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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

"A Rapariga do Casaco Azul" de Monica Hesse

Este livro tem um pouco de tudo aquilo que gosto numa leitura. É uma sensaçāo boa, muito boa, quando se fecha um livro e estamos cheios, repletos de letras, histórias, enredos complexos, onde a surpresa tem lugar marcado e, ainda por cima, se baseia em acontecimentos verídicos. Embora os personagens sejam ficcionados, eles sāo verosímeis. Poderiam ter existido, bem como a história narrada. 

O cenário passa-se em Amesterdāo (uma cidade que visitei há pouco e que adorei) quase no final da II Guerra. Nāo foi difícil visualizar-me nas ruas de entāo, nos becos e ruelas ladeados de canais. Já imaginar o cenário de guerra nāo foi tāo fácil, ou melhor, tāo praseiroso. O medo das denúncias, as senhas de racionamento, o recolher obrigatório, as razias ou buscas efetuadas pelas tropas nazis à procura de judeus, as bravas acçōes da Resistência, os esconderijos, o olhar indiferente de quem apenas quer sobreviver e se esquece dos outros...

A história é-nos relatada por Hanneke, uma jovem holandesa, loira qb para poder passar despercebida, com todos os documentos "em ordem". A sua única vontada é sobreviver e é o ganha pāo da sua família. O contrabando de alimentos é algo que faz com ligeireza e aprendeu muito bem a desviar a atençāo dos guardas de modo a nāo ter qualquer dissabor. Esta aparente tranquilidade vai ser posta em causa e o enredo entra num ritmo vertiginoso que muito me agradou.

Regado com enigmas que conferam ao ritmo da acçāo uma velocidade própria, este livro deixa-se ler numa pernada pois nāo temos vontade de o largar. A dada altura, suspeitei e desvendei um dos mistérios, o que me fez pensar numa forma alternativa para reescrever a história sem nada deixar transparecer... Mesmo assim, ainda havia muito que ler e descobrir nas restantes páginas que me faltavam ler.

Gostei muito. Recomendo.

Terminado em 31 de Dezembro de 2017

Estrelas: 6*

Sinopse
Amesterdão, 1943. Enquanto a Europa é engolida pelo véu nazi, Hanneke percorre diariamente as ruas da cidade. Com apenas 18 anos, ela consegue arranjar os bens raros que as pessoas procuram no mercado negro: chocolate, café, tecidos? Pequenos pedaços de normalidade, preciosos em tempos de conflito. E Hanneke fá-lo apenas por dinheiro! Não há espaço para bondade num mundo devastado por uma guerra que lhe roubou a vida e os sonhos.
      Até ao dia em que uma das clientes de Hanneke lhe faz um pedido tão perigoso quanto desafiante: que encontre a pequena Mirjam, uma rapariga judia que a senhora mantinha escondida em casa. A única pista que Hanneke tem é que, no dia em que desapareceu, Mirjam vestia um casaco azul.
      Contrariando o seu instinto, Hanneke decide procurar a rapariga. O que ela não sabe é que, ao procurar a pequena Mirjam, vai reencontrar uma parte de si mesma, aquela que Hanneke pensava ter sido completamente destruída com o som das primeiras bombas.

Cris

1 comentário:

  1. Com tanto livro sobre o terror nazi, eis um que me despertou muita vontade de comprar.
    Obrigada!

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