Gosta deste blog? Então siga-me...

Também estamos no Facebook e Twitter

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Para os Mais Pequeninos: "O Livro Dos Erros"

Que livrinho engraçado este! É certo que o "li" num ápice, quase a voar, porque fiquei curiosa com o desenrolar do "erro" de desenho por onde começa esta história... mas, vocês, quando estiverem com uma criança por perto nāo sejam tāo gulosos como eu fui e prolonguem o tempo em que estāo em cada página porque é dos pequenos pormenores que vive esta história.

Ver com atençāo é a leitura proposta por esta obra. Achei-a tāo engraçada que vos desvendo um pouquito do véu...

Ora vejam:






Cris

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

"Mindhunter" de John Douglas e Mark Olshaker

Para além de um "Māe, este livro é de uma série da Netflix!", pouco sabia sobre ele. Qualquer coisa sobre "assassinos" mas nāo fazia ideia que era de "nāo ficçāo".

O livro é quase uma auto-biografia de John Douglas (creio ter sido escrito por Mark Olshaker) e, na primeira pessoa, conta-nos o seu percurso profissional, de como um aluno mediano passou a um excelente "caçador de mentes". Já explico melhor...

Preparem-se para ouvir falar de vários assassinos, a maior parte deles, assassinos em série, dos mais macabros e horriveis que possam ter ouvido. O pior é que se trataram de casos verídicos passados dos EUA e felizmente, quase todos, terminaram com a captura do criminoso. Ao mesmo tempo vamos acompanhando a vida pessoal e a progressāo profissional de Mark. 

O estudo da Ciência do Comportamento, negociaçāo de reféns, as técnicas de elaboraçāo de perfis, a análise do comportamento e psicologia criminal, as técnicas pro-activas elaboradas para atrair os criminosos, sāo temas que vāo ser abordados no decorrer da leitura e que achei deveras interessantes.

Mas nāo pensem que se trata um "manual do assassino" onde se podem encontrar as fórmulas usadas pelo FBI para elaborar, com base nas fotos e relatos dos acontecimentos, perfis dos assassinos. Sāo muito surpreendentes esses perfis e, muitas vezes, foi com eles que conseguiram alcançar os verdadeiros criminosos. 

Uma vida muito interessante de se conhecer, embora o preço a pagar, da intensa dedicaçāo ao trabalho, fosse, na minha opiniāo, muito elevado.

Acho que quem gosta de saber mais sobre o tema deve ler esta obra. Eu gostei muito de o fazer. 

Terminado em 18 de Novembro de 2018

Estrelas: 5* 

Sinopse
Os bastidores de alguns dos casos mais terríveis, mais impressionantes e desafiadores investigados pelo FBI .

Ao longo de mais de duas décadas ao serviço desta instituição, o agente especial John Douglas tornou-se uma figura lendária, com uma ação exemplar na aplicação da lei e na perseguição aos mais sádicos e violentos homicidas do nosso tempo.

Tal como John Crawford em O Silêncio dos Inocentes, Douglas confrontou, entrevistou e estudou muitos assassinos em série, entre os quais Charles Manson, autor dos macabros crimes de Los Angeles no final da década de 1960. Com uma extraordinária habilidade para se colocar quer no lugar da vítima quer na do criminoso, Douglas analisa cada cena do crime, revivendo mentalmente as ações de um e de outro, definindo os seus perfis, descrevendo os seus hábitos, antevendo os passos seguintes.

Um fascinante relato de vida de um agente especial do FBI e da mente dos mais perturbados assassinos em série que ele perseguiu.

Escrito com a força de um thriller, embora assustadoramente real, Mindhunter é um clássico do género. Um livro que serviu de inspiração à série homónima da Netflix.

Cris

sábado, 17 de novembro de 2018

Na minha caixa de correio

  

 
O Desculpe Sr Nobel  comorei num alfarrabista juntamente com Os Segredos da Fermentaçāo.
Ofertados pelas editoras parceiras chegaram:
- A Provadora e Um Bom Partido pela Saída de Emergência
- Foi Sem Querer Que Te Quis pela Manuscrito

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Para os Mais Pequeninos: "Mortina, Uma História de Morrer a Rir"

A capa e o título deste livro podem parecer um pouco macabros visto que se trata de contar uma história para a criançada mas esqueçam lá isso! A Mortina, uma menina sem amigos que por acaso está morta é deliciosa! Endiabrada e bastante solitária ela só tem um desejo: brincar com os meninos que observa às escondidas! O Halloween é o pretexto para sair à socapa, sem a tia ver, e misturar-se com a miudagem!

