, o enredo não tem pontas soltas, encerra todas as questões que ao longo da estória se levantam."
Sónia Cravo
A minha opinião aqui.
Cris
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domingo, 15 de janeiro de 2012
Passatempo "Na senda da memória"
Neste passatempo temos para oferecer um exemplar autografado do livro de Sónia Cravo, "Na senda da memória", a quem responder acertadamente às questões que se seguem.
Termina dia 21 deste mês e só é permitida uma participação por residência/email e quem residir em Portugal. O blog não se responsabiliza por qualquer extravio do livro com a sua expedição.
Boa sorte!
Termina dia 21 deste mês e só é permitida uma participação por residência/email e quem residir em Portugal. O blog não se responsabiliza por qualquer extravio do livro com a sua expedição.
Boa sorte!
sábado, 14 de janeiro de 2012
A ponte invisível
Finalista do Prémio Orange 2011
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 800
Editor: Livraria Civilização Editora
ISBN: 9789722633369
Como começar este comentário? Sabem quando um livro nos enche as medidas e ficamos como que atordoados com tanta informação e riqueza? Esperava gostar bastante desta obra mas, efectivamente, superou em tudo as minhas expectativas.
1937/1945. Segunda Guerra Mundial. Antes e depois. Paris, Budapeste. Foi neste cenário que mergulhei, maravilhada pelo discurso escrito desta escritora que desconhecia, e horrorizada pelos crimes de que já tinha conhecimento mas que "senti" como se fosse a primeira vez. Assistimos ao começo das hostilidades contra o povo judeu, neste caso judeus húngaros.
O romance, o amor e a amizade estão presentes, muito presentes, em todas as suas páginas. Mas é algo de tão intenso e real que não se torna nada piegas, mas sim, verdadeiro. Como a solidariedade nas alturas de maior dor consegue imperar...
Outros dos aspectos que me fez dar as estrelas máximas (acho que o ano passado só dei um seis!) foi o facto de, ao mesmo tempo que nos embrenhamos na escrita sublime de Julie Orringer, nos apercebermos de que informação verdadeira vai-nos sendo fornecida sobre esse período negro da História Mundial. E aprendemos com isso. Não nos podemos esquecer de todos os judeus que, nascidos no lado errado da guerra (em países aliados da Alemanha nazi, como foi o caso da Hungria), sofreram também uma forte perseguição.
A história de uma família, contada em jeito de romance por um dos seus membros. A ler, sem sombra de dúvida! Para mim foram 800 páginas de puro deleite e, quando pensamos que a história está perto do seu final e que, por essa razão, se vai suavizar, somos atingidos com um murro no estômago. Um livro para quem gosta de um tema como a Segunda Guerra Mundial e saber mais sobre ela. Fantástico!
Terminado em 13 de Janeiro de 2012
Estrelas: 6*
Sinopse
Paris, 1937. Andras Lévi, estudante de arquitetura, chega de Budapeste com uma bolsa de estudo, uma única mala e uma carta misteriosa que prometeu entregar a Claire Morgenstern, uma jovem viúva que vive na cidade. Quando Andras conhece Claire, fica preso na sua vida secreta e extraordinária. Ao mesmo tempo, a tragédia começa a assolar a Europa, colocando-os num estado de terrível incerteza. De uma remota aldeia húngara às óperas grandiosas de Budapeste e Paris, do desespero do inverno nos Cárpatos a uma vida inimaginável em campos de trabalhos forçados, A Ponte Invisível narra a história de um casamento que sobrevive ao desastre e de uma família ameaçada de aniquilação e unida pelo amor e pela história.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Novidades Livros d'Hoje
O NOVO NORTE – O MUNDO EM 2050
De Laurence C. Smith
O mundo em 2050 será radicalmente diferente do de hoje. Países do norte — nomeadamente Canadá, Rússia e Escandinávia — subirão à custa dos do sul. Lugares como Nova Zelândia, Argentina e Brasil também serão vencedores. Os padrões de migração humana serão drasticamente alterados — e o local onde nascemos será ainda mais crucial nas nossas vidas.
O Novo Norte explora as «quatro forças motrizes» que estão a modificar o mundo: a mudança climática, o crescimento populacional, a globalização e o esgotamento dos recursos. Mais do que isso, tenta-se prever como estas irão moldar o mundo até 2050. Este é um livro sobre pessoas e os fatores que determinam onde e como elas vivem, examinando mais cuidadosamente os países do extremo norte — Escandinávia, Canadá, Gronelândia —, que têm a ganhar com as mudanças em curso.
UM LONGO REGRESSO A CASA
De Gail Caldwell
«Esta é uma velha história: eu tinha uma amiga com quem partilhava tudo, até que ela morreu e também isso nós partilhámos.
Um ano depois de ela ter partido, quando eu julgava já ter ultrapassado a loucura daquele sofrimento inicial, caminhava no parque de Cambridge onde durante anos Caroline e eu passeámos os cães. Era uma tarde de inverno e o local estava vazio – a estrada fazia uma curva, não havia ninguém à minha frente nem atrás de mim e eu senti uma desolação tão grande que, por momentos, os meus joelhos ficaram imóveis. “O que estou aqui a fazer?”, perguntei-lhe em voz alta, habituada agora a conversar com uma melhor amiga morta. “Devo seguir em frente?”»
De Laurence C. Smith
O mundo em 2050 será radicalmente diferente do de hoje. Países do norte — nomeadamente Canadá, Rússia e Escandinávia — subirão à custa dos do sul. Lugares como Nova Zelândia, Argentina e Brasil também serão vencedores. Os padrões de migração humana serão drasticamente alterados — e o local onde nascemos será ainda mais crucial nas nossas vidas.
O Novo Norte explora as «quatro forças motrizes» que estão a modificar o mundo: a mudança climática, o crescimento populacional, a globalização e o esgotamento dos recursos. Mais do que isso, tenta-se prever como estas irão moldar o mundo até 2050. Este é um livro sobre pessoas e os fatores que determinam onde e como elas vivem, examinando mais cuidadosamente os países do extremo norte — Escandinávia, Canadá, Gronelândia —, que têm a ganhar com as mudanças em curso.
UM LONGO REGRESSO A CASA
De Gail Caldwell
«Esta é uma velha história: eu tinha uma amiga com quem partilhava tudo, até que ela morreu e também isso nós partilhámos.
