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domingo, 29 de janeiro de 2012

Ao Domingo com... Beatriz Lima

"Foi sob o tempo escuro e frio de Janeiro que vim ao mundo, dia 19, do ano de 1997. Batizaram-me de Beatriz.
O meu primeiro ano de vida foi passado em Tires, Cascais, acabando por me mudar para o Montijo, onde actualmente vivo.
Estudo na Escola Secundária Jorge Peixinho, onde frequento o nono ano.
Apesar de apenas contar quinze anos de vida, tive oportunidade de saborear os vários sentimentos que o nosso coração alberga e descobrir novas formas de amar e ver o mundo. Sempre carreguei no meu coração as palavras e as histórias de encantar, porque, vendo o mundo com a inocência de uma criança, todas as histórias acabam por ser histórias de encantar.
As palavras que nos contavam os contos de fadas refletiam a minha inocência. “Contos de Ouro” era um desses livros, repleto de histórias mágicas. Lia-o quando era pequena.
Uma capa dura, azul escura, uma imagem de um príncipe e uma princesa, emoldurada por filigranas douradas, o título em letra dourada ornamentada, mas ao mesmo tempo, simples.
Acredito que este livro e outros de contos de fadas fomentaram o meu gosto pela leitura, o que mais tarde me levou à escrita.
Ao abri-lo, lembro-me de cada pensamento que dançava na minha mente à medida que lia aquelas histórias de encantar. Contos que nunca me abandonaram e que, se procurarmos com atenção, transparecem na minha escrita.
Aqueles “finais felizes”, aqueles “e viveram felizes para sempre” que as minhas personagens (normalmente) encontram, são inspirados naquelas tão velhas, mas sempre encantadoras, fantasias.
As paixões ao primeiro olhar, os príncipes e as princesas, os cavaleiros andantes…
Acredito que “Anjo de Cristal”, uma história baseada na esperança, tem um pouco disso. Apesar de ter a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo, algo que representa terror, a esperança e o amor perduram até à última página, obrigando Anne Marie a tomar uma decisão: ir para a guerra e (tentar) encontrar o seu “príncipe encantado” ou desistir do que poderia vir a ser o seu “conto de fadas”.
É verdade que outros livros e histórias me marcaram a níveis extremos, mas a raiz, o que me levou a ler outro tipo de literatura que inspirou a minha escrita, não foi apenas o facto de viver rodeada de livros e histórias no mundo real, foram, também, os contos de fadas em que vivia.
Porque ainda acredito que o sapato servirá à Gata Borralheira, que a Bela Adormecida irá acordar com o beijo do verdadeiro amor, que a Branca de Neve trincou a maçã envenenada… Simplesmente em contextos diferentes.
E o facto de, habitualmente, as minhas histórias acabarem com um final feliz? Bem… Já que isso, às vezes, não acontece na vida real, ao menos que aconteça nas “histórias de encantar dos adultos”, aos quais eles chamam “livros”."


Beatriz Lima

4 comentários:

  1. Achei "graça" à entrevista. Porquê? Porque a autora é tão novinha, mas já vi que escreve muito bem para a idade! Parabéns!

    bjs*

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    Agora, Clube BlogRing no Blog!!

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  2. Parabéns, Beatriz, que alegria deve ser ter esta sorte tão cedo!

    Cris, não sei se leste a minha resposta ao teu convite para participar nesta rúbrica, mas repito que, quando chegar a altura, terei todo o prazer! bjs

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  3. Carla, estou à espera do "Alma rebelde"...

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