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quinta-feira, 31 de maio de 2012

A convidada escolhe... "Desejos do coração"

"Falta-me ler este... Aguarda na estante ansioso para que lhe pegue! Vai ser para breve, prometo! (Cris)


"Desejos do Coração é o novo livro da saga de Edilean, escrita por Jude Deveraux. Esta é mais uma parte da história desta cidade da Virgínia, fruto da imaginação da autora.

Trazendo-nos, uma vez mais, personagens cujas vidas se entretecem e nos envolvem desde a primeira página, Desejos do Coração, acrescenta ao já vasto leque de habitantes de Edilean que fomos aprendendo a conhecer, Gemma Randford, uma historiadora contratada pela família Frazier para desvendar mais alguns dos mistérios da fundação desta cidade.

E, se, por exemplo, em Perfume da Paixão a balança romance/suspense pende a favor do suspense, e em Dias de Ouro pende claramente para o passado, a história, em Desejos do Coração é o romance que sai reforçado, embora a envolvente da história venha fazer a ligação com o livro anterior.

Cada vez mais sentimos que os personagens vão ganhado vida própria e são já eles que “comandam” a escrita da autora. Edilean sai da ficção e torna-se realidade a cada nova edição e não estranharíamos se um dia, ao pesquisar o mapa da Virgínia, viéssemos, de facto, a encontrar esta cidade.

Desejos do Coração, a Pedra/talismã com poderes mágicos é, neste livro, o eixo central da história, que, uma vez mais não só não me desiludiu como me deixou muito curiosa para acompanhar a vida desta cidade e seus habitantes."

Fernanda Palmeira

Novidade Alfarroba - Patrulha Azul


Convite Esfera dos Livros: D. Estefânia - Um trágico amor


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Resultado do passatempo "Sapatos Italianos"

Das 319 participações foi seleccionado pelo Random.Org o nº 183
que corresponde a:

 - Fernanda Palmeira de Lisboa

Muitos parabéns! A editora vai enviar-te o livro muito em breve.

O blogue agradece aos restantes participantes e também à Editorial Presença pela sua colaboração neste passatempo.

O sorriso das mulheres de Nicolas Barreau



Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 292
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789898228895

Não tive dúvidas em atribuir as 5* a este livro sobretudo pelos seus últimos capítulos. Como o próprio escritor diz, através de um personagem que por sinal é também escritor, é o final da história que nos deixa a sonhar, é o final da história que é importante.

Mas comecemos do início! O livro lê-se com um sorriso nos lábios desde o seu começo, tais as peripécias a que os personagens se vêm envolvidos... Um romance divertido, que dispõe bem e que se devora em três tempos. 

E o que dizer dos personagens? A escrita de Nicolas Barreau envolve-nos intensamente e damos por nós a desculpabilizar as "trafulhices" de André, o personagem principal tal é a forma intima e carinhosa como ele se descreve e se desculpa a si mesmo, já que ele é uma das vozes deste romance. A outra voz é Aurélie, dona de um restaurante, uma personagem envolta em cheiros e sabores tão intensos que conseguimos ver e cheirar os seus cozinhados! 

Mas o final é muito surpreendente e embora seja um "happy end", algo nos emociona e surpreende pela positiva. Mas, o melhor é mesmo pegarem no livro e começarem a ler... Deixo-vos aqui um gostinho, o começo do livro, que vos vai deixar presos num instante: "O ano passado, em Novembro, houve um livro que me salvou a vida."

Querem melhor?


Terminado em 26 de Maio de 2012


Estrelas: 5*


Sinopse

Para Aurélie Bredin, as coincidências não existem. Jovem, sensível e atraente, é a proprietária de um pequeno e romântico restaurante, Le Temps des Cerises, situado no coração de Paris, a dois passos do Boulevard Saint-Germain. Naquele pequeno restaurante forrado a madeira, com toalhas aos quadradinhos vermelhos e brancos, o seu pai conquistou o coração da sua mãe graças ao menu d’amour. E foi ali, rodeada pelo aroma do chocolate e da canela, que Aurélie cresceu e onde encontra consolo nos momentos difíceis da sua vida. Mas agora, magoada pelo abandono de Claude, nem sequer a calidez acolhedora da cozinha é capaz de consolá-la.
Uma tarde, mais triste que nunca, Aurélie refugia-se numa livraria. Um romance, O Sorriso das Mulheres, chama a sua atenção. Quando o folheia, descobre que a protagonista é inspirada nela e que Le Temps des Cerises é um dos cenários principais. Graças a esta prenda inesperada, volta a sentir-se animada. Decide entrar em contacto com o autor, Robert Miller, para lhe agradecer. Mas isso não é fácil. Qualquer tentativa de conhecer o escritor - um misterioso e esquivo inglês - morre na secretária de André Chabanais, o editor que publicou o romance. Porém, Aurélie não desiste e quando um dia surge efectivamente uma carta do autor na sua caixa de correio, acaba por daí resultar um encontro bem diferente daquele que tinha imaginado…

