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quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Um Livro Numa Frase
" Vive de tal forma para a performance exterior das coisas que se esquece demasiadas vezes de olhar para dentro."
In Joana Bértholo, O lago Avesso, pág. 43
terça-feira, 12 de novembro de 2013
A Convidada escolhe... "Contracorpo" de Patrícia Reis"
Já li este livro da Patrícia e gostei! Podem ler a minha opinião aqui ! (Cris)
A minha determinação de ler este romance em tempo oportuno, surgiu após uma apresentação feita pela autora de um romance de um outro autor. Bem humoradas e criteriosas palavras mantiveram-me interessada e atenta a uma intervenção que, provavelmente me passaria despercebida e sem nada reter. Assim, a temática deste romance e o interesse que Patrícia Reis me despertou com as suas breves palavras levaram-me a considerar este livro. E se bem o pensei, melhor o concretizei.
E não me desiludi. Patrícia Reis é hábil com as palavras para expor sentimentos e pensamentos. Sensível. Contra-senso de uma autora que tão bem comunica numa narrativa sobre dois protagonistas - mãe e filho, que não comunicam. Algum tempo depois da morte do pai de Pedro (e Gonçalo), marido de Maria, o distanciamento dá-se e a percepção é que desistiram da relação, impondo-se o silêncio. A intimidade e partilha desapareceu, dando-lhe a lugar a uma solidão amarga e um vazio que pode ser físico.
(...) "Vivem assim. Em mundos separados. Estão em frentes distintas. Apesar do medo que existe, nada ultrapassa o facto de terem posto a comunicação num modo silencioso, como se faz aos telemóveis, às televisões, aos computadores. Já não são um do outro. Suportam-se. Como tantos outros casais. Seria de esperar que fosse de outra forma, tratando-se de mãe e filho. Mas não é assim. Maria não o compreende e Pedro não quer ser compreendido. Há uma sensação de injustiça e de frustração?" (pag. 19)
Quantas destas palavras não fazem eco em pais de filhos adolescentes que, sentem que perdem os filhos e são incapazes de ultrapassar as barreiras. "Repete: falar com um adolescente é o mesmo que dar banho a um peixe." (pag.20)
Num acto desesperado, Maria enceta uma viagem sem rumo ou paragens definidas, para reencontrar o filho e se encontrar a si mesma. Conta com a família e culpabiliza-se por deixar o Gonçalo, filho mais novo, aos seus cuidados. Um acto final com todos os riscos inerentes.
Um acto de coragem ou loucura. Afinal, o que pode ser mais importante?!
Um livro que li com o coração pesado mas esperança de que, o fim seria o desejado. Um livro emocionante e marcante. Um livro que recomendo.
Vera Sopa
A minha determinação de ler este romance em tempo oportuno, surgiu após uma apresentação feita pela autora de um romance de um outro autor. Bem humoradas e criteriosas palavras mantiveram-me interessada e atenta a uma intervenção que, provavelmente me passaria despercebida e sem nada reter. Assim, a temática deste romance e o interesse que Patrícia Reis me despertou com as suas breves palavras levaram-me a considerar este livro. E se bem o pensei, melhor o concretizei.
E não me desiludi. Patrícia Reis é hábil com as palavras para expor sentimentos e pensamentos. Sensível. Contra-senso de uma autora que tão bem comunica numa narrativa sobre dois protagonistas - mãe e filho, que não comunicam. Algum tempo depois da morte do pai de Pedro (e Gonçalo), marido de Maria, o distanciamento dá-se e a percepção é que desistiram da relação, impondo-se o silêncio. A intimidade e partilha desapareceu, dando-lhe a lugar a uma solidão amarga e um vazio que pode ser físico.
(...) "Vivem assim. Em mundos separados. Estão em frentes distintas. Apesar do medo que existe, nada ultrapassa o facto de terem posto a comunicação num modo silencioso, como se faz aos telemóveis, às televisões, aos computadores. Já não são um do outro. Suportam-se. Como tantos outros casais. Seria de esperar que fosse de outra forma, tratando-se de mãe e filho. Mas não é assim. Maria não o compreende e Pedro não quer ser compreendido. Há uma sensação de injustiça e de frustração?" (pag. 19)
Quantas destas palavras não fazem eco em pais de filhos adolescentes que, sentem que perdem os filhos e são incapazes de ultrapassar as barreiras. "Repete: falar com um adolescente é o mesmo que dar banho a um peixe." (pag.20)
Num acto desesperado, Maria enceta uma viagem sem rumo ou paragens definidas, para reencontrar o filho e se encontrar a si mesma. Conta com a família e culpabiliza-se por deixar o Gonçalo, filho mais novo, aos seus cuidados. Um acto final com todos os riscos inerentes.
Um acto de coragem ou loucura. Afinal, o que pode ser mais importante?!
Um livro que li com o coração pesado mas esperança de que, o fim seria o desejado. Um livro emocionante e marcante. Um livro que recomendo.
Vera Sopa
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
"Cavalo de Fogo - Congo" de Florencia Bonelli
Páginas: 624
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04492-1
Idioma: Português
Gosto de ler trilogias todas de rajada. A razão deve-se principalmente, porque, lendo tantos livros, temo que alguns pormenores me escapem se demorar muito tempo entre um volume e outro...
Não tive essa dificuldade com este segundo livro desta trilogia. Facilmente recordei como o primeiro volume (Cavalo de Fogo - Paris) me deixou marcas pois recordava bem todos os personagens e situações!
Adorei esta leitura! Achei-a muito completa, rica em pormenores e detalhes que denotam uma pesquisa profunda e sistemática. Aspectos médicos referentes quer às doenças quer aos tratamentos tão bem relatados, conflitos de poder, guerras tribais, descrição de missões e organizações humanitárias em cenários de guerra, tudo ajuda para que as personagens -principais e secundárias- sejam caracterizadas com um rigor e profundidade que me encantou.
