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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Um coração cheio de estrelas de F.Miralles e A.Rovira


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 136
Editor: Pergaminho
ISBN: 9789727119028

Uma pequena pausa nas leituras mais pesadas e este livro ficou lido. Pequenino mas cheio de verdades, esta é uma obra para pessoas de todas as idades que acreditem no poder do amor. 

Um livro para saborearmos devagar e reflectirmos sobre as poderosas palavras desta história. Uma delícia. 

Terminado em 26 de Setembro de 2011

Estrelas: 3*

Sinopse


Um Coração Cheio de Estrelas leva-nos até ao ano de 1946, a Selonsville, uma pequena aldeia dos Alpes. Os rigores de um Inverno duro e longo teimam em não deixar esta aldeia, que luta por recuperar das feridas de uma guerra recentemente terminada. No telhado do orfanato onde vivem, Michel e Eri, amigos inseparáveis, admiram o céu estrelado. Nenhum deles sabe, contudo, que na manhã seguinte Eri não despertará. Entra num coma profundo e misterioso, que os médicos não conseguem explicar nem tratar. Michel é o único que poderá mudar o destino da sua amiga…
Guiado pelos conselhos de uma sábia anciã, o rapaz terá de encontrar as nove pessoas que representam as nove qualidades-chave do amor - e, com retalhos da sua roupa, confeccionar um novo coração para Eri. Mas para que este plano mágico funcione, Michel tem de empreender um desafio ainda mais difícil: encontrar o segredo do amor ilimitado, que se esconde nas profundezas da sua alma.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Novidade Presença!

Dia 18 a Editorial Presença vai publicar "Darling Jim, o lado negro da sedução", de Christian Mork.

Espreitem a página no Facebook (http://www.facebook.com/darlingjim.pt)! Está a ser feita uma leitura conjunta por um grupo escolhido pela editora e já há muitas opiniões sobre este livro espectacular!

Preparem-se para um passatempo que decorrerá  neste blogue de 12 a 19 de Outubro!


A convidada escolhe: Os 30 Nada é como sonhámos

A Vera não é novata nestas lides dos livros e dos comentários. É uma das leitoras do Segredo dos Livros e (finalmente!) iniciou o seu blogue há pouco tempo... O "Ler, um prazer adquirido" está à espera da tua visita e está recheado de opiniões! 

"É sempre mais fácil comentar o último livro que li. Ou melhor, o último romance que li, porque é o género de leitura que mais aprecio. Mas, que não seja tão fantasioso e irrealista que me pareça um conto de encantar.

E assim, optei por ler um primeiro romance publicado de uma escritora portuguesa. E com surpresa fiquei envolvida desde o seu inicio. Gostei das personagens que me pareceram realistas e até próximas, gostei do desenvolvimento da história que mesmo não tendo como contrapartida uma ideia original foi uma boa projecção do nosso comportamento entre amigos ou conhecidos, reflexo da nossa cultura e mentalidade. Mais ainda, gostei da escrita viva e cuidada numa narrativa critica e analítica, assim como dos diálogos vibrantes, construtivos e muito bem-humorados.

As personagens são estereotipos, que nos levam a ponderar sobre crescimento, escolhas, relacionamentos, Em suma, de como nos distanciamos dos nossos ideiais, de nós próprios e do que é essencial para ser feliz.

Um romance com um cunho bem português e que por isso tanto me agradou. Atual, inteligente e divertido."

Vera Sopa

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Novidade Clube do Autor!

AUTO DO CRUZEIRO DO INFERNO
Os novos passageiros da Obra de Gil Vicente

Isabel Zambujal descobriu os fidalgos, as alcoviteiras e os judeus dos tempos modernos e seguiu-lhes os passos até ao Cais


Será que nos dias de hoje ainda há fidalgos, alcoviteiras e judeus com o mesmo comportamento das personagens de Gil Vicente no seu Auto da Barca do Inferno?
Isabel Zambujal descobriu-os em pleno séc. XXI e seguiu-lhes os passos até ao Cais.

Cinco séculos depois, os defeitos e virtudes dos passageiros mantiveram-se.
Relendo a genialidade de Gil Vicente, a autora não resistiu a abusar do humor e da imaginação. Porque ainda é a rir que se castigam os costumes.

