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sexta-feira, 22 de maio de 2026

"De Quanta Terra Precisa o Homem" de Lev Tolstói

Um conto que se lê num ápice e que nos fala sobre a ambição humana. Há limites para esse desejo insaciável do Homem por mais e mais?

Um camponês simples que acaba por mergulhar numa rede de insatisfacão e quer possuir cada vez mais terras à medida que vai conseguindo adquirir mais algumas. Surge-lhe uma oportunidade única que quer aproveitar na sua totalidade: ouve falar de um povo que oferece toda a terra que ele conseguir percorrer a pé durante um dia. A única condição é que consiga voltar ao ponto de partida antes do sol se pôr. 

Estão a imaginar o resultado, não? a ambição humana no seu melhor, ou seja, no seu pior... A forte crítica a esse sentimento que corroi o ser humano está presente em todo este pequeno livro. A ambição como motor da destruição da pópria vida e como impedimento da valorização do que realmente importa.

Gostei. Nada que não saibamos já mas, ainda assim, faz-nos refletir.

Terminado em 29 de Março de 2026

Estrelas: 4*

Sinopse
Um texto breve e magistral, que atravessa gerações e continua a interpelar o leitor com a mesma clareza implacável: no fim, tudo se reduz à medida exata da nossa existência.Pakhóm é um homem simples, mas inquieto. Trabalha a terra, conhece o esforço e o valor do pão, mas carrega dentro de si um desejo que nunca repousa: possuir mais. Mais campos, mais horizontes, mais segurança. A cada conquista, porém, a terra parece encolher, e o coração tornar-se ainda mais insatisfeito.

Quando lhe surge a possibilidade de conquistar toda a terra que conseguir percorrer entre o nascer e o pôr do sol, Pakhóm entrega-se a uma corrida silenciosa contra o tempo, o corpo e a própria consciência. O dia avança, o sol inclina-se, e a ambição transforma-se num fardo tão pesado quanto a terra que ele deseja possuir.

Com a sobriedade e a lucidez que marcam a sua obra, Tolstói constrói uma história de aparente simplicidade e profunda força simbólica, onde, a cada passo, ecoa uma pergunta essencial: quanto é o suficiente para um homem? No desfecho, inevitável e fulgurante, revela-se a verdade última: austera, humana e eterna.

Cris

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