Gosta deste blog? Então siga-me...

Indique o seu email para receber actualizações

Também estamos no Facebook e Twitter

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Angola, o horizonte perdido de António Coimbra


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 440
Editor: Papiro Editora
ISBN: 9789896365998

Foi com uma certa nostalgia que decidi escolher este livro para minha leitura. Uma parte pequenina do meu coração ficou em África e esperava, com esta leitura, recuperar o meu imaginário de infância. Esqueci-me, porém, que as recordações são algo de muito próprio e pessoais e se o que esperava era rever-me nestas palavras tal não aconteceu na sua totalidade, como era de prever...

Mas visitei muitos cheiros e cores de uma Angola de há muito tempo e, quando lia, muitas recordações afloraram ao meu pensamento e as cores de Angola fizeram-me sentir saudades de uma época em que as portas não eram fechadas à chave e não era necessário espreitar pelo buraquinho para ver quem lá vinha!

Interessante percurso o desta personagem/autor que, nascido numa pequena e pobre aldeia portuguesa sonhou em conseguir uma vida melhor. O sonho de partir sempre acompanhou o seu crescimento e a sua vontade de aprender com e nos livros tornou-o um auto-didacta. À semelhança de tantos "retornados", aprendeu a amar Angola e depois, com a guerra e a descolonização, teve de descobrir e reconstruir uma vida nova num Portugal de costumes diferentes do de hoje.

Terminado em 25 de Dezembro de 2011

Estrelas: 3*

Sinopse

Num registo profundamente pessoal e crítico, pontuado por episódios quentes e eróticos como a própria África, António Coimbra conta-nos a história de um português que, como tantos outros, construiu a sua vida em solo africano, que depressa aprendeu a amar e que, um dia, foi obrigado a deixar. Angola, O Horizonte Perdido é uma homenagem a todos aqueles que labutavam no então ultramar português e que, de um dia para outro, descobriram que tinham sido cobardemente traídos e abandonados à sua sorte. A voz de António Coimbra é a voz de todos aqueles que, revoltados com a versão "oficial" dos acontecimentos, se querem fazer ouvir.

1 comentário:

  1. Também eu pensei em ler este livro para,como dizes,recuperar o meu imaginário de infância,mas já imaginava que não seria possível por isso não o adquiri.Saudades,ai saudades:)

    ResponderEliminar