«Inspirada em Gil Vicente, cujo pensamento interpretou magistralmente, Isabel Zambujal mostra-nos de uma forma divertida e quase lúdica o país que somos e em que sociedade nos movimentamos. Vamos descobrir com que olhar, ao mesmo tempo acutilante e subtil, a autora vê este nosso mundo do início do século XXI»
Maria da Conceição Coutinho Bueso,
Professora e advogada

Sobre Isabel Zambujal


Nasceu em Lisboa, em 1965. Sente-se no céu a brincar com as palavras e por isso sempre trabalhou como copywriter em agências de publicidade.
Em 2001, decidiu juntar três coisas que muito gosta - viagens, crianças e escrever - e nasceram os Saltinhos, a sua primeira colecção de literatura infantil, presente no Plano Nacional de Leitura e distinguida pelo ICA para a produção de uma série de animação.
A Menina que Sorria a Dormir, Histórias Escritas na Cara e a colecção Grandes Compositores, já traduzida em Espanha e na Bélgica, são apenas alguns títulos da sua autoria. Como lhe agrada embarcar em novos mundos, estreou-se no universo dos adultos com um delicioso conto para o livro Chocolate - Histórias Para Ler e Chorar Por Mais e prepara-se para ver as suas histórias adaptadas ao teatro.
Hoje desempenha as funções de supervisora criativa na Ogilvy Portugal e passa pouco tempo parada no cais.

Eventos Bertrand

A 29 de setembro, quinta-feira, a partir das 18:30, decorrerá o lançamento do livro "Não Podemos Ver o Vento” (Clube do Autor, 2011), de Clara Pinto Correia, na  livraria Bertrand das Amoreiras. A apresentação será feita pelo escritor Mário de Carvalho, e será seguida de sessão de autógrafos.

Sinopse


Mariana, uma psicóloga de determinação férrea, mãe de duas gémeas atrevidas e curiosas, começa a frequentar o Solar de Turismo de Habitação que Guilherme dirige na Serra do Barroso para preencher os tempos livres das filhas. Estabelece rapidamente uma amizade com o proprietário e à medida que essa relação vai estreitando começam a surgir os temas que lançarão a psicóloga na sua investigação sem retorno: A Guerra Colonial em Moçambique, a formação dos Grupos Especiais e dos Grupos Especiais Pára-Quedistas, as suas incríveis missões-relâmpago de contra-guerrilha, o uso de estupefacientes fornecidos pelo próprio Exército Português, e outros segredos.
Não Podemos Ver O Vento é um puzzle em que as peças vão encaixando para revelar aspectos imprevistos dos abismos da alma humana e histórias verdadeiras de um dos segredos mais bem guardados da Guerra. A última peça do puzzle, no entanto, ao revelar o quadro na sua totalidade, também o modifica por completo: afinal havia mais um segredo, o mais impressionante de todos, e desse nem Guilherme falou nem Mariana suspeitou.

Novidade Civilização

Após a nomeação do livro de A.D. Miller para finalista do Man Booker 2011 Vendas de Snowdrops disparam e lideram no Reino Unido


A inclusão do  romance de estreia de A. D. Miller  na lista  de finalistas do Man Booker Prize 2011 fez disparar as vendas no Reino Unido de Snowdrops – a  versão portuguesa, a lançar em Novembro pela Civilização Editora, vai ter o título Quando a Neve Começa a Derreter. Segundo o britânico The Guardian, este livro, que é também  finalista do  CWA Gold Dagger for the Best Crime Novel of the Year, lidera as vendas dos seis livros finalistas do  prémio, que  duplicaram após o anúncio a 6 de Setembro, vendendo mais 127% do que os finalistas da edição de 2010 em período homólogo.

SINOPSE

Quando a neve começa a derreter, de A. D. Miller, é um drama psicológico intensamente fascinante que se desenrola durante um inverno em Moscovo, quando os princípios morais de um jovem inglês são perturbados pelas oportunidades sedutoras reveladas por uma nova Rússia: uma terra de hedonismo e desespero, corrupção e bondade, dachas mágicas e clubes noturnos debochados. Um lugar onde os segredos – e os cadáveres – são revelados apenas quando a neve profunda começa a derreter. Quando a neve começa a derreter é uma arrepiante história de amor e decadência moral, da corrupção, por uma sociedade corrupta, de um jovem corrompível. É tensa, viva e com um poder tão irresistível para o leitor como o perigo moral que inicialmente encanta, e depois ameaça esmagar, o seu narrador.

Novidades Planeta

«Magnífico retrato do instinto humano. Este livro é viciante. Este livro é absolutamente viciante.»          
Valter Hugo Mãe
     
O primeiro romance do consagrado jornalista e escritor brasileiro premiado com uma das maiores distinções literárias: o prestigiado Prémio Jabuti 2010 para Melhor Romance.



Com a sensibilidade de quem já cobriu eventos que chocaram o mundo, Edney demorou seis anos para construir uma história repleta de referências a um dos momentos mais importantes do cenário político e cultural do Brasil e do mundo.

Romance de formação, policial, com fundo histórico, Se eu fechar os olhos agora agarra o leitor na primeira frase e arrebata-o até à última página, naquilo que foi justamente definido como «uma trama electrizante e comovente» com personagens
inesquecíveis.

