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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Novidades Oficina do Livro

A Última Criada de Salazar
de Miguel Carvalho



A Última Criada de Salazar é o relato minucioso da decadência e dos dias do fim de Oliveira Salazar, com o regime em fundo. Com recurso ao testemunho direto de Rosália Araújo, a derradeira empregada doméstica contratada para o palacete de São Bento em 1965, este livro reúne ainda episódios inéditos e vasta documentação que lançam um novo olhar sobre o universo privado do ditador nos últimos anos da sua existência.
Como era Salazar na intimidade? Que estratégias e segredos usavam as criadas para sobreviver às perseguições, vigilâncias e humores da governanta? Como se geria a vida doméstica do palacete? Que episódios foram ocultados nos últimos anos de vida do chefe de Governo? Quantas versões existem da famosa «queda da cadeira»? Como tentou o regime «matar» o ditador? Ao relato da última criada de Salazar juntam-se outros testemunhos, histórias e revelações que permitem ressuscitar uma época e iluminar as facetas mais sombrias do homem que, durante 36 anos, domesticou um povo ao qual a única ambição permitida era «a dignidade de uma vida modesta». 

Hei-de Amar-te Mais
de Tiago Salazar

Hei-de amar-te mais é o diário íntimo de um escritor em viagem.
Os destinatários são a sua mulher e os seus filhos e todos os que acreditam no amor como uma forma de atravessar a vida e o mundo.
É também um livro de fragmentos, memórias, pensamentos, confissões, a par de diálogos com gente comum e grandes autores universais, como Pablo Neruda, Rabindranath Tagore ou Clarice Lispector, que lhe falam do amor em que se revê. Uma escrita sensível e delicada onde se impõem emoções intensas e contraditórias na vida de um viajante tantas vezes solitário.


Novidade Porto Editora

Luz Antiga
de John Banville

Existe alguma diferença entre a memória e a invenção?
É essa pergunta que alimenta Luz Antiga, um romance fascinante, escrito com a profundidade, o lirismo e o humor que caracterizam a obra de John Banville.
É também a pergunta que persegue Alexander Cleave, um ator no crepúsculo da vida e da carreira, que recorda com pesar o seu primeiro – e talvez único – amor, assim como a morte da filha às mãos de uma depressão amorosa que Cleave não consegue aceitar ou entender.
Luz Antiga é uma meditação sobre o amor e a perda, sobre o imediatismo inescrutável do passado nas nossas vidas presentes, sobre a forma como a imaginação inventa memórias e as memórias inventam o próprio homem.

Novidades Esfera dos Livros

Rainha D. Amélia
Uma Biografia
de José Alberto Ribeiro
«Nunca compreendi o que é que se passou no Terreiro do Paço. Porquê tanto ódio, tanto sangue? Porque é que fizeram aquilo? Eu que não pensava a não ser no bem do meu povo?...(...) Foi necessário eu sofrer tanto para que vocês me amem tanto, mulheres do povo. Vós, mulheres, viúvas como eu, que eram jovens quando eu também era jovem, ofereceram-me flores e lágrimas… Quem sabe se quando fizer a minha última viagem a Portugal elas me irão oferecer flores de novo?».
Amada por uns, odiada por outros, D. Amélia de Orleães, a última rainha de Portugal, viveu num mundo em grandes transformações políticas, sociais e culturais. Princesa de França, mas portuguesa de coração, assistiu ao assassinato do marido e do filho, príncipe herdeiro, a tiro de carabina em pleno Terreiro do Paço e ao fim da monarquia num país que a havia acolhido com entusiasmo. Rumou ao exílio primeiro em Inglaterra depois em França, viveu a Primeira Guerra Mundial, resistiu contra a ocupação nazi, recusando deixar o país que a acolhera e que também era seu. Contudo, apesar da tragédia que marcou o seu quotidiano, D. Amélia orientou a sua vida pela divisa que escolheu para si: Esperança. José Alberto Ribeiro, diretor da Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, um apaixonado pela figura desta rainha alta e de personalidade forte, traz-nos uma biografia reveladora de factos e acontecimentos até agora ignorados ou silenciados sobre a sua vida. Após anos de pesquisa em arquivos nacionais e estrangeiros, nomeadamente no Arquivo Nacional de França, em Paris, da leitura dos diários privados da rainha, escritos ao longo de 65 anos, desde que chegou a Portugal até ao fim dos seus dias, o autor reconstituiu a vida e o quotidiano de D. Amélia. Da sua infância, passando pelo seu casamento, a relação com D. Carlos e com os filhos de quem sempre foi uma mãe extremosa, os dias comuns e os dias de grande gala, os seus gostos, a sua curiosidade pelas novidades da ciência, pela cultura e as suas ações de solidariedade, passando pelos seus desencantos e tristezas, o exílio forçado, o calvário da morte de mais um filho, D. Manuel, as questões de sucessão do trono português, e a sua relação de correspondência com António de Oliveira Salazar que a convida a visitar Portugal. A rainha deixou expresso que após a sua morte estes diários deveriam ser queimados, o que não veio acontecer. José Alberto Ribeiro foi o único historiador a ter acesso, na sua totalidade, a estes diários, bem como a um conjunto de imagens desconhecidas que são reproduzidas nesta biografia amplamente ilustrada. D. Amélia morre a 25 de outubro de 1951, na sua cama gravada com as armas de França e dos Bragança. Tinha então 86 anos. As suas últimas palavras foram: «Levem-me para Portugal, adormeço em França mas é em Portugal que quero dormir para sempre. No presente, Deus está comigo.»

