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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O sedutor de Madeline Hunter



Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 368
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892318462


Querem um livro para pegar e não mais o largar? Então este é o que vos aconselho.

A escrita de Madeline Hunter é de tal forma hipnotizante, o enredo de tal forma cativante e as personagens tão reais que nao conseguimos parar de ler. Não é um livro que possamos considerar uma obra-prima mas o contexto histórico está bem caracterizado e as personagens interagem de acordo com a época e os costumes.

Creio que o que mais gostei foi mesmo a escrita da autora pois a história podendo considerar-se banal é muito bem contada! Madeline Hunter é exímia na forma como aborda o romance entre os dois personagens principais e damos connosco com a nossa respiração acelerada e querendo descortinar como vai decorrer o enredo, com vontade e medo de querer saber mais...

Acho que nao tinha lido nada dela e por isso não posso afirmar se é sempre este o seu modus operandi mas para primeira leitura gostei bastante. É um livro fresco que dá para desanuviar doutras leituras mais pesadas e consegue retratar bem uma época onde a mulher era vista muitas vezes como, e somente, um objecto que embelezava o sítio onde estivesse...

Recomendo!

Terminado em 30 de Janeiro de 2013

Estrelas: 4*+


Sinopse

Diane Albret é órfã e passou a maior parte da sua vida num colégio interno. Sem mais família, está habituada a receber apenas uma visita: Daniel St. John, o seu irresistível tutor. Ao longo do tempo, ele visitou-a sempre uma vez por ano. Mas o seu mais recente encontro reserva-lhe uma surpresa: Daniel esperava encontrar uma menina e Diane é já uma bela e carismática mulher. Ele aceita retirá-la da clausura do colégio e levá-la consigo para Londres. Porém, ambos têm planos que preferem manter em segredo.
Diane está decidida a descobrir o que se passou com a sua família, que nunca chegou a conhecer. Só Daniel pode revelar o que ela tanto deseja saber, mas ele tudo fará para que o passado permaneça secreto, pois os seus efeitos representam uma ameaça fatal para a vida de ambos. Por seu lado, Daniel está subtilmente a usar a inocência da sua protegida para uma vingança que planeia há mais de uma década.
Mas a crescente proximidade entre ambos ameaça dificultar-lhes os planos e, pouco a pouco, eles apercebem-se de que têm mais em comum do que julgavam. Poderá um novo amor triunfar sobre ódios antigos?

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Tudo tem o seu tempo de Ana Maria Magalhães


Edição/reimpressão: 2012
Editor: Editorial Caminho
ISBN: 9789722125949

Quando peguei nesta auto-biografia não sabia muito bem o que esperar desta leitura. Se por um lado, estava curiosa para espreitar a vida duma escritora portuguesa, por outro, achava que para se escrever uma auto-biografia teria de se ter vivido uma vida muito cheia de peripécias para poder agarrar os leitores e nada fazia prever que a vida de Ana Maria Magalhães fosse "uma aventura"...

A autora começa por narrar um acontecimento marcante na sua vida actual que despoletou esta sua necessidade de voltar atrás e dar-nos a conhecer o seu passado, através desta auto-biografia (a ideia era dar-se a conhecer aos sues netos, em primeiro lugar). Prendeu-me de imediato. Porque escreve bem, com gosto e isso transmite-se ao leitor. E conta esse acontecimento com laivos de humor, de coragem mas também traduz por palavras verdadeiras o medo sentido na altura.

Uma vida cheia, esta a de Ana Maria. Uma juventude com tanta gente à sua volta, tantos acontecimentos! Gostei de conhecer a autora e saber que os livros "Uma Aventura" tiveram início lá bem para trás na sua vida e algumas das personagens desses livros para jovens, começaram por ser pessoas reais!

A época vivida está brilhantemente reproduzida. Os costumes de uma sociedade, que começa pela época dos seus bisavós e chega à sua geração, as alterações ténues que se vão verificando com uma juventude que se vê entalada entre os hábitos de seus pais e a vontade de mudar...

Pessoas e lugares conhecidos que gostei de conhecer e/ou relembrar.

Tudo ficou em aberto e fiquei com vontade de conhecer o resto da sua história mas terei de aguardar pacientemente pelo livro seguinte, pois este fica-se pelos 20 anos da autora. Gostei muito, sinceramente mais do que estava à espera!

Terminado em 26 de Janeiro de 2012

Estrelas: 5*

Sinopse


«Pertenço a uma enorme família, cheia de curiosas ramificações. Cresci num ambiente singular. Transporto comigo histórias engraçadas que merecem um registo. Tenho uma dívida de gratidão para com todos os que por vontade expressa ou por acaso converteram a minha infância e juventude no tesouro que ninguém me pode roubar. Quando senti necessidade de deixar um testemunho aos filhos e aos netos, fiz apelo à memória retrospetiva apoiada nas agendas onde anoto o meu dia a dia desde criança e procurei parentes que não via há muito a fim de preencher lacunas e pedir fotografias. Esses encontros, bem agradáveis, proporcionaram-me descobertas que ampliaram o projeto e obrigaram à leitura de papelada coberta de pó no fundo das gavetas. Tirei dúvidas, aprofundei as relações com o passado, escolhi o que me pareceu mais significativo e esclarecedor.»

Ana Maria Magalhães

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A convidada escolhe... O tigre branco


Já li e adorei. Não podia estar mais de acordo com a opinião da Marília. vejam aqui! (Cris)

A Índia, o país que exerce, não poucas vezes um fascínio sobre os ocidentais pelo seu exotismo as suas crenças, os seus costumes e cultura, todo ele cheiro a especiarias que nos arrebatam os sentidos, todo ele maravilhosamente colorido e musical...pois bem este não é o país que Arvind Adiga nos revela, neste seu primeiro romance.

Vencedor do Man Booker Prize de 2008, este é um livro sem romantismos de qualquer espécie, é um relato, em carta escrita ao longo de sete dias a um alto funcionário da China que se prepara para visitar a Índia para estabelecer acordos comerciais.

Através da sua história de vida, o autor da carta, expõe a Índia real, uma Índia sem misericórdia com a maioria da população, os pobres, os excluídos, os criados, os que vivem segundo o autor, na "Escuridão"; os ricos são os que vivem na "Luz", conquistada a pulso através da corrupção, donos e tudo e de todos, senhores das vidas dos seus semelhantes dispondo deles como de coisas...

A ambição do protagonista que se atreveu a desejar uma vida diferente, passa pelo rompimento dos laços familiares, também eles impossibilitantes da liberdade, e pelo crime, num vacilar constante entre o querer ser honesto e a pratica de pequenos delitos até ao delito "maior".

O Autor revela-nos assim uma Índia desencantada, feia e suja, onde a extorsão é um modo de vida dos que estão mais acima na escala social até chegar aos que vivem na lama. A Impunidade é possível mesmo nos piores crimes.
Recomendo!!

Marília Gonçalves

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

E se publicassem este?

... cá em Portugal? Não me apetece ler em Português do Brasil nem pagar tanto por este livro mas se não tiver outra hipótese... lá terá de ser!


Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 319
Editor: Nova Fronteira
ISBN: 9788520920947
Idioma: Português do Brasil




Sinopse

Resistência é um testemunho vigoroso e contundente da oposição à ocupação nazista na França e dos desdobramentos trágicos que culminaram em prisão, deportação e mesmo execução daqueles que militaram contra o governo de Vichy. Escritas, em boa parte no calor dos acontecimentos, as anotações de Agnès Humbert nos possibilitam acompanhar cada passo dos primórdios do movimento intelectual criado por ela e batizado em uma de suas cartas como Resistência. Um comovente relato que descreve a participação dessa mulher na rede antinazista francesa, e revela sua determinação, além de ser um tributo eloqüente ao sacrifício e à coragem dos seus camaradas que não sobreviveram.|Resistência: a história de uma mulher que desafiou Hitler conta ainda com um belíssimo prefácio de Marina Colasanti, uma celebração à força silenciosa de todas as mulheres que passaram ou passam pelo horror das guerras.

Resultado do passatempo "O Desejo"


Mais uma vez, com o apoio da Quinta Essência, chegámos ao fim de um passatempo. Cabe agora anunciar o feliz vencedor!

Das 276 participações foi sorteado o nº 7 que pertence a:

- Ana Maria Costa de Faro

Parabéns! O livro segue ainda esta semana!

domingo, 27 de janeiro de 2013

Ao Domingo com... Júlio Borges Pereira

youtube: https://www.youtube.com/watch?v=lX083RfY0ts 
 (Programa no Porto Canal)


Chamo-me Júlio Borges Pereira e comecei a escrever o livro "O Último retornado" no Brasil em 2004.

Esta vontade de escrever surgiu na sequência de uma enorme angústia que se instalou em mim quando verifiquei que, apesar de todos os meus esforços para ter uma vida e uma família constituída em Portugal, me encontrava em 2004 no Brasil, sem a convivência familiar e totalmente desprovido de tudo o que tinha ganho, incluindo o próprio tecto, aqui, em Portugal.


À ideia , em 2004, vinham-me constantemente os dias alegres da infância. Lembrava-me de ter nascido em Benguela, bem junto à paradisíaca Praia Morena e de que, quando eu tinha oito anos de idade, o meu pai, que é contabilista, ter decidido levar a família mais para o interior de Angola. É assim que dou comigo agora a partilhar esta informação  com quem me está a ler neste espaço simpático, rico, afectuoso e de assuntos muito sérios, que nos é proporcionado pela Cris.

A região em que nos instalámos chama-se até hoje - Alto-Catumbela. Nas margens do rio Catumbela, que lhe dá o nome. A povoação fôra construída para instalar o pessoal da CCUP - Companhia de Celulose do Ultramar Português.

Toda a àrea envolvente do Alto-Catumbela era um imenso eucaliptal com uma extensão superior à de Portugal Continental e necessária ao abastecimento de 7 vagões de comboio por dia, carregados de troncos de eucalipto. Depois saía o papel em direcção ao porto do Lobito, 250 km distante e um dos principais portos de mar de toda a África. E, com o papel, seguia toda uma imensa tarefa de operários dedicados e que no seu todo perfaziam os 16.500 empregados da CCUP.

O futuro sorria. A igualdade social tornava-se realidade a cada ano e desde 1968. Salazar tinha morrido. Á felicidade da infância sucedia-se a felicidade da adolescência e tudo tocado vezes sem conta num violão, com a juventude a escorrer a rodos por um longo cabelo hippy, e num timbre que me permitia cantar, ou imitar, quase na perfeição, Paul Simon. A "presunção" dava uma mão, nesta minha determinação de adolescente deslumbrado.  Mas a felicidade não seria completa sem Ana Liz, o grande amor que justifica a edição deste meu primeiro livro.

Até que um dia, em 1974, nos meus 19 anos de idade e já a estudar em Luanda, a capital, no segundo ano de Engenharia Metalúrgica, fiquei a saber que tinham posto uns tanques nas ruas e tinham feito um golpe de estado, aqui, em Portugal Continental.

No Ensino Superior compreendíamos algumas coisas que nos levavam a entender porque tal teria acontecido. Ao fim e ao cabo se "imaginarmos" um país com a área de Portugal Continental, mais as áreas da Espanha e da França juntas, teremos "imaginado" um país extenso. Muito extenso. Mas não só. Um país, a transbordar de petróleo! No chão, um brilho, quase de norte a sul. Um brilho "diamante", multicolor e deslumbrante. Ângulo e cor, brincando chão e luxo. Diamantes de norte a sul,e , até, na areia das praias. Um pouco mais fundo e profundo, um imenso lençol sólido, de ferro, ouro, prata e pedras preciosas. A acrescentar, os minerais das chamadas "Terra Raras". O tesouro da famosa tabela de Mendelief.  Elementos químicos que hoje constituem microligas metálicas e que fazem naves resistirem à entrada na atmosfera da Terra sem se derreterem e se desfazerem, no regresso das cada vez mais frequentes viagens espaciais... Assim sendo, gostaríamos de continuar "imaginando" tal país e sair de casa assobiando, com mãos nos bolsos e a dar pontapés nas pedras, numa alegria imensa. Sem calor nem frio. Algodão na camisa. Nas calças. Em direcção ao mar para nele refrescar os pés ou todo o corpo. No azul deslumbrante das baías, depois de passados os extensos campos de algodão. Um sumo de manga, colhida da árvore, e a escorrer pelos braços, como que brincando com o nosso imaginário. No ar, um cheiro a caramelo, confundindo-nos. Cacau ou café? Não... talvez, cana de açúcar. Vamos ver?... "Vamos" - "Mas e o barco...?" "O barco...?! Como assim, o barco...?!" "Sim, o barco... como o prendemos?- "Ora. Com sisal,claro. Não é para isso que ele serve?" Pois.... o sisal. As plantações de sisal a perder de vista. Para fazer cordas, serapilheira e tudo o mais...

"Vamos, vamos, o mar está calmo e o trópico por aqui espreguiça-se mesmo até à noitinha..."   A alegria aqui é um "Até Nunca Mais".