Este é um livro que persiste na memória, muito tempo depois de o lermos como um momento de grande literatura.


Sinopse



Tudo acontece em Abril de 1961, no dia em que Yuri Gagarin saiu da órbita terrestre, oferecendo à humanidade novas possibilidades.
Enquanto aquela vitória tecnológica pintava um quadro de paz, progresso e justiça social, numa pequena cidade da antiga zona do café fluminense, dois meninos de 12 anos encontram o corpo de uma bela mulher, que foi morta e mutilada, nas margens de um lago.
A brutalidade do assassinato impressiona os meninos, que não aceitam a explicação oficial do crime, segundo a qual o culpado seria o marido.Começam uma investigação ajudados por um velho que mora no asilo da cidade, um ex-preso político da ditadura Vargas, que esconde a motivação do seu interesse no assunto.
Dele, os meninos ouvem um aviso que marca o começo de um turbilhão de acontecimentos surpreendentes: «Nada neste país é o que parece.»




As autoridades editoriais da Planeta recomendam:
Este livro é para uso exclusivo de pais e filhos adolescentes e deve ser lido sem moderação.



O primeiro livro da jornalista Mónica Menezes é o manual perfeito para cada adolescente «controlar a cena» da sua vida e para os pais entrarem no universo daqueles estranhos seres em que os seus filhos parecem ter-se transformado.
Como se diz neste livro: «Bem-vindo à loucura – o teu mundo é uma revolução, acredita...» Tudo acontece ao mesmo tempo e as dúvidas disparam: os pais são uns caretas, a escola é uma seca, as cenas de valor são bué, as escolhas e as paixões não têm fim. É difícil fazer perguntas e dar parte de fraco.
Esta é a app de sobrevivência que faltava aos adolescentes: para ler, absorver e responder às grandes dúvidas, mesmo as que eles não gostam de confessar que têm: namoro, sexo, redes sociais, escola, pais, dependências.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Soltas... O voo da borboleta


"Quando eu partir, num voo eterno, não quero que ninguém chore. Desejo que riam porque eu fui sempre uma lutadora e, por isso, a minha vida jamais poderá ser considerada uma batalha perdida."

"Olhando para a Mª João ninguém diz que ela está em sofrimento... Mas tem todos os tipos de dor: ora se vão alternando, ora juntando umas às outras. (...)
Depois, há ainda a componente psico-emocional: são as dores provocadas por não ouvir, não conseguir rir e nem sequer poder deitar lágrimas quando está a chorar por dentro..."

"Dava tudo, mesmo tudo, para voltar a sorrir, porque durante o tempo em que pude sorrir, não sorri o suficiente."

O voo da borboleta de Mª João Inocêncio


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 236
Editor: Livros d'Hoje
ISBN: 9789722046855
Coleção: Auto-Ajuda

Há livros que precisamos ler! Este é um deles. Todos nós. Porque muitas vezes olhamos só para o nosso umbigo, porque nos esquecemos dos outros na nossa caminhada de egoísmo, porque nos esquecemos de relativizar as nossas "dores", porque devemos sair do nosso "mundinho" e olhar para os que nos rodeiam...

A intensidade de uma dor, para quem não a sente, é algo de inimaginável. Mas dizem que a dor provocada pela nevralgia do trigémio é uma das dores mais fortes que o ser humano pode sentir... E isso é apenas uma das consequências que a neurofibromatose tipo 2 provoca, doença que foi detectada quando a autora tinha somente 14 anos. Dores crónicas (imaginam?), perda total de audição, tumores localizados em várias partes do corpo... consultas sistemáticas em médicos de várias especialidades, exames dolorosos, operações. Mas também, de descoberta de si própria e de amizades duradouras.

Um grande bem-haja à Maria João pelo seu testemunho de coragem e de força. Um abraço amigo de quem está, ao mesmo tempo, longe - porque não se conhece - e perto - nas orações. 

Terminado em 25 de Setembro de 2011

Estrelas: Inqualificável 

Sinopse

O Voo da Borboleta é uma viagem pelo dia-a-dia de uma rapariga a quem foi diagnosticada, aos 14 anos, uma doença neurológica degenerativa: a neurofibromatose. Maria João Inocêncio conta-nos, com grande coragem e uma lucidez por vezes desarmante, as várias fases pelas quais foi e ainda vai passando: dos exames às dores lancinantes, das operações até aos (muitos) exames de rotina. Mas este é também um livro de muita esperança e fé. Um projecto que nasce a partir de um diário que Maria João começou a escrever avidamente para libertar as suas emoções e angústias, enquanto aguardava que chegassem dias melhores, sem nunca deixar de acreditar nisso. Esta é uma jovem que não deixa ninguém indiferente, nem os amigos nem os médicos, que mostram nestas páginas o grande carinho que sentem por esta doente tão especial. Tal como uma borboleta, a autora sabe que a doença a obriga a transformar-se e a adaptar-se a novos obstáculos e desafios, como por exemplo, a perda da audição e a aprendizagem da Língua Gestual. Neste "voo" (é, na realidade, muito mais do que um) o leitor é convidado a conhecer uma história de esperança e de humor, de muita dor mas, principalmente, de muitos afectos e coragem.