Um Chá, Torradas e Yôga
de Bruno Reis
O seu dia-a-dia é uma correria, o telemóvel não para de tocar, o trânsito é infernal, a rotina
casa-trabalho não lhe dá tempo para pensar em si... E quando alguém lhe fala de yôga o seu primeiro pensamento é: «tenho lá tempo para estar em posição de lótus, toda torta, com a cabeça nos pés, ou a fazer saudações ao sol!» Com este livro vai perceber que o yôga pode fazer parte do seu quotidiano e preencher o seu dia com bem-estar, foco e energia. O convite do professor de yoga Bruno Reis é simples. Ao acordar espreguice-se, devolvendo força e vitalidade aos músculos do seu corpo. No banho faça expirações rápidas e sucessivas. Ao vestir-se treine o equilíbrio e alongue o corpo. Entre o chá e as torradas da manhã, respire de forma a tranquilizar a mente e a revitalizar o corpo. Se sentir o stress acumular, faça alguns exercícios que aliviam as tensões musculares, corrigem a postura e fortalecem a musculatura, tudo sentado à sua secretária. Se tem de um prazo para cumprir e não consegue ser produtivo, aprenda técnicas de concentração que vão produzir os resultados desejados. No tempo perdido da viagem de elevador aproveite para treinar o equilíbrio. Conheça os alimentos mais saudáveis e formas de desintoxicar o corpo. Aprenda ainda a ter maior prazer no seu relacionamento sexual e à noite ao deitar aproveite para meditar e assim conseguir uma noite de sono bem dormida. Ao longo destas páginas, encontra mais de 100 exercícios simples, amplamente ilustrados e explicados passo a passo, que vão fazer toda a diferença no seu dia a dia, desde que acorda até que se deita. 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

"Destinos Interrompidos" de Lissa Price


Edição/reimpressão: 2013

Páginas: 352
Editor: Editorial Planeta

ISBN: 9789896573577

Como começar? Como explicar a mim própria o que esta leitura me fez sentir?

Um livro, quando bem escrito, prende o leitor e não importa muito o género de se gosta ou a que se está habituado. Isto depreendi depois de ter lido a última página... Porque esta obra tem tudo para, ao fim de alguns minutos de leitura, estarmos no seu interior, participando, torcendo para que acabe rápido este sufoco que Lissa Price nos oferece! O suspense vai mesmo até ao final e as surpresas não têm fim.

Um mundo futuro, bem pior que este em que vivemos, Callie tenta sobreviver na esperança de ser pai e mãe para o seu pequeno irmão de sete anos. E mesmo as palavras desconhecidas, habitantes desse mundo "do futuro" são facilmente por nós contextualizadas e reconhecidas porque bem integradas na acção.

Apanhou-me de surpresa, este livro. Porque gostei e não estava à espera. Porque me senti presa ao desenrolar do enredo e estava desejosa que terminasse para poder sossegar! Mas parece que vou ter de aguardar um novo livro...

Vai passar para a estante do meu filho, isso vai! Porque ele vai adorar, de certeza! Recomendo a todos os que, sem reservas nem pudor, se quiserem envolver numa história de arrepiar.
Terminado em 5 de Maio de 2013
Estrelas: 5*
Sinopse

Callie tem dezasseis anos e vive com Tyler, o irmão mais novo, e Michael, um amigo, nos escombros da cidade de Los Angeles. Quando as Guerras dos Esporos rebentaram, matando todos aqueles que tinham mais de vinte anos e menos de sessenta, Callie perdeu os pais. Como muitos outros Iniciantes, teve de aprender a sobreviver, ocupando prédios desabitados, roubando água e alimentos, fugindo aos Inspectores e combatendo os Renegados. Para tirar Tyler das ruas e garantir ao irmão uma vida melhor, Callie só vê uma solução: oferecer a sua juventude à Destinos Primordiais, uma empresa misteriosa que aluga corpos adolescentes aos velhos Terminantes - seniores, com centenas de anos, que querem ser jovens outra vez. Tudo corre como previsto, até o neurochip que lhe colocaram na cabeça avariar. Callie acorda, de súbito, na vida da sua locatária, a viver numa luxuosa mansão, a guiar carros topo de gama e a sair com o neto de um senador. A vida quase parece um conto de fadas, até Callie descobrir que a sua locatária não quer apenas divertir-se e que, no mundo perverso da Destinos Primordiais, a sobrevivência é apenas o começo.

Experiências na Cozinha: "Os Petiscos da Filipa"

Tarte de Maçã Deliciosa.

Ficámos rendidos ao cheiro da maçã e da canela que saiu do fogão depois de pronta esta pequena delícia! E mais rendidos ficámos quando a provámos!

Soube realmente a pouco! Com as minhas manias de alterar as receitas, coloquei oitavos de maças e não quartos. Para a próxima coloco mesmo as maçãs partidas em quatro para os pedaços ficarem maiores. Éramos seis e lá se foi a tarte toda de uma vez... :(

A receita veio do livro cedido gentilmente pela Editora Matéria-Prima, Os Petiscos da Filipa, de Filipa Vacondeus, pág.174, e é tão simples! Atraiu-me por essa simplicidade e também por não levar ovos, pois assim o meu caçula pôde comer.

Colocam-se 250gr de açúcar no fundo de uma tarteira de fundo amovível. Por cima colocam-se os quartos de maçãs reinetas, descascadas e regadas com 150ml de sumo de limão e calcam-se ligeiramente. Polvilha-se com mais um pouco de açúcar, colocam-se nozes de manteiga e tapa-se com uma embalagem de massa folhada redonda, recolhendo os bordos da massa que ficarem para fora. Faz-se um buraco pequeno no meio e vai ao forno, pré-aquecido a 180*C durante aproximadamente 25 m. Depois de pronta e de desenformada polvilha-se com canela.
Deliciosa! Acompanhei com gelado de baunilha.


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Escritores na Cozinha... com Célia Loureiro


Nova tradição numa simples tarte de limão…


A primeira tarte de limão “merengada” que fiz, foi há cerca de seis ou sete anos. A gulosice sempre me empurrou para o caminho (fácil) de inserir “bolo de” ou “tarte de” no Google.pt. Foi assim que aprendi a fazer arroz de pato ou bacalhau com natas. Foi assim que compreendi ainda os meandros básicos da química por detrás de um bolo, os truques que ajudam a ligar bem os ingredientes e a respeitar as matemáticas subentendidas a uns ovos bem batidos em castelo. Essa primeira tarte de limão sofreu o flagelo de uma base miserável. Além de queimada estava sobrecarregada de farinha – não tinha aquele travozinho agradável do amanteigado – e o lençol de claras de que se cobre havia abatido por completo. Desisti desse doce durante muitos anos.

Anos mais tarde voltei a sentir o chamamento da doçura do leite condensado desafiada pela acidez do limão (ou da lima, a da fotografia foi, excepcionalmente, de lima). Apresentei-a às minhas primas, num qualquer aniversário, quando não havia sequer tradição de nos juntarmos amiúde num sábado à tarde.

