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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

“Toda a Vida Que Resta” de Roberta Recchia

Há livros que nos fazem bem, cuja leitura é muito prazerosa, despertando logo nas primeiras páginas o nosso interesse. Foi o caso deste. 

Embora pensasse que seria uma leitura leve, isso não aconteceu. Ou melhor, sabia que ia tratar de um tema pesado porque li a sinopse em que é referido que a morte de um filho seria o pano de fundo desta trama, mas não ia preparada para que tratasse de temas pesados de uma forma tão profunda e real. Mas essa percepção boa só aconteceu a meio do livro.

Acompanhamos duas gerações de uma família italiana desde os anos 50. No princípio, os acontecimentos pareceram-me algo estereotipados: uma menina inocente engravida e o namorado não assume o filho. Mas o tom muda rapidamente e o enredo progride com um aprofundamento das características das personagens que me agradou.

E, como em muitas coisas na vida, há um antes e um depois. A morte de um filho muda radicalmente a vida de algumas personagens. Quando essa morte surge subitamente, trazendo uma onda de violência onde o futuro parecia muito promissor, a dor não tem limite. A intensidade do sofrimento está aqui extremamente bem retratada e é impossível o leitor não sentir que essa é a realidade que enfrentam muitas pessoas. 

Para além disso, há romance, segredos que escondem dores profundas, crimes que ficam no esquecimento, a vergonha, o luto, a violência e o sofrimento que ela traz, mas também a esperança. Personagens secundários muito bem caracterizados. Um “bolo” muito bem elaborado e que recomendo!

Terminado em 26 de Janeiro de 2025

Estrelas: 5*+

Sinopse

Toda a vida que resta é um romance precioso e íntimo, que explora os mecanismos da vergonha e do luto, mas sobretudo do carinho e do cuidado, trazendo-os à tona com uma delicadeza surpreendente.

No encantador cenário de Roma dos anos 50, Marisa e Stelvio apaixonam-se e constroem uma família com muito amor, a lembrar os clássicos do cinema a preto e branco.

Mas o seu mundo é arrasado por uma tragédia: a sua amada filha Betta, de 16 anos, é assassinada.

Todos perdem o chão.

O carinho e a cumplicidade desaparecem e fica apenas a dor e a mágoa por uma filha que se perdeu para sempre.

Miriam, a prima tímida e introvertida de Betta, não só presenciou a sua morte, como também ela foi, nesse dia, vítima de uma violência indescritível.

Mas carregou sozinha o fardo desse terrível segredo.

Quando julgava ser incapaz de continuar, encontra Leo, um jovem dos subúrbios, que traz uma nova luz à sua vida: o início de um amor que irrompe onde ninguém ousara olhar.

Cris



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