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sexta-feira, 6 de abril de 2018

A Escolha do Jorge: A Minha Verdadeira História


“Encontras um berlinde no recreio da escola de manhã e à tarde és um assassino.” (p. 35)

“Escrevo porque o meu pai lia” (p. 7) é o mote para este romance do valenciano Juan José Millás (n. 1946). Narrado na primeira pessoa, “A Minha Verdadeira História” é a confissão de um adolescente que tenta aproximar-se do pai que considera que não o ama. Vivendo numa família rodeada pelos livros, são também os livros que perseguem este jovem, nomeadamente, “O Idiota” e “Crime e Castigo” de Dostoievski. O primeiro porque o jovem da narrativa assume-se como um tonto e que tudo faz para chamar a atenção do pai. Mais tarde, “Crime e Castigo” exercerá um efeito de perseguição na sequência do seu crime, bastando o título ser o suficiente para que faça a assumpção de que a obra é sobre si e o acto hediondo cometido. Deste modo, este jovem considera ser o resultado destes dois livros que não leu.
      Com tentativas de suicídio frustradas cuja intenção era demonstrar o facto de não compreender a falta de amor do seu pai, um escritor falhado que assumira o papel de crítico literário recusando-se, também ele, a ler escritores premiados, o jovem deste romance vê o seu destino dar uma reviravolta no momento em que está prestes a terminar a sua própria vida, transformando-se num assassino.
Deste modo, em vez de se atirar de uma ponte, eis que deixa cair um berlinde que encontrara na
escola e o mesmo vai provocar a morte de uma família na sequência do acidente provocado.
      Do acidente salvou-se Irene, a filha do casal, que ficou desfigurada além de ter passado a usar uma prótese em substituição de uma das pernas. Ao ter conhecimento do sucedido, o jovem decide implementar um plano de aproximação em relação a Irene que, apesar de ser muito religiosa, ambos iniciam um namoro em que rapidamente descobrem os prazeres e a urgência da carne.
      É o segredo que alimenta o amor e a obsessão do jovem desta narrativa em relação a Irene. Os seus medos, a insegurança e desejos característicos dos adolescentes vão aqui evoluindo a par de uma inquietação que é passada ao leitor na medida em que, não raras vezes, pensamos tratar-se de um sociopata, além do crime violento que perpetrou.
      Juan José Millás transforma este pequeno livro numa obra literária imensa, na medida em que a linha que divide a ficção da realidade é bastante ténue, confundindo-se mesmo em certos momentos da narrativa.
     O tom confessional ao longo da narrativa vai ajudar o adolescente a compreender todo um conjunto de paradoxos assentes no seio familiar, percebendo que o que parece não é e o que é deveria afinal ser algo diferente. “E aqui está a minha verdadeira história. Graças a ela descobri que o meu pai me ama desde que me vê como um filho de ficção, precisamente ao contrário da minha mãe, que sempre sonhou com um filho real.” (p. 97)
      Este jogo de identidade, do ser e do não ser, desenvolve-se no jogo das palavras que determinam os limites da literatura que condicionarão a forma como encaramos a ficção e a realidade ou até mesmo onde começa uma e onde começa a outra.
      Juan José Millás consegue uma obra magistral com “A Minha Verdadeira História” na medida em que alia uma excelente história ao melhor que a literatura nos pode dar.

Excerto:
“Eu e a Irene tornamo-nos viciados um no outro. Aproveitando as ausências pautadas da minha mãe, encontramo-nos em casa, onde travamos batalhas amorosas em que perecemos os dois. Quebrados os limites impostos pela desconfiança ou pelo pudor característicos dos primeiros encontros, cada um investiga obsessivamente com a língua e os lábios o corpo do outro, avaliando o sabor dos seus sucos, o tamanho das suas irregularidades e a profundidade das suas gretas. Depois de cada descarga, olhamo-nos constrangidos, como que a perguntarmo-nos se é normal esta maneira de fazer as coisas.
Quando lhe recordo os seus escrúpulos religiosos, ri e voltamos a começar, pois as mesmas cautelas que antes refreavam a sua excitação agora estimulam-na. Parece impossível que certas partes do meu corpo continuem no lugar depois da passagem por elas da sua boca voraz. E ainda mal acabamos de dar uma e já estamos noutra. Conheço o corpo dela palmo a palmo, centímetro a centímetro, mas não consigo evocar as suas dobras quando fico sozinho. Numa espécie de expiação, de emenda, de penitência da qual obtenho um prazer desmedido, lambi os contornos do coto da coxa dela até à exaustão. Por vezes peço-lhe que deixe ficar a perna postiça, para experimentar todas as variedades possíveis do amor, e ela não me diz que não. E quando fica saciada e cai numa espécie de letargo que faz lembrar, pela sua expressão, o dos drogados, brinco a tirar-lha e a pôr-lha.” (pp. 82-83)

Texto da autoria de Jorge Navarro

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Para os Mais Pequeninos: "Os Mauzōes"


O que pode acontecer quando alguns mauzōes se juntam para praticar boas acçōes? Coisa boa nāo será certamente...  Pois é! O Sr. Lobo, o Sr. Tubarāo, a Sra. Piranha e a Sra. Víbora decidiram praticar boas acçōes e salvar animais em perigo. O pior é que nāo deve existir quem acredite neles, a começar pelos próprios animais que estāo em perigo pois todos eles possuem um registo criminal de fazer inveja ao pior mauzāo do mundo!