Entretanto veio o aniversário seguinte, e a prima que se apaixonou pela tarte teve direito a mais uma aparição deste doce que, com uma base de bolachas maria em margarina, não mais saiu mal. Num qualquer sábado pouco propício a passeios já fomos nós – avó e três netas, das quais eu sou a mais velha e a mais pequena tem sete anos – rua acima à casa da prima e dos tios, octogenários, de tarte de limão em punho. Saquetas de chá na mesa, água a ferver, pires e canecas a aguardar outro fim de tarde. Novos e velhos ali juntos, à volta da tarte de limão. As fatias a repetirem-se, a promessa de que, no novo encontro, lá estará.

E quando dei por mim, em qualquer evento familiar – aniversário do avô, dos irmãos, Páscoa, festejos pontuais ou mesmo a simples gula de fim-de-semana ocioso – lá está a tarte de limão. Lá esmago bolachas. Lá misturo gemas, leite condensado, sumo e raspas de limão. Lá bato claras um bocadinho para além do castelo, para que fiquem firmes e permitam desenhar, precisamente, castelos sobre a massa e o recheio.

A tríade de bolacha em manteiga escura, a esbater para o amarelo vivo do recheio, para o branco puríssimo das claras batidas tem aproximado a família. Tem-nos permitido, sob o seu pretexto, passar algum tempo juntos. Reencontrarmo-nos nesses serões. Sermos um bocadinho mais do que aquilo que já sabíamos que éramos uns para os outro. Nestes tempos difíceis, sabe bem encontrar alguma doçura na acidez do limão.

Ingredientes:
2 ovos
1 pacote e meio de bolachas maria – podem ter torradas/aveia
1 lata de leite condensado (costumo usar magro, para ser menos enjoativo)
1 limão – sumo e raspa
Margarina q.b.

Massa:
Com a ajuda do 1, 2, 3 – (eu não tenho, esmago-as à mão!) – desfazem-se as bolachas maria. Em seguida derrete-se margarina (penso que sejam necessárias cerca de 300-450 grs). e vai-se juntando às bolachas. O ponto certo das duas é quando a margarina está em quantidade suficiente para se conseguir moldar as bolachas na mão, sem que dispersem de imediato. Verte-se o preparado para atarteira e calca-se bem, para que forre o fundo homogeneamente. Leva-se ao congelador por 30 minutos para adquirir firmeza.

Recheio:
Numa tigela (as de cereais costumam ser suficientemente grandes) mistura-se a lata de leite condensado com sumo de 1 limão e 2 gemas (as claras são deixadas num recipiente à parte, para depois bater). Raspa-se a casca de 1 limão para o recipiente também. Bem misturado, este preparado é vertido sobre a massa da tarte quando esta já descansou os 30 minutos. Leva-se ao forno, previamente aquecido. Meto sempre na temperatura média do meu (não sei valor exacto) e deixo-a ali por 10 minutos, para que base e recheio cozam.

Cobertura:
Batem-se as duas claras em castelo, juntando 1 colher de sopa de açúcar quase no final, para que liguem melhor. Tirando a tarte do forno, cobre-se com esta camada de nuvens imaculadas. Leva-se novamente ao forno durante 5 minutos, para que os picos amareleçam um pouco. Toda a cobertura fica como que ligeiramente bronzeada. Ao fim destes 5 minutos retira-se a tarte do forno. Quem quiser pode ainda raspar mais casca de limão sobre a tarte.

Com lima fica muito bom também. Estou para experimentar fazê-la com laranja!

Célia Loureiro

terça-feira, 7 de maio de 2013

A Convidada Escolhe... "Os Filhos do Zip Zip";

"O género que mais aprecio é o romance mas, de que quando em quando experiência outras leituras como é o caso do último. Narrativa baseada em investigação que retrata uma época da sociedade portuguesa, nomeadamente a década de setenta (de 1968 a 1974).
Recentemente duas séries televisivas demonstraram o interesse que temos com o passado recente. Uma geração de diferença - a dos meus pais e a minha. E tanto para comparar.

Em convívio social já recordávamos a nossa infância e estabelecíamos paralelismos entre o que foi e o que é, e divertiamo-nos com a reação dos nossos filhos que nem crêem no que relatamos. Este livro fundamenta todos esses argumentos. As estatísticas assombram-nos. Mas, mais do que isso, permite recordar episódios esquecidos ou desvanecidos pelo tempo e que, ora divertidos, ora nostálgicos, refletimos.

Como referi, é um retrato de época da sociedade demográficamente jovem, em crescimento económico, numa ditadura com Marcelo Caetano, rígido, e que sustentava as guerras em África para manter as colónias. Emigração para países como Alemanha e França e êxodo rural para as periferias de Lisboa e toda uma mudança de hábitos do quotidiano e mentalidades.

Não é necessariamente um livro para ler compulsivamente porque os capítulos por temas podem ser lidos pausadamente. Livro de mesa-de-cabeceira. Porque recordar é viver, muitos poderão e deverão ler este livro."

Vera Sopa

segunda-feira, 6 de maio de 2013

"Trás-os-Montes" de Tiago Patrício


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 164
Editor: Gradiva Publicações
ISBN: 9789896164782
Coleção: Gradiva

Este livro foi-me emprestado e recomendado por um amigo do Clube de Leitura Roda dos Livros, onde trocamos impressões e livros, claro!

Gostei mas não me apaixonou verdadeiramente, porque senti falta de uma história condutora de todo o enredo que me fizesse ficar presa às pequenas histórias que aqui são descritas. 

No entanto, o autor expressa de uma forma admirável as peripécias de quatro crianças num local, algures em Trás-os-Montes, onde a forte ligação à terra e aos animais era marcante. Marcada é também a infância destes quatro amigos pela dura realidade que as envolve, pelas relações familiares muitas vezes violentas, o que as leva a transportarem essa dureza e essa violência para os seus próprios conflitos. As suas aventuras e descobertas são o resultado do meio duro em que vivem e foi com alguma aflição que li certas passagens mais fortes, onde é espelhada uma crueldade às vezes própria de crianças que são obrigadas a crescer muito rápido.

