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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A convidada escolhe: O diário azul

Estas palavras da Teresa são sábias porque sentidas e verdadeiras. Também eu senti o mesmo e ainda hoje revejo as imagens que me ficaram desta leitura! A minha opinião aqui

"Há livros que, por muitos outros que se leiam, ficam na nossa memória para sempre. É o que acontece com este...

Ao ler a sinopse, parece-nos à primeira vista mais um livro que nos conta histórias de vida (embora seja uma obra de ficção), histórias essas que nos parecem impossíveis na nossa sociedade mas, mal se começa a ler, a história de Batuk entranha-se no nosso íntimo.

Honestamente, é de todo impossível conseguir transmitir neste texto toda a panóplia de sentimentos que vivi ao ler este livro. Raramente me senti tão incomodada e ao mesmo tempo encantada com um livro como aconteceu com este relato impressionante de James A. Levine sobre a prostituição infantil na Índia.

As figuras da frágil Batuk e do seu amigo Puneet, colam-se à nossa memória duma
forma impressionante. Não é fácil sair impune desta leitura. Não se esquece esta história nunca e dificilmente se é o mesmo depois dela.

É uma leitura comovente, que nos causa sentimentos de raiva e tristeza profunda.
Um livro que não se lê com facilidade devido à crueza das “imagens” descritas que
comportam um sadismo avassalador. É uma obra ficcionada mas perfeitamente
plausível para quem conhece a realidade da prostituição infantil na Índia e demais
países.

A narrativa em si é duma simplicidade estonteante para o tema em questão! Mas a
crueza e a violência são duma dimensão avassaladora. James A. Levine e a sua história de Batuk deixaram-me em lágrimas. Não é um murro no estômago o que sentimos, é um murro em cheio na nossa consciência.

Se me pedissem para o classificar diria que é impossível fazê-lo pois este livro não tem classificação à altura dele, mas diria que é um livro imperdível e uma pérola na minha estante."

Teresa Carvalho

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