Será que ela vai conseguir manter o seu segredo?

Um livro divertido, cheio de pormenores, com desenhos muito criativos e uma história amorosa onde a amizade ultrapassa todas as barreiras... Afinal, as crianças veem as coisas de outra forma, nāo é?

Ora espreitem lá...






Cris

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

A Escolha do Jorge: "A Saga de Selma Lagerlöf"



“Tive sempre presente em mim a ideia e a certeza de que toda a literatura deverá ser simples e compreensível como uma correnteza de água, como um estremecer de folhas de árvore.” (p. 103)

A edição de “A Saga de Selma Lagerlöf” de Cristina Carvalho constitui uma agradável surpresa no contexto das publicações neste final de ano. Para quem segue a escritora através da sua página do Facebook, pôde acompanhar a sua recente viagem à Suécia a fim de recolher informação sobre Selma Lagerlöf, a grande e amada escritora sueca, com a finalidade de escrever este romance biográfico.

Escrito num discurso intimista em que por vezes se confundem as vozes de ambas as escritoras, é notável e até comovente a homenagem que é feita a Selma Lagerlöf (1858-1940) por parte de Cristina Carvalho.

Embarcamos nesta viagem literária e não raras vezes ouvimos os barulhos das criaturas da floresta com toda a magia que a imaginação pode criar e transportar. Várias são igualmente as vezes em que nos parece ouvir a própria Selma Lagerlöf no meio de tanta magia e seres fantásticos, mas também junto de personagens maravilhosos e inesquecíveis dos seus romances.

Ler Selma Lagerlöf é descobrir um amor duradouro porque desperta em cada um de nós a vida e o
fantástico, alimenta em nós a ideia fervilhante da vida em que a imaginação e a criatividade precisam de ser estimuladas, fomentando a arte e os valores, no fundo.

Natural da província de Värmland, Selma Lagerlöf transpôs para as suas obras a essência primordial da cultura sueca. Värmland é “a região povoada por seres da mais requintada fantasia: feiticeiras, trolls, gnomos de todas as espécies, duendes, anões e fadas. Em todas a vasta Suécia, é este o território de todas as grandes fantasias.” (p. 34)

Através de uma escrita simples e de fácil compreensão para todos, Selma Lagerlöf rompeu com as correntes literárias de então, o realismo e o romantismo, sendo bastante criticada pelos seus pares, principalmente por August Strindberg. Talvez tenha sido essa ideia de fantástico que tenha despertado a imaginação dos leitores das obras de Selma Lagerlöf e, em função disso, os tenha remetido, para a ancestralidade da sua cultura e esse fantástico que de alguma forma nos desperta.

Selma Lagerlöf desde criança conviveu com a ideia permanente de magia e de fantástico desde as prédicas da velha tia Wennervik que lhe vaticinou o futuro, desde a deficiência numa perna à sua relação com os livros.

O problema físico que paralisou Selma Lagerlöf durante alguns anos obrigou-a a ficar muito tempo em casa, na grande propriedade em Mårbacka, onde nasceu e viria a falecer. Selma Lagerlöf tentava perceber à distância os barulhos e ruídos das rotinas caseiras, da floresta envolvente e de grandes eventos como as caçadas que envolviam vários homens num conjunto de rituais que, no final, esquartejavam os animais, dividindo a carne para as várias famílias envolvidas na caçada.

A par de todos estes momentos e episódios que decorriam ao longo dos anos ao sabor das estações do ano, Selma Lagerlöf contou ainda com a presença de Backa-Kajsa, uma empregada ao serviço da família, que lhe contava histórias repletas de fantasia e mistério sendo reforçadas com uma linguagem corporal adequada. “Com Backa-Kajsa, descrevi grande parte da infância em muitos dos livros que escrevi. Em todos os cenários de festa, de tristeza, de mistério, fantasias, bruxedos e aventuras, de alguma forma, Backa-Kajsa está presente. Tão presente quanto uma imagem e uma lembrança de infância conseguem ser retidas ao longo de toda uma vida.” (p. 68)

Os anos foram passando e Selma Lagerlöf tornou-se professora de História e Literatura numa escola para raparigas. Os seus métodos de ensino tornaram-na bastante popular e acarinhada pelas alunas. A par da sua actividade como professora, Selma Lagerlöf tornou-se numa acérrima defensora do feminismo e dos direitos das mulheres.