Os trapos que Salazar tinha imposto iam desaparecendo. Nas carteiras misturavam-se as cores nos lápis que coloriam os desenhos e as mãos de quem os fazia. E "O Último Retornado" acabaria por nascer livro quase 30 anos depois, num regresso aos 47 anos de idade, em 2002, tentando reconhecer o sonho "imaginado".  No entanto, indignado e triste, regressara a casa. Resolveu então abrir, no papel , uma discussão com o seu avô - Portugal. Já nessa tarde, em Julho de 2002, se tinha aconchegado no colo da Mãe, Angola, e não quis chorar, porque ela, abria-se em olhos e mãos de perdão. Tinha ao peito uma condecoração que os Filhos lhe deram dois meses antes - a PAZ. Finalmente , "a PAZ", dizia ela com o olhar enternecido e mostrando no vestido as cores imensas do pôr do sol. As listas das Zebras. O castanho estonteado das Girafas. E, tudo, tudo mesmo, por cima de um fundo cinzento Elefante por onde esvoaçavam as grandes Borboletas em azul e negro. Uma mistura de tons que o Criador deixara escapar inspirado quando "imaginou" um dedilhado de Bach em piano intemporal e uma Avé Maria de Schubert ritmada num samba raiz, para lá do mar. Para os lados em que as caravelas deixavam cargas desumanas. Errante e acompanhando o pai, Einstein decifraria o segredo circular da gota de água quando da torneira cai. Redonda. Esférica. Sem  que ninguém se aperceba porque tal acontece. E, no mesmo chão, com joelhos e mãos postas, a oração. Ao lado, a Sociologia prometia, crente, crianças em sofrimento. Na lei - "primeiro o direito das crianças". Na lei - "primeiro a felicidade dos adultos". O quadrado e a esfera. Tudo a um só tempo. A ingenuidade de quem memoriza em vez de raciocinar. E que nos sufoca. Um homem que julga outro homem. Nascido sem talento, juiz, lê livros até que estes lhe dêem o poder de bater com o martelo. Sem talento e com poder! Julgando Cientista e Pintor. Lavrador, Poeta, Povo e Compositor. Negando aos pais, os filhos. Teorizando o Amor. Negando o "milagre" do Criador  que plantou em cada um de nós uma mente aberta ao pensamento científico. E nela, a procura à exaustão, da perfeição das fórmulas matemáticas. A regulação metódica e científica da intervenção que haveria de curar o tumor tardio do juiz. Conseguindo o "milagre" pela tecnologia.  Planeta incrédulo este que do outro lado e na sumptuosidade da Grande Catedral, com Ceptro e Mitra em ouro, o Representante do Criador fala por Ele e Canoniza um Santo Milagreiro que ninguém viu. Nesse mesmo instante, entra o Médico com a sua Equipe. Usa todos os recursos tecnológicos e o coração bate aos nossos olhos, durante a operação que salvará uma vida. O doente tornará a andar. Tornará a pensar. Sobreviverá e até mesmo voltará a ver. Mas, e ainda no mesmo instante, com togas negras , dois grupos entram numa mesma sala - o réu terá quem o defenda e quem o condene."Que sorte a do doente....!"  Imagine-se isto na sala da cirurgia...! Voltando ao tribunal...quatrocentos anos e fossem soltos leões que tudo se manteria igual, para delírio da multidão. Justiça e Ciência andam de costas viradas, e sempre a primeira subjugou a segunda. Gerações vêm há séculos suportando tal calvário. Mas ainda assim, o dia amanheceu. Estremunhada a pequenina Filipa acordou sem saber em que casa estava. Apetecia-lhe o beijinho da mãe. O do pai também. Procurava por eles imitando os gestos e feições que lembravam o tempo menino em que para tudo olhava admirada nos seus seis meses, ainda mal equilibrando a cabeça e saltando de alegria, ao colo de quem sempre a acarinhava, esperando nos beijinhos, o seu acordar. Com faces rosadas e os dentinhos a nascer. Como queira ajudar-te Filipa, se é que é esse o teu nome. Carolina, Francisco, Maria. Menina ou, menino. 

Perdoem-nos.

Amanhecera. De novo amanheceria. Filipa apenas continuava um sofrimento que tão bem ficou explícito no título "Pai Vem Me Ver". Um Obrigado aos Autores da última série que li em " Ao Domingo Com...". Parabéns Cris por este teu Magnífico Espaço em que podemos exprimir-nos livremente. Mais do que isso, só mesmo fazermos e escrevermos o melhor que pudermos. Foi o que acabei de tentar. Muito  Obrigado.

Link para a entrevista com a Fátima Lopes, "A Tarde É Sua", TVI - http://www.tvi.iol.pt/programa/4140/videos/133829/video/13774864/1

Link para a entrevista com o Mário Carneiro, "Mar de Letras", RTP África - http://www.rtp.pt/play/p842/e104931/mar-de-letras

Júlio Borges Pereira

sábado, 26 de janeiro de 2013

Na minha caixa de correio


  

  
 
Os primeiros três são do Clube do Autor. Nem sei por qual começar! Estou muito curiosa com todos eles...
Os três seguintes ganhei nos passatempos do JN.
Uma casa de Família vai ser uma leitura para muito em breve. Já me falaram bem dele e a época que aborda é especial e acho que vou gostar.
O sedutor veio emprestado de uma amiga. Começo ainda hoje!

Um livro numa frase




"Não queiras elevar a tua alma ao nível do céu
 nem reduzir o teu pensamento ao nível do chão."

In pág. 57, No Regaço do Silêncio,
Frase escolhida por Teresa Carvalho

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Novidades Esfera dos Livros

Mafalda de Saboia
de Diana de Cadaval

Quando a sua amiga D. Teresa lhe contou, entre lágrimas, o terrível segredo que guardava há anos no peito, D. Mafalda de Saboia sabia que morreria sem nunca poder contar a verdade sobre o seu marido Afonso Henriques. A legitimidade e consolidação do reino de Portugal, perante a Santa Sé e o mundo, razões pela qual fora escolhida para partilhar o destino com o primeiro rei deste reino distante, dependia de si e do seu silêncio. Mafalda de Mouriana, filha do conde Amadeu III de Saboia, chega a Portugal, em 1146, aos 20 anos para casar com Afonso I, que aos 37 anos, ganhara uma áurea de conquistador, graças às duras batalhas que ia vencendo contra os infiéis. Mafalda não encontrou em Portugal a felicidade desejada. Procura na ajuda aos mais necessitados, o amor que não encontra nos braços violentos de Afonso, com quem mantém uma relação distante e conflituosa. Entre guerras e conquistas, o marido preferia cair nos braços da amante Châmoa Gomes. De si, sua legítima esposa, procurava apenas a garantia da continuidade da dinastia que iniciara. Tarefa que Mafalda cumpriu com honra até à data da sua morte, em 1157. Foi mãe de sete filhos e sentou no trono Sancho I. Portugal era agora um reino independente reconhecido pela Santa Sé. Morreu sem nunca revelar o segredo que poderia ter mudado a história do país para sempre…


 
Escândalos da Monarquia Portuguesa
de Ricardo Raimundo

Com quase 900 anos de existência, Portugal detém um passado rico em História… E em muitas histórias. Aqueles episódios caricatos, rocambolescos, novelescos, escandalosos que não nos são contados nos bancos da escola, nem nos livros de História tradicionais mais preocupados com a conjuntura, ciclos económicos ou os grandes acontecimentos
Vejamos… D. Mécia tornou-se a primeira rainha raptada da História de Portugal, também tivemos reis enfeitiçados pelo amor como D. Pedro IV, o mesmo que batia na mulher D. Leopoldina que terá morrido graças aos maus-tratos do marido, reis bígamos, impotentes, demasiado castos ou homossexuais.
Milagres inventados à pressão, para bem da nacionalidade. Confrontos familiares que deram em morte. Assassínios descarados como o de D. Diogo, pelas mãos do seu cunhado, o rei D. João II.
Atentados mal-sucedidos, como o que foi vítima D. João IV, ou mortes misteriosas que criaram comoção na corte da época, como a do marquês de Loulé. Escândalos financeiros, como a criação da Patriarcal de Lisboa, que provocou um rombo nos cofres do Estado. Construções megalómanas, de custo elevado para o erário público, ou os gastos de rainhas em joias e roupa…