Uma história cómica com desenhos divertidos que irá certamente fazer as delícias da pequenada. Pode ser lida e contada aos mais pequeninos por um adulto ou também acho direccionada para quem começa nas suas primeiras leituras já que a escrita nāo é nada monótona, com um grafismo que varia no seu tamanha e intensidade.

Ora vejam:





Cris

terça-feira, 3 de abril de 2018

A Convidada Escolhe: Noites Brancas

Noites Brancas , Fiódor Dostoiévsi, 1848

Tanta coisa para ler e tão pouco tempo disponível… são as premissas que me levam a raramente reler um livro, embora saiba que uma segunda leitura, num período diferente da vida certamente dará origem a um “novo” livro… No entanto, este ano, já por duas vezes voltei a livros lidos há muito tempo.
Foi o caso de “Noites Brancas”, uma das obras de um autor cuja obra me fascinou e acompanhou há quase cinco décadas! Dostoiévki é um autor que não se esquece, impossível mesmo não nos sentirmos acompanhados pelas suas personagens mesmo que o livro onde elas moram, há muito tenha sido fechado. No entanto, a memória de “Noites Brancas” era difusa, talvez pelo ambiente, talvez pelo facto de se tratar de um pequeno conto e daí ter sentido vontade de regressar à sua leitura.
Não é meu hábito resumir, nem isso tem interesse. A prática dos resumos de obras tem sido frequentemente usada de forma preversa para espalhar ignorância e alardear conhecimento de livros que nunca se leram!
Apenas algumas considerações pessoais sobre as duas personagens de “Noites Brancas” que esta segunda leitura me suscitou:
O narrador e personagem central de “Noites Brancas” é um jovem solitário, de 26 anos de idade, há 8 a viver em Petersburgo. Não conhece ninguém porque não se relaciona com ninguém. Não consegue relacionar-se com ninguém. Tem medo de se relacionar com as pessoas. Mas porque deambula pela cidade, tem rotinas que repete obsessivamente, cruza-se sempre com as mesmas pessoas e por isso conhece-as, ou pensa que as conhece. O mesmo se passa em relação aos prédios e às mudanças que lhes ocorrem, que o “sonhador” conhece como se de pessoas se tratasse. Ele reconhece que como sonhador tem muito pouca vida real e por isso acha que “não tem história”. Mas, quando fala com Nástenka, uma jovem que ocasionalmente encontra na primeira noite branca, ele conta a sua história e fala tão bem como se lesse um livro em voz alta.
Podíamos pensar que este é um herói romântico, um “sujeito esquisito”, um tipo que se adequa a um livro do século XIX e que já nada tem a ver com o nosso tempo, com o século da tecnologia e da comunicação. Mas será mesmo? Até que ponto o mundo da hipercomunicação nos aproxima ou nos torna seres cada vez mais solitários e afastados do mundo real e embrenhados no mundo virtual que nos condiciona, manipula e cerceia as liberdades?
E sobre Nástenka, a jovem dividida nos afectos entre o antigo inquilino por quem se apaixonara e o “sonhador” que a ouvia, que a apoiava e que a acompanhou naquelas noites brancas, qual a linha que separa a amizade do amor, quando aquilo que se tem é uma vida não vivida, uma juventude acorrentada a uma avó que a não deixa respirar? Quantas jovens dos nossos dias não continuam a sonhar com um casamento como única “libertação” de um ambiente familiar opressivo, repressivo e castrador?
Concluo que os clássicos são intemporais e que é bom voltar a eles.

Março 2018
Almerinda Bento


segunda-feira, 2 de abril de 2018

Livros: Os que li em Março, os que quero ler em Abril


Desta pilha de livros que gostava de ter lido em Março ficaram quatro por ler: "Sem Rasto., "Boneca de Trapos", "Comboio para Budapeste" e "Sonata em Auschwitz". Este último já vinha de Fevereiro. Trata um tema que amo ler mas que tenho de intervalar com outros para nāo se tornar muito pesado. Mas de Abril nāo passa!

Ainda li em Março "O Tatuador de Auschwitz".



Para Abril tenho estes para ler (e mais alguns que ainda hāo-de chegar e os 1000 que estāo na estante, lol!):


Boa sorte para as minhas leituras! E vocês? Que vāo ler?

Cris

domingo, 1 de abril de 2018

Ao Domingo com… Inês Nunes Pimentel

Quem é a Inês?