Na sequência de um concurso na revista literária “Idun”, em 1890, Selma Lagerlöf publica o seu primeiro romance “A Saga de Gösta Berling”, no ano seguinte, chamando a atenção do grande público. Mais tarde, em 1907, seria publicado o livro que levaria a escritora a conquistar leitores de todas as idades com “A Viagem Maravilhosa de Nils Holgersson através da Suécia”. Estas são as obras mais vendidas de Selma Lagerlöf na Suécia e das mais traduzidas em todo o mundo na sequência da autora ter sido galardoada com o Prémio Nobel de Literatura, em 1909, tendo sido a primeira mulher a receber semelhante prémio. De referir ainda que, em 1914, Selma Lagerlöf tornou-se também na primeira mulher a integrar a Academia Sueca numa época em que só homens eram admitidos.

No que concerne à vida amorosa, a escritora sueca mostrou-se também uma mulher à frente do seu tempo. Tendo como suporte o feminismo e a luta pela emancipação das mulheres, Selma Lagerlöf teve dois relacionamentos amorosos duradouros com duas mulheres, a judia Sophie Elkan e Valborg Olander. “Eu amei duas mulheres, aliás, amei três assuntos femininos, Mårbacka, Sophie e Valborg. Dei-lhes todos os meus melhores sentimentos, sofri e alegrei-me com elas. E o meu sentir apaixonado foi sempre o que tive de melhor na minha vida. Quero lá saber o que pensam de mim! Eu quis amar, dar o meu sangue interior. O meu pai percebeu-me sempre muito bem. Ele sabia o sentia tudo o que está no interior das florestas. Eu fui uma floresta.” (p. 137)

Muito se poderia dizer sobre a vida e a obra Selma Lagerlöf e, na verdade, a autora Cristina Carvalho faz essa chamada de atenção no final deste romance biográfico, no entanto, esta obra constitui um marco na revitalização das obras de Selma Lagerlöf, assim como, reposicionar o lugar da escritora sueca no contexto dos grandes escritores intemporais que deixam marcas indeléveis nos seus leitores. O mesmo se pode dizer deste romance biográfico que nos aproxima ainda mais de Selma Lagerlöf,
aproximando-nos do seu mundo, da sua floresta.

Compreendemos, desta forma, a razão de tantos e tão notáveis escritores oriundos dos países do Norte da Europa serem considerados “propriedade cultural” de toda a região e não somente do país de nascimento de cada um. A universalidade dos temas tratados, a par do amor que lhes é conferido, fazem de escritores como Selma Lagerlöf um dos nomes que mais contribuiu para a grandeza da Literatura.

Excerto:
“No fundo, nada interessa. O que restará? Quem pode dar alguma importância, a quem pode interessar a descrição do interior de uma casa? Só mesmo a ti, minha amiga Cristina Carvalho, que te apaixonaste por mim de uma maneira tão intensa e desinteressada, que te apaixonaste por uma pessoa que aí para os teus sítios de vida poucas pessoas conhecem. Pretendes alguma coisa, realmente, ao escrever, nesta forma de romance biográfico, a minha vida? Desejas que todos fiquem a conhecer-me e a gostar dos meus livros? Não penses nisso! Se quisessem conhecer-me já tinham tentado, já teriam lido, pelo menos “A Viagem Maravilhosa de Nils Holgersson através da Suécia”, esses livros que, a seguir a “A Saga de Gösta Berling”, me tornou famosa no mundo inteiro! Queres render-me homenagem? E quando viajas pela velha Suécia, pelo seu interior, quando vagueias pelas florestas ou quando admiras os lagos e as paisagens planas e ouves o uivo do lobo e o rosnar do urso? Achas que alguém se interessa por ti ou por mim quando, na margem de um lago qualquer, quase a tocar o céu iluminado pelo sol da meia-noite, te sentas e emudeces por tanta beleza? Queres vislumbrar a minha alma, eu sei, mas essa, nem essa já existe. Transformei-me. Morri há muito, mais exactamente em 1940, e saí daqui para sempre. Se é que – para sempre – quer dizer alguma coisa no todo da eternidade.
Continua, então, a descrever agora o interior da minha casa do modo mais terno e amável que conseguires. Imagina-me! Solta-me! Prende-me!” (pp. 153-154)

Texto da autoria de Jorge Navarro

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

"Nāo Te Afastes" de David Machado

Foi o nome do autor que me chamou a atençāo. A capa, seguida da sinopse fez o resto: tinha de ler este livro! Sim, eu sei que é um livro juvenil e o que eu gosto mesmo, quando nāo se trata de ler livros "para a minha idade", é ler livros infantis. Muitas das vezes devido às imagens e áquilo que com elas podemos ensinar aos miúdos. Mas este livro era do David (nāo o conheço pessoalmente mas permitam-me que o trate assim porque lhe reconheço a escrita) e tinha de o ler.