Terminado em 28 de Abril de 2012

Estrelas: 4*

Sinopse

Em Trás-os-Montes «vivem» quatro crianças, no coração de uma aldeia com duas igrejas, dois cemitérios, duas estações ferroviárias e um comboio a vapor que faz a sua última viagem. Numa zona de fronteira situam-se as hortas, as devesas, os lameiros e os palheiros onde o gado passa a noite. As crianças, com demasiado tempo livre depois das aulas, ficam na rua até ao anoitecer e as sombras ocupam-lhes os pensamentos. Nessa altura, as distracções dos adultos tomam a forma de desejos perigosos. É então que podem ser tentadas a ultrapassar a imitação e pretender consumar actos de adulto, como conduzir um automóvel, fumar um cigarro, aceder à literatura para adultos, atear um incêndio ou realizar um funeral. De leitura apaixonante, este é um romance surpreendente que conjuga de forma magistral a ruralidade, os anseios íntimos e aquilo que de universal existe na alma humana. Uma verdadeira grande revelação.

domingo, 5 de maio de 2013

Ao Domingo com... José Ribeiro

Nasci numa aldeia de rudez telúrica, nas profundezas do Minho, com Trás-os-Montes à vista. Os autores das histórias que conheci desses primeiros tempos não habitavam livros, mas ruas lamacentas que acolhiam as suas incessantes passadas de trabalho. Os meus avós e os seus vizinhos iniciaram-me nesta literatura da palavra falada e por vezes maravilhosamente ficcionada. Os livros foram descobertos com espanto e rapidamente se tornaram indefectíveis companheiros. Primeiro interessado nos segredos do universo depressa encontrei nos homens segredos maiores e decifradores intemporais! Com alguma naturalidade tornei-me psicólogo com a velada presunção de igualmente poder decifrar os mistérios humanos.

A escrita foi acompanhando este caminho, histórias do passado ressuscitaram, reinventadas e adulteradas, velhas personagens surgiam a preencher parágrafos com as suas vidas. Em 2011 através de um concurso da Alfarroba tive a possibilidade de publicar um primeiro conto. Ficaram vários a aguardar vez.

Tinha ainda muitas vidas alheias nas memórias. São estas vidas que compõem os “Anónimos”, uma coletânea de contos. Como Camus diria, em nenhum existe o autor, mas certamente que todas as suas personagens existem em mim. Por isto as histórias que conto são verdadeiras, são reais, aconteceram, pelo menos podiam ter acontecido. Quem as ler, facilmente vai identificar os seus heróis, também os conhece ou conheceu, são da sua rua, já os viu a deambular pela cidade, reconhecerá os seus percursos e as suas desventuras. Não lhes conhece os nomes, mas sentirá certamente que estes anónimos existem. Por isto, a todos nomeei, como forma, mesmo que tosca, de homenagem e agradecimento por me terem permitido escrever este livro.

Tenho vários projetos na “gaveta”. Qualquer escritor, por bisonho que seja na sua arte, almejará ser poeta. Publicar um livro de poesias talvez seja um pináculo das ambições literárias. Sendo difícil, penso no entanto voltar a publicar. Um romance aguarda há algum tempo, espero que esteja a envelhecer bem, já que o seu tema central é precisamente o envelhecimento.

José Ribeiro

 

sábado, 4 de maio de 2013

Um livro numa frase


Disseste uma coisa em que continuo a pensar: que segredo de dois não é segredo.

In Mentiras e Diamantes de J. Rentes de Carvalho, pag. 162
Frase escolhida por Cris

Na minha caixa de correio

        

Tirando o "Destinos Interrompidos" de Lissa Price, que vou ter o prazer de conversar na sua apresentação na Fnac, dia 15, todos os outros livrinhos vieram do passatempo do JN.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Novidade Civilização


Um Amor Perdido
de Alyson Richman
Nos últimos tempos de tranquilidade na Praga do pré-guerra, Lenka, uma jovem estudante de arte, apaixona-se por Josef. Casam-se, mas, pouco tempo depois, como tantos outros, são separados pela guerra.
Na América, Josef torna-se um obstetra bem-sucedido e constrói uma família, apesar de nunca esquecer   a mulher que acredita ter morrido nos campos de concentração. Mas no gueto nazi de Terezín – e mais tarde em Auschwitz – Lenka sobreviveu, graças aos seus dotes artísticos e à memória de um marido que julgava nunca voltar a ver. Agora, passadas décadas, um encontro inesperado em Nova Iorque reúne Lenka e Josef de novo. Do conforto da vida em Praga antes da ocupação aos horrores da Europa Nazi, Um Amor Perdido explora a resistência do primeiro amor e do espírito humano e a capacidade de recordar.

Novidade Porto Editora

História de um gato e de um rato que se tornaram amigos
de Luis Sepúlveda

Max vive em Munique com os seus pais e irmãos - e com Mix, o seu inseparável gato preto com uma mancha branca na barriga. Amigos desde a infância, quando Max cresce e decide mudar de casa, leva Mix consigo. Mix adora viver no novo apartamento. Mas quando Max começa a trabalhar e não pode estar tanto tempo em casa, Mix, que está a envelhecer e a perder a visão, sente-se cada vez mais sozinho. 
Um dia, Mix ouve uns passinhos suaves vindos da despensa e descobre que há um ladrão a comer os cereais crocantes do dono. 
Esperto, Mix deixa-se ficar quieto e, de repente, com a rapidez de outros tempos, estica a pata e sente o corpo trémulo de um minúsculo ratinho. Mex, como é batizado, é um ratinho mexicano, muito medroso e charlatão. Mas os verdadeiros amigos apoiam-se um ao outro e juntos aprendem a partilhar o que de melhor têm dentro de si.

Novidade Oficina do Livro


O FIM DA INOCÊNCIA II
de Francisco Salgueiro

Com boas notas, e a estudar num dos melhores colégios de Lisboa, Gonçalo é o filho que
todos os pais gostariam de ter. Desde cedo, ele e o grupo de amigos são bombardeados com imagens sexuais em filmes, séries, videoclips, anúncios e celebridades levando a uma erotização precoce. A ausência de educação sexual por parte dos pais e colégio leva-os a investigar o extenso mundo da pornografia na internet.  
Em simultâneo, a sua impreparação para lidarem com as redes sociais leva-os a serem participantes e vítimas na busca vertiginosa de likes para ultrapassarem a mítica marca dos 1000 amigos. Eles apenas pensam nos desafios e nunca nas consequências. As drogas legais, o sexting, a masturbação online com estranhos, serem paparazzi da vida uns dos outros e a prostituição com mulheres mais velhas fazem parte do seu estilo de vida, onde o futuro não existe, apenas o logo à noite.
Depois do best-seller que abalou a sociedade portuguesa, Francisco Salgueiro regressa com uma nova história sobre os adolescentes portugueses do século XXI.