Abundam imagens de uma crueza desconcertante que nos fazem reflectir, meditar sobre a inutilidade da guerra e das razões, a maior parte das vezes, egoístas e económicas que lhe estão subjacentes.
Claro que o romance, as situações amorosas mas também conflituosas e tumultuosas entre Matilde e Eliah, não é esquecido e constitui a parte principal deste livro fazendo com que desejemos que as quase 600 páginas passem por nós vertiginosamente, tal é a vontade de sossegarmos o nosso espírito em relação a esse amor arrebatador sentido pelos principais personagens.
Gostei do ritmo rápido e vertiginoso desta narrativa que nos obriga a mudar de cenário frequentemente. Espero com ansiedade o próximo e último volume, Cavalo de Fogo - Gaza.
Terminado em 10 de Outubro de 2013
Estrelas: 6*
Sinopse
A cirurgiã pediátrica Matilde Martínez abandona Paris rumo ao Congo levada por um sonho: aliviar o sofrimento das crianças vítimas da violência e da fome que imperam naquele país africano. No entanto, deixou para trás uma difícil história de amor que não consegue esquecer.
Por outro lado, o mercenário Eliah Al-Saud chega ao Congo movido por uma ambição: apoderar-se de uma mina de coltan, o minério mais cobiçado pelos fabricantes de telemóveis, que lhe renderá enormes lucros. Mas, acima de tudo, para recuperar Matilde, que considera a razão da sua vida.
Os traumas e segredos que os distanciaram em Paris continuam latentes e, rodeados por um contexto cruel e injusto, a reconciliação parece impossível. Mas Matilde e Eliah tentarão fazer tudo para que o seu amor triunfe.
Um romance carregado de erotismo que dá seguimento à história de Cavalo de Fogo - Paris.
domingo, 10 de novembro de 2013
Ao Domingo com... José Luís Nunes Martins
Um dia percebi que nunca deixaria de estudar Filosofia. Pelo profundo sentido que me chega, pela vontade que me desperta em fazer, também eu, um percurso... assim.
A temática da morte foi, desde cedo, a eleita como central na forma como penso... pela verdade que consegue transportar, pela capacidade que tem de desmentir aparências; pelo sentido da vida que exige de forma urgente e séria... pela humildade com que, com toda a simplicidade, nos revela tanto sobre nós mesmos.
Dei já aulas a todos os níveis... trabalho em comunicação e como consultor na área do planeamento e gestão de emergência / crise... depois de algum tempo percebe-se que não são zonas estranhas umas às outras.
Gosto de cavalos, mar, montanhas e tempestades... muito por nos tornarem evidente que não somos assim tão importantes... ou melhor, que apesar de pequenos, terá de haver algo que justifique o milagre absoluto da nossa existência...
O livro "Filosofias – 79 reflexões" congrega as melhores crónicas que fui escrevendo para a edição de fim de semana do jornal i, desde abril de 2011.
Em cada reflexão procuro apresentar uma ideia filosófica fazendo um percurso simples pelos pontos essenciais da sua fundamentação. Não pretendo senão promover uma reflexão pessoal séria a respeito da vida de cada um de nós.
Não há citações nem notas de rodapé. (D)escrevo um percurso a fim de levar o leitor a fazer também um seu a respeito da mesma temática, o (meu) texto serve de pretexto a uma análise às ideias de quem lê.
Numa linha de um existencialismo cristão são pontos de referência constante as temáticas da morte e do amor, Deus, aparências, sofrimento, etc…
Não é um livro comum, as páginas não são a preto e branco... Cada crónica é acompanhada por uma ilustração (a cores) cuja leitura complementa o texto da crónica, acrescentando-lhe poesia e profundidade… são arte do meu amigo Carlos Ribeiro.
O amor diz-se na originalidade da obra que é a vida de cada um de nós...
Caminhemos para diante ainda que com espinhos, coroas deles, cravados nos pés... Afinal, os verdadeiros sonhos de um homem esperam por ele, mas muito longe do sítio onde costuma dormir.
Que não nos falte a fé.
Obrigado.
José Luís Nunes Martins
A temática da morte foi, desde cedo, a eleita como central na forma como penso... pela verdade que consegue transportar, pela capacidade que tem de desmentir aparências; pelo sentido da vida que exige de forma urgente e séria... pela humildade com que, com toda a simplicidade, nos revela tanto sobre nós mesmos.
Dei já aulas a todos os níveis... trabalho em comunicação e como consultor na área do planeamento e gestão de emergência / crise... depois de algum tempo percebe-se que não são zonas estranhas umas às outras.
Gosto de cavalos, mar, montanhas e tempestades... muito por nos tornarem evidente que não somos assim tão importantes... ou melhor, que apesar de pequenos, terá de haver algo que justifique o milagre absoluto da nossa existência...
O livro "Filosofias – 79 reflexões" congrega as melhores crónicas que fui escrevendo para a edição de fim de semana do jornal i, desde abril de 2011.
Em cada reflexão procuro apresentar uma ideia filosófica fazendo um percurso simples pelos pontos essenciais da sua fundamentação. Não pretendo senão promover uma reflexão pessoal séria a respeito da vida de cada um de nós.
Não há citações nem notas de rodapé. (D)escrevo um percurso a fim de levar o leitor a fazer também um seu a respeito da mesma temática, o (meu) texto serve de pretexto a uma análise às ideias de quem lê.
Numa linha de um existencialismo cristão são pontos de referência constante as temáticas da morte e do amor, Deus, aparências, sofrimento, etc…
Não é um livro comum, as páginas não são a preto e branco... Cada crónica é acompanhada por uma ilustração (a cores) cuja leitura complementa o texto da crónica, acrescentando-lhe poesia e profundidade… são arte do meu amigo Carlos Ribeiro.
O amor diz-se na originalidade da obra que é a vida de cada um de nós...