terça-feira, 29 de maio de 2012

Novidade Albatroz - Porto Editora


Mulheres Afegãs
Histórias por detrás da Burka
de Zarghuna Kargar

As leis, os costumes, os conceitos, o vestuário são elementos  da cultura afegã  com  os quais, no Ocidente,  temos pouco contacto.  Em Mulheres Afegãs – Histórias por detrás da Burka, da jornalista Zarghuna Kargar, livro que chega às livrarias a 5 de junho, chegam-nos testemunhos contados na primeira pessoa sobre  a falta de liberdade e  de  direitos  que aflige estas mulheres, sobretudo nas zonas rurais do Afeganistão. 
Mulheres Afegãs  – Histórias por detrás da Burka reúne um conjunto de histórias que  foram transmitidas no programa de rádio da BBC  «Afghan Woman’s Hour», coordenado e apresentado pela autora Zarghuna Kargar, que  permitia aos ouvintes um  acesso único a informação sobre variados assuntos, muitos deles considerados tabu mas  de importância  vital. Rapidamente, este programa tornou-se num dos mais importantes da BBC a nível mundial e numa ferramenta para alertar o mundo para a realidade desta sociedade. 
Para além dos testemunhos, este livro dá-nos a conhecer a Sharia - código de conduta da lei islâmica - e tradições relacionadas com, por exemplo, o casamento, família e sexualidade, que condicionam o quotidiano de todas as muçulmanas.


Este vou querer ler! (Cris)

Novidade Bertrand - (re)publicação de Aquilino Ribeiro

Arcas Encoiradas
de Aquilino Ribeiro

Os estudos etnográficos de Aquilino Ribeiro sobre o Interior português deram origem a «Arcas Encoiradas». 
«Ainda no quintalejo da planície, mormente na casa há mocinha louçã, ver-se-á luzir a de Alexandria, a dália, o crisântemo bastardo, o nome de despedidas do verão; na horta ser além da couve galega, do cebolinho, dos colondros quando muito medram a alosna, o aipo, a arruda, o alecrim, a alfazema, que entram no condimento das mezinhas com que é vezo seu ou era da sua medicar-se. Mas se a árvore de fruto está na do meio da leira porque a sombra prejudica ao cultivo, com razão dobrada não entra ali planta viva apenas para mimo dos olhos. Ama a terra amor entranhadamente egoísta e a ferocidade lobo insatisfeito. Não lhe toquem no talhadoiro águas; cuidado, a charrua do vizinho não desvie o marco um centímetro para a banda; que a cabra pobre não lhe roa as duas fêveras que se inclinam para o baldio; sem licença não pisem o que é e paga boa décima ao “cães da Fazenda”!»

A convidada escolhe... A linguagem secreta das flores

Já li. Gostei muitíssimo como podem ver aqui! (Cris)


"Há livros que permanecem na nossa memória por muito tempo e se possível mais tarde voltamos a relê-los e sentimos emoções diferentes. Por opção, gosto de experimentar autores menos conhecidos e romances menos divulgados, para deste modo, ser agradavelmente surpreendida. Assim foi com este romance maravilhoso, que me foi recomendado e que marcou por focar um tema sensível como o da adoção e a longa estadia de crianças e jovens em lares de acolhimento, bem como o encantamento que as flores exercem sobre nós. Efetivamente alteram estados de espírito. Quem nunca se emocionou ou constrangeu perante um lindo ramo de flores oferecido com afeto? Eu adoro receber flores. E frequentemente abrando o meu passo quando vejo uma bela flor ou planta. A beleza no seu natural.