Novidade Planeta

NA CAMA DOS REIS
Noites de Núpcias
de Juliette Benzoni

Muito já se publicou sobre o casamento. Mas pouco, ou quase nada, sobre os momentos íntimos no segredo das alcovas depois das cerimónias oficiais. 
Juliette Benzoni, historiadora e romancista, soube encontrar o fio condutor dos escritos e memórias de várias personagens da História, desde noites de núpcias de deuses, de reis a príncipes. 
Noites grandiosas de Alexandre, o Grande, noites resignadas de Luís XVI, noites reticentes, noites de lágrimas, noites estranhas, noites entusiastas e desesperadas. 
Noites dramáticas, da tenda de Átila, o Huno  ao quarto de Mayerling, que terminam em amor ou ódio instilados no sangue.

Convite Esfera do Caos


Lançamento Civilização

Orgulho e Preconceito
de Jane Austen

Uma clássica história de amor e mal-entendidos que se desenrola em finais do século XVIII e retrata de forma acutilante o mundo da pequena burguesia inglesa desse  tempo. Um mundo espartilhado por preconceitos de classe, interesses mesquinhos e vaidades sociais, mas que, no romance, acabam por ceder lugar a valores mais nobres: o amor.
As cinco irmãs Bennet, Elizabeth, Jane, Lydia, Mary e Kitty, foram criadas por uma mãe cujo único objetivo na vida é encontrar maridos que assegurem o futuro das filhas. Mas Elizabeth, inteligente e sagaz, está decidida a ter uma vida diferente da que lhe foi destinada. Quando Mr. Bingley, um jovem solteiro rico, se muda para uma mansão vizinha, as Bennet entram em alvoroço…

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O Prisioneiro do céu de Carlos Ruiz Záfon


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 400
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896573003

Zafón é um especialista que usa as palavras com mestria e que sabe captar a nossa atenção e interesse logo desde as primeiras páginas...

Este livro devora-se muito rapidamente. Frases e capítulos curtos, levam-nos a mergulhar tanto em Barcelona de 1957 como a de duas décadas anteriores - 1940 - e fiquei com vontade de reler A sombra do vento e O jogo do anjo. 

Suspence, romance e mistério. Narrativa rica e cheia de detalhes. Os ambientes são descritos de uma forma excepcional. Quando estamos no ambiente da prisão do castelo de Montjuic visualizamos as paredes frias e sujas, ouvimos o medo dos prisioneiros, sentimos as suas dores.
As injustiças do regime fascista revolvem-nos o estômago! Na livraria Sempere cheiramos os livros e o ambiente conforta-nos e acalma-nos. Provamos a inquietação de Daniel ao aperceber-se dos segredos que envolvem os seus antepassados. 

Mas tem realmente um defeito enorme! É pequeno, demasiado pequeno e espero sinceramente que o autor não demore muito tempo a escrever o resto da história porque deixou em aberto pormenores aos quais fiquei impaciente para conhecer. A magia do Cemitério dos Livros Esquecidos deve continuar, pareceu-me!

Nota máxima! Recomendo!

Terminado em 19 de Janeiro de 2013

Estrelas: 6*

Sinopse


Barcelona, 1957. Daniel Sempere e o amigo Fermín, os heróis de A Sombra do Vento, regressam à aventura, para enfrentar o maior desafio das suas vidas. Quando tudo lhes começava a sorrir, uma inquietante personagem visita a livraria de Sempere e ameaça revelar um terrível segredo, enterrado há duas décadas na obscura memória da cidade. Ao conhecer a verdade, Daniel vai concluir que o seu destino o arrasta inexoravelmente a confrontar-se com a maior das sombras: a que está a crescer dentro de si.

Transbordante de intriga e de emoção, O Prisioneiro do Céu é um romance magistral, que o vai emocionar como da primeira vez, onde os fios de A Sombra do Vento e de O Jogo do Anjo convergem através do feitiço da literatura e nos conduzem ao enigma que se esconde no coração de o Cemitério dos Livros Esquecidos.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A convidada escolhe..."Um casamento de Natal"


Às vezes um livro, ao surpreender-nos de uma forma positiva, tem um efeito em nós avassalador. Uma frase pode ter, num dado momento da nossa vida, um significado muito pessoal que faz com que ele seja lido avidamente... (Cris)

Acontece-me por vezes, e acho que acontece a vários de nós, ler um livro só porque sim… só porque achamos uma capa apetitosa… só porque alguma palavra no título nos seduz… só porque… ou por razão nenhuma em especial.

Por vezes também o faço por espírito de contradição… ou porque alguém me diz “nunca te veria a ler esse livro”… confesso…

Um Casamento no Natal congrega várias dessas opções. Um livro leve, que me apeteceu ler depois de outros que, não sendo densos, tinham, porém, temas que mexem muito comigo. Sabe bem ler algo só porque sim, para distrair o espírito.

De qualquer modo, cada livro traz-nos o que nós queremos ver nele e, até os mais leves nos recordam temas e assuntos importantes.

Neste livro realço sobretudo dois temas cuja abordagem gostei bastante – a importância da manutenção dos nossos valores acima de tudo (neste caso do sucesso profissional) e uma das mais belas descrições sobre a leitura e porquê ler.

Um Casamento no Natal lê-se de um só fôlego e não é certamente uma pérola da literatura, mas é um livro que dispõe bem e que, dependendo da nossa fase de vida e dos olhos com que o lemos nos poderá enriquecer de forma diferente.

A história de Gaby, da sua relação com a memória do marido, do seu relacionamento com cada um dos seus quatro filhos, as suas singularidades e as respectivas famílias, e dos três candidatos a maridos, que apenas no altar saberão quem é o escolhido, flui através dos valores fundamentais.

Não sendo um livro que considere indispensável ou que recomende vivamente não deixo de dizer que merece a pena ser lido, sobretudo em idades mais maduras J.

Um livro que se lê “tanto com o coração como com o cérebro” (p. 90)

Fernanda Palmeira

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O teu rosto será o último de João Ricardo Pedro


Prémio LeYa 2011
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 208
Editor: Leya
ISBN: 9789896602093

As expectativas para esta leitura eram elevadas. Não gosto nada que assim seja porque  - quase - me sinto na obrigação de gostar do livro. Tudo se juntou: as opiniões de várias pessoas amigas que gostaram muito, a capa sugestiva e de bom gosto, a ainda lembrada publicidade ao autor que relembro de ver na Feira do Livro... 

E pronto! Começo logo por referir o que não gostei. Achei mesmo que tinha palavrões desnecessários... não achei que pertencessem naturalmente às personagens. Alguns soaram-me um pouco forçados.

