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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Escritores na Cozinha com... Ana Saragoça

Foto de Mário Pires
Só comecei a cozinhar há cerca de dois anos. Fui criada numa família de excelentes cozinheiras, desde as avós até à minha irmã mais nova. Convenci-me e convenci toda a gente de que não tinha jeito nenhum para a coisa, o que me deu muito mais tempo para o que precisava mesmo de fazer: ler em doses industriais. No casamento calhou-me na rifa um homem amigo de cozinhar, portanto pude continuar a exercer a minha prioridade. 

Com a chegada dos meus filhos, fiz uma descoberta interessante: eu fazia óptimas sopas! Mas continuava a gostar mais de ler…

Quando a vida me despejou no colo o encargo de alimentar a prole, tive dois ou três momentos de pânico, mas recorri aos únicos instrumentos de que me sabia servir: os livros. 

Primeiro descobri que até tinha jeito, mas colava-me como uma lapa às receitas. E não concebia a ideia de preparar uma refeição apenas para mim. Uma sanduíche deglutida enquanto lia bastava-me. 

O prato que lhes apresento já faz parte do meu último estágio nas lides culinárias. Não fui buscá-lo a nenhum livro e só o preparo quando estou sozinha, porque há sempre alguém a quem o esparguete preto ‘parece minhocas’ e, quanto aos meus filhos, a mais nova abomina camarões e o mais velho detesta alhos (realmente, não há crianças perfeitas…). Espero que gostem. 

Spaghetti al Nero di Seppia com Camarão, Alho e Bacon

250g de spaghetti al nero di seppia (esparguete preto, tingido com tinta de choco)
Bastantes dentes de alho (5 ou 6, consoante o tamanho)
100g de bacon em cubos
125g de miolo de camarão congelado
Bastante azeite 
Orégãos
Sal

Piri-piri daquele de fazer suar a testa (opcional)

Cozo a massa em bastante água, com sal e orégãos e um fio de azeite, durante o tempo indicado na embalagem e nem mais um minuto. Depois de cozida, escorro-a de imediato. 

Numa caçarola ou frigideira ampla, aqueço o azeite (bastante, já disse?) e junto-lhe os dentes de alho em lâminas finas. Quando o alho se começa a rir, adiciono o bacon. Quando este se adivinha estaladiço, acrescento o miolo de camarão. Quando este se mostra dourado, junto a massa cozida. Envolvo tudo, mexendo de baixo para cima, corrijo o sal, junto o piri-piri, mexo mais um bocadinho, tapo e levo para a mesa. 

Sirvo cerimoniosamente um copo de Ermelinda Freitas tinto, sento-me, brindo para o écrã da televisão, e janto com o Tony Soprano. 

Ana Saragoça


7 comentários:

  1. Olá!
    Deve ser bastante bom mas pelo aspecto "Credo" é de perder o apetite.
    Eu era capaz de experimentar, conhecer novas coisas, tanto comida como países nunca prejudicou ninguém. :-)

    http://leiturasfabulosas.blogspot.pt/

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    1. Joana, ja comi este esparguete com tinta de choco e é uma delícia! Devias experimentar... Bjinho

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    2. Olá!
      Eu já estive a falar com a minha mãe e um dia quando tivermos tempo iremos experimentar esse prato, apesar de ser um pouco estranho.
      Beijos :-)

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    3. Fazes bem Joana! Já comi em casa de uma migo por duas vezes e deliciei-me! Tenho de comprar cá para casa também...

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  2. Ana:
    Já fiz hoje o prato mas... quando fui à geleira procurar o camarão... nada. Então foi a correr buscar uma lata de atum. Resultou em pleno e com aquele toque de gindungo ( piri-piri ), foi o máximo. Claro que para a próxima será com camarão. Obrigada.

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    1. Isa, se vai haver uma próxima quer dizer que estava bom, ah?

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    2. Tava pois. E, lá para cima errei no " então foi". Claro que é Então fui.
      Estava muito bom e como sábado vou ter a visita de uma amiga vou apresentar este prato na cataplana. Obrigada querida.Beijo.

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