Oh pá! Gostei verdadeiramente de me embrenhar nesta leitura! Simples, verdadeira e comovente q.b.! Só me imaginava a lê-la a uma criança (se bem que, acredito, um miúdo do final do 2º ano já o conseguisse fazer sozinho) e ver a reacçāo dela às aventuras passadas pelo pequeno Tomás. Imaginaçāo nāo faltou ao autor e nāo foi difícil mergulhar na história muito embora a calamidade nela narrada nunca tenha acontecido em Portugal. 

Gostei da escrita, dos dois narradores existentes (o passado é contado pelo próprio Tomás, revivendo-o intensamente e o presente é narrado na terceira pessoa por um narrador omnisciente), da mudança perceptível da grafia quando se passa de um para o outro, da construçāo do jovem personagem cheio de coragem mas também cheio de dúvidas e de medos. 

Leitura que devorei e que aconselho a quem gosta de ler livros infantis/juvenis. 

Terminado em 10 de Novembro de 2018

Estrelas: 5*

Sinopse
Após a morte do pai, Tomás acredita que, por sua causa, coisas más acontecem; e, para proteger a mãe e os amigos, decide deixar o lugar onde viveu toda a sua vida.
Mas o país é apanhado por um furacão e, de um dia para o outro, o rapaz vê-se no meio de ruínas e inundações, perdido e desesperado. É, porém, no meio da tragédia que encontrará o mais inesperado dos amigos...

"Não te Afastes" é uma história comovente e fascinante sobre o desgosto da perda e o poder curativo da amizade.

Cris

sábado, 10 de novembro de 2018

Na minha caixa de correio

  

  

  

  

   


Da Editora Planeta chegaram cá a casa: Um Dia Em Dezembro e Adoro Yoga, Boa Noite Amigos;
Da 2020 Editora, com a chancela Fábula, chegou O Livro dos Erros,
Da Bizâncio chegaram Os Três Pestinhas e O Melro;
Vegetariano em Part-Time foi oferta da Arte Plural;
Os restantes foram "ganhos" nos passatempos do JN.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

"A Menina Que Sorria Contas" de Clemantine Wamariya

Este é um livro de nāo ficçāo. Antes nāo o fosse e tivesse sido fruto da imaginaçāo da autora. Se conseguirem esquecer isso durante a leitura desta história, conseguirāo facilmente ficar impressionados mas aguentarāo bem o impacto das palavras mais duras. Se pensarem que se trata de uma história verídica, nāo o vāo mais esquecer e as palavras "genocídio" e "Ruanda" ficarāo gravadas dentro de vocês. Hutus contra Tutsis. 

Já era adulta quando tal horror aconteceu e embora tenha ficado impressionada com o que se falou na altura, depressa a vida do dia a dia, com crianças pequenas, me fez esquecer as notícias que inundaram os media. Mas para Clemantine, sua irmā Claire e muitas, muitas mais pessoas o horror manteve-se presente nas suas vidas. Destruiçāo, morte, fome. Um pesadelo que durou vários anos.

As primeiras páginas deste livro trazem um mapa do percurso destas duas irmās, mapa a que recorri frequentemente para me situar geograficamente na história. O que mais me impressionou, logo no início, foi o tanto que elas passaram ser apenas traduzido num pequeno trajecto, uma pequeníssima linha nesse mapa, o caminho percorrido do Ruanda / Kigali (aldeia onde nasceram) até ao Burundi, num campo de refugiados. Uma linha tāo ínfima liga esses dois países e, no entanto, tantas dificuldades, tanto sofrimento! E a fuga nāo acabou aí. A linha continuou e, durante anos, atravessaram muitas fronteiras até chegar aos Estados Unidos, onde vivem. 

A história é-nos contada por uma delas, Clemantine, já com vinte e poucos anos, que esgravata o seu passado, o seu percurso, as suas memórias, o seu sofrimento e a sua revolta e conta para que o mundo nunca se esqueça o quanto o Homem pode fazer mal ao seu semelhante. Depois de todos terem esquecido, Clemantine vive diariamente o horror passado e "veste" a pele de alguém que conseguiu vingar na vida, vencer. O que se esconde no seu interior? 

O título pode parecer estranho mas faz todo o sentido quando se lê a história que Clementine adorava ouvir, uma história contada pela sua ama, de uma menina que sorria contas e que ficou gravada na sua memória de criança que se viu obrigada a crescer depressa demais.

Ah! E gostei tanto de ver como os livros, numa fase da sua vida em que passou a ter acesso a eles, fizeram parte importante da construçâo da sua personalidade, do seu "eu"!