Um ano depois de ela ter partido, quando eu julgava já ter ultrapassado a loucura daquele sofrimento inicial, caminhava no parque de Cambridge onde durante anos Caroline e eu passeámos os cães. Era uma tarde de inverno e o local estava vazio – a estrada fazia uma curva, não havia ninguém à minha frente nem atrás de mim e eu senti uma desolação tão grande que, por momentos, os meus joelhos ficaram imóveis. “O que estou aqui a fazer?”, perguntei-lhe em voz alta, habituada agora a conversar com uma melhor amiga morta. “Devo seguir em frente?”»
Novidade Sextante Editora
Travessa d’Abençoada
de João Bouza da Costa
Uma criança autista escuta os sons de dois corpos entregues ao sexo e convoca os seus deuses contra a derrocada do tempo. Um tradutor apropria-se, coxeando, da sua cidade, enquanto a música inunda a noite e a sua mulher se debate com a memória. Um velho preso no labirinto da raiva enfrenta a morte caído numas escadas.
Pessoas de uma pequena travessa de Lisboa, vinte e quatro horas da vida no mundo.
de João Bouza da Costa
Uma criança autista escuta os sons de dois corpos entregues ao sexo e convoca os seus deuses contra a derrocada do tempo. Um tradutor apropria-se, coxeando, da sua cidade, enquanto a música inunda a noite e a sua mulher se debate com a memória. Um velho preso no labirinto da raiva enfrenta a morte caído numas escadas.
Pessoas de uma pequena travessa de Lisboa, vinte e quatro horas da vida no mundo.
Novidades ASA
A Vida secreta das princesas árabes
de Jean Sasson
Sultana é o pseudónimo de uma corajosa princesa da Arábia Saudita. Ela é uma das dez filhas da família real mas a sua vida, rodeada de luxo e riquezas inimagináveis, está longe de ser um conto de fadas. No seu país, as mulheres – qualquer que seja o seu estrato social – estão sujeitas à tirania ditada por um fanatismo religioso que promove a poligamia, dá ao homem o poder de castigar cruelmente qualquer mulher e incentiva os casamentos forçados, as mutilações e a violência sexual, as execuções por apedrejamento ou afogamento.
Quando aceitou contar a sua história à jornalista e escritora Jean Sasson, Sultana sabia que estava a pôr em risco a própria vida. Foi conscientemente que abdicou da sua segurança pessoal para denunciar o brutal quotidiano das mulheres sauditas. A sua voz dá-nos a conhecer um mundo no qual a sumptuosidade e a extravagância coexistem com a violência e a barbárie. A princesa partilha connosco a sua intimidade e a das mulheres que a rodeiam: as suas filhas, primas, amigas… mas, na sua franqueza e coragem, ela fala por todas as mulheres.
Mil noites de paixão
de Madeline Hunter

O nascimento de Vénus
Alessandra Cecchi tem quase quinze anos quando o pai, um próspero mercador de tecidos, contrata um jovem pintor para pintar um fresco na capela do palazzo da família. Alessandra é uma filha da Renascença, tem uma mente precoce e um temperamento artístico… e rapidamente fica inebriada pelo génio do pintor.
Muitos anos depois, a irmã Lucrezia morre no convento onde passou grande parte da sua vida. Perplexas, as outras freiras observam a estranha serpente tatuada no seu corpo.
É que, antes de entrar para o convento, a irmã Lucrezia era Alessandra. Jovem, bela e inteligente, ela viveu o esplendor e luxo da Florença renascentista, conviveu com os ricos e poderosos, criou, amou, transgrediu... Como foi ela parar àquele convento? O que significa a tatuagem na sua pele? Quais foram afinal as causas da sua morte?
Romance de amor, mistério e arte, O Nascimento de Vénus dá-nos a conhecer um irreverente elenco de mulheres inesquecíveis, que nos abrem as portas da Florença renascentista, um dos mais formidáveis centros de cultura e arte da história da humanidade.
de Jean Sasson
Sultana é o pseudónimo de uma corajosa princesa da Arábia Saudita. Ela é uma das dez filhas da família real mas a sua vida, rodeada de luxo e riquezas inimagináveis, está longe de ser um conto de fadas. No seu país, as mulheres – qualquer que seja o seu estrato social – estão sujeitas à tirania ditada por um fanatismo religioso que promove a poligamia, dá ao homem o poder de castigar cruelmente qualquer mulher e incentiva os casamentos forçados, as mutilações e a violência sexual, as execuções por apedrejamento ou afogamento.
Quando aceitou contar a sua história à jornalista e escritora Jean Sasson, Sultana sabia que estava a pôr em risco a própria vida. Foi conscientemente que abdicou da sua segurança pessoal para denunciar o brutal quotidiano das mulheres sauditas. A sua voz dá-nos a conhecer um mundo no qual a sumptuosidade e a extravagância coexistem com a violência e a barbárie. A princesa partilha connosco a sua intimidade e a das mulheres que a rodeiam: as suas filhas, primas, amigas… mas, na sua franqueza e coragem, ela fala por todas as mulheres.
Mil noites de paixão
de Madeline Hunter

Eles não têm absolutamente nada em comum.
Lady Reyna é uma mulher virtuosa e erudita, que preferia morrer a quebrar uma promessa ou voto.
Ian de Guilford é um sensual mercenário, um cavaleiro errante cujo temperamento fogoso lhe valeu a alcunha de Senhor das Mil Noites.
Ela não conhecia a sua fama quando, fazendo-se passar por cortesã, transpôs as linhas inimigas com um plano desesperado para salvar o seu povo. Agora que está frente a frente com o guerreiro a cujos encantos, diz-se, é impossível resistir, Reyna apercebe-se de que subestimou o seu inimigo. Ele está decidido a tudo para subjugar a sua virtude. A bem do seu povo, ela não pode ceder... e a sua audácia leva-a a fazer algo com que nunca sonhou: pôr em jogo o seu coração.
de Sarah Dunant
Alessandra Cecchi tem quase quinze anos quando o pai, um próspero mercador de tecidos, contrata um jovem pintor para pintar um fresco na capela do palazzo da família. Alessandra é uma filha da Renascença, tem uma mente precoce e um temperamento artístico… e rapidamente fica inebriada pelo génio do pintor.
Muitos anos depois, a irmã Lucrezia morre no convento onde passou grande parte da sua vida. Perplexas, as outras freiras observam a estranha serpente tatuada no seu corpo.
É que, antes de entrar para o convento, a irmã Lucrezia era Alessandra. Jovem, bela e inteligente, ela viveu o esplendor e luxo da Florença renascentista, conviveu com os ricos e poderosos, criou, amou, transgrediu... Como foi ela parar àquele convento? O que significa a tatuagem na sua pele? Quais foram afinal as causas da sua morte?