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Quem postou...Por ti resistirei


http://asleiturasdocorvo.blogspot.com

http://marcadordelivros.blogspot.com

http://www.segredodoslivros.com

http://nlivros.blogspot.com

Por ti resistirei de Júlio Magalhães


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 250
Editor: A Esfera dos Livros
ISBN: 9789896263256

Este livro lê-se muito rapidamente. Capítulos pequenos, um texto nada complicado e uma sequência de acontecimentos linear que não obrigam a uma segunda leitura, fazem com que muito depressa se chegue ao fim das suas 250 páginas.

Estamos perante um amor durante a Segunda Grande Guerra, entre um português e uma judia francesa, amor que resistiu a todos os obstáculos que se depararam no seu caminho - tanto as consequências de uma guerra terrível como as oposições familiares. 

Gostei, embora me parecesse que faltasse alguma emoção na sua escrita pois os acontecimentos que servem de pano de fundo desta história foram, como todos sabemos, marcados pelo horror e morte e, mesmo assim, não consegui "entrar" completamente nas partes mais fortes deste livro, emocionar-me com ele.


No entanto apreciei todo o enquadramento histórico que, oportunamente, nos é introduzido lentamente e as referências ao, muitas vezes esquecido, cônsul português em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes. 

Terminado em 25 de Setembro de 2011

Estrelas: 3*

Sinopse

Carlos e Nicole conheceram-se nas ruas de Paris. As tropas alemãs avançavam em passo forte e determinado, mas todos acreditavam que a capital francesa estava a salvo da loucura de Adolf Hitler. Enganavam-se. Em poucas semanas, as tropas nazis estavam às portas de Paris e milhares de refugiados procuravam salvação. Nicole encontrou-a em Bordéus pelas mãos do embaixador Aristides de Sousa Mendes que lhe entregou um visto para chegar até Portugal, onde finalmente cairia nos braços do seu amado. Longe da guerra, longe do perigo, longe do estigma de ser judia, seria finalmente feliz. Mas há preconceitos que são difíceis de quebrar e mais uma vez os dois amantes são obrigados a seguir caminhos diferentes.

Carlos fica em Lisboa, entre os negócios do pai, um homem influente na sociedade salazarista e a doença da mãe. Nicole parte para Londres, uma cidade que vive dias dramáticos sob a ameaça de ser bombardeada pela aviação alemã. Participa no esforço de guerra da melhor forma que sabe, vestindo a farda de enfermeira, pondo em risco a sua vida para ajudar os outros. Na esperança de conseguir esquecer Carlos. Contudo no meio dos escombros da Segunda Guerra Mundial há um amor capaz de resistir a tudo.

domingo, 25 de setembro de 2011

Ao Domingo com... Pedro Guilherme-Moreira

"O senhor Menezes é um tipógrafo em Espinho que
trabalha para a empresa da família há muitos anos. Quando o filho do
patrão lhe pediu para ser ele a fazer os primeiros cartões para o seu
tirocínio como advogado deu, como modelo, uns em que um tal José Pedro
unia o Aguiar ao Branco com um hífen. Ora, o José Pedro também os tem
separado no Bilhete de Identidade, mas como José Branco nada lhe dizia
e o pai e o irmão mais velho há muito usavam o Aguiar com o Branco,
mandou unir com cordel de hífen. O José Pedro foi a ministro, melhor
ainda, o José Pedro foi aos "Gato Fedorento esmiúçam os sufrágios",
que não dá pensão mas dá prestígio social. Ora, o bom do Pedro não
pediu ao tipógrafo para atar o Guilherme ao Moreira, mas o bom senhor
copiou pelo modelo e encaminhou meia grosa de cartões para a praia
onde morava o nosso herói. Quando viu, Pedro indignou-se. Quando olhou
sorriu. Depois gostou. Como Pedro Moreira é coisa que nunca lhe soara,
pois todos os primogénitos da família, há umas boas gerações, se
chamaram qualquercoisa Guilherme ou Guilherme qualquercoisa ficou
assim, Guilherme tracinho Moreira. Pois o Pedro Guilherme-Moreira já
usou Pedro Pedrosa. Tem um nome comprido no Bilhete de Identidade, que
em 2011 ainda não é do Cidadão nem do Cartão. Seis vocábulos. Um dia,
um professor de português a quem chamavam poeta maluco mas era Luís
Carlos e lhe deu nega por escrever bem, mandou os meninos levantar-se
e chapar o seu nome completo numa folha. Quando chegou a vez do Pedro,
e como a primeira linha tinha acabado e o próximo nome era Pedrosa,
começou a escrever este mesmo na segunda linha. Ora, Pedrosa começa
por Pedro e termina com mais um esse e um á. Quando o poeta maluco viu
um Pedro alinhado com outro Pedro, que ainda por cima era a mesma
pessoa, desferiu um tabefe sobre as faces rosadas dos dois que eram só
um. Pumba. Agora o Pedro Guilherme-Moreira, que já não usa Pedrosa,
gostava de reencontrar esse professor para medirem as mãos. E outras
coisas. O Pedro nasceu no final da década de sessenta no Porto. Viveu
nas Antas, aprendeu a andar de bicicleta dentro do pavilhão do Fê Cê
Pê e andou de colo para colo daquela equipa de futebol do Porto com o
Fonseca, Simões, Freitas, Murça, Gomes, etc, etc. O pai foi
internacional de voleibol pelo mesmo clube e contagiou a família toda.
O Pedro também foi voleibolista federado durante muitos anos, era um
ano mais velho que o Maia e do tamanho do Brenha, que é algo a rondar
dois metros, o que é bom para concertos ao vivo. Vejam o seu
desempenho brilhante nos anos oitenta, jogando pelo Colégio dos
Carvalhos, onde estudou, e tributário do Serafim Saudade, que ainda
estava por nascer (é o oito):