Caminhemos para diante ainda que com espinhos, coroas deles, cravados nos pés... Afinal, os verdadeiros sonhos de um homem esperam por ele, mas muito longe do sítio onde costuma dormir.
Que não nos falte a fé.
Obrigado.
José Luís Nunes Martins
sábado, 9 de novembro de 2013
Na minha caixa de correio
Quatro livros para a minha estante:
A Onda (história verídica e impressionante!) e o Juramento da Rainha (romance histórico) da Vogais e Topseller e
Chocolate e Sobremesas (ja concorreram ao passatempo que está a decorrer no blogue?) e O Abrigo da Esperança (o seguimento da Estalagem de Rose Harbor).
Emprestados do Segredo dos Livros vieram As lagrimas de Lucifer e Um Estranho em Goa.
O meu obrigado à Clarinda que me emprestou Anjos na Neve (que antecede As Lagrimas de Lucifer).
Novidade Presença
Chocolate e sobremesas
Ao longo do livro Chocolate e Sobremesas são apresentadas 22 receitas simples e originais de sobremesas com fruta e com chocolate!
Gelado de chocolate, Rosas do deserto, Neve de algodão doce ou Bolo borboleta são algumas das delícias preparadas especialmente por crianças... para crianças!
Recomendado para crianças a partir dos 8 anos.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Novidade TopSeller
Alex Cross: A Caçade James Patterson
O detetive Alex Cross é chamado ao local do pior crime a que alguma vez assistiu. Uma família inteira foi assassinada de forma brutal e impiedosa, e uma das vítimas era uma antiga paixão sua.
O mesmo tipo de crimes sucede-se, mantendo um padrão semelhante: a morte de famílias inteiras, cujos corpos são depois objeto de uma crueldade violenta. Alex Cross e a sua namorada atual, Brianna Stone, mergulham neste caso e enredam-se na teia do mortífero submundo de Washington DC. Aquilo que descobrem é tão chocante que mal conseguem compreendê-lo: os assassinos pertencem a um gangue altamente organizado, encabeçado por um diabólico senhor da guerra conhecido como Tigre. Quando o rasto deste temível assassino desemboca em África, Alex sabe que tem de segui-lo. Desprotegido e só, Alex é torturado e perseguido pelo gangue do Tigre.
Novidade Porto Editora
Encontro de amor num país em guerrade Luis Sepúlveda
O presente livro reúne um conjunto de narrativas que se encontravam dispersas por edições há muito esgotadas ou que permaneciam inéditas nas gavetas do autor. Com a sua publicação, Luis Sepúlveda
quis de certo modo «encerrar» o capítulo da sua vida literária anterior a O Velho que Lia Romances de Amor, obra que, de um momento para o outro, em 1992, o transformou no caso mais sério da nova literatura latino-americana.
A aventura e a política, o amor e a guerra, a viagem e a utopia, a ironia e o mistério: todo o mundo do autor, com as suas paixões e os seus temas (alguns, como o tema amoroso, presentes pela primeira vez com tanta intensidade), comparece neste notável livro de relatos, que vem confirmar a mestria do grande escritor chileno e a sua incontornável presença na primeira fila dos grandes contadores de
histórias nossos contemporâneos.
Novidade Matéria-Prima Edições
Simone, Força de Viver
de Simone de Oliveira com Patrícia Reis
Simone de Oliveira é uma mulher com o percurso de vida incrível, uma espécie de montanha russa, com altos e baixo, que deixou marcas e cicatrizes, muitas histórias por contar. Com mais de cinquenta e cinco anos de carreira, opções pouco convencionais e ideias precisas sobre o mundo e o seu modo de estar. Simone conta pela primeira vez, na primeira pessoa, como se sobrevive às dores, à perda, à doença, às regras dos outros.
Mulher de paixões e revoltas, de combate e de liberdade, Simone de Oliveira não é apenas a cantora d’ A Desfolhada ou a actriz que nos acompanha no horário nobre. É uma lutadora. Alguém que se desdobra para aguentar as surpresas da vida, uma inspiração para os que às vezes pensam em desistir.
Alguém que ouve sempre o coração, não aceita amarras e nunca baixa os braços. E quando nós pensamos que as mágoas e a saudade podem levar a melhor, Simone celebra a vida, num gesto de entusiasmo extraordinário, e prova que tem o dobro do sangue dos outros. Melhor? Nem uma novela perto de si.
de Simone de Oliveira com Patrícia Reis
Simone de Oliveira é uma mulher com o percurso de vida incrível, uma espécie de montanha russa, com altos e baixo, que deixou marcas e cicatrizes, muitas histórias por contar. Com mais de cinquenta e cinco anos de carreira, opções pouco convencionais e ideias precisas sobre o mundo e o seu modo de estar. Simone conta pela primeira vez, na primeira pessoa, como se sobrevive às dores, à perda, à doença, às regras dos outros.
Mulher de paixões e revoltas, de combate e de liberdade, Simone de Oliveira não é apenas a cantora d’ A Desfolhada ou a actriz que nos acompanha no horário nobre. É uma lutadora. Alguém que se desdobra para aguentar as surpresas da vida, uma inspiração para os que às vezes pensam em desistir.
Alguém que ouve sempre o coração, não aceita amarras e nunca baixa os braços. E quando nós pensamos que as mágoas e a saudade podem levar a melhor, Simone celebra a vida, num gesto de entusiasmo extraordinário, e prova que tem o dobro do sangue dos outros. Melhor? Nem uma novela perto de si.
Novidade Cavalo de Ferro
de Jorge Listopad
«Os contos, as prosas, quem sabe se também os sonhos em vagabundagem pelo nosso mundo e, talvez, por um outro mundo diferente, desafiam o leitor sem arrastarem a espessa ganga das obrigações e outros impostos a pagar. Remington é um livro escrito de alguém para alguém - ambos vão colher cogumelos de manhã cedo e amoras à tardinha.» Jorge Listopad
«É evidente que Listopad não é um português, não é um latino; é essencialmente um eslavo com qualquer coisa de nebuloso, de submisso e insubmisso; qualquer coisa que combina com as noites brancas das regiões que deram tantas obras célebres ao mundo.»