"A Linguagem Secreta das Flores" de Vanessa Diffenbaugh tem em Vitoria Jones a personagem principal. Rebelde e revoltada por abandono e múltiplas rejeições, ela tem um dom e conhecimentos que lhe foram transmitidos pela única mãe que conheceu e que amou. A ligação especial que estabelece com as flores, criando arranjos únicos com combinações extraordinárias que a tornam uma florista solicitada por muitas mulheres que aspiram a encontrar o amor e a harmonia das suas vidas. Contudo, Vitoria está longe de conseguir esse feito na sua vida caótica e sofrida. Uma demanda difícil que entre recordações do passado em que viveu com Elizabeth e o presente com Renata e Grant vai gradualmente superando a dificuldade em tolerar o contato físico e deixar-se amar e acarinhar.

A autora é claramente conhecedora do tema que abordou com mestria e sem apelo a sentimentalismos. Ainda assim deixa um romance marcante e sensível.
Não posso deixar de fazer referência ao significado das flores, ao qual acrescenta um simpático dicionário no termo do livro. É maravilhosa a comunicação que se pode estabelecer através das flores que generosamente oferecemos. Por que não adicionar essa simples informação na nossa cultura geral e passarmos a nossa mensagem assim?"

Vera Sopa

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Experiências na cozinha... Cascas, talos, folhas



Este é um livro que tenho à cabeceira há bastante tempo e que vou saboreando devagar. Faço anotações, cruzes no índice e é daqueles poucos livros que me permito sublinhar (a lápis)...

Comecei por fazer uma receita de um legume que não aprecio grandemente e que normalmente só o uso na sopa, onde o seu sabor fica camuflado com os restantes ingredientes: a couve-flor. Fiquei rendida com o resultado e com a facilidade com que alguns pequenos truques muito simples podem alterar o meu "gosto".

Experimentei o "arroz" de couve-flor e deliciei-me!
Então foi assim: cozi a couve, piquei-a finamente com uma faca e levei-a ao lume num pouco de azeite. Juntei um pouco de sal, pimenta e salsa picada. Muito bom! 

Querem ver como ficou?













Ainda vos vou surpreender com algumas receitas insólitas sobretudo porque não estamos habituados a aproveitar determinadas partes de alguns frutos e legumes, nomeadamente as cascas... Esperem para ver!

Passatempo... "Sempre que dizemos adeus"

Com o agradável apoio da Quinta Essência temos para sortear este livro de Anna McPartlin a todos os seguidores d'O tempo entre os meus livros que responderem acertadamente às questões que se seguem.

O passatempo decorre até ao dia 4 de Junho.


Tentem a vossa sorte!

domingo, 27 de maio de 2012

Resultado do passatempo "O querubim azul"



E o vencedor é o participante nº 38:

 - Gizela Mota da Moita

Muitos parabéns Gizela!

Agradecemos à Papiro a sua colaboração e aos 298 participantes!

Passatempo... "Quando um burro fala o outro baixa as orelhas"

Para completar a rubrica Ao Domingo com... Fátima d'Oliveira, temos um exemplar deste seu livro para oferecer a todos os seguidores do blog. Isto só é possível com o apoio da Chiado Editora, sempre prestável para com O tempo entre os meus livros.

O passatempo decorre até ao dia 2 de Junho.


Boa sorte! Leiam a entrevista.

Ao Domingo com… Fátima d’Oliveira

"O que é que eu posso dizer de mim?... Chamo-me Fátima (o que já sabem), tenho 42 anos e moro no Vale de Santarém, onde nasci e sempre vivi.

O meu amor, gosto, paixão assolapada, eu sei lá que mais, pela escrita, já vem de longe (“Eu vim de longe, de muito longe, o que eu andei para aqui chegar…”, como cantava e canta o José Mário Branco): desde muito tenra idade que tive aquele bicho bichinho, quase um vício.

Desde que eu me lembro de ser gente, eu sempre soube o que queria ser quando fosse grande: escritora!

Sempre gostei de escrever e escrevo, principalmente, contos. Já me disseram que os meus contos são, na sua grande maioria, tristes. Talvez… Eu costumo dizer que é através da escrita que exorcizo os meus fantasmas.