 É bisneto de escultor, neto de comerciantes,
filho de pintora e engenheiro.

Ora, o tracinho, como veio a ser carinhosamente
apelidado pelos seus colegas advogados, seguiu vida no trólei três,
como se sabe, como Torga, com quem nunca falou, mesmo habitando na
zona dos Olivais, perto do Dr Adolfo Rocha, ou Miguel. Formou-se em
Direito em Coimbra e exerce apaixonadamente há mais de quinze anos,
sendo que a paixão esmoreceu à custa de muita tibieza. Já vinha
escrevendo desde que oferecera aquela fábula à professora Laura, aos
sete anos, e nunca mais parou: poesia sempre, mas a prosa ainda não
estava bem. Nem aos vinte, nem aos trinta. E eis que um acidente grave
da prima Susana o fez obrigar-se, ao espelho, a terminar o livro sobre
a guerra civil estradal que levava sete páginas escritas em cinco
anos. Começou por volta dos trinta e cinco anos e nunca mais parou.
Até hoje. Hoje também não parou. Escreveu mais de mil páginas de
enfiada e experimentou todos os estilos, e tudo o que lia era bom para
rasgar a página, voar a página, mastigar, deglutir, cheirar. A prosa
passou a ser-lhe compulsiva, mas a poesia volta cada vez que termina
um livro, e enquanto não começa outro. Ser pai tem sido também um
projecto visceral e arrebatador, mas durante três anos nenhum poema se
veio colar ao seu bebé. Aos três anos, contudo, veio o


FILHO

A mão dele ainda cabe aberta

Na minha mão fechada.

No dia em que não couber,

vou em busca do abraço

que encerre em mim uma volta.

O olhos dele ainda brilham

nas frestas do olhar do pai.

No dia em que não brilharem,

buscarei em mim o véu

que lhe devolva o horizonte.

E os seus ouvidos vibram,

desaguando os meus passos.

No dia em que não vibrarem,

vou em busca do silêncio

que me deixe ouvir os seus.

Enfim, um dia, o meu filho,

não vai querer um beijo meu

à porta da sua escola.

Nesse dia, a ternura

que docemente traduz

a violência pura

do amor,

vai sentar-se na mão,

a mesma mão

que em si fechava a sua,

e descansar

sobre o seu ombro,

calada.

Se ao menos nesse dia ele deixasse

fechar sobre si o abraço...

Pedro Guilherme-Moreira

2003-07-30

E é homem de todas as mulheres mas de uma só, e não é
a mãe, é aquela com quem namora há vinte e cinco anos e que ama ao
Domingo.


Ao Domingo,
amo-te do outro lado da casa,
fico à escuta de joelhos
sob a manta escocesa


Ao Domingo,
amo-te por seres uma certeza

E podia contar mais, mas chega a manhã do
Mundo.

Aproximou-se assim:


Chegou assim:


E finalmente, em homenagem às mulheres, contou uma
parte da história assim:

Quando no dia 11 de Setembro o professor Marcelo
escolheu o livro do tracinho, o Pedro Guilherme-Moreira recolheu-se,
humilde, perante a certeza de que perto de dois milhões de pessoa
estavam a vê-lo naquele momento.