Sou coach de transformação para o corpo, mente e alma e autora do livro “Vive a Tua Luz - Um guia para te apaixonares por ti e seres a tua versão mais autêntica e brilhante”.
A minha missão é inspirar mulheres, um pouco por todo o mundo, a apaixonarem-se verdadeiramente por si próprias para que possam viver a vida dos seus sonhos.
A minha jornada começou quando, um dia, o Universo apagou todas as luzes para que eu não tivesse outra escolha para além de acender a minha própria luz. A sofrer de uma doença autoimune que deixou o meu corpo totalmente intoxicado de comprimidos, a viver num país onde me sentia completamente sozinha e numa carreira que já não me inspirava, eu percebi que tinha que aprender a amar-me e a assumir o controlo da minha vida, saúde e felicidade. Tirei diversas certificações nas áreas de nutrição, saúde holística, yoga, meditação, espiritualidade, coaching e desenvolvimento pessoal. E, mais importante que tudo, tornei-me professora, comprometendo-me a partilhar tudo o que estava a aprender.
Hoje vivo uma vida para além dos meus sonhos mais profundos e, ajudar todas as mulheres a fazer o mesmo, tornou-se, não só a minha missão, mas também na minha paixão. É por isso que dedico os meus dias a partilhar todos os meus conhecimentos no meu blog, livro, academia e através de todos os produtos que crio especialmente a pensar na minha comunidade de soul sisters.

O livro – Vive a Tua Luz

O meu livro, “Vive a Tua Luz”, é um guia que permitirá a todas as mulheres apaixonarem-se verdadeiramente por si para que possam viver a vida dos seus sonhos. Este livro é uma partilha sincera de histórias, experiências, exercícios e mantras. Com ele podemos transformar a nossa vida de dentro para fora e
tornaremo-nos na nossa versão mais autêntica e brilhante.

Numa sociedade que constantemente nos diz que temos de ser melhores, este livro lembra-nos de que já somos perfeitas. Cada página ajuda-nos a remover cada uma das camadas que nos impedem de sentir isso, para que possamos finalmente conectarmo-nos com a nossa verdadeira essência e viver a nossa luz única.

Quantas vezes damos por nós insatisfeitas e na busca de uma vida mais feliz, com mais amor, paz, equilíbrio, saúde ou sucesso? Mas, e se eu dissesse que o que quer que seja que procuramos já está dentro de nós? E se eu te disser que temos uma luz única, pronta para brilhar e iluminar o mundo?
  
Foi por isso mesmo que escrevi o Vive a Tua Luz. É altura de abraçarmos totalmente a pessoa única e mágica que somos e de nos sentirmos 100% felizes e confiantes na nossa pele! É altura de percebermos que não, não temos de mudar. Cada uma de nós é perfeita na sua essência, apenas temos de aprender a conectarmo-nos com ela.

Como mulheres, conseguimos ser o nosso pior inimigo. Ficamos tão focadas nas coisas de que não gostamos em nós, que acabamos por nos esquecer de ver o quão magníficas somos. Por isso mesmo, eu quero guiar todas as mulheres a apaixonarem-se verdadeiramente por si mesmas, para que possam olhar ao espelho com a confiança para dizerem em voz alta: EU AMO-ME! Haverá alguma coisa mais especial do que sabermos que cada uma de nós é única em todo o Universo?

Neste livro dou todas as ferramentas que eu usei, e continuo a usar, para sermos a nossa versão mais autêntica e brilhante. Com o Vive a Tua Luz vão poder embarcar comigo numa autêntica jornada de autoconhecimento e aprender a:

- Viver por amor e amar-te incondicionalmente;
- Libertar-te de medos e pensamentos tóxicos;
- Nutrir o teu corpo, mente e alma;
- Encontrar o teu propósito de vida;
- Descobrir a dádiva única que és para o mundo;
- Manifestar a vida dos teus sonhos e a saber que tudo é possível.
  
O mundo precisa da luz única que cada uma de nós tem e, por isso, chegou o momento de brilharmos.

Inês Nunes Pimentel

sábado, 31 de março de 2018

Na minha caixa de correio

  

  

 Ofertados pelas editoras parceiras:
- "Encontrei-te nas páginas de um livro" da editora Marcador;
- "Às cegas" da editora Topseller;
- "A última travessia" da editora Suma de Letras;
- "Matar o cancro" da editora Objectiva;
- "A mulher à janela" da Editorial Presença
- "A mulher do oficial nazi" da editora Alma de Livros

quinta-feira, 29 de março de 2018

A Escolha do Jorge: "O Meu Amor Absoluto"


“(…) Há uma parte do meu ser à qual tu jamais chegarás.” (p. 231)

