
Não vos vou contar a história de Jacob, o rapaz judeu alemão, que ao fim de alguns anos conseguiu fuigir do campo de extermínio. A personagem é fictícia. Não deixa, contudo, de ser verosímil porque o autor se baseou em muitos factos que realmente aconteceram.
As cartas de alguns presos para os seus entes queridos, afirmando que se encontravam bem de saúde e que só eram obrigados a trabalhar para o esforço de guerra alemão, existiram realmente. Assim como o facto de muitas delas referirem entes queridos já falecidos e para os quais enviavam "abraços e beijos", tentando dessa forma que os parentes percebessem que algo de errado se passava.
O "Protocolo de Auschwitz", um documento feito por alguns prisioneiros que reuniram "provas" do que se estava a passar dentro dos campos, também existiu. Saber que o mundo fechou os olhos ao extermínio dos judeus e de todos os que se encontravam prisioneiros, que não quis ouvir, que não quis ver, mesmo quando relatos vivos e provas documentais conseguiram escapulir-se dos campos de concentração, dói.
E hoje? Quantos relatos nos passam pelos olhos e não nos chegam ao coração?
Gostei muito desta leitura. Muito mesmo. A nota máxima
Terminado em 31 de Julho de 2014
Estrelas: 6*
Sinopse
Uma terrível escuridão ameaça a Europa. À medida que Hitler implementa a «solução final», um judeu e um pastor protestante precisam de confiar nas suas capacidades e num Deus que já não sabem se existe ou não, a fim de escapar aos horrores de Auschwitz. Inspirado em relatos reais de presos e deportados e nas histórias dos poucos que conseguiram escapar aos campos de extermínio, A Fuga de Auschwitz é uma obra impressionante que depressa se tornou bestseller internacional. Nele encontramos os horrores escondidos por trás dos muros dos campos de concentração, a luta diária dos sobreviventes e a coragem de todos aqueles que tentaram escapar aos nazis.
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