Cheio de pequenas histórias, ricas em imaginação, o livro mereceria da minha parte uma atenção que não lhe consegui dar. Dispersei-me com as múltiplas e coloridas vidas que o autor conseguiu dar aos personagens e não consegui apanhar a história central. A sensação que tive foi a de correr atrás de um comboio em andamento! Nunca o cheguei a apanhar... Mas também é certo que não me apeteceu largá-lo!

Três gerações de uma família, onde Duarte, o neto, músico não assumido, está sempre presente no livro todo. Personagem principal. Pequenos apontamentos vão-nos situando historicamente num Portugal de antes de 74. Bem descritas situações que todos nós conhecemos, marcas dessa época.

Gostei sem me apaixonar mas teria de o reler para captar na totalidade a mensagem de João Ricardo Pedro. E tão breve isso não me é possível! Saliento, no entanto o humor presente nesta obra, humor subtil que me agradou bastante e me fez sorrir e reler algumas frases.

Terminado em 15 de Janeiro de 2013

Estrelas: 4*

Sinopse


Tudo começa com um homem saindo de casa, armado, numa madrugada fria. Mas do que o move só saberemos quase no fim, por uma carta escrita de outro continente. Ou talvez nem aí. Parece, afinal, mais importante a história do doutor Augusto Mendes, o médico que o tratou quarenta anos antes, quando lho levaram ao consultório muito ferido. Ou do seu filho António, que fez duas comissões em África e conheceu a madrinha de guerra numa livraria. Ou mesmo do neto, Duarte, que um dia andou de bicicleta todo nu.
Através de episódios aparentemente autónomos - e tendo como ponto de partida a Revolução de 1974 -, este romance constrói a história de uma família marcada pelos longos anos de ditadura, pela repressão política, pela guerra colonial.
Duarte, cuja infância se desenrola já sob os auspícios de Abril, cresce envolto nessas memórias alheias - muitas vezes traumáticas, muitas vezes obscuras - que formam uma espécie de trama onde um qualquer segredo se esconde. Dotado de enorme talento, pianista precoce e prodigioso, afigura-se como o elemento capaz de suscitar todas as esperanças. Mas terá a sua arte essa capacidade redentora, ou revelar-se-á, ela própria, lugar propício a novos e inesperados conflitos?


domingo, 20 de janeiro de 2013

Ao Domingo com... Alexandre Rocha


“O que teria a ver a vida de Verónica Silveira, uma empresária que vive no Rio de Janeiro dos dias actuais, que se vê atormentada por sonhos em preto e branco que não consegue compreender, com Miguel Herculano, filho de uma das últimas gerações de senhores de engenho do nordeste colonial brasileiro de fins do século XVIII?


Para realçar ainda mais este labirinto intrincado, que ligações têm a eles outros nomes tão conhecidos do nosso passado como D. João VI, a sua esposa, Carlota Joaquina ou o poeta Bocage?

Cruzando vidas e destinos distantes entre si por séculos e quilómetros, «A Conspiração dos Fidalgos», evento real da historiografia portuguesa, nasce como livro ao longo de uma curiosa e extensa estória, que tem a sua génese inspirada pela obra cinematográfica de Carla Camurati, com a película “Carlota Joaquina, Princesa do Brasil”, de 1995 (a marcar o renascimento do cinema brasileiro, “sepultado” que fora pelo primeiro governo democraticamente eleito no país em décadas, num processo eventualmente similar ao que envolve o mundo cultural português nos dias de hoje – mas isso já outra estória…). Outra evidência desta conjura que ficou para os anais da história pude encontrar em uma pequena edição do início do século XX, de título homólogo, consultada naquele que é um verdadeiro tesouro intrincado no centro do Rio de Janeiro, legado singular dos portugueses aos seus irmãos brasileiros, o Real Gabinete Português de Leitura. É possível que a falta de um destes elementos tornasse impossível esta criação ou a fizesse ter nascido absolutamente diferente.

Cerca de uma década separou o início do fim deste trabalho. Este interregno pôde proporcionar-me mais vivências, que incluiu a travessia de um oceano, essenciais para quem quer ter algo a dizer. Muitas outras influências marcaram a trajectória desta obra, mas duas delas, bem distintas entre si, saltam-me à ponta da língua: a do mais genial autor lusófono de todos os tempos, Eça de Queiróz e a sua crítica mordaz ou, no campo da história, os ensaios do antropólogo australiano Patrick Wilcken.

O que sinceramente espero é que vos possa cativar com as minhas personagens reais ou não, como Alberto, a metáfora da valentia, simplicidade e valor de um povo e o seu arquétipo inverso, Teófilo, a tradução de todo o ranço autoritário, a saloiice, a falta de honestidade e de princípios, que mostra nossa diversidade enquanto pessoas.


A partir do momento deste “encontro” teremos um vínculo especial, autor e leitor, pois, como disse Exupéry, “somos responsáveis por aquilo que cativamos”. E não haverá nada que eu valorize tanto quanto este sentimento mútuo e genuíno, que pode assumir diferentes formas e graus, todas elas sementes originais da humanidade no seu estado mais puro: admiração, amizade, respeito, amor. Eventualmente haverá sempre quem julgue piegas tais palavras. O adjectivo até esta na moda… Haverá quem acredite que o escritor deve tomar uma via de mão única, deixando ao acaso o frenesi criativo, sem buscar o autor. Nada mais contra-natura, sustentado senão por vaidade intelectual. Aliás, já Aristóteles teve uma palavrinha a dizer sobre o assunto…

A si, querido leitor, eu cá os aguardo (temos um site e uma página facebook à vossa disposição: Site:  www.miguelherculano.blogspot.com e Página Facebook - agradecemos o seu “like”!: https://www.facebook.com/aconspiracaodosfidalgos). Desde já desejo uma boa e empolgante viagem e que a aventura das páginas de «A Conspiração dos Fidalgos» se traduza para vós na mesma excitação de uma jornada que está prestes a iniciar.”

Alexandre

sábado, 19 de janeiro de 2013

Um livro numa frase



"Eu aprendi com a experiência que não devemos odiar algo que não conhecemos, porque esse algo pode tornar-se o veículo da nossa mais grandiosa boa fortuna."


In pag 58, "Não Odiarei", Izzeldin Abuelaish
Frase escolhida por Ana Bento


Na minha caixa de correio

      
Esta foi uma semana de compras para aproveitar os saldos que por aí andam!
Tirando o livro da Quinta Essência, O Desejo, foram comprados na Bertand, Fnac e Continente. Preços simpáticos... Para A vida de Pi usei um vale de 10 euros que por cá chegou da Fnac. Que tal as minhas comprinhas?