Agustina Bessa-Luís
«Nos textos de Jorge Listopad (...) a velocidade das frases indicia uma cabeça que, posta calmamente no seu sítio, olha para o mundo e não grita nem elabora um discurso; apenas sorri.» Gonçalo M. Tavares
Novidade Sextante Editora
O Filhode Michel Rostain
«O meu pai está no caos da sua primeira semana de luto, quando as cerimónias já tiveram lugar e os amigos se foram embora. Solidão, é aí que começa verdadeiramente a morte. Passou o dia a escolher as minhas coisas, a chorar entre dois telefonemas, a assoar-se abundantemente sem sequer invocar o pretexto da alergia ao pó.
Resigna-se a deitar fora os meus velhos livros, depois de ter lido meticulosamente aquelas nulidades acumuladas, não fosse acontecer que eu tivesse esquecido alguma nota, um desenho, uma coisa qualquer pessoal que lhe servisse de mensagem. Não encontra nada, nenhum sinal. Depois destas horas de buscas aterradas – e apesar de tudo indiscretas, pai, é verdade que morri, mas, mesmo assim… –, eis que repara de repente, em rodapé daquela convocatória que o intrigava, numa indicação escrita a lápis, em letra muito miúda…»
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
A Escolha do Jorge: "Assim Mas Sem Ser Assim"
Pois é! Temos uma rubrica nova no blogue! O Jorge é um devorador de livros e fiquei muito contente por ter aceite o meu convite. Por isso já sabem: as quintas-feiras são dele! Estejam atentos porque as suas opiniões estão a chegar... Aqui fica a primeira! (Cris)
“Assim, mas sem ser assim” é o mais recente livro de Afonso Cruz publicado esta semana e cujo público-alvo são os mais novos. No entanto, este autor tem a capacidade de atrair miúdos e graúdos nestes seus livros que divertem, brincando com as palavras levando os mais novos a compreenderem os vários sentidos que certa palavra pode ter dependendo do contexto e fazendo-o sempre com bastante humor, não esquecendo a curiosidade e admiração tão característica das crianças e que muitas vezes, nós, mais velhos, já esquecemos ou já perdemos. Para além destes ingredientes, é de referir o aspeto pedagógico sempre presente nas obras de Afonso Cruz chegando mesmo a levantar questões relacionadas com a tolerância e a cidadania.
“Assim, mas sem ser assim” conta-nos a história de um rapaz que nos descreve como são alguns dos seus vizinhos não esquecendo as suas características físicas, psicológicas e até as suas manias, mas tudo visto através do olhar de uma criança.
Este novo livro “Assim, mas sem ser assim” é uma mistura simpática e muito bem conseguida de “O Livro do Ano” com “A Contradição Humana” na medida em que apresenta textos mais elaborados e complexos, mas acessíveis à compreensão de uma criança ao ponto de a fazer questionar e… sorrir também.
Excertos:
“A pessoa que é namorado da pessoa do 3C, modelo muito magra e tão extremamente elegante, gosta muito de viajar e já esteve em cerca de duzentos países, número que, depois de me informar, parece ser o máximo de países que a Terra aguenta. Comunicou-me que já comeu coisas que ele chama de:
Exóticas (será assim que se escreve?)
Entre as várias exóticas que já comeu, incluem-se insectos como baratas e gafanhotos. E ratos, que, não sendo um inseto, também é um exótico. É capaz de comer qualquer coisa, comunicou-me ele.
E escorpiões?
Sou capaz.
E sapos? Dizem que são difíceis de engolir.
Sou capaz.” (p. 8)
“(…) Comunicou-me a pessoa do 8A: Aproveito o lixo para fazer coisas novas, como candeeiros, canteiros, lavatórios e muito mais, que é assim que o universo faz as coisas. Por exemplo: com a palavra lama podemos fazer a palavra alma.
Parece magia, comuniquei eu. Mostre-me as suas mãos. (p. 16)
“Subi as escadas com a pessoa do 3A (…). Comunicou-me que gosta muito da natureza, de andar descalço (…), e de dormir ao relento, debaixo das estrelas.
É o meu cobertor favorito. Um hotel de cinco estrelas é pouco para mim, preciso de um com muitas mais estrelas.
Cinco não chegam?
Só me satisfaz o infinito.
É um número muito grande, não é?
É, mas consegue-se domesticá-lo e fazer com que caiba numa só noite. Uma noite bem passada nunca mais acaba.” (p. 22)
Texto da responsabilidade de Jorge Navarro
“Assim, mas sem ser assim” é o mais recente livro de Afonso Cruz publicado esta semana e cujo público-alvo são os mais novos. No entanto, este autor tem a capacidade de atrair miúdos e graúdos nestes seus livros que divertem, brincando com as palavras levando os mais novos a compreenderem os vários sentidos que certa palavra pode ter dependendo do contexto e fazendo-o sempre com bastante humor, não esquecendo a curiosidade e admiração tão característica das crianças e que muitas vezes, nós, mais velhos, já esquecemos ou já perdemos. Para além destes ingredientes, é de referir o aspeto pedagógico sempre presente nas obras de Afonso Cruz chegando mesmo a levantar questões relacionadas com a tolerância e a cidadania.
“Assim, mas sem ser assim” conta-nos a história de um rapaz que nos descreve como são alguns dos seus vizinhos não esquecendo as suas características físicas, psicológicas e até as suas manias, mas tudo visto através do olhar de uma criança.