De momento estou a tentar arranjar um patrocínio para um livro de contos que pretendo publicar. Mas não tenho sido nem sucedida. E o pior, o que custa mais, é eu ter plena consciência que a principal razão para este, até à data, insucesso, estar principalmente relacionada com uma questão de (pouca) visibilidade. Podem-me dizer que estou a ser muito pessimista, mas eu contradigo: estou a ser realista.

O último livro que publiquei, “Se tu visses o que eu vi”, não é um livro de contos: é antes uma espécie de autobiografia, onde relato a minha experiência sobre viver com ataxia de Friedreich.

Presentemente, sou a Presidente da Direção da APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias, uma IPSS de âmbito nacional, que se dedica à defesa dos interesses das pessoas com ataxias hereditárias, para além da sensibilização da sociedade civil para a existência deste tipo de patologias raras, incuráveis e degenerativas e dos seus efeitos devastadores, quer a nível físico, quer a nível psicológico.

NOME: APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias
SEDE: Rua 25 de Abril n.º 82, 8950-122 Castro Marim
E-MAIL: apaheportugal@gmail.com
TELEMÓVEL: 926982647
Sítio na Web: http://www.apahe.pt.vu (já disponível, mas ainda em remodelação)
Fórum: http://apahe-pt.forumeiros.com
Blogue: http://artigosataxiashereditarias.blogspot.com
NIPC: 507358376
Banco: CA Crédito Agrícola
NIB: 0045 5070 40245884952 06

Também partilho o meu gosto pela escrita criativa no meu blogue http://aprocuradeumahistoria.blogspot.com, onde vou colocando trabalhos da minha autoria.

Desde já convido-os todos a conhecerem esta parte de mim e a dizerem de sua justiça!

Bom, como não sei que mais dizer… fico por aqui.
A gente vê-se… por aí.

Bijocas grandes"

Fátima d'Oliveira

sábado, 26 de maio de 2012

Novidades Bertrand


Aníbal
Cartago e o Pesadelo da República Romana
Robert L. O'Connell 

Durante milénios, o triunfo de Cartago sobre Roma na Batalha de Canas em 216 a.C. tem inspirado grande respeito e admiração. Foi uma batalha que obcecou lendárias mentes militares, inúmeros exércitos tentaram imitá-la, principalmente na Primeira e na Segunda Guerra Mundial. Contudo, nenhum general conseguiu chegar aos calcanhares desta inesperada, inovadora e brutal vitória militar de Aníbal, naquele que foi o mais custoso dia de combate para qualquer exército da História.
O’Connell demonstra como uma inquieta Roma juntou um gigante exército para castigar o magistral comandante de Cartago, que lhes infligira golpes mortais em Trébia e no Lago Trasimeno. O’Connell descreve a estratégia de Aníbal em cegar os adversários com sol e poeira, envolvendo-os num abraço mortal e fechando-lhes os caminhos de fuga, antes de lançar uma massiva luta de espadas que mataria 48 mil homens. Aníbal – Cartago e o Pesadelo da República Romana transmite de forma brilhante de que modo este ponto central da História de Roma acabou por conduzir à ressurreição da República e à criação do seu império.


Crueldade a Nu 
de Colleen McCullough

Em 1968, a América é um país em convulsão e o subúrbio de Carew está a ser aterrorizado por uma série de violações. Quando uma das mulheres arranja finalmente coragem para falar e se dirige à polícia, o violador passa a matar as vítimas seguintes. Para Carmine, parece ser um caso sem quaisquer pistas. Além de que o Departamento de Polícia de Holloman se está a debater com os seus próprios problemas.
Enquanto o assassino traça os seus planos, Carmine e a sua equipa têm de usar todos os recursos ao seu dispor para conseguirem desvendar este caso brutal.

Soltas... Sapatos Italianos


"Põe-te em pé assim que caíres.
Era essa a mensagem que se aprendia nos ringues de hóquei da minha juventude. Uma lição a aplicar ao longo da vida que nos esperava. Levanta-te sempre que caíres. Nunca te deixes ficar no chão."


"Há pessoas notáveis em toda a parte mas ninguém dá por elas porque são velhas. Vivemos numa época em que se pretende que os velhos sejam tão transparentes como uma vidraça. É melhor se nem sequer notarmos que existem. Tu também estás a ficar cada vez mais transparente."


