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sexta-feira, 19 de julho de 2019

A Convidada Escolhe: "O Sonho do Celta"

Um dos bons livros que li nos últimos tempos, que me deu a conhecer uma realidade histórica de que eu nunca tinha ouvido falar: a exploração dos congoleses por Leopoldo II, rei dos Belgas (que declarou o território como propriedade pessoal) e da região da Amazónia, principalmente dos peruanos (aqui por empresas inglesas) na extracção da borracha, que era necessária para abastecer a emergente indústria automóvel do inicio do sec XX.

O livro tem como personagem principal Roger Casement (personagem verídica) que fez da sua vida a verificação e denúncia das atrocidades cometidas naquelas regiões. Só no Congo foram mortos cerca de 8 a 10 milhões de congoleses (número só comparável ao holocausto).

Roger foi um idealista com uma ingenuidade que resultava do seu grande sentido de humanidade (que o viria a prejudicar) e que acreditava que o colonialismo iria trazer uma vida melhor aos indígenas, mas foi com um horror (que se lhe colou à pele) que verificou o contrário e o denunciou ao mundo, a pedido do governo inglês.

Roger é irlandês e o livro aborda também a causa irlandesa, cujo território  foi ocupado pelo mesmo país que suprimiu muito da cultura celta e que, paradoxalmente, tanto se empenhou na denúncia das práticas esclavagistas no Congo e da Amazónia.

Um excelente livro que  desperta o interesse para estes temas que são pouco "falados" em livros mas também nos tráz muitas reflexões sobre o mal que o ser humano é capaz de fazer ao seu semelhante, principalmente numa época em que a escravatura  já não devia existir, porque já tinha sido formalmente abolida.

Palmira Estalagem

1 comentário:

  1. Já li esse livro há bastantes anos e impressionou-me muito. Aprecio imenso a escrita deste autor peruano. Almerinda

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