Romance de amor, mistério e arte, O Nascimento de Vénus dá-nos a conhecer um irreverente elenco de mulheres inesquecíveis, que nos abrem as portas da Florença renascentista, um dos mais formidáveis centros de cultura e arte da história da humanidade.
Novidade Bertrand
A Andorinha e o Colibri
de Santa Montefiore
Quando George regressa a casa da guerra, Rita parte do princípio de que o seu namorado de infância casará com ela e de que o seu futuro será uma confortável continuação do passado. Mas o rapaz que partira para a guerra é agora um homem e foi irremediavelmente modificado pelos horrores a que assistiu. George não consegue estabelecer-se na ociosa vila à beira-mar e resolve passar um ano na quinta da família na Argentina. Apesar da desilusão, Rita promete esperar por ele.
Rita mantém a sua promessa, mas George é confrontado com uma tentação irresistível e terá uma terrível escolha a fazer…
de Santa Montefiore
Quando George regressa a casa da guerra, Rita parte do princípio de que o seu namorado de infância casará com ela e de que o seu futuro será uma confortável continuação do passado. Mas o rapaz que partira para a guerra é agora um homem e foi irremediavelmente modificado pelos horrores a que assistiu. George não consegue estabelecer-se na ociosa vila à beira-mar e resolve passar um ano na quinta da família na Argentina. Apesar da desilusão, Rita promete esperar por ele.
Rita mantém a sua promessa, mas George é confrontado com uma tentação irresistível e terá uma terrível escolha a fazer…
A convidada escolhe: Tudo o que tenho trago comigo
Está na estante. Escolhi-o porque tinha de o ler e foi ficando esquecido... Deste mês não passa! Mesmo!
"Este livro foi dos que mais me custou a ler em toda a minha vida!
Abandonei-o numa primeira leitura, mas ficou na minha cabeça, persistente como que pedindo para não ser esquecido... cedi e voltei a pegar-lhe, li-o a custo, poucas páginas por dia.
Classifiquei-o com 5 estrelas, não porque o adorei ou porque me foi agradável a sua leitura. Esta classificação deve-se ao facto de ter sido maravilhosamente escrito, atrevendo-me mesmo a dizer que tem uma "Prosa Poética", mas é também um livro difícil, triste escuro...e por isso tão sofrido.
Relata a história dos deportados Romenos/Alemães, para os Campos de trabalho Soviéticos, após a Segunda Grande Guerra Mundial. Uma parte da História pouco conhecida...um verdadeiro inferno de fome e miséria.
Não encontrei neste livro uma única página que descreva felicidade e por isso mesmo foi tão custoso de ler.
Herta Muller, prémio Nobel da Literatura em 2009 escreveu, o livro "Tudo o que eu tenho trago comigo" parcialmente em parceria com um sobrevivente desses campos de trabalho."
Marília Gonçalves
"Este livro foi dos que mais me custou a ler em toda a minha vida!
Abandonei-o numa primeira leitura, mas ficou na minha cabeça, persistente como que pedindo para não ser esquecido... cedi e voltei a pegar-lhe, li-o a custo, poucas páginas por dia.
Classifiquei-o com 5 estrelas, não porque o adorei ou porque me foi agradável a sua leitura. Esta classificação deve-se ao facto de ter sido maravilhosamente escrito, atrevendo-me mesmo a dizer que tem uma "Prosa Poética", mas é também um livro difícil, triste escuro...e por isso tão sofrido.
Relata a história dos deportados Romenos/Alemães, para os Campos de trabalho Soviéticos, após a Segunda Grande Guerra Mundial. Uma parte da História pouco conhecida...um verdadeiro inferno de fome e miséria.
Não encontrei neste livro uma única página que descreva felicidade e por isso mesmo foi tão custoso de ler.
Herta Muller, prémio Nobel da Literatura em 2009 escreveu, o livro "Tudo o que eu tenho trago comigo" parcialmente em parceria com um sobrevivente desses campos de trabalho."
Marília Gonçalves
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Novidade Porto Editora
Lágrimas na Chuva
de Rosa Montero
Estados Unidos da Terra, Madrid 2109.
Uma série de replicantes parece estar a enlouquecer, cometendo assassinatos brutais e suicidando-se de seguida. A detetive Bruna Husky, uma replicante de combate, é contratada para descobrir quem e o que está por detrás desta onda de loucura coletiva, num entorno social cada vez mais instável. Entretanto, o arquivo central de documentação da Terra está a ser alvo de pirataria informática: uma mão anónima anda a manipular a História da Humanidade.
Feroz, solitária, inadaptada, e dolorosamente consciente de cada minuto de vida que lhe resta, Bruna Husky mergulha numa conspiração xenófoba mundial, enfrentando a constante suspeita de traição dos que se dizem seus aliados, e encontrando na companhia de uma série de marginais – capazes de conservar a razão e a ternura no meio da loucura da perseguição – uma vitalidade aguerrida.
Lágrimas na chuva é um romance futurista sobre a sobrevivência, sobre a ética política e individual, sobre o amor e a necessidade do próximo, e sobretudo sobre a memória e a busca de identidade. Rosa Montero transporta-nos a um futuro imaginário, coerente e poderoso, para melhor nos alertar sobre os perigos das grandes opções do presente.
de Rosa Montero
Estados Unidos da Terra, Madrid 2109.
Uma série de replicantes parece estar a enlouquecer, cometendo assassinatos brutais e suicidando-se de seguida. A detetive Bruna Husky, uma replicante de combate, é contratada para descobrir quem e o que está por detrás desta onda de loucura coletiva, num entorno social cada vez mais instável. Entretanto, o arquivo central de documentação da Terra está a ser alvo de pirataria informática: uma mão anónima anda a manipular a História da Humanidade.
Feroz, solitária, inadaptada, e dolorosamente consciente de cada minuto de vida que lhe resta, Bruna Husky mergulha numa conspiração xenófoba mundial, enfrentando a constante suspeita de traição dos que se dizem seus aliados, e encontrando na companhia de uma série de marginais – capazes de conservar a razão e a ternura no meio da loucura da perseguição – uma vitalidade aguerrida.
Lágrimas na chuva é um romance futurista sobre a sobrevivência, sobre a ética política e individual, sobre o amor e a necessidade do próximo, e sobretudo sobre a memória e a busca de identidade. Rosa Montero transporta-nos a um futuro imaginário, coerente e poderoso, para melhor nos alertar sobre os perigos das grandes opções do presente.
Novidade Bertrand
A Decadência do Ocidente
de Dambisa Moyo
Até ao final deste século, a maior parte do mundo estará desenvolvida: a era de exceção ocidental terá terminado.