É comum ao escolhermos cada livro que lemos que seja um livro que venhamos a apreciar tanto no que concerne à narrativa no geral, como também do ponto de vista literário. Seja qual for o género de livro que se segue na nossa lista de leituras, é comum criarmos alguma ou mesmo muita expectativa com o livro que temos em mãos, mais não seja o factor de motivação do momento que nos faz levar a leitura a bom porto.
      Há livros, no entanto, que pelas diversas razões ficam aquém daquilo que esperamos, talvez pela ideia que criámos em função de opiniões recolhidas previamente ou, em certos casos, quando alguns livros são alvo de uma forte campanha publicitária.
      Parecendo quase uma contradição, esta rubrica, no blog, que sugere livros que leio e que
recomendo, esta semana apresenta-se como o oposto, na sequência da recente leitura de “O Meu Amor Absoluto” de Gabriel Tallent.
      Tivesse a obra menos 150 a 200 páginas, conseguiria ao menos tratar-se de um livro razoavelmente conseguido, caso o autor centrasse a sua atenção na relação incestuosa entre o pai e a sua filha, mas acabou por se dispersar, integrando outros personagens cuja articulação está mal concebida, caindo em frequentes absurdos e contradições, tornando a narrativa em algo fútil e, não raras vezes, inverosímil, e até absurdo.
      A dimensão psicológica da personagem principal, uma adolescente de 14 anos, está bem construída, assim como os seus dilemas face à ideia de culpa, mas também de revolta, na sequência da sua relação imposta pelo seu progenitor. O círculo vicioso desta relação proibida apresenta-se, contudo, bem delineado. Há de facto material e um caminho seguro através dos quais Gabriel Tallent poderia ter trilhado, porém, acabou por conceber uma narrativa que chega a tornar-se enfadonha. Mesmo quando a narrativa atinge o pico da resolução, o autor ainda nos “presenteia” com mais trinta páginas de um inferno entediante e sem sentido, não trazendo nada de novo à narrativa.
      Gabriel Tallent tinha os ingredientes necessários para criar uma boa história assente numa escrita apelativa dados os seus recursos, porém acabou por conceber uma obra monstuosa que se engoliu a si mesma. “O Meu Amor Absoluto” é um dos exemplos em que escrever muito não é necessariamente sinónimo de conceber um bom livro. Mais, questiono-me como é possível ler, por exemplo, na contracapa do livro, rasgados elogios quando estamos perante um verdadeiro flop literário que também recentemente conheceu a sua edição portuguesa e que é vendido como gato por lebre.

Partilho aqui uma das passagens fulcrais da obra, talvez a mais importante e emblemática:

"Turtle deita-se nessa noite no chão do seu quarto, queixo posto nas mãos, a olhar para o lume do seu candeeiro a óleo, pés a fazerem festas um ao outro, enquanto pensa, ele voltou e foi-se tudo embora. Todos os sonhos com a rapariga que poderias ser. Desapareceram. Sempre achaste que a culpa era dele. Mas querias que ele voltasse. Também estás metida nisto. Foste em tempos uma criança, mas já não és, e aquilo que se poderia desculpar a uma criança não se te pode desculpar a ti. Deverias ter usado, pensa, a porra de um preservativo. Não sabe ao certo como funciona, mas a situação mudou. Se calhar a culpa foi sempre tua, pensa ela. Talvez tenhas algo em ti. Algo corrupto. Estavas a pedi-las ou querias. Claro que sim. Arrastaste-o para isto quando eras uma mera criança e a tua mãe percebeu e, ao perceber, matou-se, e agora ele não consegue fugir. Olha-te nos olhos e quer morrer.” (p. 248) 

Texto da autoria de Jorge Navarro

quarta-feira, 28 de março de 2018

Para os Mais Pequeninos: "O Coelho e o Urso, O Pica-Pau Barulhento"

Tal como referi neste post (aqui), as imagens deste livro têm apenas três cores. Desta feita, imperam o preto, o branco e o verde relva. Na verdade, o livro é tāo expressivo que me parece que essa falta de cor é propositada. Porque realmente nāo se dá por ela, tal sāo as expressōes assombrosas dos personagens que povoam estas páginas. 

Esta história é, um pouco, o seguimento da história anterior. O coelho e o urso sāo agora grandes amigos. Mas o feitio do coelho é um pouquito tramado. Ele resmunga, resmunga... E quando aprarece um pica-pau a coisa piora!

Uma história divertida, que nos fala do sabor da amizade e da sua importância. E do valor da felicidade. Para os mais pequenitos e graúdos também, porque nāo?

Ora vejam algumas fotos:








Cris

segunda-feira, 26 de março de 2018

"Dei o Teu Nome às Estrelas" de Rui Conceiçāo Silva

Confesso que esperava um romance "light" quando abri este livro. Talvez pelo título e/ou pela capa. Nas primeiras folhas nāo tive disso a confirmaçāo mas também nāo me empolguei totalmente. Algumas descriçōes, que achei belas, um subtil enquadramento à época (1883, Figueiró dos Vinhos) que achei perfeito. Mas, a história nas primeiras páginas nāo "avançava" grandemente, pareceu-me.

No entanto, a escrita límpida, escorreita e cuidada, fez-me continuar com agrado. Como referi, o ambiente foi cuidadosamente estudado e bem descrito, fazendo-me anotar alguns sítios deste Portugal, que às vezes desconhecemos, para visitar em dias de mais calor (Foz de Alge, por ex.).