"-A melhor maneira de se conhecer outra pessoa é passo a passo. Se se avançar demasiado depressa, pode-se colidir ou naufragar.
-Como acontece no mar?
-O que não se vê é aquilo em que se repara demasiado tarde. Isto não se aplica apenas a canais de navegação sem marcas, no mar, aplica-se também às pessoas."

Um livro numa frase




"Aquilo que somos é uma forma próxima da mesma substância das nossas ilusões." 

in "Do lado de cá do mar", de Philip Graham

Frase escolhida por: Fernanda Palmeira

Na minha caixa de correio

   

Sapatos Italianos de Henning Mankell


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 288
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722348324

Desconcertante este livro! Por várias razões. De leitura que se faz rápida e muito fluída, fala-nos, no entanto, de temas que não são fáceis, incómodos até! 

O personagem principal tem 66 anos. Os últimos anos repletos de solidão, isolamento a que ele próprio se impôs. Fuga de si próprio, dos seus medos, dos seus erros do passado. Isolado de si numa ilha que serve os seus propósitos. O encontro com esse passado torna-se inevitável quando surge (reaparece melhor dizendo), na sua vida um antigo amor. 

Esta personagem, caracterizada espectacularmente, torna-se para nós, leitores, alguém com quem sentimos empatia mas, ao mesmo tempo, uma certa repugnância pelos actos que pratica, pelos sentimentos que deixa transparecer e com os quais não gostaríamos de conviver... E foi este amor/ódio que involuntariamente sentimos por este personagem que me cativou. Só um escritor no seu melhor pode criar em nós esta ambiguidade de sentimentos acerca de um personagem!

Esta obra fala-nos, também da morte e do sofrimento, dos desencontros que a vida nos trás e naqueles que criamos, às vezes, desnecessariamente. De como, mesmo após muito tempo, se pode atapetar a vida com outras cores que não o cinzento e corrigir o passado... O final desta história, tão em aberto, agradou-me bastante.

Recomendo este livro, de capa e conteúdo belíssimos! 

Terminado em 25 de Maio de 2012

Estrelas: 5*

Sinopse:


Henning Mankell afasta-se do género policial a que já nos habituou para refletir neste romance sobre temas como o amor, a perda, a redenção e a autodescoberta. 


Fredrik Welin passou os últimos doze anos da sua vida numa ilha do Báltico rodeada de gelo, tendo como única companhia o seu cão e a sua gata, e como única visita o carteiro. Um dia, vê uma figura aproximar-se e percebe que nada voltará a ser o mesmo. A pessoa que vem perturbar o seu exílio autoimposto é Harriet, a mulher que ele abandonou sem qualquer explicação há quase quarenta anos. Harriet diz vir obrigá-lo a honrar uma promessa que ele lhe fizera, mas Fredrik está prestes a descobrir que o seu reaparecimento esconde outra surpresa...


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Novidade ASA


COMPRADA 
A MINHA VIDA NUM HARÉM
de Jillian Lauren

Com apenas 18 anos, Jillian Lauren descobriu que o nosso imaginário ocidental não podia estar mais errado.
Jillian acabara de desistir da universidade para apostar numa carreira de atriz em Nova Iorque. A sua determinação era imensa mas o dinheiro limitado. Por isso, quando lhe disseram que um milionário de Singapura pagava a jovens americanas vinte mil dólares por apenas duas semanas a animar as suas festas, Jillian achou a proposta irrecusável. E foi assim que a filha de um casal de classe média de New Jersey deu por si no extravagante palácio do príncipe Jefri. 
Irmão do sultão do Brunei, um sultanato conhecido pela sua imensa riqueza, o príncipe reunia cerca de quarenta mulheres oriundas de todo o mundo num harém de alta segurança. As mulheres eram encorajadas a lutar pelos favores do príncipe e vigiadas vinte e quatro horas por dia. Embora tivessem acesso a roupa de alta-costura e vissem satisfeitos os seus maiores caprichos, na verdade, não passavam de prisioneiras de luxo. E duas semanas rapidamente se transformaram em quase dois anos.
Desafiando as regras de segurança, Jillian usou o seu computador para descrever o dia a dia naquele mundo secreto e aquilo que agora nos conta ultrapassa as nossas mais delirantes fantasias. 