O cenário idílico que muitos economistas adivinham, em que todos ganharão e em conjunto terão prosperidade, é posto em questão em A Decadência do Ocidente, onde se defende que a complacência do Ocidente em relação aos seus principais argumentos de desenvolvimento – acumulação de capital, acumulação de capacidades e inovação tecnológica – conduziu à sua estagnação.
Com um estilo preciso, analítico e rigoroso, que não raras vezes desperta a polémica, Dambisa Moyo analisa o mundo, como está e como estará em breve.
«O comportamento do Ocidente ao longo dos últimos 50 anos tem sido o de um filho gastador que esbanja a fortuna que a família construiu ao longo dos séculos em caprichos obstinados e maus investimentos.» (página 29)
«As previsões económicas já deram conta de que os Estados Unidos irão ceder o seu lugar de maior economia do mundo para a China em 2027, apenas daqui a 17 anos.» (página 173)
de Dambisa Moyo
Até ao final deste século, a maior parte do mundo estará desenvolvida: a era de exceção ocidental terá terminado.
O cenário idílico que muitos economistas adivinham, em que todos ganharão e em conjunto terão prosperidade, é posto em questão em A Decadência do Ocidente, onde se defende que a complacência do Ocidente em relação aos seus principais argumentos de desenvolvimento – acumulação de capital, acumulação de capacidades e inovação tecnológica – conduziu à sua estagnação.
Com um estilo preciso, analítico e rigoroso, que não raras vezes desperta a polémica, Dambisa Moyo analisa o mundo, como está e como estará em breve.
«O comportamento do Ocidente ao longo dos últimos 50 anos tem sido o de um filho gastador que esbanja a fortuna que a família construiu ao longo dos séculos em caprichos obstinados e maus investimentos.» (página 29)
«As previsões económicas já deram conta de que os Estados Unidos irão ceder o seu lugar de maior economia do mundo para a China em 2027, apenas daqui a 17 anos.» (página 173)
Esmeralda cor-de-rosa de Carlos Reys
Classificação: Romance
Edição: 2011
Gostei de ler este romance.
Carlos Reys pinta os retratos de vários personagens com traços bem definidos, variados, que se interligam entre si, como não podiam deixar de o fazer pois pertencem a uma pequena aldeia de um Portugal de há alguns anos atrás, contando várias histórias que bem podiam ser verídicas.
Pinta e traça, também e paralelamente, vários aspectos sociais e políticos desse Portugal de então com muita precisão, e isso faz realmente a diferença nesta história onde reconhecemos realidades que, ou já foram nossas ou de alguém conhecido. Cheio de imaginação, este livro denota uma fluidez na escrita, característica de quem "olha" para o mundo com atenção e cuidado. Perspicaz na sua caracterização dos diversos personagens, muitos deles típicos de uma época onde Portugal felizmente saiu.
Fiquei curiosa em relação à sua pintura (Carlos Reys é um homem das artes). A capa terá sido obra sua? Uma pergunta a fazer ao próprio escritor...
Terminado em 8 de Janeiro de 2012
Estrelas: 4*
Quem tem ideais na vida terá, certamente, um ou mais mentores que como faróis, lhe indicarão rumos certos de rota e escolhos a evitar. Raramente o mentor será um modelo de conduta tão abrangente que se ajuste a todas as facetas da vida. Assim podemos ter mentores no campo da vida familiar, da vocação profissional, da vida artística, da vida amorosa e até na vida religiosa.
O autor, Carlos Reys, adaptou um mentor ficcional, Guilherme Esteves, que o terá inspirado para a vida e que ele escolheu como personagem condutor de uma saga de pessoas que preenchem o tempo que vai do após a Primeira Guerra Mundial até aos nossos dias e cujas existências vão colorir uma cidade portuguesa, banhada por um rio que é fonte de sustento e de evasão de um Portugal oprimido até à libertação do 25 de Abril de 1974.Não sendo um livro histórico o retrato das personagens que o habitam é pelas suas características uma referência da sociedade média de Portugal do século XX.
O autor, Carlos Reys, adaptou um mentor ficcional, Guilherme Esteves, que o terá inspirado para a vida e que ele escolheu como personagem condutor de uma saga de pessoas que preenchem o tempo que vai do após a Primeira Guerra Mundial até aos nossos dias e cujas existências vão colorir uma cidade portuguesa, banhada por um rio que é fonte de sustento e de evasão de um Portugal oprimido até à libertação do 25 de Abril de 1974.Não sendo um livro histórico o retrato das personagens que o habitam é pelas suas características uma referência da sociedade média de Portugal do século XX.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Novidades Civilização
Irmã
de Rosamund Lupton
Quando Beatrice recebe um telefonema frenético a meio do almoço de domingo e lhe dizem que a sua irmã mais nova, Tess, desapareceu, apanha o primeiro avião de regresso a Londres. Mas quando conhece as circunstâncias que rodeiam o desaparecimento da irmã, apercebe-se, com surpresa, do pouco que sabe sobre a vida de Tess – e de que não está preparada para a terrível verdade que terá de enfrentar.
A Polícia, o noivo de Beatrice e até a própria mãe aceitam ter perdido Tess, mas Beatrice recusa-se a desistir e embarca numa perigosa viagem para descobrir a verdade, a qualquer custo.
Era tudo tão bom
de Linda Grant
Filho de imigrantes trabalhadores nos soalheiros arredores de Los Angeles, Stephen jamais imaginou que passaria a sua vida adulta sob o céu cinzento do Norte de Londres, que faria um casamento de conveniência e o manteria, e que veria os seus filhos crescerem e tornarem-se pessoas que ele não compreende. Ao longo de quarenta anos, Stephen e os seus amigos construíram vidas confortáveis e de sucesso, até que a chegada da meia-idade e do
novo século os força a tomar consciência de que sempre viveram num falso paraíso.
Interligando os segredos e os desejos de três gerações, Era tudo tão bom é um romance magnífico que revela muitas verdades, da fragilidade dos nossos sonhos ao pouco que sabemos sobre os nossos pais até ser demasiado tarde.
de Rosamund Lupton
Quando Beatrice recebe um telefonema frenético a meio do almoço de domingo e lhe dizem que a sua irmã mais nova, Tess, desapareceu, apanha o primeiro avião de regresso a Londres. Mas quando conhece as circunstâncias que rodeiam o desaparecimento da irmã, apercebe-se, com surpresa, do pouco que sabe sobre a vida de Tess – e de que não está preparada para a terrível verdade que terá de enfrentar.
A Polícia, o noivo de Beatrice e até a própria mãe aceitam ter perdido Tess, mas Beatrice recusa-se a desistir e embarca numa perigosa viagem para descobrir a verdade, a qualquer custo.