Ao fim de umas poucas dezenas de páginas, a situaçāo alterou-se e a história prendeu-me. Joaquim Matheus é um jovem pobre que, com a ajuda do padrinho, conseguiu fazer com que as palavras escritas, a sua grande paixāo, definissem o seu modo de vida: era o mestre-escola da terra onde tinha mascido. Mas foi sempre um rapaz solitário, sem grandes amigos, metido com os livros e pouco mais. A situaçāo muda um pouco quando conhece dois jovens pintores (José Malhoa e Manuel Henrique Pinto) que tinham ido passar férias e conhecer Figueiró. Juntam-se, assim, alguns amigos que, explorando os sítios idílicos dos arredores, fazem caminhadas e passeios. Pintores, poetas, amantes de livros, inventores de palavras.

Joaquim apaixona-se por Olinda. Mas o leitor nāo se pode esquecer que a história se passa no século XIX. Outros hábitos e costumes fazem parte de um Portugal rural e retrógado que impediu muitos amores...

Gostei de tudo nesta obra. Se passarem pelo meu instagram (aqui) podem ler um pequeno trecho que lá coloquei e bateu fundo cá dentro. Sāo as palavras do autor sobre o que eu tinha pensado já. Muito bom. Recomendo!

Terminado em 24 de Março de 2018

Estrelas: 5*

Sinopse
Em 1883, numa terra como tantas outras, perdida na imensidão das serras e longe dos olhares do mundo, vivia Joaquim, professor e narrador desta história, um homem sem alento, esperando por tempos que não vinham. Contudo, nesse ano, chegam à terra duas pessoas que irão mudar a sua vida para sempre: José Malhoa e Manuel Henrique Pinto, semeadores de maravilhas. É com eles, e com outros caminhantes, que Joaquim encontrará o lado bonito da sua terra, qual paraíso escondido entre montanhas. Um dia, ele escuta a voz de Olinda, a mulher que lhe seduz os silêncios e os sonhos, e fica preso a esse amor, o único que guardará eternamente.

Cris

sábado, 24 de março de 2018

Na minha caixa de correio

  

  

Comprado nos saldos da Livraria Barata, A Filha do Governador.
Do passatempo do JN, A Herdeira dos Olhos Tristes.
Ofertados pela editora Planeta, Nāo Sou um Monstro e OMétodo Japonês para Viver 100 Anos.
Pátria chegou pelas māos da editora D.Quixote. Leitura para o próximo mês.
Da Matéria Prima recebi Kintgukuroi.

sexta-feira, 23 de março de 2018

"O Tatuador de Auschwitz" de Heather Morris

Tanta coisa para dizer sobre este livro e tāo poucas palavras aparecem no meu cérebro... Apenas vos digo que sendo uma história verdadeira esta, a do tatuador de Auschwitz, de tāo incrivel que é, parece ficçāo. Ter sobrevivido a esse campo de terror durante 3 anos foi um feito que poucos realizaram.

Uma das coisas que sempre me imprecionou foi saber que a realidade foi escondida de tal forma que poucos se deram conta do que realmente se passou nos campos de concentraçāo. E, saídos desses campos de extremínio, os prisioneiros tiveram de se "virar" por eles próprios e poucos tiveram ajuda profissional e cuidada. Muitos, também, preferiram tentar esquecer e viver o melhor possível a vida que ainda lhes restava. O silêncio imperou durante muito tempo. Demasiado!

Estas sāo apenas algumas consideraçōes sobre uma época terrível da História que me apraz fazer. Outras ficam por dizer e refletir.

O tetovierer (tatuador) de Auschwitz fez tudo o que pôde para sobreviver. Conseguiu uma posiçāo privilegiada que lhe permitia ter acesso a um sītio melhor para dormir e tinha direito a uma alimentaçāo melhorada. No entanto, nāo deixou de ajudar alguns amigos fornecendo alimentos que conseguia arranjar contrabandando. Sim, fez tudo para sobreviver e manter-se vivo. Quem nāo o faria?

O seu amor por uma prisioneira, Gita de seu nome, manteve-o sempre focado no dia em que poderiam sair daquele inferno. Mas houve momentos em que a morte dos amigos se abateu sobre si e o desânimo que se apoderou dele foi terrível...

Uma história da História que vos aconselho a ler. Nota máxima, nāo tanto pela forma como é descrita mas pelo seu conteúdo impressionante.

Terminado em 21 de Março de 2017

Estrelas: 6*

Sinopse
Esta é a história assombrosa do Tatuador de Auschwitz e da mulher que conquistou o seu coração - um dos episódios mais extraordinários e inesquecíveis do Holocausto.

Em 1942, Lale Sokolov chega a Auschwitz-Birkenau. Ali é incumbido da tarefa de tatuar os prisioneiros marcados para sobreviver - gravando uma sequência de números no braço de outras vítimas como ele - com uma tinta indelével. Era assim o processo de criação daquele que veio a tornar-se um dos símbolos mais poderosos do Holocausto.