Convite Esfera do Caos


Novidade ASA


O AMANTE
de Marguerite Duras

Saigão, anos 30. Uma bela jovem francesa conhece o elegante filho de um negociante chinês. Deste encontro nasce uma paixão. Ela tem quinze anos e é pobre. Ele tem vinte e sete e é rico. Os amantes, isolados num mundo privado de erotismo e autodescoberta, desafiam as convenções da sociedade.
Enquanto ela desperta para a possibilidade de traçar o seu próprio caminho no mundo, para o seu amante não há fuga possível. A separação é inevitável e tragicamente cadenciada pelos últimos acordes da presença colonial francesa a Oriente.
A jovem é a própria autora e este é o relato exacerbado de uma paixão inquieta e dilacerante. De tão etérea, a sua realidade gravar-lhe-ia no rosto marcas implacáveis de maturidade. Para o mundo, fica uma obra que contém toda a vida.
Obra intemporal, relato de um mundo perdido, O Amante foi vencedora do prestigiado Prémio Goncourt, em 1984, e confirmou o génio literário de Marguerite Duras, nome cimeiro da literatura mundial.

O circo dos sonhos de Erin Morgenstern


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 464
Editor: Livraria Civilização Editora
ISBN: 9789722634267

Como começar este comentário quando ainda estou a digerir a leitura?

Primeiro, tenho de vos confessar que não é habitual ler este género de livros onde a magia tem um lugar de destaque. Se é certo que li com agrado os livros de Harry Potter e As brumas de Avalon, também é verdade que a minha pilha é tão grande que não tenho tempo para muitas mais leituras onde o irreal domina...

Mas as críticas que li foram tão positivas e as opiniões tão felizes a apontar os aspectos mais relevantes deste livro que a minha curiosidade foi desperta e só sosseguei quando o tive nas mãos.

Não foi uma paixão à primeira vista e, admito que estava muito relutante em deixar-me cativar pelas letras que preenchem esta obra. 
Talvez por isso tenha aderido muito lentamente à magia destas folhas. Confesso que resisti um pouco à escrita envolvente desta escritora que desconhecia por completo. Mas a meio do livro deixei-me maravilhar pela sua imaginação sem limites e visualizei na perfeição os personagens nos seus trajes, o cenário circense e a magia que os envolve a todos. 

A história é admirável e, ela própria, mágica. O final, belo. A capa reflecte, como poucas, o conteúdo do livro. Recomendo!

Terminado em 23 de Maio de 2012

Estrelas: 4*+

Sinopse

Um misterioso circo itinerante chega sem aviso e sem ser precedido por anúncios ou publicidade. Um dia, simplesmente aparece. No interior das tendas de lona às listas pretas e brancas vive-se uma experiência absolutamente única e avassaladora. Chama-se Le Cirque des Rêves (O Circo dos Sonhos) e só está aberto à noite.
Mas nos bastidores vive-se uma competição feroz - um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, que foram treinados desde crianças exclusivamente para este fim pelos seus caprichosos mestres. Sem o saberem, este é um jogo onde apenas um pode sobreviver, e o circo não é mais do que o palco de uma incrível batalha de imaginação e determinação. Apesar de tudo, e sem o conseguirem evitar, Celia e Marco mergulham de cabeça no amor - um amor profundo e mágico que faz as luzes tremerem e a divisão aquecer sempre que se aproximam um do outro.
Amor verdadeiro ou não, o jogo tem de continuar e o destino de todos os envolvidos, desde os extraordinários artistas do circo até aos seus mentores, está em causa, assente num equilíbrio tão instável quanto o dos corajosos acrobatas lá no alto.

Escrito numa prosa rica e sedutora, este romance arrebatador é uma dádiva para os sentidos e para o coração. O Circo dos Sonhos é uma obra fascinante que fará com que o mundo real pareça mágico, e o mundo mágico, real.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Novidade Alfarroba


A convidada escolhe... A história de Irena Sendler

Mal ouvi falar deste livro - pela Mafalda - tratei logo de o comprar. Mora na minha estante. Aguarda a sua vez. O assunto que aborda nunca me cansa, é importante nunca esquecê-lo! (Cris)


"Desde os meus 16 anos que comecei a ler livros sobre Segunda Guerra Mundial, tema que ainda hoje me apaixona e comove!