Novidades Planeta



CRIME E CASTIGO
O povo não é sereno
de Pedro Almeida Vieira
Em Portugal diz-se que o respeitinho é muito lindo.
Mas nunca foi muito praticado.
Em tempos passados, mesmo com uma Justiça justiceira, que mandava matar à mínima suspeita, os portugueses tinham forças e artes para se manifestarem, revoltarem, conspirarem e aldrabarem as autoridades.
Quando apanhados, raramente havia clemência: tortura, degredo, forca, decepamentos, fuzilamentos e o mais que houvesse à mão.
O subtítulo deste livro não é ingénuo: todos os portugueses se lembram do famoso apelo de Pinheiro de Azevedo à multidão, da janela dos Paços do Concelho: «O povo é sereno». Essa imagem de um povo manso tem sido contrariada em muitas ocasiões da História: seja pelos crimes que o «bom povo» planeia, sejam pelas penas que eram aplicadas a esses crimes.


Um Desastre Maravilhoso
de Jamie McGuire
A Boa Rapariga: Abby Abernathy não bebe, não pragueja e trabalha muito. Está enterrada no nefasto passado, mas, quando entra no colégio, os seus sonhos de um novo começo sofrem um desafio numa noite. 
O Mau Rapaz: Travis Maddox, sensual, atlético e coberto de tatuagens é exactamente o que Abby precisa – e quer – evitar. Ele passa as noites a ganhar dinheiro num clube de combate e os dias no colégio Lothario. 
Desastre Iminente?... Intrigado pela resistência de Abby ao seu charme, Travis entra na sua vida por uma aposta. Se perder, deverá viver em celibato durante um mês. Se Abby perder, terá de viver no apartamento de Travis por um período semelhante.
...Ou o Princípio de Algo Maravilhoso? Travis não faz ideia de que encontrou uma parceira de jogo à altura. Ou será o princípio de uma relação obsessiva que irá conduzi-los a um território inimaginável...

DESTINOS INTERROMPIDOS
de Lissa Price
Uma aventura pós-apocalíptica onde os jovens têm de lutar contra uma sociedade fascinada pelas aparências e que se aproveita deles.
Uma sociedade onde a juventude é o bem mais apreciado e uma verdadeira mercadoria.
Callie tem dezasseis anos e vive com Tyler, o irmão mais novo, e Michael, um amigo, nos escombros da cidade de Los Angeles.
Quando as Guerras dos Esporos rebentaram, matando todos aqueles que tinham mais de vinte anos e menos de sessenta, Callie perdeu os pais.
Como muitos outros Iniciantes, teve de aprender a sobreviver, ocupando prédios desabitados, roubando água e alimentos, fugindo aos Inspectores e combatendo os Renegados.
Para tirar Tyler das ruas e garantir ao irmão uma vida melhor, Callie só vê uma solução: oferecer a sua juventude à Destinos Primordiais, uma empresa misteriosa que aluga corpos adolescentes aos velhos Terminantes — seniores, com centenas de anos, que querem ser jovens outra vez.
A vida quase parece um conto de fadas, até Callie descobrir que a sua locatária não quer apenas divertir-se e que, no mundo perverso da Destinos Primordiais, a sobrevivência é apenas o começo.



Alphabetum Editora apresenta "A Era dos Malditos" de Ana Gonçalves


Romance “A Era dos Malditos” apresentado no Chapitô

O romance de estreia de Ana Gonçalves, a "Era dos Malditos”, será apresentado no próximo dia 4 de Maio, às 18h30, no Bar do Chapitô. Em “A Era dos Malditos”, a mais recente aposta da editora Alphabetum, são retratados os “Malditos” - os “desempregados, miseráveis, precários, enganados, distraídos, informados, pobres e remediados”, aqueles “a quem foi roubada qualquer ideia de futuro” e que descem à rua para tentar recuperar a vida com
dignidade, convidando o leitor a, eventualmente, rever-se neles. A obra será apresentada pela psicóloga clínica Sandra Valdeira, especializada em educação e intervenção comunitária, uma das primeiras leitoras da obra de Ana Gonçalves, que partilha com a autora o gosto pelos livros.


Autora do blogue “Triunfo da Razão”, é em 2010, ainda “longe da mais recente escalada da crise”, que Ana Gonçalves traça as primeiras linhas deste seu romance, em sintonia com a crença de que “a participação melhora a vida de todos nós e a atenção e o interesse por assuntos políticos, em oposição à politiquice, também”.
Reconhecendo o paralelismo entre a sua “narrativa ficcionada” e “a nossa atualidade”, publica agora “A Era dos Malditos”, encarando o romance como a oportunidade de propor a um maior número de leitores a sua visão da “história de uma revolta há muito pressentida, onde o silêncio é eliminado e substituído por um grito de insatisfação coletivo e internacional”.

Novidade Porto Editora


O Café do Amor
de Deborah Smith

Cathryn Deen vivia num mundo de sonho: atriz famosa, idolatrada, era considerada a mulher mais bela do planeta. A fama era tudo na sua vida. Mas após sofrer um trágico
acidente de automóvel, que a deixa marcada para sempre, decide ocultar-se de tudo e todos.
Escondida na casa da sua avó materna nas montanhas da Carolina do Norte, Cathryn tenta ultrapassar os seus traumas com a ajuda da sua grande prima Delta, uma mulher roliça e bem-disposta, dona do café local. Considerada por todos a alma daquele vale, Delta alimenta com os seus cozinhados e biscoitos deliciosos o corpo e o espírito dos mais carentes.
Um dos seus protegidos é Thomas Mitternich, um famoso arquiteto, fugido de Nova Iorque, após os atentados às Torres Gémeas lhe terem roubado o que de mais valioso tinha na vida: a mulher e o filho.
Atormentado pela culpa, Thomas acredita que nada nem ninguém lhe poderá devolver a razão de viver e, entregue ao álcool e ao desespero, espera um dia ganhar coragem para se juntar àqueles que mais amava.

O destino irá cruzar os caminhos de Cathryn e Thomas numa história magnífica de superação, ensinando-os a transformar as adversidades em oportunidades e a valorizar a beleza que existe em tudo o que os rodeia.