À espera na fila pela sua vez de ser tatuada, aterrorizada e a tremer, encontra-se Gita. Para Lale, um sedutor, foi amor à primeira vista. Ele está determinado não só a lutar pela sua própria sobrevivência mas também pela desta jovem.

Um romance baseado em entrevistas que Heather Morris fez ao longo de diversos anos a Lale Sokolov, vítima do Holocausto e tatuador em Auschwitz-Birkenau. Uma história de amor e sobrevivência no meio dos horrores de um campo de concentração, que agradará a um vasto universo de leitores, em especial aos que leram A Lista de Schindler e O Rapaz do Pijama às Riscas, e que nos mostra de forma pungente e emocionante como o melhor da natureza humana se revela por vezes nas mais terríveis circunstâncias.

Para saber mais sobre este livro, aceda ao site da Presença aqui.

Cris

quinta-feira, 22 de março de 2018

A Escolha do Jorge: "A Tomada do Poder"



“Rezámos pela nossa libertação, e a libertação veio – sob a forma de uma nova ocupação.” (p. 104)

Filho de polacos e nascido na Lituânia, Czeslaw Milosz (1911-2004) é um dos mais importantes nomes das letras em polaco, tendo sido laureado com o Nobel de Literatura, em 1980, entre outros prémios literários que arrecadou ao longo da sua carreira.
      Para além da ficção e da poesia, Czeslaw Milosz notabilizou-se no campo da ensaística e obras como “A Mente Aprisionada”, publicada em 1953, vieram a questionar a forma de pensamento dos intelectuais no decurso da tomada do poder na Polónia, com a instauração do comunismo, no final da 2ª Guerra Mundial.
      Insatisfeito com a mudança de poder e o novo rumo que a Polónia seguia então, Czeslaw Milosz exilou-se em Paris e as suas obras foram proibidas na Polónia durante o regime. Somente em 1980, com a atribuição do Prémio Nobel de Literatura é que muitos outros escritores e a população em geral ficaram a conhecer as obras de Czeslaw Milosz, já numa época em que se verificava um apaziguamento do regime em oposição aos anos de severa governação sob o domínio estalinista.
Em relação à obra “A Tomada do Poder”, publicada em 1955, é um misto de romance e ensaio. Ainda que os personagens da obra sejam ficcionais, o enquadramento histórico e político é apresentado com bastante rigor.
      Na verdade, “A Tomada do Poder” constitui uma obra fundamental para a compreensão de um período fortemente conturbado na Polónia, e em especial, na capital Varsóvia, nos anos de 1944 e 1945. Não há muita literatura sobre esta temática específica, além de obras de referência historiográfica sobre o final da 2ª Guerra Mundial ou sobre o período comunista em geral.
      Mas esta obra é crucial na medida em que centra a sua atenção no episódio da Insurreição de Varsóvia que teve lugar em Agosto de 1944, em que os polacos com poucos meios mostraram grande resistência aos alemães ainda que estes estivessem já numa fase em que a guerra estava praticamente perdida. Em todo o caso, os alemães puseram cobro a este movimento, eliminando os opositores e acabando por destruir ainda mais a capital que, já de si, se apresentava em ruínas.
      A par deste episódio cujos monumentos à Insurreição de Varsóvia encontram-se numa das principais praças da cidade, a ideia de reconstrução da capital é algo que está bastante marcada nesta obra. A necessidade de reconstruir Varsóvia constitui em si mesma uma forma de ressurgir dos escombros e olhar para o futuro. Segundo Czeslaw Milosz, “a reconstrução de Varsóvia irá unificar a nação dividida.” (p. 129) “Respirou profundamente o ar da Primavera. A escala grandiosa dos recentes acontecimentos e o facto de se encontrar ali, a caminhar pelas ruas daquela cidade – destruída, mas já participante do futuro e de uma nova humanidade – embriagava-o.” (p. 97)
      Varsóvia é seguramente uma das cidades em que partindo de frases como “Varsóvia tinha deixado de existir.”(p. 113) ou “As cidades dos homens não são duradouras.” (p. 113) que compreendemos o sentido de ideias como “Prossegue a construção da História.” (p. 110), sobretudo porque o país, invadido pelos nazis, constituiu o motor de arranque de uma guerra sangrenta anunciada, passou, no final do conflito, do ponto de vista político, da extrema-direita à extrema-esquerda, no que concerne à forma como a Polónia passa a ser governada, seguindo as orientações de Estaline.
      Em “A Tomada do Poder” assistimos a indivíduos que se notabilizaram pelo seu carácter maquiavélico e que, tendo combatido do lado do nacionalismo, perseguindo judeus (e não esquecer que a população de Varsóvia antes do início da guerra tinha mais de 30% de judeus), é agora “aproveitado” pelo novo regime, comunista, com o objectivo de levar a cabo outras medidas extremistas assentes no medo e no terror. “Podemos ficar com ele. Dar-nos-ia outros pássaros da mesma plumagem.” (p. 101)
      Não raras vezes o leitor é confrontado com passagens perturbadoras que nos remetem não só para um período complexo tanto quanto conturbado em que o problema de identidade e o sentido da História se colocam quase em cada medida que é tomada face a uma política que se apresenta suja e abjecta. É este o universo em que se move Czeslaw Milosz. Questionar cada gesto e acto que fere, ferindo consciências, despertando para um (novo) poder que se instituiu e que em nada melhorou, mergulhando todo um país na obscuridade durante quase meio século.
      E curioso é pensar que sendo a distância entre Portugal e a Polónia  tão grande, como era possível alguém considerar que, antes da guerra, defendesse “uma ordem social baseada no catolicismo e na ditadura, à semelhança do regime de Salazar em Portugal.” (p. 51)
      Mas é o medo que ganha terreno, instalando, por sua vez o terror, que são as novas armas do comunismo. Os especialistas do terror com escola feita na Rússia vão agora impor-se numa Polónia que tenta ressurgir. É esse medo, esse permanecer de boca calada, o estar escondido, o ser vigiado que Czeslaw Milosz desenvolve em “A Tomada do Poder”. Um país que tenta ressurgir das cinzas, mas estando de cabeça baixa, acalentando a raiva e o ódio sem saber como descarregar, a não ser pela bebida ou pelo sexo fácil.
      “O meu trabalho é manter o clima psicológico debaixo de olho. Os nossos métodos para moldar consciências são quase ilimitados. Ilimitados. É esse o objectivo do terror.” (p. 99)
      “A Tomada do Poder” de Czeslaw Milosz constitui uma obra de grande fôlego e que se impõe como uma leitura obrigatória na actualidade como forma de compreensão do passado recente. Impõe-se uma tradução a partir do polaco e não do inglês, a edição possível, em 1987, quase uma década após o escritor ter recebido o Nobel de Literatura.
      Com “A Tomada do Poder” temos uma obra séria e literatura ao mais alto nível. A leitura não é fácil, a escrita é complexa e muitas vezes somos obrigados a parar para reflectir. Czeslaw Milosz continua a ser um escritor desconhecido em Portugal e, quiçá, com a publicação do ensaio “A Mente Aprisionada” no início de Abril, pela Cavalo de Ferro, este romance-ensaio possa ressurgir, com uma nova tradução, ganhando, dessa forma, o seu merecido destaque, para uma melhor compreensão da Polónia, na segunda metade do século XX e uma vez mais questionarmos o sentido da própria História.

