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sábado, 5 de novembro de 2011

Na senda da memória de Sónia Cravo


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 160
Editor: Esfera do Caos
ISBN: 9789896800437

Não achei uma leitura fácil, esta. A escrita da autora, peculiar, cheia de figuras de estilo, não é das mais fáceis e não se pode ler levianamente este livro. Muitas vezes fui obrigada a reler frases, não só para melhor as entender mas também para poder apreciar toda a sua beleza. 

E, quando menos esperava, estava embrenhada na sua leitura e na história cheia de imaginação que Sónia nos conta. Gostei mas precisei de algum tempo, no início, para poder estar à vontade com o discurso tão peculiar (repito) desta autora e tão cheio de beleza.

Incomum este livro!

Terminado em 1 Novembro de 2011

Estrelas: 3*+

Sinopse

Muito provavelmente, uma das revelações do ano no domínio da literatura em língua portuguesa. Literatura, entenda-se, naquele sentido clássico e robusto que nos remete para a arte de bem escrever…

Excerto

“Sónia Cravo surge agora com uma narrativa surpreendente a todos os títulos: original quer a nível do tema central e dos motivos que lhe dão consistência e complexidade, quer a nível da sua riqueza vocabular, tão inusual que deixa quem lê suspenso entre o arcaísmo e o neologismo, entre o achado escritural e o acaso tipográfico (tão joyceano), fazendo a frase explodir perante os nossos olhos suspensos. E isto acontece quase continuamente, num ritmo que não deixa sossegar o mais prevenido dos leitores. (…) Mateus, o narrador de toda esta estória de que é personagem nuclear, começa por nos surgir como alguém que não vê senão sexo em cada mulher que o rodeia, e disso faz obsessão central do seu dia-a-dia; mas que, por um acaso que a seu tempo o leitor descobrirá, vê-se obrigado, entre dois assassinatos que balizam os acontecimentos, a enveredar por caminhos e a viver situações de todo inusitadas, num terror constante em que «o silêncio multiplica ideias» que o vão dilacerando. (…) Eis um texto que, a todos os níveis, surpreenderá o leitor. E como uma boa estória (um bom romance aberto) é aquela que, no fim, nos confronta com múltiplos possíveis horizontes, assim acontece aqui: «E no silêncio ouço-me, há uma voz que sussurra: espera, espera só mais um pouco.» Espera: paciência e esperança. Que futuro estará reservado a Mateus?” | José Ferraz Diogo | Excerto das Palavras de abertura

1 comentário:

  1. Li este livro de um fôlego e,por estranho que possa parecer, na sala de espera de... uma maternidade.
    Falar sobre o livro não é fácil. Para falar do livro, há outros que o podem fazer melhor do que eu. Basta que façam o que eu fiz: que o leiam.

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