Era tudo tão bom
de Linda Grant
Filho de imigrantes trabalhadores nos soalheiros arredores de Los Angeles, Stephen jamais imaginou que passaria a sua vida adulta sob o céu cinzento do Norte de Londres, que faria um casamento de conveniência e o manteria, e que veria os seus filhos crescerem e tornarem-se pessoas que ele não compreende. Ao longo de quarenta anos, Stephen e os seus amigos construíram vidas confortáveis e de sucesso, até que a chegada da meia-idade e do
novo século os força a tomar consciência de que sempre viveram num falso paraíso.
Interligando os segredos e os desejos de três gerações, Era tudo tão bom é um romance magnífico que revela muitas verdades, da fragilidade dos nossos sonhos ao pouco que sabemos sobre os nossos pais até ser demasiado tarde.
Passatempo "Uma questão de orgulho"
Mais um passatempo aqui no blog para os seus seguidores! Desta feita, em parceria com a Editorial Presença, temos para sortear um exemplar de "Uma questão de orgulho" da autora de "Joana, a louca", Linda Carlino, um romance histórico.
O passatempo decorre até ao dia 16 e as regras são as do costume: só é permitido uma participação por residência/email e para moradas em Portugal.
Boa sorte! Respondam acertadamente às perguntas que se seguem e que a sorte esteja convosco!
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Resultado do passatempo: "Esmeralda cor-de rosa"
O passatempo onde sorteávamos dois exemplares do livro "Esmeralda cor-de-rosa" de Carlos Reys chegou ao fim e teve 166 participantes. Os vencedores, que vão receber estes livros, cedidos gentilmente pela Editora Papiro, são:

- Arnaldo Santos de Santo Tirso
- Lisete Carvalho de Vermoim, Maia
Muitos parabéns!
domingo, 8 de janeiro de 2012
Ao Domingo com... Luís Ferreira
“A Essência da Poesia” segundo Pablo Neruda, in “Nasci para Nascer”, refere: “(…) Todos os caminhos conduzem ao mesmo ponto: à comunicação do que somos. E é necessário atravessar a solidão e aspereza, a incomunicação e o silêncio para chegar ao recinto mágico (…)”.
"Procuro constantemente esse caminho, a verdadeira comunicação do que sou e sinto-me em cada espaço temporal como se vivesse em todos os sonhos, planando sem destino, desejando o encontro permanente com as letras e com as palavras, que liberto livremente, clareando todo o espaço que existe em meu redor.
Desde pequeno que sou assim, sempre observei o mundo e captei os seus mais diversos sentimentos. Daí que sentindo verdadeiramente todas as emoções, neste tactear da decifração de todos os mistérios que abraçam a alma, liberto numa necessidade permanente, todas as palavras, todas as letras em todos os poemas.
Conforme referi muito recentemente, sinto todos os fantasmas que habitam em meu redor, que se escondem no armário ameaçando as minhas certezas e esta liberdade sonhadora que tenho em escrever. Tenho permanentemente esses receios, todas as dúvidas, todos os medos… o esgotar das emoções que posso transmitir na minha escrita, a repetição dos temas e a dúvida permanente do impacto que as minhas palavras causam nos leitores. Daí… que os pensamentos tenham a tendência a esconder-se na folha e que a exigência sufoque permanentemente toda a minha capacidade de criação. Sou exigente comigo mesmo e cada vez mais sinto a necessidade em transpor para o papel apenas o melhor que a minha alma pode libertar.
Não é à toa que, após 5 livros de poesia, sinto a necessidade de abraçar outros horizontes, partir para um novo desafio, libertar o outro eu autor, que há muito tenta silenciosamente falar.
Será dar voz aos fantasmas que assombram toda a minha poesia, ou de facto, a necessidade de desenvolver um outro tema, dando voz a uma outra forma de expressão. Não sei… é tempo, de facto, de descobrir de novo o caminho e caminhar.
As mãos do sonho,
Esboçam gestos
Que afagam as sementes
Das palavras.
In “O céu também tem degraus”, excerto do poema “Esboço de poema”
Falando um pouco da minha poesia, aquilo que me move e moveu durante os últimos 5 anos em que comecei no fundo partilhar com os outros… refiro e conforme foi já escrito até por terceiros, que os meus poemas, transportam-nos para um dos ícones da poesia mais utilizados, “o amor”. É através deste sentimento que, na minha opinião “move o mundo”, que me sinto escravo das palavras, nessa imperiosa necessidade de escrever, abordo fortemente esta temática sem conseguir fugir…. Aliás digo em tom de brincadeira que em cada 5 poemas que liberto, 3 falam de amor. Sou um romântico incurável, sou uma pessoa apaixonada, sou uma pessoa feliz, que ama e é amado… Vejo na minha poesia um quadro pintado pelo sentimento, uma sinfonia que abraça o olhar, que como que por uma alquimia, transforma o verbo em música ou pelo menos assim me esforço por fazê-lo.
Amo-te porque respiro amor
Neste ar que condensa o meu ser
Nada mais importa
Para que o meu mar de silêncio
Se agigante com a ondulação
Da loucura do sentimento.
In “O céu também tem degraus”, excerto do poema “Tudo em ti”
Ao longo dos meus livros pretendo agitar a alma do leitor, para que o mesmo comungue e sinta as palavras, se reveja nelas, partilhe o meu sentir como se fosse dele próprio, uma confissão ou até mesmo uma partilha. Pretendo usar uma linguagem acessível, sem métricas e por vezes sem regras, brincando e jogando com os significados das palavras, na procura incansável de transmitir uma mensagem… o que está além do meu olhar.
Acredito que com o meu último livro “O céu também tem degraus” atingi o alto do cume ou utilizando a linguagem do próprio livro, atingi o patamar mais alto, o encontro verdadeiro das minhas palavras e do poeta com o céu, contudo e porque acho que o fim é a origem de novos desafios acabo o livro com reticências para abrir de novo a janela da minha alma e recomeçar de novo, num novo caminho.
Para mim, o livro só está completo no círculo da sua existência quando o mesmo chega ao leitor e quando este sente e bebe o seu conteúdo. Na brincadeira utilizo a comparação a um vestido, que só ganha vida e só termina a razão da sua existência, depois de sair das mãos da costureira e ser vestido por alguém…
Sou o que sou,
A inquietação,
A dor,
A rosa perfumada
O caminho perdido,
Quando faço as minhas escolhas.