Este novo livro “Assim, mas sem ser assim” é uma mistura simpática e muito bem conseguida de “O Livro do Ano” com “A Contradição Humana” na medida em que apresenta textos mais elaborados e complexos, mas acessíveis à compreensão de uma criança ao ponto de a fazer questionar e… sorrir também.
Excertos:
“A pessoa que é namorado da pessoa do 3C, modelo muito magra e tão extremamente elegante, gosta muito de viajar e já esteve em cerca de duzentos países, número que, depois de me informar, parece ser o máximo de países que a Terra aguenta. Comunicou-me que já comeu coisas que ele chama de:
Exóticas (será assim que se escreve?)
Entre as várias exóticas que já comeu, incluem-se insectos como baratas e gafanhotos. E ratos, que, não sendo um inseto, também é um exótico. É capaz de comer qualquer coisa, comunicou-me ele.
E escorpiões?
Sou capaz.
E sapos? Dizem que são difíceis de engolir.
Sou capaz.” (p. 8)
“(…) Comunicou-me a pessoa do 8A: Aproveito o lixo para fazer coisas novas, como candeeiros, canteiros, lavatórios e muito mais, que é assim que o universo faz as coisas. Por exemplo: com a palavra lama podemos fazer a palavra alma.
Parece magia, comuniquei eu. Mostre-me as suas mãos. (p. 16)
“Subi as escadas com a pessoa do 3A (…). Comunicou-me que gosta muito da natureza, de andar descalço (…), e de dormir ao relento, debaixo das estrelas.
É o meu cobertor favorito. Um hotel de cinco estrelas é pouco para mim, preciso de um com muitas mais estrelas.
Cinco não chegam?
Só me satisfaz o infinito.
É um número muito grande, não é?
É, mas consegue-se domesticá-lo e fazer com que caiba numa só noite. Uma noite bem passada nunca mais acaba.” (p. 22)
Passatempo "Chocolate e Sobremesas"
Temos hoje um passatempo diferente! Como sabem um dos meus hobbies é a culinária. Gosto de experimentar pratos variados e novos! Deste livro vou trazer-vos, num destes dias, algumas deliciosas sobremesas...
Com a colaboração da Editorial Presença o blogue tem para sortear, aos seus seguidores, um exemplar deste livro. É óptimo para quem tem crianças e também é uma boa oferta de Natal, já pensaram nisso?
O passatempo decorre até ao dia 17 de Novembro e só têm de responder às questões que se seguem.
Boa sorte!
Para mais informações sobre o livro ver Editorial Presença aqui!
Com a colaboração da Editorial Presença o blogue tem para sortear, aos seus seguidores, um exemplar deste livro. É óptimo para quem tem crianças e também é uma boa oferta de Natal, já pensaram nisso?
O passatempo decorre até ao dia 17 de Novembro e só têm de responder às questões que se seguem.
Boa sorte!
Para mais informações sobre o livro ver Editorial Presença aqui!
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Um Livro Numa Frase
"Os primeiros tempos de qualquer história são praticamente sempre iguais para todos. Só depois é que as histórias se tornam diferentes umas das outras, é com o passar do tempo que nos tornamos únicos.
In " Tudo o que nunca te disse" de Romana Petri, pág. 35
Frase escolhida por Cris
terça-feira, 5 de novembro de 2013
A Convidada Escolhe... "Milionária"
Ao ler estas palavras da Teresa lembrei-me de "O Retorno" que ainda está na estante para ser lido e do qual me falaram muito bem, e de "O Retornado" de Júlio Borges Pereira, que já li e onde podem ler a minha opinião aqui! (Cris)
Iniciei a leitura deste livro com uma curiosidade acrescida devido ao facto de ter sido escrito pela adorável Luisa Monteiro e ser tão somente o reflexo da sua vida e vivências...
Já conhecia alguma da sua obra poética e este seu primeiro livro, de cariz auto-biográfico deixou-me deveras expectante... e não me desiludiu!
Numa primeira fase, a autora relata-nos como a sua familia chegou a África, mais propriamente a Angola.
Depois entramos em pleno na vida de Luisa Monteiro... e que vida...
Uma vida recheada de situações duras e tristes mas também de alegrias, muita garra e força que determinaram a mulher forte e plena de alegria de viver que é Luisa Monteiro ou se quiserem, Isa Pontes.
O relato da sua infância emocionou-me, da sua “fuga” para Angola e posterior crescimento, encantou-me, as dificuldades que enfrentou após a morte do pai dos seus filhos deixou-me de “nó na garganta”, a sua vinda para Portugal, na Ponte Aérea de 1975 fez-me sofrer, mas conhecer a capacidade de luta e sobrevivência desta Mulher, engrandeceu-me...
As imagens criadas pela autora, levam-nos por caminhos ora tristes e sombrios, ora felizes e coloridos.
A escrita de Isa Pontes é simples, despretenciosa e emocionante... rendi-me à sua prosa como anteriormente me tinha rendido à sua poesia.
Um livro que nos prende a atenção, sabendo logo de inicio ser auto-biográfico, que recomendo sem reservas e certamente terá o mesmo efeito em todos os que como Isa Pontes,vieram de África despojados de quase tudo mas que guardaram na sua memória as vivências felizes e engrandecedoras que por lá tiveram...
Obrigada Isa, aliás Luisa, por partilhares a tua história de vida que te tornou MILIONÁRIA!
Teresa Carvalho
Iniciei a leitura deste livro com uma curiosidade acrescida devido ao facto de ter sido escrito pela adorável Luisa Monteiro e ser tão somente o reflexo da sua vida e vivências...
Já conhecia alguma da sua obra poética e este seu primeiro livro, de cariz auto-biográfico deixou-me deveras expectante... e não me desiludiu!
Numa primeira fase, a autora relata-nos como a sua familia chegou a África, mais propriamente a Angola.
Depois entramos em pleno na vida de Luisa Monteiro... e que vida...