Texto da autoria de Jorge Navarro

quarta-feira, 21 de março de 2018

Para os Mais Pequeninos: "O Coelho e o Urso - Mas Que Coelho Esquisito"


Um livro pequenino este, parecido com os livros de bolso. E, no entanto, tāo bonito! Os desenhos possuem apenas três cores (preto, branco e um azul celeste alegre) mas têm tanta alegria e cor! Ficamos verdadeiramente enfeitiçados com as expressōes do urso, do coelho e do lobo, os três personagens que povoam esta história.

E que tal a história, perguntam vocês? Simples mas com conteúdo, ensina a pequenada mas mantendo a boa disposiçāo e a alegria. Creio que uma leitura conjunta entre o "mais velho" e o "mais novo" irá trazer boas gargalhadas e sorrisos malandrecos... Bons momentos para partilhar entre pais (ou avós) e filhos e mais tarde recordar!

Vejam algumas fotos:







Cris

terça-feira, 20 de março de 2018

"Na Memória dos Rouxinóis" de Filipa Martins

Com uma capa perfeita, sóbria mas belíssima, este livro despertou logo a minha atençāo. Nāo conhecia a autora, embora este tenha sido, segundo creio, o seu quarto romance. 

Fui conquistada pela escrita. Muito. Bonita, cuidada, quase poética, daquele tipo de se querer voltar a trás e reler, mas, ao mesmo tempo, crua e intensa. Foi um bom começo. Depois confesso que a história levou o seu tempo a entrar. Sou irrequieta nas leituras, o meu cérebro precisa de algo muito fluente para se manter sossegado e nāo divagar. Talvez por isso custou-me a permanecer no livro. Agora que a história faz parte de mim, precisava de voltar ao início e reler algumas partes. Posso ter perdido algo e nāo gostava que assim fosse...

Às vezes, há livros dificeis para nós. Nāo maus (esses largo-os, abandonando-os!), mas dificeis. E eu insisto na leitura, teimosa, porque quero saber o que se vai passar, como acaba. Com este foi um pouco assim! Fiz bem em continuar (outra coisa nāo me passou pela cabeça!).

Gostei, de igual modo, logo no início, de me ter equivocado com o sexo de um personagem, neste caso daquele que é também o narrador. Por nada ser explícito (como por exemplo os tempos verbais) intuí erradamente que o narrador era... Mas pronto! Nāo vos digo mais porque pode ser que sintam o mesmo que eu e que gostem de ser surpreendidos!

Passado e presente. A vida do narrador e a vida de Jorge Rousinol, "o Sete". Um biógrafo e um biografado. 