Novidade Esfera dos Livros

Uma Luz ao Fim do Túnel
de José Miguel Gaona Cartolano

A morte representa a dor, a perda, mas também o fascínio e O mistério para muitas pessoas. O que existe para além da morte? Uma luz intensa mostra-nos sempre o caminho? Todos atravessamos um túnel comprido para retornar à vida? O que sentimos e o que conseguimos ver nesse caminho? Com quem nos encontramos?

O reconhecido psiquiatra José Miguel Gaona explica-nos, baseado na sua experiência científica, mas de uma forma divulgativa, o que são e em que consistem as chamadas Experiências de Quase Morte.
Gaona escreve: «Aquilo que está em causa ao tentarmos compreender em que consistem as Experiências de Quase Morte não é apenas se existe vida para além da presente, mas também se conseguimos compreender os complexos modelos de consciência, incluindo a perceção sensorial ou a memória, já que estes processos podem chocar com os conhecimentos atuais da neurofisiologia.»
Com vários testemunhos de crentes e não-crentes que passaram pelo «efeito túnel», este psiquiatra analisa os elementos que fazem parte desta viagem de ida e volta: os sons da morte, a luz, as sensações prazenteiras que sentimos e que segundo recentes descobertas podem ser partilhadas pelos familiares que assistem à morte, as viagens astrais, as visitas de familiares anteriormente falecidos que nos confortam neste processo.
Como nos diz Raymond Moody, autor bestseller de Vida depois da Morte, «os investigadores de todo o mundo começam a descobrir que as profundas experiências espirituais dos moribundos são difíceis de explicar». Ao longo das páginas deste livro, um verdadeiro bestseller em Espanha, vai ficar a conhecer, entre outros fascinantes temas:

  • Experiências de viagens astrais e saídas fora-do-corpo
  • A forma como quando estamos no limiar da morte, vemos a nossa vida em filme, a andar para trás.
  • Técnicas para se aproximar de uma experiência de quase morte.
  • Sensações de presença que sentimos. Existe um anjo protetor?


Um livro fascinante que nos vais fazer encarar a morte com outros olhos. 

Novidade Sextante Editora

Viver na noite
de Dennis Lehane


Boston, 1926. A bebida abunda, em cada esquina há troca de tiros, e um homem decide deixar a sua marca no mundo. A Lei Seca levou à criação de uma complexa rede de destilarias e bares clandestinos, gangsters e polícias corruptos. Joe Coughlin, o filho mais novo de um respeitável capitão da Polícia de Boston, há muito que voltou costas à sua educação severa e se rendeu ao lucro, à adrenalina e à notoriedade de ser um fora--da-lei. Mas uma vida de crime cobra um alto preço. Numa época em que
homens implacáveis e ambiciosos se digladiam pelo poder, dispondo de armas, bebidas ilegais e muito dinheiro, o mote é: nunca confiar em ninguém – nem na família nem nos amigos, nem nas amantes nem nos inimigos.
Uma história de amor arrebatadora e uma saga épica de vingança, Viver na noite cruza traição e redenção, música e morte, e traz de novo à vida uma era passada em que o pecado era motivo de celebração e o vício uma virtude nacional.

Novidade Suma de Letras


As mulheres casadas não falam de amor
de Melanie Gideon


Alice está casada com William há vinte anos. Recorda-se, como se fosse ontem, do dia em que o conheceu. No entanto, ultimamente, é ao Facebook, e não ao marido, que confia os seus pensamentos mais íntimos.
Um dia, recebe um questionário anónimo sobre amor e casamento da parte de um Investigador 101. Decide responder, sob o pseudónimo Mulher 22, sem imaginar que isso mudará a sua vida. Confissão após confissão, Alice sente-se cada vez mais livre e também mais apaixonada pelo Investigador 101, genuinamente interessado nos seus sentimentos como há muito ninguém estava. Alice não tarda a ver-se confrontada com uma decisão potencialmente devastadora: cessar toda a comunicação com o Investigador 101 para salvar o casamento ou admitir que o coração lhe levou a melhor e está novamente apaixonada.
Com uma voz fresca, comovente e divertida, As Mulheres Casadas Não Falam de Amor é a história de uma mulher que, tentando reencontrar-se, corre o risco de descobrir que, afinal, quer estar onde sempre esteve.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

"Grita" de Laurie Halse Anderson

Edição/reimpressão:2012
Páginas:176
Editor:Edições Asa
ISBN:9789892316833

Quando comecei a ler as primeiras páginas pensei que este livro se destinaria fundamentalmente a um público mais jovem mas rapidamente mudei de opinião!

O título é perfeito para o alerta que esta obra pretende transmitir. O narrador é uma jovem adolescente e, tal como o livro anterior desta autora, conseguimos explorar o seu interior, os seus pensamentos, os seus medos. A sua vontade de gritar, de contar o que lhe aconteceu, é grande mas, inversamente ao pretendido, ela vai-se calando, isolando, sentindo-se marginal e marginalizada na escola onde anda. O isolamento a que se obriga vai aumentando diariamente e quase deixa de falar. Quem a ouviria?

Gostei muito desta leitura que se faz numa tarde. Ficamos alerta para os problemas desta jovem, que são os de muitos jovens que podem viver ao nosso lado, e depressa nos colocamos na pele de Melinda.

É um livro para todos os educadores. Para todos os jovens também. Para todos aqueles que têm algo por que gritar mas não o conseguem fazer! Creio que a autora conseguiu chegar bem dentro da personagem e captar com muito realismo tanto o seu sofrimento como as relações familiares aparentemente banais e frequentes da sua família. Uma família que estava atenta às suas notas escolares, cada vez mais baixas, mas desatenta ao que as provocava e ao progressivo isolamento que Melissa se impunha, alimentado também pelo afastamento das suas amigas íntimas.

O seu interesse pelas Artes fê-la sair do seu mutismo e é com satisfação que assistimos ao seu florescer. Recomendo!