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Novidades Clube do Autor


Os Inocentes
de David Baldacci
Depois de uma missão que o leva da Europa à América, Will Robie regressa ao palco maior da política internacional com o objetivo de eliminar os inimigos suspeitos da paz mundial.
Denise Tamaron, funcionária pública e mãe de dois filhos, é o próximo alvo a abater. Mas Robie não é capaz de puxar o gatilho. Denise parece-lhe uma vítima improvável, e por que razão representa ela uma ameaça?
Tendo falhado a missão, Robie põe-se rapidamente em fuga. E não é o único. Ao fugir da cena do crime, Robie cruza-se com uma adolescente em fuga de um lar adotivo. Mas Julie não é uma jovem comum — os pais foram assassinados e a sua vida está em perigo e é por isso que Robie decide ajudá-la a descobrir a verdade acerca dos pais.
Só que à medida que Robie investiga o passado da jovem, mais convencido fica de que ela é o centro de uma conspiração que atinge as mais altas esferas do poder... E por isso, desta vez, Robie vai ter de trabalhar em equipa para poder salvar a vida de ambos.

Passageiro do fim do dia
de Rubens Figueiredo
O romance vencedor do prestigiado Prémio PT Literatura 2011 é um livro sobre várias viagens. A primeira começa quando Pedro, o passageiro do fim do dia, apanha o autocarro do centro da cidade rumo à periferia para ir ter com a namorada. É hora de ponta e a viagem demora. Dá tempo para ler e também para deixar correr os pensamentos.
Pedro é um observador. Uma pequena cicatriz no cotovelo do homem que está sentado à sua frente, ou o longo suspirar da mulher que segue ali ao lado, são pequenos detalhes que (nos) prendem a atenção e fazem voar, para logo regressar(mos) ao livro de Darwin e às notícias da economia que Pedro ouve no pequeno rádio a pilhas.
Observando o que se passa dentro do autocarro, e também na rua, Pedro é, terminada a viagem, um homem diferente, alguém mais atento às desigualdades sociais, mais conhecedor e mais crítico.
O passageiro do fim do dia é por isso literatura, sociologia e política. Numa alegoria plena dos dramas urbanos contemporâneos, Rubens Figueiredo oferece ao leitor um retrato do Brasil atual, desigual, fervilhante, e uma história que revela a beleza delicada de uma escrita sobre a periferia pobre da cidade grande: uma espécie de panela de pressão de violência e de crueza no fundo de verdade que é o osso da vida.

Novidade Materia Prima


Alguém no céu gosta de si 
de Arielle Ford
Este livro é uma colecção de relatos extremamente invulgares, inspiradores e sensibilizadores de pessoas comuns que viveram experiências incomuns, ou mesmo místicas. Inclui histórias de assombro e felicidade plena, de anjos, de ocorrências milagrosas, de experiências próximas da morte, de intervenções divinas, de curas, de transformações pessoais, de encontros com homens e mulheres santos, e de coincidências fantásticas.
As pessoas que as contam têm as mais variadas origens. São escritores, médicos, bailarinos, músicos, professores, pasteleiros, actrizes, advogados, arquitectos, estudantes, funcionários públicos, locutores de rádio, jornalistas.
As histórias de Alguém No Céu Gosta de Si destinam-se àqueles que acreditam numa presença invisível que nos ama e protege. Gosto de pensar nelas como contos de fadas para adultos (crianças grandes!), na maioria com final feliz. Como os contos de fadas, muitas destas histórias revelam pedaços escondidos de sabedoria que tornarão a vida de quem as lê mais rica e gratificante. Porque o universo tem um sentido e uma razão, e o que acontece nas nossas vidas não é meramente casual.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A casa dos Primatas de Sara Gruen


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 384
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892316246

 Na minha opinião, teria  beneficiado mais desta leitura se tivesse sabido, logo no início, que algumas das experiências relatadas aqui foram "importadas" de alguns factos reais que a autora viveu. Talvez o tivesse lido com outros olhos... mais atentos!

É um livro que os amantes dos animais vão gostar de certeza, muito embora tenhamos conhecimento, através dele, de certas práticas que impressionam devido à sua crueldade.

Confesso que não conhecia esta espécie de símios - os bonobos - nem sequer o quanto eles têm de parecido com o ser humano. Os livros servem para isso mesmo: aprender!

A leitura faz-se ágilmente porque a acção decorre entre duas histórias que são contadas com mestria e nos prendem a atenção. O final não surpreende muito porque esperamos sinceramente que os bonobos tenham o fim merecido, o que acaba por acontecer... mas as 400 páginas são lidas com gosto. 

Terminado em 13 de Janeiro de 2013

Estrelas: 4*

Sinopse:


Sam, Bonzi, Lola, Mbongo, Jelani e Makena não são símios normais.
Estes bonobos, como outros membros da sua espécie, são capazes de raciocinar e de manter relacionamentos intensos. Mas, ao contrário da maioria dos bonobos, também conhecem a linguagem gestual.
Isabel Duncan, investigadora do Laboratório de Pesquisa da Linguagem dos Símios, não compreende as pessoas mas está perfeitamente à vontade com os animais, em especial com os bonobos…
Quando uma explosão abala o laboratório, ferindo gravemente Isabel e «libertando» os símios, a reportagem de interesse humano de John torna-se a reportagem da sua vida, que o fará pôr em risco a carreira e o casamento. É nessa altura que os bonobos desaparecidos são apresentados num reality show televisivo, emitido em circunstâncias misteriosas e capaz de se transformar no maior - e mais improvável - fenómeno da história da moderna comunicação social. Milhões de fãs ficam colados ao ecrã, a verem os símios a encomendar fast food cheia de gordura, a terem relações sexuais por tudo e por nada e a gesticularem a Isabel para os salvar.



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Passatempo "O Desejo"

Quem vai querer ganhar este livro de Nicole Jordan, "O Desejo", gentilmente oferecido pela Quinta Essência?
Para isso só têm de responder acertadamente às questões que se seguem. O tempo entre os meus livros tem um exemplar para oferecer a quem for bafejado pelo Sr Random.Org.

O passatempo decorre até ao dia 25 de Janeiro.

Boa sorte a todos os seguidores do blogue!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A convidada escolhe... "No regaço do silêncio"



A poesia não é um dos géneros literários que mais aprecio mas gosto de “saborear” um belo poema cheio de sentimentos e emoções...

Este livro de José Luis Moreira dos Santos foi-me oferecido no meu aniversário por uma amiga que é sobrinha do autor, e foi assim que tive o privilégio de ler os Sentimentos e pensamentos em forma de poema deste autor que vive em Pardilhó, terra vizinha de Estarreja, onde vivo.

Sabia de antemão algumas caracteristicas do José Luis mas não conhecia a sua capacidade de escrita e foi uma surpresa muito boa reconhecer nos seus poemas sentimentos que me são familiares.

Alguns poemas são profundamente intimistas, outros mais generalistas mas no seu todo são belos pedacinhos de poesia! A liberdade, o amor, a amizade, o Homem, a alma, as desigualdades, a crença, a ética, tudo aparece reflectido neste livro que me encantou.