Então o Pedro Guilherme-Moreira soube que aquilo que
tinha decidido, nunca mais parar, era para levar avante, não por si,
mas pelos abnegados leitores que lhe têm enchido a alma.

Muito mais poderia dizer - ainda é, por exemplo,
investigador do Escultor Alves de Sousa -, mas deixa-vos com as duas
ligações que o definem no momento.
O blogue pessoal, "Ignorância", onde está toda a
poesia e muitos mais:

O blogue do livro "A manhã do mundo" - se encontrarem
um blogue de livro ainda mais completo do que este, avisem, que ele
pago a diferença:

E diz que foi uma honra escrever no blogue da
Cristina, e agora toca a sair e comprar livros:).

E manda abraços para eles e beijinhos para elas, o
Pedro Guilherme-More
ira"

sábado, 24 de setembro de 2011

Soltas...A Manhã do Mundo


"À janela, em pilha, a escolha pareceu óbvia. À janela, em pilha, com dezenas de pessoas atrás a empurrar para conquistar uma nesga de ar livre e atrás delas o fumo negro e espesso, e atrás dele as línguas alaranjadas do fogo, a escolha foi óbvia."

"Às vezes as pessoas fazem rugas no mundo, em vez de o alisar. Complicam em vez de o tornar simples, não é?"

"-Mesmo que ganhe menos, quero ter a prerrogativa de dar prioridade absoluta ao meu filho, de estar presente. Não quero ser mais um a viver no escritório só para expor os outros à cobiça do melhor emprego do mundo na melhor cidade do mundo.
O chefe não pestanejou. Não disse uma palavra. Levantou-se, deu-lhe um abraço suave e pousou a mão aberta na sua nuca. Mandou-o viver a vida com aquele corajoso bom senso. Nada mais."

"Não me despedi. Temos de nos despedir. Todos os dias."

A Manhã do Mundo de Pedro Guilherme-Moreira


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 216
Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789722045193
Coleção: Romance

Torna-se difícil deixar este livro, largá-lo por uns minutos apenas, tanto pelo acontecimento que serve de pano de fundo a esta obra como pela escrita mágica desta autor!

Dez anos passados e as imagens que circularam pelo mundo inteiro ainda estão presentes em nós, como se tivessem acontecido ontem mesmo. E as pequenas histórias imaginadas por Pedro Guilherme-Moreira, misturadas com alguns factos reais, fazem-nos reviver esses momentos tão trágicos e tão marcantes. E isso dói! Imaginarmos como poderiam ter sido os últimos momentos de algumas dessas pessoas faz-nos encolher o coração... Pensarmos o que poderiam estar a sentir todos os que preferiram saltar (tomando, assim, a última decisão das suas vidas!) a ficar no inferno que as Torres se tornaram...

Os acasos da vida, aquilo que nos leva a estar num determinado sítio a uma determinada hora, são aqui bem intuídos e descritos pelo autor. As histórias sucedem-se e sentimos que pequenos "nadas" podem fazer a diferença entre a vida e a morte. E a pergunta: "E se?" é feita constantemente por nós leitoras e parece-me que pelo autor também aquando da escrita do livro.

Esta não é uma história linear,convencional, histórias de várias pessoas que poderiam ter estado lá. Conta-nos sim, diferentes fins que as mesmas personagens poderiam ter tido e sentido. Difícil de explicar sem nada contar do livro. Ler é mesmo o melhor remédio!

Recomendo a sua leitura! Acredito que deva ter sido uma escrita sofrida esta. Porque se para nós leitores se torna difícil o "visualizar" alguns momentos desta livro, porque nos magoa, para o autor também não deve ter sido nada fácil "viver" esta obra.


Terminado em 23 de Setembro de 2011

Estrelas: 4*

Sinopse

No dia 12 de Setembro de 2001, Ayda encontrou-se com Teresa num café de Allentown e, com o jornal aberto sobre a mesa, foi implacável com os que tinham saltado das Torres Gémeas, chamando-lhes cobardes; mas não disse à amiga que, na verdade, o que sentia era outra coisa, uma grande frustração por o marido e o filho a terem abandonado e rumado a Nova Iorque num momento em que ela se recusava a tomar a medicação e lhes tornava a vida um Inferno - e de não ter coragem de fazer o que esses tinham feito.
Entre os que saltaram, estavam Thea, Millard, Mark, Alice e Solomon - todos personagens fascinantes, com histórias de vida simultaneamente banais e extraordinárias -, que o acaso reuniu no 106.º piso da Torre Norte do World Trade Center naquela fatídica manhã. Se Ayda, por hipótese, conhecesse essas histórias e o drama que eles enfrentaram, decerto não os teria insultado tão levianamente. Mas poderá o destino dar-lhe uma oportunidade de rever a História?
Este é um romance admirável sobre o medo e a coragem, o desespero e a lucidez, a culpa e a expiação; mas é também um livro sobre Einstein e os universos paralelos, sobre o que foi e o que podia não ter sido. No décimo aniversário do 11 de Setembro, a memória não basta, é preciso combater o esquecimento indo para junto dos heróis que viveram o horror e compreender cada um dos seus actos - se necessário, saltar com eles, conhecer aquela que foi a manhã do Mundo.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A convidada escolhe: Inês da minha alma