Terminado em 27 de Abril de 2013

Estrelas: 4*+

Sinopse

Melinda Sordino é a pessoa mais odiada no Liceu de Merryweather. No final do verão chamou a policia, acabando com uma festa e colocando um sarilhos alguns dos finalistas mais populares da escola. Melinda tem um segredo que guarda bem fundo, dentro de si, e que não pode contar a ninguém. Mas Melinda está a ser corroída pelo que aconteceu, e o mundo de reclusão que construiu para si ameaça ruir a qualquer momento.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Escritores na Cozinha... com Fábio Ventura


Bolo de ananás invertido
Vi este bolo num episódio de "Donas de Casa Desesperadas" há uns anos e fiquei com uma tremenda vontade de experimentar uma fatia. Fiz umas pesquisas na Internet e encontrei a receita, a qual acabei por adaptar ao meu gosto. Penso que o Bolo de Ananás Invertido se adapta perfeitamente ao universo e ao espírito dos livros "Orbias" por ser tão saboroso, divertido e até um pouco exótico. Experimentem!


Ingredientes:
- 250g açúcar
- 6 ovos
- 225g farinha
- 2 colheres chá fermento
- 4 colheres sopa calda de ananás
- 1 iogurte ananás
- 1 lata de ananás
- 100g manteiga
- Caramelo

Preparação:
Antes de tudo, é necessário pré-aquecer o forno a 180º. Entretanto, bate-se o açúcar com a manteiga, previamente derretida, até obter uma pasta homogénea. De seguida, junta-se as gemas e mistura-se tudo muito bem. Depois, junta-se à mistura a farinha e o fermento e mais tarde as claras já batidas em castelo. Finalizamos a mistura com o iogurte e as 4 colheres de calda da lata de ananás. Para facilitar, usem uma batedeira para misturar todos os ingredientes.
O próximo passo é barrar a forma dos bolos com o caramelo (eu costumo usar o caramelo que se vende em garrafinhas, mas podem fazer o vosso próprio caramelo). Depois, forra-se com as rodelas de ananás, cobrindo quase toda a forma.
Verte-se a massa para a forma e leva-se ao forno pré-aquecido durante cerca de 45-55 minutos (depende dos fornos, convém ficarem atentos).


Enjoy!
Fábio Ventura

terça-feira, 30 de abril de 2013

A Convidada Escolhe..."Contracorpo"

Vou querer ler! Brevemente! (Cris)

Uma mãe. Um filho adolescente. Uma enorme perda. Uma guerrilha entre um corpo revestido por uma armadura de resiliência e um “contracorpo” que se esconde atrás de uma inexpugnável muralha de silêncio.

Uma mulher em busca de equilíbrio e de uma nova definição de si mesma e um rapaz a transformar-se num homem, um “quase-homem” na corda bamba da adolescência, um malabarista de raivas, medos e sonhos.

Uma viagem aparentemente sem destino que os conduz ao encontro de si mesmos e um do outro.

Neste romance tudo flui de forma escorreita, ritmada, sensível e impressionantemente verosímil. Muito bem escrito, não é uma história sobre gente invulgar e extraordinária mas sim acerca de pessoas comuns, com qualidades e defeitos iguais aos de toda a gente, cujas vidas foram moldadas indelevelmente por uma perda inesperada. A autora disseca com uma notável e sensível precisão a montanha-russa emocional vivida por Maria e pelos seus filhos, proporcionando ao leitor uma visão nítida e muito lúcida do seu percurso após a morte de Francisco. Gostei da profundidade que a autora deu às personagens, do tom intimista da sua escrita que as transporta para o mundo real; Maria, Pedro, Simão e os outros pareciam estar mesmo ali ao nosso lado. A sua família poderia muito bem ser a nossa ou a de algum vizinho.

Em suma: bem escrito, simultâneamente sensível e realista, “Contracorpo” é uma leitura interessante e acutilante sobre o grande tema humano da perda, mediada tanto pela morte quanto pela passagem da infância à adolescência e, consequentemente ao mundo dos adultos.

Renata Carvalho

Passatempo "Frederico Garcia ou a Existência Inacabada"

Começa hoje um novo passatempo aqui n'O tempo entre os meus livros para todos os seus seguidores.
Temos para oferecer um exemplar de "Frederico Garcia ou a Existência Inacabada", livro oferecido a Paulo Lima, do Clube dos Livros, pelo autor e que ele gentilmente me ofereceu.

Desta feita só precisam de enviar um email para:

Otempoentreosmeuslivros@gmail.com 

com o vosso nome, nick de seguidor e morada.

O passatempo decorre até ao dia 11 Maio!

Boa sorte!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Resultado do Passatempo "A Estalagem de Rose Harbor"

Cabe-nos agora anunciar o feliz contemplado com este livro da Editorial Presença, A Estalagem de Rose Harbor de Debbie Macomber. Mais informações sobre o livro aqui, na Editorial Presença!

Das 289 participações foi seleccionado aleatoriamente o nº 58 que corresponde a:

- Gizela Mota da Moita


Muitos parabéns!

"A Estalagem de Rose Harbor"; de Debbie Macomber




Páginas:304
Editor:Editorial Presença
ISBN:9789722350396


Com uma capa atractiva, uma escrita simples mas apelativa, este livro lê-se num ápice!

É uma leitura que parece leve mas que nos fala de assuntos do dia a dia que podem ser pesados e que transportam traumas se não os dissecarmos nem tratarmos deles convenientemente! Uma estalagem é o ponto de encontro de três personagens que carregam dores de passados mais ou menos recentes. Ódios, culpas e sentimentos de perda, alimentados por medos e inseguranças próprias do ser humano. Três histórias que correm paralelamente e que se encontram num local belo e tranquilo, a Estalagem de Rose Harbor.

Como referi anteriormente, esta leitura flui muito rapidamente nas nossas mãos. Acho verdadeiramente espectacular quando a magia acontece e conseguimos embrenharmo-nos nos locais descritos, visualizando-os na perfeição!

Terminado em 25 de Abril de 2013

Estrelas: 4*+

Sinopse


Depois da morte do marido no Afeganistão, Jo Marie Rose procura refúgio em Cedar Cove, uma pequena cidade acolhedora à beira-mar. Decide comprar uma estalagem com uma vista encantadora e repousante e aí iniciar uma nova vida, repleta de paz. Mas esta nova vida reserva-lhe mais surpresas e agitação do que esperava, com a chegada dos seus primeiros hóspedes, Joshua Weaver e Abby Kincaid. Ambos oriundos de Cedar Cove, mas afastados há muitos anos por diferentes motivos, vão encontrar na Estalagem de Rose Harbor um porto seguro, onde conseguirão enfrentar o passado, sarar as feridas e reconciliar-se com os próprios medos, revoltas e desilusões.