Passo a transcrever um excerto da introdução que demonstra a humildade e a
capacidade de auto-critica do autor que me tocaram bastante:

(...) É por isso que sou levado a pensar que para alguém se atrever a publicar o que escreve, tem que, pelo menos, estar em situação de cuidar que domina os três seguintes aspectos: a língua, ter alguma coisa para dizer e saber como o transmitir. Ora esse, sob todos os pontos de vista, não é o meu caso, dado que não escolho as palavras em razão das suas potencialidades linguísticas ou literárias, nem de particularidades sonoras, mas por significarem exactamente o que quero dizer dado que não pretendo ser pregador de nenhuma moral em especial, mas tão somente chamar a atenção para o valor dos valores; e como para mim a decência ética é o valor de suporte de todos os outros valores humanos, estou obrigado a ter a mesma decência ética de não embrulhar a
mensagem que, afinal, quero transmitir se não no papel que melhor se adeque ao estado de espírito dominante no momento de escrita. (...)

Foi um livro que me satisfez imenso, do qual saboreei cada palavra, emoção e
sentimento como se fossem quase minhas...

Há muito que não tinha a oportunidade de comungar tão profundamente das palavras escritas por outra pessoa.

Simplesmente maravilhoso.

Teresa Carvalho

domingo, 13 de janeiro de 2013

Resultado do passatempo "Um dia, quem sabe..."

Mais uma semana, mais um passatempo patrocinado pela Chiado Editora!

Dos 169 participantes desta feita coube a sorte ao nº 32 que correspondeu a:

 - Paula Miranda de Lordelo/Guimarães

Parabéns! A editora vai enviar-te muito em breve o livro de Joana Arnault, "Um dia, quem sabe..."

Ao Domingo com... Afonso Valente Batista


Isto de ter que escrever sobre mim para dizer porque escrevo sabe-me a desassossego, a exercício de ventríloquo, a procurar um espelho que me devolva alguns fragmentos da memória.

Alguns farrapos dessa memória já devem chegar.


Vamos lá.

Liceu Camões, idos de 1957, onze anos de idade a frequentar o 2º ano, professor de português Vergílio Ferreira, tema da redação “O Cinzento”. Escrevi sem que hoje, me lembre de qualquer naco daquela prosa imberbe e necessariamente infantil. Espanto para esta alma que sempre se ficou pelos esconsos da timidez. No outro dia disse o mestre – “Foi a melhor redação. Afonso leia em alto para os outros ouvirem.” Só me lembro que gaguejei e que os óculos se embaciaram.

Foi ai que tudo começou, diz-me o diabo ou o anjo vadio que cá por dentro andam neste calcorrear anos e anos e que nunca me largaram como improváveis companheiros de jornada.

Possivelmente, nesse estrelar momento, foi-me dado a conhecer o universo que é a palavra, esse sortilégio que a humanidade inventou para, num labirinto de dizeres e de falares podermos dizer e falar com o outro sobre um outro que somos nós.

De certeza que foi assim. Hoje sei. E assim se fez uma paixão.

A palavra.

Essa paixão. Porque escrever, mesmo não escrevendo, é praticar a religião da palavra, desbravando-a, dilacerando-a, comungando-a, exorcizando-a, afagando-a, conhecendo-a, desconhecendo-a, amando-a, fazendo com que ela seja, ao mesmo tempo um meio e um fim, para que nós possamos dizermo-nos, inventarmo-nos, construirmo-nos ou destruirmo-nos no texto para que os outros, acariciando a palavra escrita, possam apoderar-se dela, reinventá-la e que ela lhes fale à inteligência dos afetos no silêncio do que queremos que ela lhes diga.

O resto foi depois andar por ai, vivendo o isto e o aquilo que foi a vida para, agora, mais velho e vazio, ainda tentar ser isto ou aquilo, retirando da “gaveta dos assombros” onde fui colecionando palavras, sentimentos, mortes, impossibilidades, amores, sortilégios de andar ao pé-coxinho mesmo com os cabelos a ralarem-se de branquidão para escrever coisas que mesmo que aos outros nada possam dizer a mim me fazem sofrer na convicção de ter que as dizer.

É esse o sortilégio da escrita.

Hoje um escritor é  um tipo importante, com obra, com opinião, com vastos horizontes, que ganha prémios, com um património de público assíduo e pretextos para se apoderar da alma humana e dilacera-la em histórias que nos arrebatam.

Por isso eu não sou um escritor. Porque não sou nada disso. Continuo a gaguejar as palavras que vou escrevendo e os óculos a embicarem-se com as lagrimas de as ter escrito.

Por isso não sou escritor. Pronto. Esta dito. De importância só tenho esta solidão que se vai vingando em amarguradas palavras. E depois salvo-me quando as invento. As palavras.

É esta a minha redenção.

Escrevi muito para a tal “gaveta dos assombros” porque o assombro da vida me obrigou ao silêncio da escrita, à solidão da palavra, à revolta de ter que dizer, calando-me, que a vida que queremos é sempre a outra que está na margem onde não estamos.

Perdidos, porque o mundo é uma confusão de veredas e caminhos encruzilhados de que só  damos por isso, quando percorridos todos os desertos pelos quais, incautos nos aventurámos porque, mesmo à surrelfa, sempre em nós mandaram quem sempre deteve o poder de jogar com as marionetes que somos.

Uma guerra, um ter ido e um ter voltado tão diferente do que fui. Tanta tristeza. Colaboração em jornais, crítica de cinema, um livro feito mas rejeitado por uma editora que dizia”… a voz do autor ainda não é suficientemente audível…”, amarguras várias quando pensava que a liberdade era finalmente.

Assim;

a estabilidade de um emprego porque a vida a isso recomendava e aquela “gaveta dos assombros” para onde iam deitando cadáveres de palavras que julgava importantes.

Profissionalmente um sucesso acabada que foi agora a vida ativa. Da “gaveta”, ainda pouco ou nada sei. O passado é sempre uma dor. Estão lá os mortos todos, o desperdício do que fomos o sobejo do que somos.

Aqui chegado, agora, no limiar de um tempo de redenção fui abrindo a “gaveta dos assombros”, mansamente para que os diabos e os anjos não acordassem e, por dever de ofício saiu em Setembro de 2011, “Descubra o Líder que há em si” publicado pelos Livro d´Hoje – LeYa. Livro em que procurei fazer, a custo, fazer a ponte entre a componente técnica que o assunto merecia e aquilo que o brilho das pessoas, porque humanas, me merecem. Depois ponto final nesse peditório porque de empresas foram quarenta e sete anos já vividos.

A ficção era o caminho. A “gaveta” mais os seus assombrados assombros assim mo diziam. Mas a poesia e o texto poético não se púbica e ninguém lê mesmo que os temas sejam “murros no estomago”. O mercado e as suas leis. Só conhecidos. Só quem já tem “nome” como se nunca tivéssemos deixado de ser um país de várias aristocracias.

Arriscando-me a acumular o desencanto, publiquei, em finais de 2011 na Chiado Editora um livro de poemas “A Voz das Pedras” que anda por ai, já lido por alguns que dizem ser obra de jeito e à espera que outros tropecem no que lá é dito.

Em Novembro deste ano lancei, também na Chiado Editora “A Indiferença é morrer com a solidão aos pés da cama”. Espero que o encontrem e que o leiam porque sofri muito ao escrevê-lo. Digo “…morrem velhos neste país velho / de velhos / na indiferença de nem se dar por isso…”

O futuro; tenho na LeYa à espera de publicação “O Muro – Tanto tempo teve o tempo até aqui chegarmos”. Quando sairá? Quando o tempo tiver o tempo de lá chegar.