Desta feita calhou à minha amiga Odete e ela escolheu uma das suas escritoras preferidas. A Odete já leu "tudo quanto é livro!", como muitas vezes digo a mim mesma...
Daí que se quiserem uma opinião, perguntem-lhe, pois se ela ainda não leu, vão ver que o livro está na Wish List dela, lol! 


"Sou muito suspeita em relação a Isabel Allende por ser uma das minhas escritoras de eleição, e fiquei super fã desde a "Casa dos Espíritos", "Filha da Fortuna" e "Retrato a Sépia"... Já li todos os livros editados em Portugal.

Gostaria mais de falar dos livros em geral de Isabel Allende do que propriamente de um só, porque Allende é muito descritiva quer com as suas personagens, quer em tudo o que as envolva como o ambiente, por exemplo. Daí que não é uma leitura fácil, mas sim um bocado complicada para quem não esteja habituado.


Mais uma vez Isabel Allende não me decepcionou neste romance épico com a sua personagem Inés Suárez. "Inés da minha alma" é  um  livro fantástico, magnífico, e conta-nos a história de uma jovem mulher costureira da Estremadura Espanhola que parte para a América à procura do seu marido e para escapar à vida claustrofóbica da sua terra. É uma mulher bastante forte, aventureira, cheia de conflitos, desejos, paixão e amor.

Como em quase todos dos livros de Allende, este consegue misturar o fantástico com o real, o misticismo religioso dos conquistadores/invasores Espanhóis, e uma história de amor com a história de um país e de um continente.

Todo o sofrimento das mulheres no século XVI está bem patente neste livro, tudo era vedado às mulheres neste século e é precisamente isso o que esta personagem quer viver: as aventuras que não podia ter.


E também vamos, ao longo do livro, confirmando a realidade que era viver naqueles tempos devido à violência e à crueldade de um momento histórico no Chile.


Mudamos de página sempre querendo ler mais e mais sobre o que se vai passar a seguir. Simplesmente delicioso de se ler... como todos os seus livros!"


Odete Silva

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Passatempo Bertrand/Quetzal/Teatro do Campo Alegre

JOSÉ LUÍS PEIXOTO PROCURA LEITOR PARA ABRAÇO



Numa parceria entre as Livrarias Bertrand, a Quetzal Editores e o Teatro 
do Campo Alegre, um leitor selecionado através de um passatempo terá 
a possibilidade de participar na apresentação do mais recente livro de 
José Luís Peixoto.
Nos dias 27 e 28 de outubro, a partir das 22:00, José Luís Peixoto estará presente no Teatro do Campo Alegre, Porto, no 10º aniversário das Quintas de Leitura, para a apresentação do seu novo livro,  Abraço,  num  espectáculo  que  contará com a  participação de diversos artistas  que farão uma abordagem única à obra. 
Todos os participantes no espetáculo foram escolhidos – à exceção de um.
Para selecionar o último elemento do grupo de atores que, em conjunto com o leitor, irá ler excertos  do livro  Abraço durante o espetáculo, o autor, em parceria com o Teatro do Campo Alegre, a Quetzal Editores e as Livrarias Bertrand, lança um desafio sob a forma de passatempo: 
os candidatos a subir ao palco do Teatro do Campo Alegre devem gravar um vídeo  em que estejam a ler um excerto de qualquer texto da autoria de José Luís Peixoto e publicá-lo no Youtube. Para a participação ser considerada, é preciso que o link dessa publicação, bem como os contactos dos participantes sejam enviados até  23 de Setembro para o email 
abracodeleitura@gmail.com
O vencedor, além da oportunidade de participar num espetáculo único, receberá também um vale de 100 euros para compra de livros nas Livrarias Bertrand.
Será garantida a deslocação de qualquer ponto de Portugal Continental até ao Porto e respectiva estadia. 

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Ilusão Perfeita de Jodi Picoult


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 448
Editor: Livraria Civilização Editora
ISBN: 9789722632560

Ainda não tinha aqui feito nenhum comentário sobre os livros desta autora, embora tivesse lido alguns e tenha gostado muito de todos eles. "Para a minha irmã", "Dezanove minutos", "Em troca de um coração", são títulos a guardar na memória! Na estante, por ler, ainda se encontra "No seu mundo".