In “O céu também tem degraus”, excerto do poema “Confissão”
Finalmente e para não alongar-me mais neste agradável tópico de confissão, termino o mesmo como termino meu último livro, referindo tão só e apenas…
“Não posso fugir a esse destino…
Pois a seguir a esta página nada mais existe
A não ser…”
O resto, fica para quem teve a oportunidade de ler estas linhas."
Luís Ferreira
"Procuro constantemente esse caminho, a verdadeira comunicação do que sou e sinto-me em cada espaço temporal como se vivesse em todos os sonhos, planando sem destino, desejando o encontro permanente com as letras e com as palavras, que liberto livremente, clareando todo o espaço que existe em meu redor.
Desde pequeno que sou assim, sempre observei o mundo e captei os seus mais diversos sentimentos. Daí que sentindo verdadeiramente todas as emoções, neste tactear da decifração de todos os mistérios que abraçam a alma, liberto numa necessidade permanente, todas as palavras, todas as letras em todos os poemas.
Conforme referi muito recentemente, sinto todos os fantasmas que habitam em meu redor, que se escondem no armário ameaçando as minhas certezas e esta liberdade sonhadora que tenho em escrever. Tenho permanentemente esses receios, todas as dúvidas, todos os medos… o esgotar das emoções que posso transmitir na minha escrita, a repetição dos temas e a dúvida permanente do impacto que as minhas palavras causam nos leitores. Daí… que os pensamentos tenham a tendência a esconder-se na folha e que a exigência sufoque permanentemente toda a minha capacidade de criação. Sou exigente comigo mesmo e cada vez mais sinto a necessidade em transpor para o papel apenas o melhor que a minha alma pode libertar.
Não é à toa que, após 5 livros de poesia, sinto a necessidade de abraçar outros horizontes, partir para um novo desafio, libertar o outro eu autor, que há muito tenta silenciosamente falar.
Será dar voz aos fantasmas que assombram toda a minha poesia, ou de facto, a necessidade de desenvolver um outro tema, dando voz a uma outra forma de expressão. Não sei… é tempo, de facto, de descobrir de novo o caminho e caminhar.
As mãos do sonho,
Esboçam gestos
Que afagam as sementes
Das palavras.
In “O céu também tem degraus”, excerto do poema “Esboço de poema”
Falando um pouco da minha poesia, aquilo que me move e moveu durante os últimos 5 anos em que comecei no fundo partilhar com os outros… refiro e conforme foi já escrito até por terceiros, que os meus poemas, transportam-nos para um dos ícones da poesia mais utilizados, “o amor”. É através deste sentimento que, na minha opinião “move o mundo”, que me sinto escravo das palavras, nessa imperiosa necessidade de escrever, abordo fortemente esta temática sem conseguir fugir…. Aliás digo em tom de brincadeira que em cada 5 poemas que liberto, 3 falam de amor. Sou um romântico incurável, sou uma pessoa apaixonada, sou uma pessoa feliz, que ama e é amado… Vejo na minha poesia um quadro pintado pelo sentimento, uma sinfonia que abraça o olhar, que como que por uma alquimia, transforma o verbo em música ou pelo menos assim me esforço por fazê-lo.
Amo-te porque respiro amor
Neste ar que condensa o meu ser
Nada mais importa
Para que o meu mar de silêncio
Se agigante com a ondulação
Da loucura do sentimento.
In “O céu também tem degraus”, excerto do poema “Tudo em ti”
Ao longo dos meus livros pretendo agitar a alma do leitor, para que o mesmo comungue e sinta as palavras, se reveja nelas, partilhe o meu sentir como se fosse dele próprio, uma confissão ou até mesmo uma partilha. Pretendo usar uma linguagem acessível, sem métricas e por vezes sem regras, brincando e jogando com os significados das palavras, na procura incansável de transmitir uma mensagem… o que está além do meu olhar.
Acredito que com o meu último livro “O céu também tem degraus” atingi o alto do cume ou utilizando a linguagem do próprio livro, atingi o patamar mais alto, o encontro verdadeiro das minhas palavras e do poeta com o céu, contudo e porque acho que o fim é a origem de novos desafios acabo o livro com reticências para abrir de novo a janela da minha alma e recomeçar de novo, num novo caminho.
Para mim, o livro só está completo no círculo da sua existência quando o mesmo chega ao leitor e quando este sente e bebe o seu conteúdo. Na brincadeira utilizo a comparação a um vestido, que só ganha vida e só termina a razão da sua existência, depois de sair das mãos da costureira e ser vestido por alguém…
Sou o que sou,
A inquietação,
A dor,
A rosa perfumada
O caminho perdido,
Quando faço as minhas escolhas.
In “O céu também tem degraus”, excerto do poema “Confissão”
Finalmente e para não alongar-me mais neste agradável tópico de confissão, termino o mesmo como termino meu último livro, referindo tão só e apenas…
“Não posso fugir a esse destino…
Pois a seguir a esta página nada mais existe
A não ser…”
O resto, fica para quem teve a oportunidade de ler estas linhas."
Luís Ferreira
Passatempo "O céu também tem degraus"
Mais um passatempo aqui n'O tempo entre os meus livros para os seus seguidores. Desta vez temos para oferecer um exemplar de O céu também tem degraus, autografado pelo escritor/autor Luís Ferreira.
O passatempo decorre até ao dia 14 deste mês e segue as regras habituais: uma só participação por morada/email e só para Portugal. O blog não se responsabiliza por qualquer extravio no envio do prémio.
Boa sorte!
O passatempo decorre até ao dia 14 deste mês e segue as regras habituais: uma só participação por morada/email e só para Portugal. O blog não se responsabiliza por qualquer extravio no envio do prémio.
Boa sorte!
sábado, 7 de janeiro de 2012
Novidade Presença!
Uma Questão de Orgulho
Linda Carlino
Título Original: A Matter of Pride
Tradução: Duarte Sousa Tavares
Páginas: 376
Coleção: Grandes Narrativas Nº 519
PREÇO SEM IVA: 17,45€ / PREÇO COM IVA: 18,50€
ISBN: 978-972-23-4705-1
Data de Publicação: 10 Janeiro 2012
Sinopse
CARLOS V, IMPERADOR DO SACRO IMPÉRIO ROMANO
REI, SOLDADO, AMANTE.
