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domingo, 20 de novembro de 2016

Ao Domingo com… Marta Cruz Machado

Escrever é uma paixão. Escrever é dar a conhecer o que nos vai na alma, realidade ou ficção. A escrita é um canal privilegiado para fazer chegar aos outros o que pensamos ou sentimos. Não obstante podermos socorrer-nos da oralidade, é incontornável citar o provérbio latino: verba volant, scripta manent, i.e., as palavras voam, a escrita permanece.

Foi assim que nasceu a obra Terceira Solidão. Registos de uma experiência e das reflexões que daí resultaram. É um olhar sobre a solidão na terceira idade, um olhar atento perante as vidas solitárias, tantas vezes isoladas pela condição física… rostos e corpos tantas vezes esquecidos, tantas vezes abandonados.

Citando a obra Terceira Solidão:

(…) não devemos esquecer o nosso papel neste “aprender desaprendendo” porque um dia seremos nós os “desaprendizes desajeitados” à espera que alguém nos aceite e nos compreenda, nos respeite e nos ame… mesmo quando parecer que já não temos nada para dar, mesmo quando sentirmos que já não temos forças para cativar ou para retribuir.
(…)
Fica a reflexão... Fica o repto... Olhemos para os idosos noutra perspetiva, para nos revermos nesse mesmo papel do “desaprendiz desajeitado” que outrora nos deu colo e nos levou pelas mãos, que um dia nos ensinou a caminhar, a crescer e a viver! 

Este é o caminho que, pela ordem natural do Universo, haveremos de percorrer… 

O protagonista deste livro é um idoso residente na baixa de Lisboa, cidade onde nasci e onde trabalho. Foi também em Lisboa, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que completei a minha licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas. Atualmente, com 38 anos, trabalho na Direção Jurídica da Portugal Telecom. O ensino foi uma página virada no livro da minha vida por imposição do sistema vigente e consequente dificuldade de colocação. A nível pessoal participei em alguns projetos de voluntariado que foram muito gratificantes, porém, o projeto pessoal mais sublime e recompensador é o da minha família. Aos 23 anos casei e hoje sou mãe de dois meninos que são o meu orgulho. Espero envelhecer rodeada pela família, não quero viver a solidão da terceira idade!

Marta Cruz Machado

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