Mostrando-nos dois mundos completamente diferentes entre si - o de uma estrela de Hollywood e o de uma reserva de índios Sioux - Jodi consegue abrir-nos as portas para um problema que ainda hoje muitas vezes é abafado por quem sofre dele e ignorado por quem, com ele, vive lado a lado: a violência doméstica.

O amor, a esperança e a paixão misturam-se com a culpa, a dor, o medo, a perca da liberdade que esses actos inumanos de agressão despertam na personagem principal e consequentemente em nós. Não é fácil perceber algumas das suas atitudes e damos connosco a avisá-la dos acontecimentos que conseguimos antever ("Não há duas sem três!). Mas, este livro, é também um hino de esperança para todos os que sofrem calados e não têm coragem de gritar bem alto: "Chega!"

É importante desmistificar a ideia, que ainda perdura, que a violência doméstica está directamente relacionada com camadas sociais economicamente desfavorecidas e com menos estudos. E esta escritora fá-lo espectacularmente!

Recomendo! Os livros da Jodi Picoult têm sempre como pano de fundo problemas da sociedade actual e, como tal, são sempre uma referência para quem gosta de ler histórias com um misto de romance e realidade.


Terminado em 21 de Setembro de 2011

Estrelas: 4*

Sinopse

Uma mulher acorda num cemitério ferida e a sangrar, completamente amnésica. Não sabe quem é nem o que faz ali. 
É socorrida por um polícia que acabara de chegar a Los Angeles. Alguns dias mais tarde, é apanhada de surpresa ao ser finalmente identificada pelo marido, nada mais, nada menos do que Alex Rivers, o famoso actor de Hollywood. 
Cassie fica deslumbrada pelo conto de fadas que está a viver. Mas nem tudo parece correcto e algo obscuro e perturbador se esconde por detrás daquela fachada de glamour. E é só quando a sua memória começa gradualmente a regressar que a sua vida de cenário perfeito se desmorona e Cassie enfrenta a necessidade de fazer escolhas que nunca sonhou ter de fazer.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Soltas...Continua desaparecida


"Mais tarde qundo ele se deitou a meu lado na cama, com a cabeça sobre o meu peito, dei-me conta de que tinha pena dele. Tinha mesmo. Era a primeira vez que sentia algo que não fosse nojo, medo ou ódio por ele e isso é que me deixou mesmo assustada."

"Pergunto-me se aquela mulher, aquela estranha, sabe da minha história. Provavelmente também é boa pessoa, não o imagino a andar com alguém que não seja. Se calhar tem pena de mim. Meu Deus, espero que não. Já faço bem esse trabalho sozinha."

"Lembro-me de ter lido em tempos que se tivermos um pássaro que viveu muito tempo numa gaiola e deixarmos a porta aberta, ele não sai logo."

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Continua Desaparecida de Chevy Stevens

Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 320
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722522823
Coleção: Grandes Romances

Há livros que deixam marcas e me fazem perguntar como é possível a sua escritora ter uma imaginação tão prodigiosa e fazer, ao mesmo tempo, um relato tão real de uma situação fictícia. 

A sinopse é parca para o tanto que sentimos com a sua leitura. Não só sentimos como também visualizamos todas as cenas como se de um filme se tratasse! E, quando um livro me faz mergulhar tão intensamente nos sentimentos, nas vivências da personagem principal, então, posso afirmar que ele conseguiu, sem sombra de dúvida, atingir a sua função: deixar que eu entrasse na sua história, que eu me transformasse nessa personagem!

Devem mesmo ler este livro! É indiscritível o terror e as agressões a que é sujeita Annie aquando do seu desaparecimento e nos seus longos dias de cativeiro! Faz-nos pensar em todos os que podem estar a passar por situações idênticas, tal é o realismo que a autora impregna nas suas palavras! 

Desapareceu, de facto, num certo dia em que um homem a atacou e a levou contra sua vontade, mas continua desaparecida mesmo depois de ter sido encontrada: Annie nunca voltará a ser a mesma! No entanto, a sua luta diária para "viver" as coisas mais básicas, para sobreviver às rotinas do dia-a-dia, deixam o nosso coração apertado.

Brilhantemente escrito, sem pudor e com uma dureza que nos fere os sentidos, este livro é daqueles que queremos ter na nossa estante e que não vamos esquecer tão cedo. Para ler, com urgência! Muito bom mesmo. 

Terminado em 16 de Setembro de 2011

Estrelas: 5*+

Sinopse

No dia em que foi raptada, Annie, de 32 anos, tinha três tarefas a cumprir: vender uma casa, esquecer uma discussão feia com a mãe e ir jantar com o namorado…
Intercalada com a história do ano em que foi prisioneira de um psicopata nas montanhas, narrada nas sessões que tem com a sua psiquiatra, surge a história do que se seguiu à sua fuga.
Um livro visceral, chocante e maravilhosamente narrado.