Terminado em 17 de Março de 2018

Estrelas: 4*

Sinopse
Um romance extraordinário, feminino (embora sobre homens), em torno de um matemático que encomendou a sua biografia antes de morrer.
Jorge Rousinol é um matemático galego, que sempre defendeu o esquecimento como o melhor veículo para a tomada de decisões acertadas. No final da vida encomenda uma biografia sua a uma casa editora. Estranha decisão para quem nunca quis recordar. O biógrafo escolhido acaba por ser alguém com quem privara décadas antes e que se vê, ele próprio, enleado em memórias moribundas.

É um romance em três tempos (o do passado do biografado, o do passado do biógrafo - e o do presente, que os une), que vê no arrependimento outra forma de se lidar com as recordações. Biógrafo e biografado conseguirão, em parte, o que pretendem: não se trata de esquecer, mas sim de escrever uma confissão. Uma escrita fantástica, inesperada, inovadora - de uma leveza surpreendente. Diálogos muito bem escritos, sensuais. Incursões pela magia dos números primos. Desenlace inesperado.

Cris

segunda-feira, 19 de março de 2018

"Um Muro no Meio do Caminho" de Julieta Monginho

Quando soube que este livro tinha sido escrito na sequência de uma acçāo de voluntariado da autora num campo de refugiados sírios numa ilha grega, Chios, fiquei deveras interessada em lê-lo. Mesmo sabendo que os personagens sāo fictícios, sentimos tanta verdade neles que tomamos como verdadeiras as suas acçōes e comportamentos, as suas vidas passadas e as suas dores. Porque se eles sāo inventados, as suas histórias, porém, refletem as milhares de vidas que procuram na Europa um (re)começo, um novo sentido para as suas vidas destroçadas pela guerra sem sentido que se vive na Síria.

Isto foi o que senti em relaçāo às vidas reais que estāo por detrás destas histórias inventadas por Julieta Monginho.  E em relaçāo à história central posso-vos dizer que ficamos presos ao seu relato. Pela escrita escorreita e directa da autora, pelo ambiente bem descrito, espelhado e vivido por quem se encontra dependente da caridade alheia, num sítio que os prende sem estarem presos, por trazer para bem perto o que só assistimos pela TV. 

Um livro que devem ler se o tema vos interessar. Para refletir e porque nāo agir?

Terminado em 14 de Março de 2018

Estrelas: 5*

Sinopse
Trazem o que lhes restou: um caderno, um brinco, fotografias, a t-shirt do filho que morreu, um bebé a crescer na barriga, o barulho do seu quarto a ruir. Atravessado o mar, ergue-se o obstáculo inesperado: o muro construído pela hostilidade, esquecida dos que sucumbiram sem refúgio em território europeu, há menos de um século. À porta do muro alastram os campos de refugiados - chão de pedras, ratos, tendas fustigadas pelo sol, pela neve, pelas quezílias.
      De todo o mundo acorrem os que ajudam. Levam as mãos para amparar, mimar, oferecer e cozinhar, os olhos para ver e entender.
      As histórias são mais que mil e uma. A de Amina e Omid, os fugitivos, a de Dimitris, o grego cercado pelos seus próprios muros, as de Ann e Saud, Juan e Eleni. Vidas suspensas, à beira do muro, à porta da Europa.

Cris

domingo, 18 de março de 2018

Passatempo Matéria Prima

Mais um passatempo para os seguidores do blogue! Desta feita, um livro com coisas fofinhas para fazerem e comerem! Coisas saudáveis, pois entāo! Assim, O Tempo Entre os Meus Livros tem para vos oferecer um exemplar do livro A Pitada do Pai, de Rui Marques (já conhecem o seu blogue?).

O passatempo decorre até ao dia 31 de Março.

Mas vamos às regras:

1- Devem ser seguidores do blogue.

2- Podem participar apenas duas vezes, uma através do Facebook e outra enviando um mail para otempoentreosmeuslivros@gmail.com

3- No Facebook devem comentar este post tagando 3 amigos e fazer gosto na página do blogue aqui.

4- Por e-mail devem referir qual é o nome do blogue do Rui Marques e os vossos dados (nome e localidade onde moram).

Nada complicado, pois nāo?
Boa sorte!

Cris

sábado, 17 de março de 2018

sexta-feira, 16 de março de 2018

"O Grande Livro dos Animais" de Yuval Zommer


Quem é que é pequenino e nāo gosta de animais? Creio que nenhum garoto coloca o dedo no ar a esta pergunta! Assim sendo, apresento-vos um livro que foi feito para a pequenada: O Grande Livro dos Animais.

Grande em tamanho, ele é muito apelativo e multifacetado. Quantas histórias se podem inventar face aos inúmeros desenhos que povoam estas páginas! Em jeito de enciclopédia e com pequenas frases cheias de pormenores sobre os animais, o conhecimento vai passando para a pequenada. Daí, sugiro a invençāo de  pequenas histórias onde os desenhos sāo o mote para que a imaginaçāo flua.

Ficam algumas fotos para vos abrir o apetite:





Cris