Leitura rápida e sem grandes altos e baixos na narrativa. Não existem dramas intensos na vida do
protagonista, Robert Simon, que após a sua vinda para a cidade (Viena de Áustria) e de ter trabalhado num mercado local, consegue abrir um café junto ao mesmo. Por não saber que nome lhe atribuir fica o café sem nome e, aos poucos, passa a ser o ponto de encontro das pessoas que habitam ou trabalham perto.
A história passa-se por volta de 1960 e é o retrato de uma comunidade com os pequenos dramas do dia-a dia. Mais do que a história pessoal de Robert este livro conta-nos pequenas histórias dos frequentadores do café, que se transforma de um local fechado e sem identidade para um café ponto de encontro de trabalhadores e vizinhos.
Mostra um pouco como a vida nas grandes cidades pode ser solitária para muitos e a importância de locais de encontro para minimizar essa solidão.
Leitura calma sem grandes sobressaltos. Tranquilo.
Terminado em 12 de Março de 2026
Estrelas: 4*
Sinopse
Após a Segunda Guerra, um homem simples abre um café sem nome em Viena. O espaço torna-se refúgio de pessoas comuns, marcadas por perdas e esperanças. Entre rotinas, conversas e silêncios, este romance retrata a reconstrução da cidade e dos laços humanos. Mais do que uma história cheia de acontecimentos, o livro acompanha o quotidiano dessas personagens e mostra como, no meio da reconstrução material e emocional da cidade, os laços humanos se formam através de gestos simples: conversas, silêncios compartilhados, rotinas.
O estilo do premiado autor austríaco Robert Seethaler é contido, sensível e melancólico, menos focado em grandes dramas e mais focado na beleza discreta da vida quotidiana. O café sem nome é um livro profundo e muito humano sobre a forma como nos apoiamos mutuamente nos bons e maus momentos, e como até a vida mais comum é, à sua maneira, extraordinária.
Cris

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