Carlos V tem sido considerado o maior imperador do Sacro Império Romano desde
Carlos Magno, mas terá sido mesmo? Em Uma Questão de Orgulho, a autora deixa-nos com uma visão bastante céptica daquele que foi um dos homens mais poderosos da Europa no século XVI. Quando Carlos se retira para um pequeno mosteiro isolado na região oeste de Espanha, traz com ele inúmeras recordações do seu passado. Mas as pessoas à sua volta encarregam-se de nos dar uma perspectiva mais completa e por vezes surpreendente dos acontecimentos recordados por Carlos…
Sobre a autora
Linda Carlino, falecida em 2010, era uma apaixonada por história e ficção histórica,
com especial interesse pelos séculos XV e XVI. Foi professora em Barnard Castle econsultora numa editora de livros infantis. Nos últimos anos da sua vida, dedicou-se a tempo inteiro à investigação, às viagens e à escrita. Nessa fase, passou longos períodos em Espanha, onde levou a cabo exaustivas e aprofundadas investigações nas mais prestigiadas bibliotecas. A Presença publicou o seu primeiro romance, Joana, a Louca,nesta colecção.
Género: Ficção e Literatura/Romance Contemporâneo/Romance Histórico.
Público-alvo: Leitores de Romance Histórico.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Novidade Planeta
Emma Wildes
Um erro inconfessável
Emma Wildes é uma escritora premiada com mais de 20 livros publicados. Depois do sucesso de Uma Aposta Perversa, Lições de Sedução e Um Homem Imoral, chega agora a Portugal o novo romance desta autora, uma
combinação perfeita entre sensualidade e erotismo.
Um erro inconfessável convida o leitor a entrar numa história de amor e paixão avassaladores. Para Madeline, o homem que ela mais odeia no mundo, Luke Daudet, é o único que pode ajudá-la. Quando o falecido marido Colin escreveu algo que, contém pormenores íntimos sobre a sua vida conjugal, foi roubado por um homem que espera usá-lo para fazer chantagem com Madeline. Felizmente para Madeline, o amante é capaz de recuperar o documento. Agora o único problema dela é como dizer «obrigado» a Luke pela ajuda…conseguirá resistir?
Um erro inconfessável
Emma Wildes é uma escritora premiada com mais de 20 livros publicados. Depois do sucesso de Uma Aposta Perversa, Lições de Sedução e Um Homem Imoral, chega agora a Portugal o novo romance desta autora, uma
combinação perfeita entre sensualidade e erotismo.
Um erro inconfessável convida o leitor a entrar numa história de amor e paixão avassaladores. Para Madeline, o homem que ela mais odeia no mundo, Luke Daudet, é o único que pode ajudá-la. Quando o falecido marido Colin escreveu algo que, contém pormenores íntimos sobre a sua vida conjugal, foi roubado por um homem que espera usá-lo para fazer chantagem com Madeline. Felizmente para Madeline, o amante é capaz de recuperar o documento. Agora o único problema dela é como dizer «obrigado» a Luke pela ajuda…conseguirá resistir?
Novidade Clube do Autor
Amar em Francês
de Ellen Sussman
Podia ser apenas mais um dia em Paris, mas para Josie, Riley e Jeremy é o dia que anuncia um novo futuro. Na cidade do amor, os três enfrentam as duras verdades do passado e descobrem que há outra vida à sua espera.
Um único dia em Paris altera a vida de três pessoas decididas a explorarem a cidade com os seus professores de Francês. Mais do que a língua do país, aprenderão a língua do amor e da perda, e as suas vidas cruzar-se-ão de formas surpreendentes.
Josie, Riley e Jeremy viajam para Paris por razões diferentes: Josie, uma jovem professora de liceu, chega na esperança de curar um coração partido; Riley, uma espirituosa mas solitária dona de casa expatriada, luta para sentir alguma ligação ao marido e ao novo país. E Jeremy, o reservado marido de uma famosa atriz, veio acompanhar a mulher na rodagem de um filme, mas sente-se distante do mundo dela.
Ao travarem conhecimento com os seus professores de Francês — Josie com Nico, um sensível poeta; Riley com Philippe, um inveterado conquistador; e Jeremy com a bela Chantal — sucumbem à inevitável paixão e a imprevisíveis aventuras na Cidade-Luz. À medida que atravessam as grandiosas avenidas e sinuosas ruelas de Paris, Josie, Riley e Jeremy desvendam surpreendentes segredos acerca do seu passado e acabam por encarar de frente algumas verdades há muito escondidas.
de Ellen Sussman
Podia ser apenas mais um dia em Paris, mas para Josie, Riley e Jeremy é o dia que anuncia um novo futuro. Na cidade do amor, os três enfrentam as duras verdades do passado e descobrem que há outra vida à sua espera.
Um único dia em Paris altera a vida de três pessoas decididas a explorarem a cidade com os seus professores de Francês. Mais do que a língua do país, aprenderão a língua do amor e da perda, e as suas vidas cruzar-se-ão de formas surpreendentes.
Josie, Riley e Jeremy viajam para Paris por razões diferentes: Josie, uma jovem professora de liceu, chega na esperança de curar um coração partido; Riley, uma espirituosa mas solitária dona de casa expatriada, luta para sentir alguma ligação ao marido e ao novo país. E Jeremy, o reservado marido de uma famosa atriz, veio acompanhar a mulher na rodagem de um filme, mas sente-se distante do mundo dela.
Ao travarem conhecimento com os seus professores de Francês — Josie com Nico, um sensível poeta; Riley com Philippe, um inveterado conquistador; e Jeremy com a bela Chantal — sucumbem à inevitável paixão e a imprevisíveis aventuras na Cidade-Luz. À medida que atravessam as grandiosas avenidas e sinuosas ruelas de Paris, Josie, Riley e Jeremy desvendam surpreendentes segredos acerca do seu passado e acabam por encarar de frente algumas verdades há muito escondidas.
A convidada escolhe: A princesa do gelo
Desta escritora li o "Teia de cinzas". Posso comprovar a sua perícia ao descrever as situações e os mistérios, de tal forma que ficamos literalmente presos ao enredo. A minha opinião desse livro aqui! A opinião da Carina só veio confirmar o que senti quando li esse livro da Camilla...
"Este é um daqueles livros que mesmo antes de ler já sabia que ia adorar! Na capa prometem logo que esta escritora de Estocolmo é a nova Agatha Christie que vem do frio e esta promessa não é vão.
A paz de uma pacata cidadezinha onde quase todos se conhecem, é abalada pela morte de um dos seus membros. Alex é encontrada com os pulsos cortados com o corpo mergulhado em água congelada na banheira. Porém o que aparenta ser um “simples” suicídio depressa revela ser algo mais….
Erica é uma escritora que regressa à sua terra natal após a morte dos seus pais e vê-se confrontada com mais este trágico acontecimento: a morte da sua melhor amiga de infância. Em conjunto com Patrik, o polícia local, ela vai tentar desvendar os segredos antigos e recentes que se escondem por detrás de uma aparente pacífica cidade e decifrar o que realmente aconteceu com Alex. Quando após a autópsia se verifica que Alex estava grávida tudo parece ter um outro significado…o que leva a revisitar crimes antigos que ficaram por resolver.