Uma vida recheada de situações duras e tristes mas também de alegrias, muita garra e força que determinaram a mulher forte e plena de alegria de viver que é Luisa Monteiro ou se quiserem, Isa Pontes.
O relato da sua infância emocionou-me, da sua “fuga” para Angola e posterior crescimento, encantou-me, as dificuldades que enfrentou após a morte do pai dos seus filhos deixou-me de “nó na garganta”, a sua vinda para Portugal, na Ponte Aérea de 1975 fez-me sofrer, mas conhecer a capacidade de luta e sobrevivência desta Mulher, engrandeceu-me...
As imagens criadas pela autora, levam-nos por caminhos ora tristes e sombrios, ora felizes e coloridos.
A escrita de Isa Pontes é simples, despretenciosa e emocionante... rendi-me à sua prosa como anteriormente me tinha rendido à sua poesia.
Um livro que nos prende a atenção, sabendo logo de inicio ser auto-biográfico, que recomendo sem reservas e certamente terá o mesmo efeito em todos os que como Isa Pontes,vieram de África despojados de quase tudo mas que guardaram na sua memória as vivências felizes e engrandecedoras que por lá tiveram...
Obrigada Isa, aliás Luisa, por partilhares a tua história de vida que te tornou MILIONÁRIA!
Teresa Carvalho
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
"Pede-me o que Quiseres" de Megan Maxwell
Mexe com os nossos valores, com aquilo que acreditamos, com a noção de amor que achamos correcta, com aquilo que queremos para a nossa vida, o nosso caminho. Por essa razão não gostei! Achei que certos limites foram ultrapassados, que o amor é muito mais do que sexo e requer exclusividade. Há partilhas que não pretendo ter ou fazer.
No entanto, a história prende-nos! Enfurecida, queria que a personagem principal tomasse outras atitudes perante o domínio do seu parceiro. Não consegui parar de ler. Findas as primeiras 100 páginas, entrei na história e gostei dela (mesmo perante as razões que me levaram a escrever o parágrafo anterior!). Melhor, devorei-a!
Irritou-me solenemente perceber nas ultimas páginas que o livro tem continuação e que vou ter de esperar por ela. Não sei que reviravolta vai dar mas espero que supere os momentos mais picantes que achei um pouco explícitos de mais.
Uma coisa estou certa: este livro vai dar que falar! Não posso negar que me prendeu mais do que queria e que, para quem gosta de romances eróticos vai ser uma leitura abrasadora! Meninas preparem-se para ficarem cheias de... calor!
Terminado em 2 de Novembro de 2013
Estrelas: 4*
Sinopse
Um romance atrevido e contemporâneo. Uma história de amor que oculta um perigoso segredo. Recheado de amor, luxúria e sexo.
Após a morte do pai, o prestigiado empresário alemão Eric Zimmerman decide viajar até Espanha para supervisionar as filiais da empresa Müller. Nos escritórios centrais de Madrid conhece Judith, uma jovem inteligente e simpática, por quem se enamora de imediato. Judith sucumbe à atracção que o alemão exerce sobre ela e aceita tomar parte nos seus jogos sexuais, repletos de fantasias e erotismo.
Com ele aprenderá que todos temos dentro um voyeur, e que as pessoas se dividem em submissos e dominantes… Mas o tempo passa, a relação intensifica-se e Eric começa a temer que o seu segredo seja descoberto, algo que poderia ditar o princípio do fim de uma relação.
Resultado do Passatempo "Quando um Cuco Chama"
É com muito gosto que anuncio a vencedora deste livro gentilmente cedido pela Editorial Presença!
Dos 353 participantes foi selecionado aleatóriamente o n* 35 pertencente a:
- Filipa Raquel Abreu de Abraveses/ Viseu
Muitos parabéns à vencedora!
Para mais informações sobre este policial ver no site da Editorial Presença aqui.
Para verem a minha opinião podem consultar aqui!
domingo, 3 de novembro de 2013
Ao Domingo com... Raquel Serejo Martins
Uma definição.
Sou coisa de difícil explicação!
Um gosto e um desgosto.
Talvez por ser transmontana, possível porquê, gosto do Inverno, a lenha a crepitar na lareira, a água a apitar na chaleira, o chá a fumegar na chávena, o aconchego dos gatos, os cachecóis, os gorros.
Não uso gorro e tenho três boinas.
E, não gosto do Inverno, o frio, as chuva, os ossos, apesar de, na minha balança pesam toneladas, em bicos de pés fingindo leveza, umas irreprimíveis saudades da neve e da poesia das amendoeiras em flor.
Saudades da neve, afogo-as no mar, e porque pesadas vão ao fundo num ápice.
Viste?
Não, não vi.
Pois é!
Da música, o samba, o jazz, a ópera, o fado, a clássica, que o mesmo é dizer, Buarque, Holly Cole, Callas, Camané e Bach.
Dos pássaros, andorinhas, gaivotas e corvos.
Da dança o flamenco e a Bausch.
Da arquitectura o Siza, o Corbusier, o Niemeyer, o Mies.
Da pintura a Rego, o Pomar, o Amadeo, o Manta, os impressionistas em que Caillebotte o preferido.
Da fotografia Robert Capa, Gérard Castello-Lopes, Imogen Cunningham, Eduardo Gageiro, Alberto Korda, só na secção a preto e branco.
Do cinema, os realizadores, tantos, Isabel Coixet a última a entrar para a lista dos preferidos, os actores, ainda mais, pelo que vou dizer nome nenhum.
Dos livros, percebo que com o tempo construí uma geografia óbvia, os latinos, os mediterrânicos, os sul-americanos.
Um desgosto, mousse de chocolate, gostava muito, deixei de gostar.
Um desgosto a sério, a morte do meu pai.
Deste livro.
Pouco consigo dizer porque mais de ler e sentir.
O fim de uma vida ou uma vida inteira.
O passado perfeito.