Este é um livro de nāo ficçāo. Antes o nāo fosse. Porque o Homem, quando quer, sabe mostrar o pior de si. Um livro O-BRI-GA-TÓ-RIO.

Terminado em 6 de Novembro de 2018

Estrelas: 6*

Sinopse
Em 1994, Clemantine e a irmã, Claire, não tiveram opção senão fugir ao genocídio do Ruanda, umas das maiores calamidades humanitárias do século XX, em que se calcula terem morrido perto de um milhão de pessoas.

Perdidas dos pais, passaram os seis anos seguintes em fuga, atravessando sete países africanos. Sempre com fome, constantemente violentadas e aprisionadas, vítimas da mais desumana crueldade, mas também testemunhas da mais abnegada bondade e dos mais inesperados sorrisos.

Quando Clemantine fez doze anos, chegou finalmente a boa notícia: ela e a irmã receberam o estatuto de refugiadas e partiram para os Estados Unidos da América

Cris

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

A convidada escolhe: "O Desaparecimento de Stephanie Mailer"

Não sou fã de Joël Dicker. A escrita e as personagens não me seduzem. Apesar disso, li quase todos os seus livros e admiro a sua capacidade de "emaranhar" uma trama a dois tempos e ainda conseguir "tecer" uma história consistente, plausível e perfeitamente percetível num esquema sem "malhas" soltas e ainda recheado de cor num padrão de belo efeito.

Tanto quanto me lembro, não difere muito do seu mais conhecido livro "A verdade sobre o caso de Harry Quebert". Admito que, como a expectativa não era alta foi bem sucedido e apesar das suas mais de 600 páginas foi um verdadeiro "page turner".

A ação passa-se em Orphea, nos Hamptons, (um lugar onde a vida parece mais doce) com várias personagens, em que todas elas escondem segredos que as torna suspeitas em algum momento. Jesse, instigado por Stephanie e Derek, os dois policias, na companhia de Anna, reabrem um doloroso processo de um quádruplo assassinato em 1994. Os equívocos e as revelações sucedem-se, enquanto a sorte protege quem procura recuperar pistas preservadas nesta narrativa hollywoodesca, de curtos
capítulos e muito diálogo.

Em suma, não fica na memória, mas entretêm quanto baste. O final é francamente dececionante. Steven Bergdorf na sua relação com Alice foram os que menos me convenceram e o seu desfecho, ainda que irónico, manteve o mesmo registo. De resto, lê-se bem, mas está longe de ser dos thrillers policiais que mais gostei.

Vera Sopa

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Resultado do Passatempo: A Rapariga no Gelo

E sem mais demoras, o blogue tem o prazer de anunciar a vencedora deste passatempo patrocinado gentilmente pela editora Alma dos Livros. A Rapariga no Gelo de Robert Bryndza é o primeiro livro de uma série que está a apaixonar meio mundo e foi ganho por:

- Sandrina Costa da cidade da Maia.

Muitos parabéns! Nāo te esqueças de confirmar a morada respondendo ao mail que te enviei para que possa mandar-te o livro.

Cris

sábado, 3 de novembro de 2018

Na minha caixa de correio

  

 

E esta semana foi assim:
- comprado num saldo na net, O Executor;
- livro oferecido pela biblioteca Galveias, O Coleccionador,
- oferecido por um amigo, A Febre das Almas Sensíveis
- Oferecido pela editora Planeta, Filhos de Sangue e Osso, Tomi Adeyemi
- Comprado num alfarrabista, A Amante do Governador

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Para os Mais Pequeninos: "Sozinho em Casa"

Quem nāo se lembra de, na época natalícia, ver na TV o filme Sozinho em Casa? Para além de dispôr bem, melhor ainda, de ser deveras divertido, com algumas peripécias muito engraçadas, é um filme ideal para juntar a família e até falar depois com os miúdos sobre certos assuntos, a saber, o ficar sozinho em casa (nāo pelas razōes escolhidas neste filme, claro!), o que fazer em caso de alguma emergência, etc...

O livro, que faz parte de uma colecçāo que a Porto Editora está a lançar no mercado, "Filmes de Todos os Tempos", traduz com qualidade o referido filme. Sabiamente, o ilustrador conseguiu reproduzir no papel as várias situaçōes divertidas que a história conta, evitando assim que o texto se tornasse longo demais.

Um livro para ler e reler aos pequenotes e para (juntamente com o filme, porque nāo?) passarem juntos um bom bocado! 

Vejam as imagens:






  

Cris