Já perdi o conto dos livros que li, sem ganhar qualquer espécie de imunidade face ao horror duma demoníaca ideologia.

Na minha cabeça amontei nomes, datas, acontecimentos e no ano passado, remetido por uma amiga que sabe desta minha "loucura" recebi um "mail" onde primeira vez li o nome desta senhora e a explicação do seu grandioso feito!

Pouco depois numa das "minhas" livrarias adquiri uma pequena e mais
detalhada biografia - "A história de Irena Sendler". Li-a com
arrebatamento, chorando até sem vergonha em locais públicos.

Irena Sendler, uma simples assistente social polaca, ajudada por
colaboradoras, conseguiu levar a cabo a transcendente e sobrehumana
tarefa de fazer sair cerca de 2.500 crianças em fugas rocambolescas,
muitas delas disfarçadas sob a forma de pacotes do Gueto de Varsóvia,
para o seio de famílias católicas, orfanatos, conventos ou fábricas,
sem que tivesse sido atraiçoada ou descoberta pelos Nazis!

Teve o privilégio de morrer velhinha, lúcida e reconhecida como
verdadeira heroína, só lhe faltando a honra e o galardão máximo - o
Prémio Nobel da Paz!"

Ana Mafalda Salvado

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Resultado do passatempo "Estarás sempre comigo"

Mais um passatempo chegou ao fim! Desta vez tivemos a colaboração da Quinta Essência, uma editora sempre prestável para com O tempo entre os meus livros.
Das 315 participações recebidas foi seleccionado o nº 257 correspondente a:

 - Vera Pereira de Faro

Muitos parabéns! Espero que gostes tanto deste livro como eu... Vou enviar-te o livro muito em breve.

D.Maria II de Isabel Stilwell


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 704
Editor: A Esfera dos Livros
ISBN: 9789896263690

Há livros que sei de antemão que vou gostar da sua leitura. Isabel Stilwell não é uma desconhecida para mim e a sua escrita simples, despretensiosa mas repleta de pormenores, capta a atenção do leitor, tornando estas horas de leitura num verdadeiro prazer.  

A capa é perfeita. Agrada-me os seus tons rosa suave e dourado velho. Embora não goste de admitir, os meus olhos ficam presos a uma capa bonita e apelativa!

A mudança frequente de narrador, as cartas e os diários das personagens, conferem à narrativa um tom íntimo e um ritmo intenso que me agradou muitíssimo. Não há momentos monótonos ou não fosse a vida de D. Maria II que aqui é retratada! Uma vida que de monótona não teve nada, começando logo desde muito pequena quando, escutando às portas, ouviu uma discussão entre os seus pais (D. Pedro I e D. Leopoldina) e assistiu quase em directo aos maus tratos infligidos a sua mãe, grávida, acabando esta e o bebé por falecer. A sua infância, marcada pela doçura de sua mãe e pelo temperamento inconstante e, por vezes, agressivo de seu pai, marcaram-na profundamente. 

Os personagens apresentam-se-nos como realmente devem ter sido, com as suas qualidades e defeitos. D. Maria II surge as nossos olhos como uma pessoa cheia de vida, alegre, muito frontal mas também de uma teimosia extrema e um pouco vingativa. O mesmo se passa com todos os que mais directamente lidaram com a rainha. Este carácter humano dos personagens leva a que criemos uma empatia mais acentuada com alguns deles.

Numa época em que a mulher tinha um mero um papel de troca, que servia somente para unir casa reais, D. Maria II impôs-se e liderou sempre o reino, não deixando para outros as decisões importantes, num país que estava constantemente em guerras pelo poder - liberais v.s. absolutistas. E o facto de ter conseguido manter um casamento feliz, apaixonado e uma família unida, ainda mais me surpreendeu, já que era habitual, nesses tempos, o rei possuir várias amantes e isso ser considerado um direito que as mulheres tinham de fechar os olhos e de os filhos serem, muitas das vezes, criados por outras famílias importantes e afastados dos pais.

Muitas partes do livro foram baseadas nos diários da Rainha Vitória, prima de D. Maria, e nas cartas amigas que trocaram durante toda a vida. Ao tentar reconstruir esses elementos, dando-lhes um carácter pessoal e intimo, Isabel Stilwell consegue aproximar o leitor e prendê-lo verdadeiramente a todo o enredo e à vida tão intensa desta rainha única.