Talvez as intermináveis tarde da infância, onde sempre Verão e a vida cheia de vida, em inauguração, a tesoura a cortar a fita a cada primeira vez.
As memórias, como se um berço, um útero.
O presente com defeito.
O corpo em Outono, em Inverno, em hibernação.
O inventário dos afectos.
O medo, o cansaço, a curiosidade, a fé.
Ou fé nenhuma.
Apenas o fim.
Sou coisa de difícil explicação!
Um gosto e um desgosto.
Talvez por ser transmontana, possível porquê, gosto do Inverno, a lenha a crepitar na lareira, a água a apitar na chaleira, o chá a fumegar na chávena, o aconchego dos gatos, os cachecóis, os gorros.
Não uso gorro e tenho três boinas.
E, não gosto do Inverno, o frio, as chuva, os ossos, apesar de, na minha balança pesam toneladas, em bicos de pés fingindo leveza, umas irreprimíveis saudades da neve e da poesia das amendoeiras em flor.
Saudades da neve, afogo-as no mar, e porque pesadas vão ao fundo num ápice.
Viste?
Não, não vi.
Pois é!
Da música, o samba, o jazz, a ópera, o fado, a clássica, que o mesmo é dizer, Buarque, Holly Cole, Callas, Camané e Bach.
Dos pássaros, andorinhas, gaivotas e corvos.
Da dança o flamenco e a Bausch.
Da arquitectura o Siza, o Corbusier, o Niemeyer, o Mies.
Da pintura a Rego, o Pomar, o Amadeo, o Manta, os impressionistas em que Caillebotte o preferido.
Da fotografia Robert Capa, Gérard Castello-Lopes, Imogen Cunningham, Eduardo Gageiro, Alberto Korda, só na secção a preto e branco.
Do cinema, os realizadores, tantos, Isabel Coixet a última a entrar para a lista dos preferidos, os actores, ainda mais, pelo que vou dizer nome nenhum.
Um desgosto, mousse de chocolate, gostava muito, deixei de gostar.
Um desgosto a sério, a morte do meu pai.
Deste livro.
Pouco consigo dizer porque mais de ler e sentir.
O fim de uma vida ou uma vida inteira.
O passado perfeito.
Talvez as intermináveis tarde da infância, onde sempre Verão e a vida cheia de vida, em inauguração, a tesoura a cortar a fita a cada primeira vez.
As memórias, como se um berço, um útero.
O presente com defeito.
O corpo em Outono, em Inverno, em hibernação.
O inventário dos afectos.
O medo, o cansaço, a curiosidade, a fé.
Ou fé nenhuma.
Apenas o fim.
Raquel Serejo Martins
Passatempo "O Meu Cão e Eu"
Ofereceram recentemente este livro ao meu filho do meio mas ele já o tinha na sua estante "de cães", como eu digo! M. é apaixonado por estes bichos de quatro patas embora não tenhamos condições para ter nenhum... Ficar fechado em casa durante quase todo o dia não me parece a melhor maneira de criar um bichinho que adora correr e pesquisar o mundo! Ensiná-lo a comportar-se e percebê-lo parece-me o ideal. Este livro é sobre isso mesmo!
Como tal pensei em vocês! Tenho um livro novo para vos oferecer. Desta feita não é necessário responder a questionários. Enviem um mail com o vosso nome, morada e nick do seguidor para:
Otempoentreosmeuslivros@gmail.com
O livro será sorteado e enviado para um seguidor do blogue!
O passatempo termina em 15 Novembro!
Boa sorte!
Como tal pensei em vocês! Tenho um livro novo para vos oferecer. Desta feita não é necessário responder a questionários. Enviem um mail com o vosso nome, morada e nick do seguidor para:
Otempoentreosmeuslivros@gmail.com
O livro será sorteado e enviado para um seguidor do blogue!
O passatempo termina em 15 Novembro!
Boa sorte!
sábado, 2 de novembro de 2013
Na minha caixa de correio
Tirando As Primeiras Coisas, que foi um empréstimo do Segredo dos Livros, todos os outros vieram para ficar!
Não posso deixar de vos falar das Receitas Que Fazem Sonhar! Conto neste fim de semana experimentar umas receitas de lá mas a ideia em si achei muito interessante! Algumas escritoras partilharam connosco receitas que fazem habitualmente. Aliás, uma ideia muito parecida com a rubrica Escritores na cozinha que tem saído quer neste blogue como nO tempo entre os Meus Tachos,
que podem ver em cima, logo depois do logotipo!
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Novidades Planeta
Sob o Céu que não existede Veronica Rossi
O mundo mantinha-os separados, mas o destino reuniu-os.
Aria viveu toda a vida no Casulo protegido de Reverie. Este era o seu mundo e nunca pensou sobre o que estaria para lá das fronteiras.
Mas, quando a mãe desaparece, Aria vê-se confrontada a sair para o exterior para a procurar, e a sobrevivência no deserto o tempo suficiente para a encontrar parece impossível.
Então Aria encontra um estranho chamado Perry. Ele também está à procura de alguém. Mas é um Externo, um Selvagem, contudo é a única pessoa capaz de a manter viva na travessia do deserto.E se conseguirem sobreviver serão a esperança um do outro para encontrar respostas às perguntas que vão surgindo à medida que se vão conhecendo.
O Voo do Corvo
de Juliet Marillier
Depois de concluir a sua longa e árdua viagem até à base dos Rebeldes em Shadowfell, Neryn tornou-se uma parte vital da rebelião contra o tirânico rei Keldec.
Cada passo que dá no sentido de aperfeiçoar os seus dons e afirmar-se como uma Voz poderosa e única na sua geração leva-os mais perto da meta pretendida.
Mas, primeiro, Neryn terá de procurar os Guardiães das quatro Vigias para completar o seu treino e o tempo escasseia.