Para mais informações sobre o livro visite o site da Editorial Presença aqui!

domingo, 28 de abril de 2013

Ao Domingo com... Miguel Morais

Assino-me como Miguel Morais e nasci em Lisboa a 6 de Outubro de 1977. Licenciado em Biologia Microbiana e Genética, saí dos meandros da investigação científica para trabalhar no Instituto da Segurança Social, licenciando-memais tarde em Gestão de Empresas. Autor compulsivo, gosto de aproveitar todos os momentos para criar, seja em escrita, seja em cinema.

O meu début literário aconteceu com o livro «Poesia para Médicos, Farmacêuticos, Biólogos e afins…», publicado pela Chiado Editora, em Junho de 2009. Aproveitando os meusconhecimentos em ciências de bata branca, compilei um conjunto de 30 poemas de Vida e Morte, quer num tom humorístico quer num tom sério.


http://www.chiadoeditora.com/index.php?option=com_content&view=article&id=240:poesia-para-medicos-farmaceuticos-biologos-e-afins&catid=91:ficcaocoleccao

Mais tarde, em Fevereiro de 2010, resolvi alargar a Poesia a todos os que sentem a Vida como um turbilhão de sentimentos e de sonhos, alimentando a Alma com o bater do coração e com lágrimas correndo o rosto, e publiquei«A (p)Alma da Arte», também pela Chiado Editora.


http://www.chiadoeditora.com/index.php?option=com_content&view=article&id=339:a-palma-da-arte&catid=91:ficcaocoleccao&Itemid=238


Ainda nesse mesmo ano, em Novembro, publiquei o meu primeiro conto de Natal, uma obra humorística, sarcástica e satírica sobre a crise financeira mundial. Último trabalho pela Chiado Editora, foi com «A crise financeira do PaiNatal» que iniciei a escrita em prosa.


http://www.chiadoeditora.com/index.php?option=com_content&view=article&id=551:a-crise-financeira-do-pai-natal&catid=89:coleccaolivros&Itemid=231


Em 2011, já pelas Edições Vieira da Silva, publiquei o meu primeiro texto infantil, em verso e com ilustrações para colorir,chamado «A Viagem da Flor Dourada». Foi o regresso à Poesia e às lições genuínas de conquista dos sonhos.


http://edicoesvieiradasilva.pt/content/viagem-da-flor-dourada-2%C2%AA-edi%C3%A7%C3%A3o


Em Novembro de 2012, também pelas Edições Vieira da Silva,publiquei uma sátira informal, absurda e caricatural sobre a sociedade portuguesa, onde vários vizinhos estereotipados tentam resolver um problema de condomínio, de preferência sem trabalhar. Chama-se «O Prédio» e é o meu texto mais divertido. Excerto:


De baixo para cima e de um modo específico, os condóminos do prédio em causa deveriam ser os únicos do mundo a dar um certo charme à palavra «devoluto»:

no rés-do-chão esquerdo, morava uma psicóloga chamada Patrícia, mulher chorosa e solitária, sobejamente agarrada a programas de televisão com conteúdos para embalar a piedade e a frustração, motivo pelo qual já se encontrava bem pior do que qualquer dos seus antigos pacientes, que com o tempo se cansaram de lhe pagar para lhe dar consultas;

no rés-do-chão direito, morava um bolseiro de investigação científica chamado André, microbiólogo de grande devoção e baixo vencimento, dotado de uma capacidade inaudita de imitar carneiros irritados, tamanha a força das marradas que dava com a sua careca nos grandes calhamaços técnicos, geralmente por cansaço, antes, durante e depois de passar a maior parte dos dias de semana armado em rato de laboratório num instituto público;

no primeiro esquerdo, morava um cabeludo chamado Rodolfo, informático de grande mestria e profundo devoto da mais inerte preguiça, incapaz de trabalhar senão em economias paralelas, com os piratas da perna digital, e sempre disposto a chular as prestações sociais do Estado, inclusive um subsídio de desemprego que nunca ninguém conseguiu perceber em que moldes lhe fora atribuído;

no primeiro direito, morava uma bonita e simpática estudante universitária chamada Sofia, que, apesar de ter dois dedos de testa e alguma capacidade de trabalho, pagava as propinas fazendo uso do corpo, nomeadamente da boca libidinosa, das mamas sem silicone e das profundezas em volta do períneo;

no segundo esquerdo, morava um cego chamado Fernando, génio da guitarra e trovador assíduo nos túneis movimentados do metropolitano de Lisboa, onde, sempre na fiel companhia do irrequieto Patuças, trocava tímpanos fundidos por moedas caridosas, bem como festas na cabeça do canídeo por aplausos em forma de latidos;

no segundo direito, morava um parvo que ignorou os pais quando estes lhe disseram, no dia do seu quadragésimo aniversário, que não fosse viver para aquela casa, ou seja, morava eu mesmo, escritor mal sucedido e cidadão porco até mais não, fruto de acreditar subconscientemente que o meu nunca escrito best-seller teria como marcador uma barra de sabão azul e branco;

no terceiro esquerdo, morava um polícia maluco chamado Gervásio, brutamontes e desbocado, fervoroso adepto do Benfica e fã incondicional do Quim Barreiros, que, salvo o devido desconto pelo trauma de batismo, mostrava ter pancada por assuntos bélicos e historietas de espionagem, única maneira de se libertar da resignação de nada mais fazer senão passar multas;

por fim, no terceiro direito, no andar que até parecia o sótão que nunca tive, morava um casal de coelhos humanos com os seus sete rebentos, Margarida, João, Nelson, Catarina, Idalina, Afonso e José, filhos de Pedro e Andreia, uma espécie de família vonTrapp miserável, toda ela alimentada pela soma dos sete abonos de família, toda ela sem qualquer música no coração.


http://edicoesvieiradasilva.pt/content/o-pr%C3%A9dio


O meu trabalho diário, muito além da literatura, pode ser acompanhado na página do Facebook:


https://www.facebook.com/pages/Miguel-Morais/153812354709342?ref=hl


Miguel Morais

sábado, 27 de abril de 2013

Na Minha Caixa de Correio

   

Três livros que me abriram o apetite mas só o da Filipa é que se vai converter em algo a petiscar! Os outros vão-me fazer sonhar e viajar por outras vidas, por outros mundos...