Gostei verdadeiramente e aconselho a quem gosta de romances históricos e, também, a quem pensa que ler um romance deste género deve ser um "tédio". Já pensaram em experimentar? Este é um bom começo e as suas quase 700 páginas não devem servir para afugentar... antes pelo contrário! 

Terminado em 18 de Maio de 2011

Estrelas: 5*

Sinopse:

Com apenas 7 anos, Maria da Glória torna-se rainha de Portugal. Um país do outro lado do oceano que nunca havia pisado. A sua infância foi vivida no Brasil, entre o calor e os papagaios coloridos que admirava na companhia dos seus irmãos e da sua adorada mãe, D. Leopoldina. A ensombrar esta felicidade apenas Domitília, a amante do seu pai, imperador do Brasil e D. Pedro IV de Portugal. Em 1828 parte rumo a Viena para ser educada na corte dos avós. Para trás deixa a mãe sepultada, os seus adorados irmãos e a marquesa de Aguiar, sua amiga e protetora. Traída pelo seu tio D. Miguel, que se declara rei de Portugal, e a quem estava prometida em casamento, D. Maria acaba por desembarcar em Londres onde conhece Vitória, a herdeira da coroa de Inglaterra a quem ficará para sempre ligada por uma estreita relação de amizade. Aos 15 anos, finda a guerra civil, D. Maria pisa pela primeira vez o solo do seu país. Seria uma boa rainha para aquela gente que a acolhia em festa e uma mulher feliz, mais feliz do que a sua querida mãe. Fracassada a sua união com o tio, agora exilado, casa-se com Augusto de Beauharnais que um ano depois morre de difteria. Maria era teimosa, não desistia assim tão facilmente da sua felicidade e encontra-a junto de D. Fernando de Saxo-Coburgo-Gotha, pai dos seus onze filhos, quatro deles mortos à nascença.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Convite Esfera dos Livros - Portugueses no Holocausto


A convidada escolhe...Nunca me esqueças

Ainda hoje, passados alguns anos me recordo da história deste livro, de como ele me surpreendeu pela positiva e de como essa escritora me "encheu as medidas" com a sua forma de escrever e a sua imaginação! A ler! (Cris)


"Não foi imediata a minha atração pelos livros desta autora… as capas pareciam demasiado lamechas (!) mas, com a leitura deste livro, reconheço que o meu julgamento era sem fundamento. Aprendi a que primeiro tenho que dar a oportunidade (ler pelo menos um ) e, só depois, tirar as conclusões!

Fiquei realmente surpreendida com este romance! E, mais ainda, quando nas notas finais a autora diz ser verídico… Embora relatando situações de extremas dificuldades, a maioria desumanas, somos levados no desenrolar da história … (também me vi na Austrália!), e a realidade parece entrar pelos nossos olhos.

Quantas lições (!) se podem retirar deste livro. Ultrapassando o tempo em que se passou (séc. XVIII) encontramos aplicações aos dias de hoje: a coragem, a amizade e a esperança num futuro melhor, custe o que custar.

Que dizer do imenso amor, da protagonista, por todos os que a rodeiam? São provas consecutivas de desprendimento, tenacidade e luta para ajudar os que amava, tentando providenciar os elementos mais básicos que a todos faltavam …. Um exemplo incrível de altruísmo! De igual modo é fascinante o amor pela sua família.

A escritora relata com minucia, mas sem nos entediar, tantos e tantos pormenores da imensa aventura por que passaram os condenados ingleses, irlandeses….. aquando da sua deportação para terras longínquas. Como nascem amizades na adversidade…como elas ajudam a passar os mais inimagináveis perigos.

Gostei muito deste livro e, mais uma vez, dou a mão à palmatória: estava a perder uma grande escritora!"

Ana Bento

Passatempo "Sapatos italianos"

O tempo entre os meus livros em parceria com a Editorial Presença tem para oferecer um exemplar deste livro do famoso autor de policiais, Henning Mankell.

Desta vez trata-se de um romance que aborda temas como  o amor, a perda, a redenção e a auto-descoberta. Curiosos?

Para se habilitarem só têm de responder acertadamente às questões que se seguem, de obedecer às regras habituais e de terem um pouquito de sorte!

O passatempo decorre até ao dia 28 de Maio.