Entretanto, Flint, o espião rebelde por quem se apaixonou, foi de novo chamado à corte de Keldec. O laço que os une é tão forte que, mesmo à distância, se procuram em sonhos, partilhando momentos preciosos – ainda que inquietantes – da vida um do outro.
Os Rebeldes vêem com desconfiança este novo amor. Permitir que a emoção se sobreponha à lógica fria do movimento pode pôr tudo em risco.
No fim, o amor poderá revelar-se a força motriz da esperança ou a brecha traiçoeira na armadura da rebelião.
S.E.C.R.E.T. Partilhado
de L. Marie Adeline
Este segundo livro retoma a decisão de Cassie, a protagonista, de integrar o S.E.C.R.E.T., sendo convidada a tornar-se Guia e a poder trazer um novo membro para a organização.
Ainda magoada com Will, seu patrão e amante, Cassie Robichaud mergulha no S.E.C.R.E.T., a misteriosa organização que a mudou para sempre ao realizar-lhe as mais profundas fantasias sexuais e onde passa a guiar a mais nova candidata do grupo, Dauphine Mason.
Com trinta e um anos, Dauphine tem uma loja de roupa em segunda mão em Nova Orleães e um fraco por Mark Drury, uma estrela de rock local, mas é demasiado tímida para se dar a conhecer.
É-lhe facultada a entrada no S.E.C.R.E.T. para reacender a sua chama sexual e encontrar a confiança necessária para pôr de novo o seu coração em risco.
Temendo que seja demasiado tarde para ela e Will, Cassie encontra inspiração ao ajudar Dauphine. As duas mulheres percorrem o caminho espinhoso entre os seus corações e as suas paixões, esperando descobrir o que realmente querem na vida e no amor.
O enredo nesta sequela apresenta mais reviravoltas e o final irá surpreender, de forma inesperada, os leitores.
Novidade Porto Editora
Malavitade Tonino Benacquista
Uma família instala-se em Cholong-sur-Avre, na Normandia. Fred, o pai, diz ser escritor e preparar um livro sobre o Dia D. Maggie, a mãe, é voluntária numa associação de caridade e excelente na preparação de barbecues. Belle, a filha, faz honra ao seu nome. Warren, o filho, soube tornar-se indispensável para todos os colegas.
E há a cadela, Malavita…
Uma família aparentemente como as outras, em suma. Mas uma coisa é certa: se eles forem viver para o vosso bairro, fujam sem olhar para trás… Um extraordinário romance de sátira, ação e suspense, agora adaptado ao cinema por Luc Besson.
Novidade Esfera dos Livros
Hollywood. Estórias de glamour e miséria no império do cinema
de Edgar Pêra
Sabia que Alfred Hitchcock era obcecado pela cor azul e fazia festas coloridas onde até os bifes tinham essa cor? Sabia que Martin Scorsese teve graves problemas com as drogas e usou a sua descida aos infernos como material para os seus filmes? Que Lauren Bacall só venceu a sua timidez depois de ter dado uma «tampa» a Clark Gable? E que Jack Palance partiu o nariz a Marlon Brando? Que Stanley Kubrick jogou xadrez para financiar um filme? E que James Cameron é obsessivamente rigoroso na escolha dos adereços para as suas produções? Que Charlie Chaplin odiava borracha? E que as Torres Gémeas foram apagadas de O Homem Aranha? Que Saddam Hussein era fã de Mel Gibson? E que Hitler supervisionou filmes feitos em Hollywood? Das origens do cinema até aos nossos dias, o reconhecido realizador Edgar Pêra traz-nos a história dos bastidores de Hollywood. Um olhar divertido e mordaz sobre a vida secreta das estrelas do cinema. Espreitando para o outro lado do glamour, das festas, dos vestidos e dos ecrãs luminosos, revela-nos o que sabemos que existe, mas não vemos no grande ecrã…Tragédia, miséria, amor e morte são alguns dos ingredientes deste relato protagonizado pelos grandes astros do cine-firmamento. Atravessando várias décadas e temas - da censura à política, das festas aos fãs, passando pelas drogas, o sexo e a violência - Edgar Pêra traça-nos um retrato vivo das glórias e mentiras de Hollywood, numa reflexão pessoal sobre a poderosa máquina de Hollywood e a indústria cinematográfica norte-americana.
de Edgar Pêra
Sabia que Alfred Hitchcock era obcecado pela cor azul e fazia festas coloridas onde até os bifes tinham essa cor? Sabia que Martin Scorsese teve graves problemas com as drogas e usou a sua descida aos infernos como material para os seus filmes? Que Lauren Bacall só venceu a sua timidez depois de ter dado uma «tampa» a Clark Gable? E que Jack Palance partiu o nariz a Marlon Brando? Que Stanley Kubrick jogou xadrez para financiar um filme? E que James Cameron é obsessivamente rigoroso na escolha dos adereços para as suas produções? Que Charlie Chaplin odiava borracha? E que as Torres Gémeas foram apagadas de O Homem Aranha? Que Saddam Hussein era fã de Mel Gibson? E que Hitler supervisionou filmes feitos em Hollywood? Das origens do cinema até aos nossos dias, o reconhecido realizador Edgar Pêra traz-nos a história dos bastidores de Hollywood. Um olhar divertido e mordaz sobre a vida secreta das estrelas do cinema. Espreitando para o outro lado do glamour, das festas, dos vestidos e dos ecrãs luminosos, revela-nos o que sabemos que existe, mas não vemos no grande ecrã…Tragédia, miséria, amor e morte são alguns dos ingredientes deste relato protagonizado pelos grandes astros do cine-firmamento. Atravessando várias décadas e temas - da censura à política, das festas aos fãs, passando pelas drogas, o sexo e a violência - Edgar Pêra traça-nos um retrato vivo das glórias e mentiras de Hollywood, numa reflexão pessoal sobre a poderosa máquina de Hollywood e a indústria cinematográfica norte-americana.
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