Este é um livro que se lê num abrir de olhos, que nos prende e não nos deixa satisfeitos até chegarmos à última página. Um policial muito bem estruturado, com personagens muito realistas e humanas. A escritora aborda neste livro as relações familiares complicadas e os segredos que vão sendo enterrados….até um dia, em que tudo tem de vir ao de cima e será necessário acartar com as consequências. Para apimentar um pouco mais a história temos um romance entre Erica e Patrik, o que porém não nos desvia a atenção do mistério em mãos.
Este é um livro que os amantes de policiais não vão querer perder, e estou ansiosa para ler os próximos volumes!!!"
Carina Bota
"Este é um daqueles livros que mesmo antes de ler já sabia que ia adorar! Na capa prometem logo que esta escritora de Estocolmo é a nova Agatha Christie que vem do frio e esta promessa não é vão.
A paz de uma pacata cidadezinha onde quase todos se conhecem, é abalada pela morte de um dos seus membros. Alex é encontrada com os pulsos cortados com o corpo mergulhado em água congelada na banheira. Porém o que aparenta ser um “simples” suicídio depressa revela ser algo mais….
Erica é uma escritora que regressa à sua terra natal após a morte dos seus pais e vê-se confrontada com mais este trágico acontecimento: a morte da sua melhor amiga de infância. Em conjunto com Patrik, o polícia local, ela vai tentar desvendar os segredos antigos e recentes que se escondem por detrás de uma aparente pacífica cidade e decifrar o que realmente aconteceu com Alex. Quando após a autópsia se verifica que Alex estava grávida tudo parece ter um outro significado…o que leva a revisitar crimes antigos que ficaram por resolver.
Este é um livro que se lê num abrir de olhos, que nos prende e não nos deixa satisfeitos até chegarmos à última página. Um policial muito bem estruturado, com personagens muito realistas e humanas. A escritora aborda neste livro as relações familiares complicadas e os segredos que vão sendo enterrados….até um dia, em que tudo tem de vir ao de cima e será necessário acartar com as consequências. Para apimentar um pouco mais a história temos um romance entre Erica e Patrik, o que porém não nos desvia a atenção do mistério em mãos.
Este é um livro que os amantes de policiais não vão querer perder, e estou ansiosa para ler os próximos volumes!!!"
Carina Bota
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Simão, o fantástico de Sofia Bragança Buchholz
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 180
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722346986
Abri este livro quando o recebi pelo correio - ganhei-o num passatempo - e não pude deixar de dar uma gargalhada logo na primeira página. É constituído por pequenos episódios do dia-a-dia do pequeno Simão e quem lida com crianças não pode deixar de se rever nalgumas situações aqui descritas em jeito de anedota.
Apontamentos que me fizeram recordar algumas situações mais caricatas que presenciei com os meus filhos e filhos de amigos. Pena é que nos esqueçamos, a maior parte das vezes, de anotar as suas peripécias para mais tarde passarmos uns bons momentos a reler tais notas. A Sofia registou e partilhou connosco alguns desses episódios e se quiserem passar uma hora bem passada, toca a ler este livro muito simpático e divertido! Para todas as idades.
Terminado em 31 de Dezembro de 2011
Estrelas: 3*
Sinopse
Este é um livro sobre crianças que todos irão gostar de ler. O seu protagonista, Simão, é o espelho da inocência infantil que testemunhamos nos miúdos que nos rodeiam.
Os pais reconhecerão nele situações semelhantes às que, diariamente, vivenciam com os seus filhos. Também aqueles que não os têm se vão identificar com este personagem. Simão representa a criança que há em nós, aquela que normalmente controlamos porque, como adultos, temos de obedecer a regras. Simão não tem essas dificuldades. Ele consegue ver a vida de um ponto de vista original sem ligar a convenções. É contestatário, divertido, irónico, inocente. Tem forças e fraquezas, medos e coragem. Através de uma lógica surpreendente, consegue descobrir novas perspetivas em problemas antigos e é capaz de comunicar as suas verdades sem papas na língua, como só as crianças o sabem fazer.
Ao lermos este livro, ficamos de imediato apaixonados pelo pequeno Simão porque, no nosso íntimo, pensamos tantas vezes como ele e gostaríamos de ter a ousadia para agir da mesma forma.
Simão, o Fantástico, de Sofia Bragança Buchholz, é um convite para todos os adultos (re)verem o mundo de uma forma descontraída e repensarem o seu papel nele.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
1001 cores de Marta Guerreiro
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 79
Editor: Edições Esgotadas
ISBN: 9789898514011
Coleção: Bué da Fixe
Posso dizer que terminei as minhas leituras de 2011 em grande. Gostei muito deste pequeno livrinho que se lê num ápice mas que nos faz ficar a pensar no seu conteúdo por muito tempo.
Foi no ginásio, a que quase diariamente me habituei a ir para combater o PDI, que vi pela primeira vez este livro. Junto, a inscrição de que comprá-lo ajudaria uma família que tinha um dos seus membros com paralisia cerebral. Tive de o encomendar. Isto a meio do verão, mas por vários motivos só agora o livro me veio parar às mãos.
Só posso desejar à Marta uma vida ainda mais cheia de Paz e Bem do que aquela que já viveu com os seus 16 anos. Quero também incentivá-la a não largar a escrita pois gostei da forma como pegou nos acontecimentos verídicos, os viveu e os transformou numa história com H grande!
Sabendo-a possuidora de uma caminhada tão intensa, de um saber amar tão grande, embora ainda tão nova, torna o nosso mundo melhor. Força Marta, não desistas dos teus sonhos! Que o teu mundo continue a ser pintado de 1001 cores e assim vivido!
Aconselho esta reportagem (http://sicgold.blogspot.com/ 2011/08/veja-ou-reveja-grande- reportagem-sic.html) e o livro. Para além de ajudar vão-se deliciar com esta estória. Cinco estrelas pelo percurso da Marta.
Terminado em 31 de Dezembro de 2011
Estrelas: 5*
Sinopse
O nascimento do terceiro filho veio mudar para sempre a vida da família Guerreiro. Inês nasceu com paralisia cerebral a 98 % e toda a atenção dos pais ficou centrada nela. Marta Guerreiro conta a história da sua família, as alterações que a sua irmã veio incutir na vida de todos e os seus sentimentos ao sentir a perda da atenção dos seus pais.
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