E é assim…

Afonso Valente Batista 

sábado, 12 de janeiro de 2013

Um livro numa frase



"Heródoto conta uma história sobre o rei Dário da Pérsia. O rei mandou chamar os Gregos e perguntou: Quanta guita tenho de vos pagar pra vocês comerem os corpos dos vossos pais quando eles morrerem? Os Gregos responderam que não havia soma no mundo qu'os convencesse a fazer tal coisa. Depois Dário convocou uns Índios, tios que comem os pais, e perguntou-lhes à frente dos Gregos: Quanta guita tenho de vos pagar para vocês queimarem os vossos pais quando eles morrerem? Os Índios disseram que eram incapazes de queimar os pais."

In Um Blues Mestiço, de Esi Edugyan, pág. 169

Novidades Nascente


365 Conselhos dos seus Anjos
de Doreen Virtue
Todos nós temos Anjos da Guarda que nos podem ajudar a tornar a nossa vida mais harmoniosa e pací?ca. Com 365 Conselhos dos Seus Anjos irá viver cada dia de uma forma positiva e conciliadora, usando as mensagens reconfortantes apresentadas por Doreen Virtue. Cada página apresenta uma mensagem dos Anjos, prática e aplicável à sua vida, que o/a vai ajudar a ter um dia maravilhoso. 
Pensado para meditações matinais, pode, no entanto, usufruir do livro a qualquer hora do dia ou da noite. É um livro ideal para ter na mesa de cabeceira, ou na secretária, para consultá-lo sempre que precisar de uma palavra de conforto e ânimo. 
Neste livro, os Anjos mostram-lhe que é possível: 
- Perceber o sentido da vida 
- Respeitar o amor e a família 
- Reagir perante acontecimentos inesperados 
- Sentir que a vida é sua pertença 
- Ouvir a sua criança interior 
- Afastar o sentimento de culpa e a ansiedade 
- Acreditar que não existe um limite para as suas expectativas 

Uma Boa Vida
Encontrar o caminho para a felicidade
de Álex Rovira
A qualidade da nossa vida é o resultado das decisões que tomamos e do cultivo de atitudes e pensamentos positivos. Com determinação, todos os caminhos são possíveis. Mas como podemos evitar que o pessimismo, a hipocrisia e a resignação se tornem pedras nos nossos sapatos? 
Este livro inspirador mostra-lhe, através das palavras reconfortantes e dos exemplos simples de Álex Rovira — um dos mais prestigiados autores nas áreas de Desenvolvimento Pessoal e Liderança —, que a hipótese de uma vida feliz habita dentro de si. 
Uma Boa Vida: Encontrar o caminho para a felicidade irá ensinar-lhe que a chave para alcançar as suas metas se esconde nos mais simples gestos. Aprenda sem esforço a tomar decisões, a confiar e a libertar-se dos seus fardos. Só assim poderá potenciar a sua força interior. 

Seja o Autor da Sua Vida
de Michelle Noel
O Desenvolvimento Pessoal é uma área que continua a crescer exponencialmente em Portugal. Todos temos a ambição de alcançar uma melhor qualidade de vida, possível através de um crescimento cognitivo, emocional e pessoal. E, entre as teorias, estratégias e técnicas existentes, algumas, pela sua fiabilidade, destacam-se pela taxa de sucesso. 
É o caso da Programação Neurolinguística (PNL), técnica sistematizada na década de 70 pelos norte-americanos Richard Bandler e John Grinder. Estes investigadores partiram do pressuposto de que, se alguém é bem sucedido em algo, qualquer pessoa pode também desenvolver essa qualidade. Perceber como tudo é processado ao nível do cérebro é o passo seguinte. O termo “neuro” refere-se à maneira como o cérebro trabalha e processa informações, de que modo funciona para produzir pensamentos, sentimentos e comportamentos. O termo “linguística” diz respeito ao modo como a linguagem faz parte e interfere no processamento cerebral, e “programação” indica que temos padrões e procedimentos que se estruturaram ao longo da vida, de modo inconsciente na maioria das vezes. 
Estes padrões, sendo identificados, podem ser modificados em relações a metas estabelecidas, para superar bloqueios, eliminar ansiedades e medos ou para gerar ou ampliar as capacidades e habilidades de alguém. Um dos pressupostos importantes da PNL é o de todos temos os recursos que precisamos para se desenvolver e evoluir. A Programação Neurolinguística possibilita uma maior tomada de consciência do que uma pessoa vê, ouve, sente, pensa, diz e faz. É a conquista pessoal no que respeita à organização da vida no dia a dia, seja em ambiente de família, com os amigos ou no trabalho. Com as ferramentas fornecidas e o desejo de aperfeiçoamento contínuo, o indivíduo cresce em qualidade de vida. 

Novidade Esfera dos Livros


Grandes Naufrágios Portugueses 1149-1991 
de José António Rodrigues Pereira 
A História da Expansão Portuguesa foi pautada por batalhas épicas, pelo domínio dos oceanos pelas nossas naus e pela conquista de novos continentes, mas há sempre um reverso da medalha que fica por contar. A história dos naufrágios e da luta contra o mar, um adversário intempestivo e imprevisível. Desde os primeiros séculos da nacionalidade com os navios das esquadras de D. Fuas Roupinho (1180), da conquista de Faro (1249) e de Manuel Pessanha (1337), à esquadra de Pedro Álvares Cabral, em 1500; passando pelos séculos XVI e XVII, onde, graças ao aumento do comércio originado pela Carreia da Índia, se deu não só a maioria como também as mais dramáticas tragédias marítimas portuguesas, com referência entre tantos outros, aos desastres das naus Águia e Garça, em 1559, ou dos navios da esquadra de D. Manuel de Meneses, em 1627, terminando nos dias de hoje, em 1991, com o naufrágio do pesqueiro Bolama. Uma recolha exaustiva de 60 naufrágios, provocados por acidentes, batalhas navais ou por falha humana, muitos deles ocorridos na traiçoeira barra do Tejo, outros em locais por todo o mundo onde os portugueses andaram, destroços que continuam por descobrir e fascinam os caçadores de tesouros que ainda sonham com as riquezas que as naus portuguesas transportavam. Um relato empolgante e original, auxiliado por um vasto conjunto de mapas e ilustrações, que nos permitem perceber uma parte fundamental e fascinante da nossa história marítima.

Na minha caixa de correio

     

A coroa ainda foi prenda de Natal.
Jesus ama-te despertoua minha curiosidade porque adorei ler o anterior do autor
O Zafon nao precisa de apresentações...
O perfeito cavalheiro tem uma sinopse que atrai. Vamos ver...
O mesmo se passa com Nada é por acaso.
Tudo tem o seu tempo é emprestado do Segredo dos Livros. Curiosa para saber mais de Ana Maria Magalhães!
Nao me lembro de ter lido nada de Emma Wildes. Este será o primeiro.